TV GGN: Como a Lava Jato e o CADE se uniram para desmontar a Petrobras

A trajetória do Conselho Administrativo de Direito Econômico para se transformar no órgão convalidador do desmonte da Petrobras, atropelando a própria Constituição Federal.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  TV GGN: O dia em que Bolsonaro tentou o golpe militar

2 comentários

  1. Nassif,
    a emenda constitucional número 9 possibilitou a União contratar com privados essas atividades contempladas pelo monopolio. Foi regulamentada pela Lei 9478 que tem sido utilizada para legitimar as vendas dos blocos de petroleo e a desestatização por partes da Petrobras. Acho que o caminho é mais mostrar como institucionalmente foram criadas condições para desvalorização dos ativos e sua alienação sem justificativa a preço baixo. O famoso comprar na alta (construção do TBG, programa prioritario de termeletricas) e vender na baixa (TAG, malha sudeste, malha nordeste, REFAP). Veja o caso REFAP e Repsol de 2000.

  2. O entreguismo é crônico no país e muitos talvez nem percebam que o praticam.
    Mas uma coisa é certa, a imprensa corporativa sempre favoreceu a construção da imagem do grande país perfeito frente ao eterno país em desenvolvimento cheio de defeitos.
    E a melhor forma de acelerar a mudança de pensamento do brasileiro pode ser a mudança de foco de boa parte da imprensa progressiva/de esquerda/digital, etc.
    Muita gente não gosta do PT, da esquerda e da imprensa dita de esquerda, mas certamente ficaria muito irritada ao saber que o CADE está trabalhando em desacordo com suas atribuições prejudicando os negócios e os cidadãos. Sem contar várias outras negociatas que acontecem à margem da sociedade.
    Só que, como sabemos, estas mensagens quase nunca chegam ao grande público. E, entre outros motivos óbvios, não chegam porque a comunicação de esquerda é vista por muitos brasileiros como majoritariamente partidária e que tenta apenas o engajamento na luta pelo poder e mais nada.
    A difusão da comunicação em prol da soberania, pela construção de um projeto de nação, por direitos e obrigações justas, mostrando a realidade das disputas do capital e as formas de se proteger o país deveriam transcender partidos. Os partidos é que deveriam demonstrar alinhamento a essa comunicação e não essa ideia ser difundida a partir de alguns partidos.
    Não é silenciar PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL e aliados ou retirar deles a propriedade legítima de todo esse discurso e legado, mas sim separar a mensagem do mensageiro porque se tentarem matar o mensageiro(partido), como sempre tentam, a mensagem vai se manter de pé.
    Não são todos os canais de comunicação da esquerda explicitamente partidários e, mesmo os que são, não tornam a mensagem menos importante para o povo.
    Mas certamente espantam muitos que gostariam de receber essa informação só que pensam que ela é uma forma de alienação com vistas a um projeto de poder “nefasto e comunista”. É preciso desconstruir essa realidade que pesa contra o desenvolvimento do país e de vários partidos que pensam um país melhor.
    Antes não tinha como separar a mensagem do mensageiro por conta da narrativa hegemônica da imprensa. Hoje isso é possível com a internet furando a bolha e podendo chegar a qualquer um.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome