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Mercado reeditará em 2018 o “risco Lula” de 2002? Por Tereza Cruvinel


Fotos: Ricardo Stuckert | ABr

Por Tereza Cruvinel

Mercado reeditará em 2018 o “risco Lula” de 2002?

No 247

Estava claro que a primeira pesquisa IBOPE sobre a disputa presidencial de 2018, divulgada neste domingo, ao revelar o favoritismo do ex-presidente Lula, provocaria alguma reação de seus adversários. Se na política eles não podem responder no curto prazo, na  frente econômica o mercado foi rápido no gatilho. O índice Bovespa interrompeu uma sequência de altas e abriu em viés de baixa nesta segunda-feira, e o dólar subiu para R$ 3,252, depois de ter recuado 1% na cotação de sexta-feira. São sinais, ainda que incipientes, de que as forças da banca financeira podem reeditar em 2018 a manobra do “risco Lula”, um verdadeiro ataque especulativo contra o país, sintonizado com o crescimento ininterrupto de Lula na disputa presidencial de 2002.

Naquele pleito, embora o Brasil houvesse quebrado três vezes na Era FHC, a cada salto de Lula nas pesquisas eleitorais o mercado respondia com alta do dólar e quedas na Bolsa, movimentos que eram atribuídos ao terror do mercado com a possibilidade de sua vitória. O especulador global George Soros criou um indicador maligno, o “lulômetro”, que mediria o impacto do risco de sua eleição. Os ataques foram contidos com o lançamento da “Carta ao Povo Brasileiro”, em que Lula se comprometeu a manter os fundamentos macroeconômicos (câmbio livre, metas de inflação e superávit primário) e a honrar os contratos do Estado brasileiro. FHC, é devido reconhecer, também contribuiu para mitigar a situação ao reunir todos os presidenciáveis no Planalto para expor a situação, o que permitiu uma espécie de pacto pela estabilização.

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Em Brasília, Marcelo Lavenère e Tereza Cruvinel debatem os horizontes para superação da crise

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Foto: Lucio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Na próxima segunda-feira, dia 3 de julho, a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília (DF) realizará o debate “Brasil: horizontes éticos para superar a crise”, com a participação de Marcelo Lavenère, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de Tereza Cruvinel, jornalista, escritora e ex-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). 
 
Para a Comissão Justiça e Paz, a crise vivida atualmente pelo Brasil vai além do problema moral que atinge o sistema político, e também leva a refletir sobre o projeto de nação que deve ser construído. 
 
O órgão também afirma que as reformas propostas pelo governo de Michel Temer parecem caminhar para a recusa em combater a “profunda desigualdade social que seguem manchando a história nacional desde nosso passado colonial e escravocrata”.

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Tereza Cruvinel: Lava Jato e Temer têm em comum o plano contra a esquerda

Foto: Beto Barata/PR
 
 
Jornal GGN - A jornalista Tereza Cruvinel escreveu no Brasil 247 que a Lava Jato e o governo Temer têm um propósito em comum, desmontar as forças populares, tirar Lula da eleição de 2018 e aniquilar os nomes que restaram à esquerda. "Não nos iludamos, as coisas devem piorar, com o Estado de Exceção se instalando com mais desenvoltura  no país."
 
Para Cruvinel, a imprensa está alinhada com o Judiciário - incluindo o Supremo Tirbunal Federal - para terminar o golpe de 2016, dado com o impeachment de Dilma Rousseff. "Enquanto isso, Temer celebra seu primeiro ano no governo, apesar dos retrocessos e da impopularidade superior a 90%."
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Depois do golpe, dois cenários: conservadores no poder ou resistência até novas eleições

Jornal GGN - A jornalista Tereza Cruvinel, em artigo publicado nesta quarta (17) no Brasil 247, diz que é necessário se preparar para a vida depois do "golpe" do impeachment, porque é o que nos espera. Segundo ela, dois cenários serão possível a partir de setembro: as forças conservadores se agarram ao poder sem nenhuma resistência popular, deflagrando reformas que reduzem direitos, sem que os afetados percebam ou se incomodem com isso.

Ou as forças progressistas se unem para impôr alguma resistência - provavelmente fortemente reprimida pelas autoridades - até que novas eleições sejam deflagradas. Isso, claro, sem esquecer que essas novas eleições ainda podem configurar o pior dos mundos - com o Congresso elegendo o novo presidente no lugar do povo.

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Classes C e D não compreendem narrativa do golpe

Para 3/4 de entrevistados pelo instituto de pesquisa a crise política é fruto de disputa pelo poder. A principal preocupação dos brasileiros é a situação econômica. 
 
Jornal GGN - O presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, alerta: brasileiro médio não compreende narrativa do golpe. Ele, assim como os demais convidados do programa Brasilianas.org da última segunda, a jornalista Tereza Cruvinel, e o cientista político Aldo Fornazieri, concorda que o governo agiu tarde demais para reverter a crise política.
 
Agora, dificilmente Dilma conseguirá evitar um processo de impeachment. Acompanhe a seguir o programa completo. 
 

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O país tem direito à lista e à delação da Odebrecht, por Tereza Cruvinel

Por Tereza Cruvinel

Do Brasil 247

Quando divulgou a conversa ilegalmente grampeada entre Lula e Dilma, o juiz Sergio Moro alegou  “interesse público” no assunto.  Acrescentou que os governados têm o direito de saber o que fazem (inclusive na intimidade) os governantes.  Os mesmos argumentos , e muitos outros, podem ser invocados pela sociedade  para exigir a divulgação da “lista da Odebrecht”, contendo mais de 300 nomes de políticos que receberam “capilés” da empreiteira, logo posta sob sigilo por Moro.  Por que nela há pessoas “com foro” ou porque ela não atende a seuis critérios de seletividade?  Da mesma forma, a sociedade tem direito de exigir do Ministério Público que aceite a proposta da construtora para uma “colaboração definitiva”, afastando a suspeita de que a recusa se relaciona com a amplitude do esquema de financiamento partidário-eleitoral que a Odebrecht planejava desnudar.

O desinteresse de Moro  e dos procuradores pelas revelações da construtora  transpareceu já na noite de terça-feira, conforme registrou este blog. O Jornal Nacional , ao noticiar a Operação Xepa, que fez buscas e apreensões em várias unidades da Odebrecht, destacou trechos da nota pública da empresa,  passando ligeiramente sobre o trecho em que afirma não ter a construtora “responsabilidade dominante” pelos fatos apurados e pela existência de “um sistema ilegítimo e ilegal de financiamento do sistema partidário-eleitoral”.  A seguir, William Bonner informa que “nossos repórteres” ouviram do  Ministério Público que tal acordo não havia sido assinado e que seria analisado segundo as prioridades da Operação Lava Jato.  O desinteresse do Ministério Público confirmou-se nesta quarta-feira logo que começaram a ser divulgados nomes da oposição que figuram na lista da Odebrecht, tais como Aécio Neves, José Serra, Rodrigo Maia e Eduardo Cunha, para ficar só em quatro importantes lanceiros do impeachment.  Moro colocou o material sob sigilo e os procuradores praticamente descartaram a delação da Odebrecht.

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Lula: matar o mito para encerrar o ciclo, por Tereza Cruvinel

do Brasil 247

Lula: matar o mito para encerrar o ciclo, por Tereza Cruvinel

Quando Juscelino Kubitscheck morreu, em 1976, viu-se que deixou uma fazendinha em Luziânia e um apartamento no Rio de Janeiro. E, no entanto, nos anos que se seguiram ao golpe de 1964, a ditadura forjou a lenda de que fora cassado porque era corrupto e roubara muito durante a construção de Brasília. JK foi cassado porque era o mito eleitoral e político daquele tempo, o candidato mais forte às eleições presidenciais que estavam marcadas para 1965. O triunfo da nova ordem política erigida pelos militares exigia a destruição do mito JK, o presidente que mudara a face do Brasil acelerando a industrialização e interiorizando a capital. Mataram o mito. Depois, o pleito de 1965 foi desmarcado e os brasileiros só votaram novamente para presidente em 1989. Para visitar a cidade que criara, ele vinha a jantares clandestinos organizados pela amiga Vera Brant.

Na segunda morte de JK, a morte física em 1976, estudantes, candangos e centenas de brasilienses acompanharam o féretro da Catedral até o cemitério Campo da Esperança cantando o "peixe vivo" e gritando "abaixo a ditadura". Foi a primeira grande manifestação política de que participei.

Antes de JK, a caçada a outro mito também relacionado a mudanças sociais e econômicas de viés popular, havia terminado com o suicídio de Getúlio Vargas, que com o tiro no peito adiou em dez anos o golpe de 1964.

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Sinais de jabuti na Zelotes, por Tereza Cruvinel

Por Tereza Cruvinel

Do Brasil 247

No despacho em que autorizou as ações realizadas na segunda-feira pela Polícia Federal, que incluíram a busca e apreensão na empresa de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a juíza Celia Ody Bernardes acrescentou uma determinação no mínimo curiosa, que sugere uma interferência suspeita na condução da Operação Zelotes. “Estou convencido de que tem um jabuti aí. Não sei quem colocou mas trata-se obviamente de um jabuti destinado a atingir o PT e o presidente Lula”, diz o deputado petista Paulo Pimenta.

O que a juíza diz em seu despacho, é o seguinte: “Determino que a autoridade policial providencie vista dos autos ao MPF para que possa acompanhar as medidas ora deferidas e também para que informe o juízo acerca das providências tomadas para esclarecer em que circunstâncias ocorreu a visita realizada por Reinaldo de Almeida Cesar Sobrinho, delegado da Policia Federal que já atuou no Núcleo de Inteligência Policial, ao investigado Fernando Cesar de Moreira Mesquita; e o fato de ter sido encontrado na residência do investigado Alexandre Paes dos Santos relatório de Inteligência Policial da Policia Federal...”.

A ordem faz supor que a juíza suspeita de uma ação do referido policial em favor dos investigados, inclusive com entrega de relatório da PF ao lobista Alexandre Paes dos Santos. 

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Berzoini assume prometendo debate sobre regulação da mídia, por Tereza Cruvinel

Berzoini assume prometendo debate sobre regulação da mídia, por Tereza Cruvinel

Ele promete reler o projeto Franklin Martins, estudar experiências externas mas sobretudo ouvir a sociedade brasileira

Sem fazer uso uma só vez da expressão anatemizada “regulação da mídia”, o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, tomou posse hoje no cargo reiterando a disposição de abrir um amplo debate com a sociedade brasileira sobre os melhores caminhos para tornar mais efetiva e mais democrática a atividade de comunicação no Brasil. “A liberdade de expressão deve ser um valor assimilado por cada cidadão, e sob esta premissa podemos avançar na consolidação da democracia,. que não deve reduzir-se ao direito de votar. A democracia deve assegurar também, entre outros direitos, o de consumir e difundir informação e, principalmente, o de participar livremente da construção de um conjunto de ideias e valores pelo nosso próprio povo”.

Em entrevista coletiva a seguir, ele evitou fixar cronograma para o início desta ou de qualquer outra ação do ministério mas, respondendo à pergunta desta colunista do 247, admitiu que pode tomar a iniciativa de propor a regulamentação dos artigos 221, 222 e 223 da Constituição, que nunca foram regulamentados. “A regulamentação é tarefa do Congresso mas nós podemos propor e estimular a tramitação desta matéria; A regulamentação seria uma boa oportunidade para ampliar o debate e fazer com que toda a população saiba do que estamos falando. De garantir o direito à comunicação, dentro do marco intocável da liberdade de expressão”.. Estes artigos vedam o monopólio e o oligopólio no setor, exigem diversidade regional na produção de conteúdos, pluralidade e equilíbrio entre os sistemas estatal, público e privado de radiodifusão. Com base no artigo 223, foi criada a EBC para implantar o sistema público.

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