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Críticas às mudanças no Código Florestal

Do Terra Magazine

Contra a votação hoje do Código Florestal

Rui Daher
De São Paulo

Quando a coluna estava sendo escrita ainda não era certo o substitutivo que modifica a legislação atual ser votado nesta terça-feira (24). O ato dependia de um acordo no Congresso entre os partidos da base aliada. Melhor: entre governo e parlamentares que representam os grandes proprietários de terras.

Na concepção dos últimos, a proposta do relator Aldo Rebelo (PCdoB - SP) já estaria aprovada há muito tempo, as infrações cometidas no passado anistiadas e o retrocesso nas salvaguardas à preservação ambiental legalizado.

Eles e seus cúmplices nas associações de classe pouco se importaram com os estudos feitos pelas Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que nem mesmo se pretendiam conclusivos, mas indicavam a necessidade de mais pensar antes de se abrir nossos biomas e biodiversidade para novas décadas de devastação.

No regime democrático a instituição de um Poder Legislativo livre é um bem em si. Mesmo quando, como aqui, abriga um espesso caldo de corrupção e fisiologismo, o que faz mais clara a nossa incapacidade de construir uma base social e política capaz de sustentar a promessa tão próxima de exuberância econômica.

Atenção. Não é verdade que para atender a demanda crescente por alimento, fibra, energia, será necessário ampliar a área de plantio além dos limites impostos pelas atuais leis ambientais. Contas como essas são feitas com a matemática de interesses particulares, quando não para enganar trouxas.

Há largos espaços para evoluir na área plantada e na produtividade com aplicação de tecnologias ajustadas às boas práticas de manejo. A EMBRAPA sabe disso.

Também não é verdade, como quer o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que o Código precisa ser votado até 12 de junho para que milhares de produtores rurais não passem a produzir na ilegalidade. Ninguém melhor do que ele para saber quantas prorrogações já foram concedidas pelo governo para multas, interdições, proibições e, claro, dívidas.

A Lei de Crimes Ambientais está em vigor desde 1999 e concede 30 anos de prazo para uma propriedade recuperar o que devastou.

Anistiar desmatamento feito ao abrigo de leis vigentes no passado não é diferente de justificar crimes cometidos no período da Inquisição, apesar destes contarem com a complacência até de santos papas.

Ironicamente, hoje estamos diante de mais uma prova de que abrigado por leis frouxas o interesse financeiro imediato falará mais alto do que a aposta no futuro ambiental. Bastou serem afastados os sintomas da queda nos preços das commodities para que, capitalizados, os grandes proprietários de terra ganhassem fôlego para aumentar em quase 30% o desmatamento na Amazônia Legal.

Dizer que o fato pode estar relacionado à proximidade da anistia trazida pelo novo Código não é mais absurdo do que relacioná-lo à ineficácia do IBAMA, como o fez Aldo Rebelo. Se tudo, professor, pode ser resumido a uma questão de repressão por que afrouxar uma legislação que nem mesmo foi capaz de minimizar o passivo ambiental de hoje?

Se, no entanto, não basta a racionalidade da argumentação daqueles que pedem estudos mais conclusivos antes de se reformular o Código Florestal, a coluna apela para a música e a poesia de Antônio Carlos Jobim (1927 - 1994), e pergunta:

De onde iremos tirar "promessa de vida" para nossos corações? Como faremos para "adivinhar a primavera" sem "o tico-tico que mora ao lado e passeia no molhado"? E do que se alimentarão os "vastos rios de águas calmas sem os riachinhos de água esperta"?

Rui Daher é administrador de empresas, consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola.

Fale com Rui Daher: rui_daher@terra.com.br

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Código Florestal: verdades que precisam ser ditas

Ter, 14 de Junho de 2011

Osvaldo Bertolino, no Grabois.org

Na polêmica que se estabeleceu sobre o relatório do Código Florestal do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) recentemente aprovado pela Câmara dos Deputados, uma singela questão tem sido ignorada pelos ditos “ambientalistas”: a soberania do país. Devem imaginar que é um desperdício a Amazônia, o Pantanal e o meio ambiente em geral estarem sob a guarda do Brasil e dos brasileiros. Acreditam, talvez, que as florestas tropicais e equatoriais teriam um futuro bem mais tranqüilo se estivessem sob a jurisdição de europeus, japoneses, norte-americanos ou quem sabe de um ente que congregasse todos eles.

É claro que há nisso uma contradição. Esses “ambientalistas” só se tornaram verdes depois que aniquilaram todo o verde que tinham à sua volta. Foi assim com os Estados Unidos, que destruíram o meio ambiente com voracidade desde suas origens como nação. O Japão não fica atrás. A fuligem no ar japonês é assustadora. Quase não há peixes em boa parte da costa japonesa, por conta do ritmo esfaimado da indústria pesqueira. Na Espanha, na França e na Itália a parte com influência mediterrânea apresenta grande diversidade de paisagens erosivas.

Os ricos não choram diante das ruínas que semearam. Não há motivos para acreditar que agora estão de fato preocupados com a ecologia dos outros. O que há são evidências de que estão esperneando para preservar a rede gigantesca de transações e de negócios, cobrindo os continentes mais do que as nações, ignorando fronteiras espalhadas em todas as latitudes. Interesses comerciais, jogadas financeiras e xadrez geopolítico são elementos que não podem faltar em um debate que vá à raiz da questão.

Condições subdesenvolvidas

O Brasil não precisa, evidentemente, seguir pelo mesmo caminho dos ricos para se desenvolver. Ao contrário, esse quadro dá ao país a chance de aperfeiçoar a experiência de crescimento. É certo que em um país em desenvolvimento, com graves problemas socioeconômicos para resolver, as preocupações ecológicas nem sempre são prioridades. A concentração da terra, por exemplo, empurrou populações inteiras para a Amazônia, muitos hoje colonos que profanam a floresta para ter o que comer. Praticam a agricultura de subsistência, talvez a atividade econômica mais primitiva do homem.

Sem falar dos aventureiros que cortam árvores e destroem ecossistemas mais antigos do que a própria humanidade. E das empresas, muitas delas praticando extrativismo predatório, que possuem milhares de quilômetros quadrados da Amazônia. Tudo resultado do proselitismo irresponsável dos anos de ditadura, que enxergava a região como uma enorme seara para abrir estradas e espalhar a densidade demográfica brasileira. Agora temos a oportunidade de realizar um desenvolvimento econômico pujante e compatível com a preservação ambiental.

O relatório do Código Florestal explicita com todas as letras que o Brasil pode tranquilamente abrigar a Amazônia, o Pantanal, os rios exuberantes, os parques nacionais e tantas outras maravilhas naturais sem que sejam um peso, um atravanco para o desenvolvimento do campo. A preservação do meio ambiente não implica a preservação de condições subdesenvolvidas, como geralmente querem os “ambientalistas”. Ninguém discute, por exemplo, a urgência da demanda energética brasileira.

Coleção de árvores

O desenvolvimento de todas as regiões do país a partir de parâmetros conservacionistas bem-postos impõe a necessidade de uma fiscalização rigorosa. É impossível que nós, brasileiros, por alguma razão esotérica, não consigamos aviar essa receita. Isso significa realizar diretrizes e ações administrativas que façam o país mirar o futuro e saber para que lado olhar. Evidentemente, é necessário que o Estado precipite essa inflexão nos modos de pensar e agir, criando balizas legais e conduzindo politicamente o processo.

É fundamental que o Brasil moderno vá até o campo para proteger as populações locais, respeitando sua cultura e suas terras, agindo contra ingerências externas. Numa definição: um posicionamento nacional claro e indiscutível do Estado. Isso é básico. E contrário ao discurso vil dos “ambientalistas” que não consideram a defesa da soberania do país como essencial para o seu povo. É inaceitável que a nossa agenda seja submetida àqueles que nos repreendem, que nos alertam, falando do alto de uma cátedra depois de terem devastado suas próprias florestas.

Nossa natureza não é só uma coleção de árvores. É também, e acima de tudo, um grupo de pessoas. Só na região amazônica vivem 27 milhões dos 190 milhões de brasileiros. Quem acha natural que o desenvolvimento das potencialidades ambientais brasileiras seja assumido por um Ministério do Meio Ambiente auxiliado por ONGs, simplesmente, não entende que a natureza é mais do que árvores e rios. A Amazônia, por exemplo, é a fronteira, não só da geografia, mas da questão nacional. É o nosso grande laboratório. É o espaço em que podemos melhor repensar e reorganizar o país inteiro, e definir um novo projeto nacional de desenvolvimento.

Água benta

A defesa do meio ambiente constitui uma das discussões mais inflamadas que o mundo terá de travar e superar no futuro próximo. Numa imagem: se cada um tratar bem de sua árvore, em pouco tempo teremos uma floresta verdejante, viçosa, renovada. A complexidade do assunto começa pela sua definição geográfica. Há quem olhe para o problema como se ele fosse da esfera dos países pobres, como fazem os “ambientalistas”. E há os que o vêem sob uma perspectiva mundial e histórica.

A pretensão de alguns de transformar o conceito de Estado nacional em algo restrito a poucas nações faz parte da lógica de que muitos países devem renunciar às suas soberanias. A situação de dependência de matérias-primas e as dificuldades de provisão de energia e de alimentos remetem o problema para uma discussão acalorada. As versões que rodam o mundo imputando aos países pobres a responsabilidade pelo problema ambiental a rigor reivindicam o controle internacional dos redutos ecológicos ainda existentes no planeta.

O esforço diplomático de Brasil, Índia, China e México para incluir nos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, órgão da ONU (IPCC) que congrega especialistas de mais de 120 países, a responsabilidade histórica dos países ricos sobre a degradação do meio ambiente foi um episódio da série de verdades que precisam ser ditas. Esse é o debate que interessa de fato, do qual os “ambientalistas” fogem como o Diabo da água benta.

FONTE: O OUTRO LADO DA NOTÍCIA

Re: Críticas às mudanças no Código Florestal
 

A pergunta que fica para os trouxas, aguardando explicações científicas,ébem simples: Qual o sentido em ONGs,internacionais,voltarem suas baterias para o país paradigma em termos de preservação ambiental;exigindo,inlusive, recuperação de áreas, ao invés de focar nos desmatadores,no sentido dessa mesma reuperação até que esses atinjam os percentuais brasileiros. A França, de acordo com os dados dos próprios ambientalistas ( esses percentuais foram tirados deum comentário verde lá no Azenha ), recuperou 25% de suas florestas nativas, logo, faltam apenas,35% para atingir o paradigma- Brasil;os EUA 30%, etc... Vou ficar aguardando os cientistas.

 

De acordo com o texto,só ficou faltando a ABC e SBPC,explicarem a omissão do fato de nosso bioma e boidiveriddade, já estarem patenteados,mundo afora.

O termo " anistia", descabe,completamente, apesar dos papas da Inquisição. Não conheço nenhum termo que se aplicasse ao que o autor sugere,ou seja, exigir pagamento por uma infração não cometida. De acordo com o texto a lei de crimes ambientais é de 1999 e a partir de sua sanção,fica estabelecido o prazo de 30 anos para recuperação de áreas desmatadas. Quer dizer, a partir da sanção,quem infringir a lei terá 30 anos para recuperar a área e JAMAIS, quem desmatou terá 30 anos para recuperar a área. Anistia refere-se a débitos perdoados e não criados, e, ainda bem que é assim. Ia ficar muito estressada,se dormisse sem dívidas e acordasse devendo por força de lei nova.

O texto ainda, esclarece que o P.Legislativo  é um espesso caldo de corrupção e fisiologismo e,portanto, excetuando-se os 53 anjos que ali trabalham, não deveriam ter o poder de representar quem os elegeu, a saber, os trouxas. Entendo que talvez, as ONGs ou sociedades científicas, devessem cumprir esse papel. Desculpe, mas só se for para os eleitores dos tais 50 pq, não reconheço como legítimas reinvindicações que quem não elegi. Tampouco, considero isso argumento para uma defesa adequada.

Com relação a matemática para trouxas, esclareço que já vi de tudo nessa rede mas, o ponto alto, foi o percentual de reservas nos demais países:

Reservas florestais.
Noruega = 27%
Dinamarca = 12%
Itália = 22%
França = 25% (reconstituída). Nativa não encontrei dados
Espanha = 16,5%
Suiça = 28%
Suécia = 64%
Finlândia = 76%
Canadá = 40%
EEUU = 30%
Alemanha = 30%

O Brasil tem 60% de seu TERRITÓRIO preservado, ou seja, está no topo na pirâmide ambiental. Mas o que me interessa aqui,é a matemática para trouxas. 

A Peta denuncia um mortandade de cangurus no mundo. A Austrália, com 50.000 espécimes matou 10%, ou seja, 5.000; o Brasil, tem 2, um no zoo de SP e um no de BH, matou um, ou seja, o Brasil matou 50% de seus cangurus, muito mais que a Austrália. Devemos correr para lá para estancar essa matança! Essa é a matemática dos trouxas e para os trouxas. 

Enfim, não vi no texto, nenhum argumento, que efetivamente, justifique oa ataques ao CF. Nesse sentido, Marina Silva saiu-se bem melhor no Roda-Viva com aquela de que o Código de 1965 é bom mas não foi feito por ambientalistas.... Marina,é pq em 1965 ambientalismo não estava na moda.

 

 

 

 

O que  o nosso agronegócio tem que  explicar bem claro  é o porque da  nossa  produtividade no milho estar em 60 sacos por Ha.  enquanto a  dos  americanos se  encontra  em 200 sacos por  Ha.

Se  melhorassem só um pouquinho, não seria  necessário aumentar  área plantada  nenhuma!!

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Ai cabe uma explicação. e quem dá é o professor Jason da Embrapa.

 

Ao mesmo tempo em que há produtores que conseguem até 200 sacas de 60 kg (somando mais de 12 toneladas por hectare), há outros que colhem menos de 1 tonelada por hectare. Veja porque isso ocorre. 

Para tentar entender o porquê disso, a equipe da Embrapa Milho e Sorgo (Informativo Grão em Grão) entrevistou o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Jason de Oliveira Duarte, que trabalha com economia agrícola. 

 

Pergunta: A que se deve o fato de a produtividade de milho ser tão diferente conforme a região do país onde ele é plantado?

 

A primeira coisa que se tem de dizer é que o milho é uma cultura cosmopolita. Ela é plantada em todos os cantos do Brasil. Algumas regiões têm melhores condições de produção desta cultura do que outras. Em segundo lugar, o milho é uma cultura de amplo aspecto social, sendo cultivada por todos os tipos de produtores. Então, o pequeno produtor, considerado na categoria de agricultura familiar periférica, produz milho e o grande produtor tecnificado, considerado como produtor patronal ou comercial, também produz milho.

 

Portanto, pode-se dizer que no Brasil há diferentes formas de plantio de milho, mas duas se contrapõem no sentido de estatísticas de produção. A produção de milho comercial tem produtividades acima das médias brasileiras e os levantamentos oficiais consideram esta produção para fim estatístico. Por outro lado, a produção da pequena agricultura e da agricultura urbana, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, tem níveis de produtividades muito menores do que a média brasileira, que também são consideradas nas estatísticas oficiais. Isto puxa a média de produtividade brasileira para baixo.

 

Se pensarmos em termos de regiões, pode-se observar que as regiões Centro-Oeste e Sul têm as maiores produtividades. Estas duas regiões possuem produções mais tecnificadas, tanto em termos de uso de insumos mais modernos quanto em termos de uso de maquinarias. No caso do Centro-Oeste, também foram desenvolvidas cultivares que se adaptam mais às condições edafoclimáticas (de solo e clima) desta região. Associada à produção de soja, que é altamente tecnificada, a produção do milho no Sul e no Centro-Oeste tomou um caráter totalmente comercial e, ultimamente, com a participação do Brasil no mercado internacional um incentivo extra tem contribuído para aumento de produtividade nestas regiões.

 

Ao analisarmos os níveis de produtividade do Nordeste, observamos que ela é historicamente muito baixa, sendo inferior a 1.000 kg/ha até o início dos anos 2000. A partir do início desta década, os níveis de produtividade aumentaram até alcançar a média de 1.300 kg/ha nos últimos anos; isto principalmente pelo aumento da produção de milho nas regiões Oeste da Bahia, Alto do Rio Parnaíba no Piauí e Sul do Maranhão. Apesar dos melhores níveis de produtividade nestas regiões, ainda os índices do Nordeste ficam bem abaixo da média brasileira.

 

Em resumo, as regiões que têm melhores produtividades são aquelas que produzem comercialmente, com condições edafoclimáticas melhores, com uso de tecnologias modernas, com cultivares adaptadas às regiões, com possibilidade de maior mecanização e mercado bem definido para o produto. Por outro lado, as regiões com menores produtividades são aquelas onde a produção de milho é feita de forma quase artesanal, com sementes vindas de grãos e muitas vezes não adaptadas à região, com baixo nível de uso de insumos modernos e para consumo próprio.

 

Pergunta: Se o potencial genético das cultivares, sobretudo dos híbridos, é tão mais elevado do que a produtividade efetivamente conquistada, onde está o problema?

 

O problema está na forma correta de utilização das cultivares. Isto implica em considerar alguns fatores que, na maioria dos casos, não implicam em custos extras. Por exemplo: a cultivar ser indicada para a região onde está sendo semeada; a época de plantio ser a indicada no zoneamento agrícola para o milho; o espaçamento ser adequado; a densidade ser acima de 60.000 plantas por hectare se as condições da área forem viáveis; o controle de pragas, doenças e plantas invasoras; e a colheita em época correta, com os níveis de umidade indicados pelo mercado.

 

Na realidade, o potencial genético geralmente não é alcançado em nível de fazendas, mas o produtor pode, com alguns “ajustes finos”, aproximar o máximo possível deste potencial. Campanhas de Boas Práticas Agrícolas têm contribuído para alertar os produtores desta potencialidade e incentivá-los.

 

Então, o problema está na forma de produção. Isto tanto tem a ver com a forma como o produtor usa o portifólio de tecnologias que estão disponíveis quanto com o local onde ele está produzindo. Condições edafoclimáticas e boas práticas agrícolas conjugadas de maneira ideal vão implicar em melhores e maiores níveis de produtividade.

 

Pergunta: Ao produtor, bastam o acesso a uma semente produtiva e um bom manejo da cultura?

 

Na realidade, não. Precisa também de todo um sistema de informações que são transferidas por sistemas de ATERs (empresas de assistência técnica e extensão rural), tanto públicas quanto privadas, de políticas públicas e de estímulos econômicos. Muito dos conhecimentos modernos de produção de milho estão disponíveis; porém, não chegam a uma grande gama de produtores de tal forma que estes venham a ter melhor produção e melhor renda.

 

Alguns agentes da cadeia produtiva do milho consideram que o aumento de produtividade é consequência apenas do estímulo de preços. Mas sem os conhecimentos, sem suporte público e sem sementes o produtor por si só não consegue melhorar sua eficiência.

 

Pergunta: Você considera que a cadeia do milho está suficientemente organizada no Brasil a ponto de permitir que a produtividade e a produção da cultura sejam altas como podem?

 

Se observarmos a produção brasileira, vemos que a produção de milho tem um grande consumidor que é indústria de ração animal e, consequentemente, a alimentação animal. Se considerarmos que na cadeia produtiva do milho estão incluídas as cadeias de suínos, aves e outros animais, podemos concluir que esta cadeia é bem organizada com fornecedores de insumos e maquinarias com funções bem definidas e demandadores de milho também com funções bem definidas. Apenas o nível de produtores é menos organizado e, por isso, eles são mais vulneráveis às pressões de mercado de seus insumos e seu produto.

 

Por outro lado, podemos ver que a produção comercial de milho tem produtividades altas em algumas regiões do Brasil. Estes produtores conseguem atingir produtividades acima de 200 sacas por hectares, com uma grande quantidade de produtores que produzem ao redor de 150 sacas por hectare. Este grupo, geralmente, tem algum poderio econômico, tem assistência técnica privada (de empresas fornecedoras de insumos, consultorias ou cooperativa), tem relacionamento com o mercado e acesso a informações. Vê-se que há um diferencial a favor destes, pois independem dos sistemas públicos na maioria das vezes.

 

Para mudar a situação dos outros produtores, a organização dos produtores de milho poderia influenciar no aumento da produtividade. Esta organização formalizada poderia ser a provedora dos “diferenciais” que, hoje, a grande produção tem. O melhor exemplo são os produtores organizados em algumas cooperativas que fornecem estes serviços e seus filiados têm níveis altos de produtividade.

 

 

 

O Brasil tem terra pra chuchu. Não precisa desmatar mais nada, até porque nós nunca vimos falta de comida nesse país. Vemos, isto sim, falta de dinheiro para comprar comida. Nós somos os campões do disperdicio. Jogamos toneladas de comida fora, derramamos leite, inceneramos café, não porque é pouco o que temos mas porque queremos preços altos. Esses latifundiários querem ser a salvação da Prátria? Por favor! Não precisamos de ONg's estrangeiras para atiçar nossos agrocapitalistas. O lobby deles é muito mais potente do que o das ongezinhas todas juntas. É cada argumento ...

 
 

A questão é que a agricultura brasileira já é subsidiada. Imaginem se ainda for reduzir área de plantio, terá que ser ainda mais subsitiada, a população que vai pagar. Entao acho melhor nao reduzir a área de plantio.

 

@DanielQuireza

Nada mais triste na historia do Brasil do que a definitiva entrega de nosso patrimonio natural  ao interesse de uns poucos do agronegocio, na verdade apenas intermediarios de uma grande jogatina internacional, que começa no monopolio das proprias sementes por multinacionais.

O "comunista" Aldo Rabelo acha que os nossos exploradores são justamente aqueles que lutam pela defesa de nossos bens naturais e não os que usam o nosso solo para uma exploração destrutiva em larga escala com finalidade de exportação. 

E quando um tão serio golpe é praticado num concluio de politicos de "esquerda" e  direita o problema é ainda mais grave: o pais esta a deriva.

So alguem muto ingenuo ou ignorante ainda não entendeu que a grande questão atual entre os povos é a posse da agua.

Esse é o verdadeiro e insubstituivel bem. Todos os outros ja foram e continuarão sendo substituiveis, A agua não.

E agua não nasce no arido.

Ela surge de um complexo natural que o "comunista" Rabelo não esta preparado para entender.

Diz o post que "no regime democrático a instituição de um Poder Legislativo livre é um bem em si, mesmo quando, como aqui, abriga um espesso caldo de corrupção e fisiologismo".

Na verdade, no futuro, se ainda houver futuro, bens tão fundamentais para a sociedade como a agua,o clima, não deverão estar condicionados a vontade e interesse de politicos. Na falta deles a sociedade pagara um preço muito alto para uns poucos decidirem por ela.

É absolutamente inacreditavel que depois de tantas mortes e cidades totalmente destruidas por tragedias ambientais a sociedade ainda não tenha manifestado a sua total indignação a esse imenso absurdo ato politico.

 

 

É fundamental que os defensores da abertura de novas frentes agrícolas não se atenham somente a percentuais de floresta nativa no Brasil. Se não tivermos a proteção dos mananciais, continuaremos a perder alguns rios por assoreamento. Reconstituir a vegetação ao longo dos rios é a garantia, em vários casos, de sobrevivência do próprio rio. Sem água, não há lavoura.

 http://www.ana.gov.br/produagua/

 

Gilberto .    @Gil17

Se depender de mim, este artigo de Rui Daher vai rodar a rede. Começo a distribuí-lo já, e quem sabe, sensibilizará mesmo aqueles que enxergam na mata apenas pés de dinheiro.

 

Martim Assueros

 

Martim, até agora em todos os comentários envolvendo o novo código você tem sido sarcástico e irônico.

Me responde o seguinte então: havendo tudo o que prega os ambientalistas com reposições florestais, ocupação de 20% em área da Amazônia Legal e punição para todos que desmataram.

Quem vai alimentar a população? Você sabia que o milho e a soja não são somente exportados para a China e sim entram na composição das rações de todos e não exclui seus cão ou gatos, TODOS os animais?

Me diz qual é a fórmula mágica de produção dos ingedientes básicos das rações através da agricultura familiar?

Quem vai produzir o milho suficiente para que o preço do frango não suba a R$50,00 o quilo?

Se hoje com todo o esforço e áreas possíveis de serem plantadas a saca de milho está por volta de R$ 25,00, quanto você acha, se a minha região parar simplesmente de produzir o milho safrinha que produz,  irá o preço do frango? Vai pagar o  preço de bacalhau ou salmão?

Então  meu caro radical de apartamento, antes de criticar quem produz, procure saber como ele produz e como produz, senão você vai ter que explicar a seus filhos porque você teve que doar os cachorros e gatos e comprou um livro chamado "receitas caseiras de Ofélia para uma grama gostosa".

 

Creio que o que mais precisamos neste momento, Alberto, é saber escolher entre as duas verdades apresentadas sobre as alterações do Código Florestal. Talvez tenhamos que nos emprenhar mais em enxergar os aceiros.

 

Martim Assueros

Não existem duas verdades existe uma só. Claro que como em todas as regras sempre existiram as excessões (como no caso do empresário paranaense Badalotti que se lixando para o meio ambiente veio a Nova Ubiratã e desmatou 6.000 mil hectares e queremos agora ele preso porque é um bandido). O Código é bom e deve ser cumprido, assim deve ser a lei. A moratória de desmate está em vigor e a cada dia novas punições são dadas para quem transgredir esta lei. Como foi dito tem muito pasto degradado para ser recuperado e transformado em lavoura e é isto que deve-se procurar junto com o aumento de produtividade e diversidade de produção para cada hectare que existe de plantio. Recuperar APP's, preservar o que está de pé de forma rígida e aumentar a produtividade devem ser as metas. Fora disso é puro terrorista ecoxiita que não leva a nada. Adoro pescar e sem preservação ambiental não haverá rios ou florestas e ai será o fim, então não entenda que quero acabar com tudo para fins de lucro, quando visitamos outros estados como São Paulo e Paraná vemos o que a degradação ambiental faz e não queremos isto no nosso estado. Como dizemos; aqui temos o Rio Verde, o Teles Pires e milhares de riachos e córregos enquanto São Paulo, terra dos que mais gritam contra os "Desmatogrossenses" tem um esgoto que corre a céu aberto e chamam de Rio Tietê.

 

Há muita coisa em comum no que defendemos, há muitos valores que compartilhamos - eu, você e quem defende a causa ambiental. Aproveito para lembrar que a causa ambiental só o é verdadeiramente se abranger os aspectos sociais e econômicos, já que interligados e interdependes são. Pois bem, como dizia: há muitos valores que compartilhamos - eu, você e quem defende a causa ambiental. Também não disse, e nem acredito (pelo que você já expôs aqui no Brasilianas.Org), que você seja do time do lucro a qualquer custo. Mas contesto com unhas e dentes o Relatório Aldo, enquanto você o defende. Eu tenho certeza que estou certo e, você, também está certo que está certo. Talvez até o Aldo pense estar certo (a vida política dele, de luta e lisura, deixa-me pendido a pensar assim). Não parece paradoxal? É dessas duas verdades que falo, Alberto. É isto que acho estranhamente estranho. São essas roupagens político-camaleônicas que me metem medo. A nossa história está entremeada delas, não?

 

Martim Assueros

 

Porcure saber sobre nosso município e o que fazemos para preservar o nosso meio ambiente. A luta é dura mas é boa. Conciliar a produção com preservação é bem mais difícil que se imagina, mas não é impossível. Conseguimos aqui e queremos expandir nosso exemplo (que já é seguido) para todo o estado e quiçá o país. O Lucas do Rio Verde Legal é uma realidade e pode ser realidade em todo lugar. respeito ao produtor, respeito ao meio ambiente, respeito a vida, é isto que deve ser buscado. Este respeito ao ser humano e ao meio ambiente é o que Aldo viu e é difícil de entender mesmo pois a concepção maniqueista sobre o assunto sempre degringola para a radicalização de ambas as partes. Conciliação, harmonia e respeito, sempre que estas palavras forem usadas em qualquer discussão teremos a solução. Pedir que se puna os culpados, "cortem as cabeças!" diria a rainha má em Alice ou vamos patrolar até o rio, "derruba tudo" como disse um empresário (não é produtor) não leva a nada.

 

Creio, Alberto, que a única forma sensata de vivermos é esta mesmo, conciliando a produção (e todo o processo da cadeia produtiva) com a conservação do meio ambiente. Acredito ser, inclusive, a única forma economicamente exitosa, mesmo que só se perceba isto no longo prazo. Quando se lucra com depredação social e ambiental, na verdade não se lucra de verdade. Neste caso, o lucro é ilusório e a cobrança ambiental, o prejuóizo, virá - mais cedo ou mais tarde. Quanto ao Relatório de mudança do Código Florestal, repito, sou contrário a ele, e quero crer que Aldo esteja equivocado.

 

Martim Assueros

Caro Alberto:

Perdoa-me se assim pareço, mas a minha intenção não é esta: ser sarcástico e irônico sempre. Pelo menos em relação à defesa do meio ambiente, com certeza, não o sou (nem sarcástico e nem irônico), mesmo porque defendê-lo é defender a mim e a todos nós. Não acredito que seja preciso desmatar mais para produzir o suficiente para saciar a nós e à fome dos nossos cães, dos nossos gatos e de todos os nossos animais domésticos. Acredito ser plenamente possível e produtivo reflorestar onde for preciso, conservar a área de Amazônia Legal, as matas ciliares, topos de morro e outras APPs necessárias ao equilíbrio dos ecossistemas e, ao mesmo tempo, praticar uma agricultura eficaz nas áreas já disponibilizadas. Também acredito que não deva ser restrita (esta agricultura) apenas à agricultura familiar, mas também a outras modalidades produtivas de baixo impacto ambiental, aí incluídos o agronegócio e os ruralistas bem intencionados. O nosso problema de baixa produtividade na agricultura e na pecuária talvez se deva à agricultura predatória que praticamos. Há tecnologias capazes de melhorar nossa produtividade no mesmo espaço já ocupado pela agropecuária - não sou eu somente quem o diz, dizem também técnicos e estudiosos do assunto. Não acredito em um modelo produtivo que trate a agricultura desvinculada da dimensão social e ambiental, um modelo cuja preocupação seja somente o lucro. Um abraço.

 

Martim Assueros

A mentira, o engana-trouxas, está em falar de redução de plantio, em falta de alimentos, em agricultura subsidiada, em que não há mais espaço para plantar. Há mais de 30 anos, o crescimento da área plantada no Brasil tem sido pífio. Se a produção cresceu, e nem foi tanto assim, pois apenas depois de 2008, foi pela produtividade. Todo esse séquito ocorreu sem nenhum respeito com a preservação. Estudos sérios mostram, pelo menos, 150 milhões de hectares disponíveis para plantio. Sem mexer no ambiente, apenas recuperando pastos degradados. Também a produtividade tem muito que crescer. Alguém aqui deu o exemplo do milho brasileiro e do americano, o que é correto. Os argumentos usados para justificar o novo Código são ainda piores que o próprio Código.

 

Prezado Rui,

O seu comentário passou em branco para mim. Não Havia lido a sua resposta na  http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/nota-explicativa-de-aldo-rebelo-sobre-o-cf. Bom que ele tenha aparecido em destaque. Parabéns pela posição defendida com brilho.

 

Gilberto .    @Gil17

Não acredito que seja o Rui Daher  que esteja falando assim. Simplesmente me recuso a acreditar. Falei em redução de plantio sim e conseqüente falta de alimentos sim! Mas é errônea sua colocação sobre não haver mais espaço para plantar, isto eu não falei. Ninguém está pedindo aval para desmatar, aliás, quero ver preso e pagando caro quem desmatar mais e tenho demonstrado em outros comentários que estão sendo multados e desmascarados os transgressores aqui em Mato Grosso. Eu não entendi sua péssima colocação de pífio crescimento de área plantada e aumento de produtividade a partir de 2008. Demonstrou somente seu parco conhecimento sobre o aumento de área plantada e digo que aumentou principalmente entre 1998 e 2005 com muito desmatamento (está custando caro isto), mas a produtividade aumentou sensivelmente, só em nossa região onde em 1982 colhíamos 30 sacas de soja por hectare dobramos para 60 sc/ha e o milho como segunda safra pulou de 40 para 120 sc/ha. Plantamos algodão, feijão também como segunda safra e colhemos com alta produtividade.

Concordo com o desrespeito ao meio ambiente, mas está ainda averbado nas matriculas que os produtores podiam abrir até 80% em muitos casos, averbação chamada de Termo de Responsabilidade de preservação de matas feitos com o antigo IBDF e IBAMA. Vale o que está escrito ou não? Quanto ao uso de pastos degradados para plantio, este movimento já está ocorrendo e projetos de grande porte estão sendo financiados através do FCO, tem portanto a aquiescência do governo que barra qualquer tipo de financiamento para desmate. A produtividade tem crescido, pois diferente do que é colocado novas tecnologias são alcançadas pela Embrapa, fundações locais e regionais com melhoria ano a ano da produtividade com melhores sementes, resistentes as doenças que afligem as lavouras. Sobre o milho brasileiro, leia a colocação do Jason que postei como comentário. Argumentos favoráveis ao novo Código eu sempre vou dar, pois a interpretação errônea dele favorece os ecoxiitas e discrimina uma classe que chegou aqui e batalhou para produzir contra todos os argumentos que esta era uma área improdutiva que viraria deserto e hoje é exemplo mundial de produtividade e sustentabilidade ambiental. Renovo convite a vir conhecer nossa região e ver de perto o que é uma agricultura sustentável ambientalmente.

 

Caro Alberto, não falei que os argumentos são seus, mas dos defensores do novo Código. Quanto ao crescimento da área plantada, basta consultar CONAB, IBGE, MAPA. A produção brasileira de grâos esteve estacionada por volta de 160 milhões de toneladas até 2007; a partir de 2008, cresceu em taxas mais elevadas até os 200 milhões atuais. Abraço.

 

Este tema vai acabar no mesmo saco do caso batisti, é quase impossível enteder o que se passa porque existem 2 grupos pregando 'verdades' diferentes. Ninguem aguenta mais ouvir falar do italiano e em breve ninguem mais vai querer discutir sobre mudança do codigo florestal...

 

Novo  Codigo Florestal , o desmatamento , tema sempre presente , o Brasil tem mais de 60% de sua área sem exploração, o agronegócio ocupando 25%.

Aparece a discussão sobre a possibilidade de se reflorestar as áreas que ultrapassam o limite legal atual. O detalhe é que quando da ocasião em que  o tema desmatamento é usado como principal critíca , surge o tema reflorestamento e é recusado no texto do Código Florestal. Qual o principal barulho orquestrado por ongs e interesses comerciais , desmatamento , eporque não o reflorestamento ?  a UE tem menos de 5% de sua vegetação nativa e áreas sem exploraçãp ,e agora no debate sobre o Código Florestal brasileiro surge a questão de reflorestamento , em termos e condições inaceitáveis na situação em que se encomtra o bioma brasileiro é rechaçada com várias criticas , pirem é meritório atenção a esta ação.

Enquanto se conseguir com o desmatamento e outras imagens se manter adiscussão ieológica longe dos EUA e UE, principalmente sobre reflorestamento e outras cobranças , pra eles está bom, e note-se aforma como foi inserida no debate brasileiro a questão reflorestamento, isto serve para avaliar e entender melhor esta colcha de retalhos que são as forças dita ecologicas. Ainda que travestidos de ecologistas não tem como os experientes negicuadores dos setores agricolas dos EUA e UE não deixarem suas digitais , estas ações não são de ecologistas ou organozações civis , e sim de pessoas que representam um dos principais setores da economia mundial. Ironicamente estes agentes não tem legitimudade para participarem destas discussões a não ser como espectadores.

Outro fato é a aliança entre forças politicas como Aldo Rabello , agronegocio e agricultura familiar, sendo constantes os alertas de Aldo para a presença de interesses comerciais estrangeiros jogando pesado, criamdo um cenário no qual asociedae preocupada com o meio ambiente tem que distinguir em um debate amplo quando da ação de agentes estrangeiros defendendo os interesses de seus países , um desafio.

 

FeLiPe Vargas Zillig

nem vou comentar porque china velha quando começa a falar de dívida é melhor juntar as calças e sair correndo...

 

eu trouxa, nivel baixo do artigo, sem acrescentar nada, eu como "trouxa"segundo autor, gostaria de saber:

por que nos eua agricultores podem plantar em 100% das suas terras e no norte do brasil apenas 20%?

 

"Atenção. Não é verdade que para atender a demanda crescente por alimento, fibra, energia, será necessário ampliar a área de plantio além dos limites impostos pelas atuais leis ambientais. Contas como essas são feitas com a matemática de interesses particulares, quando não para enganar trouxas."

p

 

 

Um bioma é um bioma, e o outro é o outro. E no Norte do Brasil, por acaso, está a maior floresta equatorial do mundo e dona de uma das maiores biodiversidades de que se tem registro. Desmatar tudo pra plantar capim pra pecuária ou soja pra fazer ração é de uma miopia sem paralelo.

 

com as reservas indigenas ja garatem que brasil tera maior reserva natural do mundo e florestal equatorial

mas estranho paulista poder produzir 80% de suas terras e querer norte a plantar so 20%

so como exemplo, estado de roraima menos de 5% e legalmente permito produzir, resto reserva legal ou indigena, resultado miseria nas periferias das grandes cidades

incrivel como ninguem defende limite de propriedade rural, so lobby verde estrangeiro contra producao e desenvolvimento p brasil

 

cuidade pra inocencia nao virar um porto rico, onde fazendeiros recebem um mensalinho resto do povo passa fome ou passa fronteira dos eua ilegalmente para trabalhar nas plantacoes de laranja

 

Quem invadiu e desmatou o sul, o cerrado, o pantanal, o araguaia e agora segue para o norte são sempre os mesmos. Pecuaristas e plantadores de grandes extensões de terra e baixa produtividade por hectare. É sabido que a maior parte da Amazônia legal não tem boas terras para plantio. Ou vocês preferem o Projeto Jari/Orsa? Quem vai pagar a conta?  

 

Gilberto .    @Gil17

Esse texto já não havia sido publicado? Tenho a impressão de que já o li.

O Rui Daher que me perdoe, mas a palavra anistia está empregada de forma equivocada. O que há é consolidação de áreas desmatadas em conformidade com a lei, ou seja, quem desmatou em pequenas propriedades, quando a lei assim o exigia e autorizava, não é obrigado a recompor a reserva legal (20% no caso do Paraná).

 
 

Obrigado Romanelli!

Até que enfim uma resposta para as colocações de Aldo (sem os comentários do próprio).

E quem fala possui firma de tecnologia na área do agronegócio.

Quero ouvir as vozes que defendem Aldo e atribuem toda a pressão a grupos ambientalistas estrangeiros e a outras teorias conspiratórias.

 

Gilberto .    @Gil17