3 de junho de 2026

Atacado paulista fecha 1.704 empregos formais em fevereiro

Desempenho do atacado coincide com desaceleração econômica, diz pesquisa

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Jornal GGN – Em fevereiro, o comércio atacadista no Estado de São Paulo registrou diminuição de 1.704 empregos com carteira assinada, resultado de 14.166 admissões e 15.870 desligamentos. Esta é a primeira vez desde 2009 que o resultado fica negativo neste período do ano, segundo pesquisa do comércio atacadista elaborado pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Com isso, o estoque de trabalhadores do comércio atacadista no Estado atingiu 496.466 no mês, o patamar mais baixo desde março de 2013, quando eram 496.278 funcionários ativos no setor. Somando os dois primeiros meses deste ano, o saldo negativo atinge 2.950 empregos, pior primeiro bimestre desde 2007. No saldo acumulado de março de 2015 a fevereiro deste ano, foram eliminados quase 20 mil vínculos empregatícios no atacado paulista.

Todas as dez atividades pesquisadas em fevereiro apresentaram queda no estoque de empregos na comparação com o mesmo mês de 2015. Os destaques negativos foram as atividades de eletrônicos e equipamentos de uso pessoal (-7,6%); tecidos, vestuário e calçados (-7%); e o segmento de material de construção, madeira e ferramentas (-6,8%).

Além disso, há um recuo mais acentuado no estoque de trabalhadores do atacado paulista, de 3,9% em relação a fevereiro de 2015, do que o apresentado pelo varejo (-2,8%) e pelo setor de serviços (-1,8%). Na análise da FecomercioSP, essa retração está diretamente relacionada ao fato de o atacado ter também operações comerciais diretamente ligadas à indústria, setor que já vive um período prolongado de crise. 

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho do mercado de trabalho do comércio atacadista do Estado de São Paulo nos últimos meses “está em consonância com os dados gerais da economia nacional e segue a  mesma tendência de eliminação de postos de trabalho observada no comércio varejista e no setor de serviços paulista”. O desempenho das vendas e, consequentemente, a própria capacidade de investir do atacado é bastante dependente do comportamento das receitas varejistas, já que suprir o varejo é uma das funções primordiais do atacado.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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