Oi entra na Justiça com maior pedido de recuperação da história

Jornal GGN – Com dívidas que somam R$ 65,4 bilhões, a operadora de telefonia Oi entrou, nesta segunda (20), na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com um pedido de recuperação judicial da empresa. Em comunicado a empresa disse que vinha empreendendo esforços para otimizar sua liquidez e perfil de endividamento. Esse é o maior processo de recuperação judicial de uma empresa no Brasil e o maior de uma companhia privada na América Latina. 

A Oi também afirmou que o pedido tem o objetivo de “preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a Anatel, preservar o valor das empresas Oi, manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger de forma organizada os interesses das empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, além de proteger o caixa da empresas”.

Maior operadora de linhas fixas no Brasil, a Oi vinha tentando renegociar suas dívidas nos últimos meses. Agora, ela tem um prazo de 60 dias para apresentar um plano de reestruturação para seus credores.

Da Agência Brasil
 
 
A companhia de telefonia Oi entrou hoje (20) na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio com um pedido de recuperação judicial da empresa, incluindo no processo um total em dívidas de R$ 65, 4 bilhões. 
 
No fato relevante comunicado aos acionistas e ao mercado, a empresa informou que ajuizou, em conjunto com suas subsidiárias integrais, diretas e indiretas, “o pedido de recuperação judicial na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, nos termos dos artigos da Lei das Sociedades Anônimas (LSA), em caráter de urgência, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da companhia e nos órgãos societários competentes das demais Empresas Oi, em reuniões realizadas nesta data”.
 
No comunicado, a empresa afirmou que, segundo anúncio prévio, a Oi vinha empreendendo esforços e estudos, em conjunto com seus assessores financeiros e legais, para otimizar sua liquidez e perfil de endividamento.
 
Compromissos
 
“A companhia, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, também conduzia negociações com seus credores financeiros e com a Moelis & Company, na qualidade de assessor financeiro de um grupo de titulares de bonds (títulos de dívida), com vistas a uma reestruturação consensual de dívidas das empresas Oi com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital”, acrescentou o comunicado.
 
Na nota, a empresa informou ainda que, “considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das empresas Oi, à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa da empresa representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das empresas Oi, a companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada neste momento”.
 
De acordo com a companhia, a iniciativa teve por objetivo “preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a Anatel, preservar o valor das empresas Oi, manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger de forma organizada os interesses das empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, além de proteger o caixa da empresas”.
 
Informações
 
No documento, a Oi esclareceu que o pedido de recuperação foi ajuizado em razão dos obstáculos enfrentados pela administração da companhia para encontrar uma alternativa viável junto aos credores que possibilitasse à empresa atingir os objetivos mencionados acima, e para viabilizar a proteção adequada das empresas Oi contra credores, preservando a continuidade das atividades empresariais das empresas Oi.
 
“O total dos créditos com pessoas não controladas pela Oi listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial soma, nesta data, aproximadamente R$ 65,4 bilhões. A administração das empresas Oi pretende tomar as providências e adotar os atos necessários à efetivação do pedido de recuperação, em todas as jurisdições nas quais tais medidas sejam necessárias”.
 
A companhia afirmou que manterá acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos e divulgará oportunamente, na forma da legislação e regulamentação vigentes, demais informações relativas ao processamento do pedido de recuperação judicial.
 
Recuperação
 
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro confirmou que o pedido de recuperação da Oi foi distribuído hoje para a 7a. Vara Empresarial da Comarca da Capital. Fazem parte da companhia as empresas Oi Móvel, Telemar Norte Leste, Copart 4 Participações, Copart 5 Participações, Portugal Telecom International Finance BV e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.
 
Com a recuperação judicial, as empresas em dificuldade financeira tentam reestruturar a dívida com credores. Sancionada em 9 de fevereiro de 2005, a Lei 11.101 regulamentou a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade.

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10 comentários

  1. Esqueceram dos colaboradores!!!

    “preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a Anatel, preservar o valor das empresas Oi, manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger de forma organizada os interesses das empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, além de proteger o caixa da empresas”.

     

    Legal. Só esqueceram de mencionar a preservação do bem estar dos colaboradores, ou a direção da Oi (agora “Tchau”) pretende tocar a empresa com mão de obra terceirizada da Índia? 

  2. Curiosa a tal privataria, ops, privatização:

    Uma das primeiras, a Usiminas passou bem perto dessa concordata, entre outros motivos por briga entre sócios e perda de competitividade com os concorrentes chineses;

     

    a Vale, com um monstruoso prejuízo de 40 bilhões de reais mais um desastre ambiental de proporções hiroxímicas;

     

    e agora a Oi, tentando evitar falar em Tchau! 

     

    Aaparentemente estas empresa tiveram alguma coisa em comum, e uma delas parece ter sido que, quem as “adquiriu” não entendia do assunto.

    No caso da Oi, durante certo tempo, a empresa até acertou em novas tecnologias, mas penso que, com a digitalização, a dita deveria estar cobrando de seus clientes por bytes transportados e não por tempo. 

    • Não sou expert
      Mas agradeceriam se discorresse sobre a aquisição ou parceria com a empresa do” Lulinha”. Infelizmente não consegui enxergar até que ponto era uma oportunidade única. Para a oi,claro.

  3. Money

    Não entendo essa política de negócios da OI.

    Na minha cidade, ela tem cabeamento telefônico em todos os bairros…

    Conheço muita gente que gostaria de contratar seu serviço de Banda Larga…

    Mas a OI só fornece banda larga se o usuário contratar também um assinatura do telefone fixo…

    Daí ninguém quer pagar por uma coisa que não vai usar…Todos tem celular…

    Aqui tem umas operadores de internet sem fio, mas não pega sinal em muitas residencias..

    Cara, era só instalar a banda larga + modem e ganhar dinheiro, com a rede telefonica parada…

     

     

  4. Demorou

    Para uma empresa que trata seu maior patrimônio, que são os seus clientes, com desrespeito, desonestidade e agressividade, o atual estado de insolvência não surpreende ninguém.

    Na última avaliação da ANATEL disponível (março de 2016) e que pode ser vista no link abaixo, a Oi-Telemar se apresenta como a pior companhia em todos os serviços avaliados, exceto o de telefonia móvel em que, por incrível que possa parecer, há piores do que a Oi:

    http://www.anatel.gov.br/consumidor/index.php/desempenho-do-atendimento-ida/mar-2016

    Neste relatório aparece um nome de uma empresa que chama a atenção por ser a melhor qualificada – e com excelentes avaliações – em quase todos os serviços que é a Algar Telecom.

    Não a conhecia e acredito que deve ser bastante pequena não competindo em todas as áreas geográficas com as gigantes do setor.

    No único serviço em que a Algar Telecom não se encontra na liderança, o de Banda Larga Fixa, ela ocupa um honroso segundo lugar, pontuando com notas muito altas, pouco abaixo da primeira colocada, a SERCOMTEL.

    O que vejo, entretanto, nessas negociações para tentar tirar a empresa do grande buraco em que se meteu, são apenas acordos entre acionistas e grandes credores. Se não incluirem a grande base de clientes insatisfeitos nas negociações, podemos ter a certeza de que todos os problemas técnico-organizacionais permanecerão; mesmo com novos donos.

    O problema Oi-Telemar foi criado nos governos tucanos, mas os governos do PT também foram bastante negligentes e não souberam lidar com ele com a energia que se fazia necessária.

    A Oi-Telemar hoje representa um obstáculo tremendo para o país avançar em sua infraestrutura básica de telecomunicações.

    Cadeia para seus dirigentes é o mínimo que se espera se o país levar a sério seus projetos de se tornar uma nação competitiva no mundo globalmente intercionectado.

     

  5. E  a   “proverbial “

    E  a   “proverbial ”  eficiência da empresa privada ?  Foi pro saco ?  

    Cai  mais um  mantra….

  6. sei que nao vai a contecer

    sei que nao vai a contecer isso porque  o governo Temer ´é  tao bandido  quanto a  OI, mais  o que deveria  ser feito  era  INTERVENÇAO,  e  se  verificar  todo o caixa  da empresa  ou seja   receitas e  despesas,  e  tambem  se verificar  o quanto a  OI  MANDOU PARA O EXTERIOR, Geralmente no  fim do exercicio ela  manda  uma  gorda  fortuna  para  o exterior  entao  como excplicar  a  tal recuperaçao judicial.  

    Qualquer  recuperaçao judicial passa  por  um  levantamento completo  das contas  da empresa. Na  realidade  so ha  uma coisa  que pode  competir  com a telefonia  e internet  que é o  petroleo   e a telefonia  deve  ate   ter muito mais  lucro  do que  a  petrobras que  gasta uma fortuna  com  sondas, brocas de  perfuraçoes  e outros materiais, 

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