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Fora de Pauta

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Há muitos anos atrás eu assisti - com esses olhos que a terra há de comer - a recepção aos novos deputados estaduais paulistas eleitos na sede do... Secovi! O sindicato patronal da indústria imobiliária paulista. A mesma que é acusada pelo MP de ter a câmera e a prefeitura de SP nas mãos.

Do Secovi pode-se dizer tudo, menos que ele não seja transparente. Quanto a isso não há a menor dúvida, é uma instituição que nada esconde. Um exemplo no qual devia se espelhar o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Perdão por publicar release no seu blog, Nassif, mas neste caso é tudo muito explícito, a transparência é tão grande quanto a da ropa nova do rei. O rei está nu:

Eventos | Secovi-SP | 16/04/2012 09:12:59 | 50 Acessos Diretoria do Secovi-SP recebe presidente do TJ-SP   O evento faz parte da política "Olho no Olho" do Sindicato e começa às 12h30, em sua sede

Amanhã, 17/4, às 12h30, a diretoria do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) recebe em sua sede o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Ivan Sartori, em mais um encontro da política “Olho no Olho”.

O desembargador tem propostas concretas para modernizar o maior tribunal do País, bem como opiniões claras acerca de temas que afetam diretamente o setor imobiliário. Foi dele, por exemplo, a decisão de suspender as liminares que impediam a realização do projeto Nova Luz, obra de revitalização no centro de São Paulo, e a reintegração de posse na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, que se arrastava desde 2004.

O encontro com os associados do Sindicato possibilita produtiva troca de ideias sobre questões estratégicas para o desenvolvimento de suas atividades.

Jornalistas devem confirmar presença antecipadamente na assessoria de imprensa.

 Data 17/04/2012       Cidade SÃO PAULOEstado SÃO PAULOPaís BRASIL

http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,489050,Diretoria_do_Secovi-SP_r...

 

 

Olá Nassif boa noite.

Estive fuçando um pouco na internet e deparei-me com o artigo do ex-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Simon Alberto Consalvi. Ele serviu em diversos governos daquele pais e foi embaixador em vários países, tendo se graduado na Columbia University e também liderado um movimento naquele país chamado 2D (referente a 2 de dezembro, dia das eleições naquele país) em oposição ao presidente Hugo Chaves.

No artigo, que segue abaixo, Consalvi surpreende-se positivamente com o papel de Dilma Rousseff e profecia que ela “cabalga entre el futuro y el pasado”, fazendo referencia às duas cúpulas de que participou a presidenta brasileira, a dos Brics (que seria o futuro) e a das Américas (que seria o passado). Conclui que “En suma, hay una fuerza de renovación y de cambios, y Brasil está en la vanguardia. “ A presidenta brasileira criou, segundo ele, o feminino da expressão Homem de Estado, que designa pessoas que governaram seus países com uma visão superior de suas atribuições, e chama a presidenta brasileira de Mujer de Estado, apesar do pouco tempo de exercício no cargo, muito por causa de suas atitudes e posições, que o impressionaram.

Antes de que qualquer juízo de valor, ele entrelaça um raciocínio que a América Latina esta acorrentada ao passado e dele não se desprende enquanto que as potências do Brics são o futuro.

Por fim, e aí, uma surpreendente conclusão esta a razão de encaminhar para o blog esta dica: a America Latina sofre do complexo de Sisifo.

Sisifo foi um personagem da mitologia grega que foi considerado o mais astuto de todos os mortais mas, no uso de sua astúcia, acabou por tornar-se o maior ofensor dos deuses, sendo condenado e escapando do reino dos mortos por duas oportunidades, uma das quais logrando enganar a Morte e aprisionando-a, impedindo que ela fizesse o seu trabalho e assim ninguém morreu por um longo tempo. Como castigo, foi aprisionado e obrigado a rolar uma pedra morro acima até o cume e depois observar ela rolando de volta morro abaixo, para novamente repetir, pela eternidade o movimento de rolar pedra morro acima e ve-la rolar morro abaixo.

A lucidez do ex-chanceler venezuelano quanto a América Latina, apresenta mais um capítulo no caso Argentina, que nacionaliza uma empresa, que havia privatizado anos atrás, em busca de garantir interesses superiores.

Busca-se assim reviver um passado de intervenções, por interesses nacionais, ocultando-se a ausência de estruturação econômica e social que garanta oportunidades iguais a todos os argentinos.

O próximo passo, seguindo a lógica de Sísifo é o recrudescimento da situação das Malvinas e um eventual acirramento da crise econômica que aquele país vive, com o enfraquecimento da moeda e o sumiço de dólares, situações já vivenciadas anos atrás e que causaram grande sofrimento às famílias do país vizinho.

Conclui o ex-chanceler “No hay manera que nos liberemos del passado”

Segue o link do artigo do ex-chanceler:http://www.analitica.com/va/politica/opinion/4561950.asp

e um resumo da wikipedia a respeito da incrível trajetória de Sísifo, o mais astuto dos mortais (ou que assim se achava). http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo

 

 Um médico no interior de Minas queria tirar um dia de folga mais não podia fechar o consultório.

Chamou o Zé (responsável pela única farmácia da cidadezinha) e falou para ele:

- Estou muito cansado e preciso descansar um dia. Como aqui não acontece nada grave você fica no meu lugar .

O Zé aceitou. O médico vestiu o jaleco no Zé e foi pescar.

De tardezinha quando retornou perguntou ao Zé:

- E aí Zé como foi o dia?

O Zé respondeu:

- Correu as mil maravia. Atendi treis duente.

O médico preocupado perguntou:

Quais foram os casos?

O Zé disse:

- O primero era um omi que tava com dô de estamo.

O médico perguntou:

O que você deu para ele?

O Zé respondeu:

- Dei omeprasó..

O médico disse:

- Tá certo, OMEPRAZOL. E o segundo?

O Zé disse:

- O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça.

O médico perguntou:

- O que você deu para ele?

- Dei tilenó.

O médico disse:

- Correto, TYLENOL. E o terceiro?

- A terceira foi uma muié que entrô, trancô a porta, tirô a ropa, ficô peladinha, deitô na cama e disse:

-O sinhô pricisa resolvê o meu pobrema, fais 5 anos que eu não vejo um omi.

O medico preocupado disse:

- Meu Deus do céu, o que você fez com ela?

- O Zé disse:

- Carquei colírio no zoio dela, uai!

 

Nassif:

Eis um artigo muito interessante de como o livre acesso aos dados públicos pode criar uma nova e saudável interação entre governo e sociedade. Ainda mais em ano de elições municipais, acho que vale um tópico específico.

Transparência: o que muda com dados públicos disponíveisBY ADMIN – 11 DE ABRIL DE 2012http://ponto.outraspalavras.net/2012/04/11/dados-publicos-pegue-carona-nessas-informacoes/

Agora é lei: no Brasil, governos devem colocar  bases de dados na rede. Desenvolvedores e ativistas podem abrir caminhos para aplicativos que ajudem a democratizar sociedade

Por Patricia Cornils, em ARede

O Brasil caminha a passos de tartaruga para conseguir o que países como os Estados Unidos e a Inglaterra já fizeram há alguns anos: colocar na internet as bases de dados de seus órgãos públicos. Somente no estado de Nova York (EUA), há mais de 800 bases de dados, com todo tipo de informação, para qualquer cidadão baixar, consultar, cruzar com outros, republicar: listas de pontos WiFi, de bebedouros em parques, de escolas, censo de cães e gatos, de  atropelamentos. Resultado de relações mais transparentes entre poder público e cidadãos? Sem dúvida. Mas não apenas. Esses serviços foram possíveis porque os governos acreditaram na capacidade criativa da população. A partir das informações oficiais, desenvolvedores criaram aplicativos para melhorar a qualidade de vida das pessoas, para fundamentar políticas públicas, para permitir a participação popular na administração de cidades, estados e até das nações.

Para se ter uma ideia do potencial desses instrumentos de cidadania, o Brasil, mesmo na lanterninha, já tem bons exemplos de soluções criadas com base em informações públicas no setor de transportes. Um é o Cruzalinhas (www.cruzalinhas.com.br), que surgiu porque seu desenvolvedor, Carlos Duarte do Nascimento, há alguns anos decidiu parar de usar seu carro particular e passou a usar o transporte coletivo para suas idas e vindas pela cidade de São Paulo. Chester, apelido de Carlos, trabalha com desenvolvimento de software desde o início dos anos 1990 e se formou no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP). Logo se deu conta de que não havia, na internet, um site que mostrasse simultaneamente as linhas de metrô, trem e ônibus que passavam por perto de onde ele precisava. Então fez, ele mesmo, esse mapa, e colocou na rede para todos usarem.

Depois de um trabalhão para encontrar, na web, as informações publicadas pelas empresas, o site entrou no ar no final de maio de 2010. Até hoje, no entanto, os dados para download, que facilitariam a criação de serviços como esse, não estão disponíveis. Já o código desenvolvido por Chester é livre e está no GitHub. O site que Chester desenvolveu foi apresentado no 11º Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), em Porto Alegre, em julho de 2010. “Me surpreendi com o interesse de pessoas de outras cidades como Manaus, Campinas, Florianópolis e da própria Porto Alegre em fazer a mesma coisa, já que, segundo esse pessoal, a dificuldade em obter informações sobre o transporte público é a mesma”, escreveu ele, na época.

O gaúcho Bruno Jurkovski, estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, assistiu a palestra de Chester no Fisl e se animou. Desenvolveu e colocou no ar, na última semana de março de 2011, o PoaBus (www.poabus.com.br). Não se falou em outra coisa, naquela semana, nas redes sociais da cidade. Na terça-feira, dia 29, o site recebeu 6 mil visitas e não suportou a demanda. Ficou horas fora do ar. Mas voltou e permanece funcionando até hoje – com interrupções, porque é mantido com recursos do próprio Bruno e de doadores.

Nos dois casos, a empresa pública que gera os dados não contribuiu em nada com os desenvolvedores. A EPTC, empresa de transportes coletivos de Porto Alegre, não forneceu a Bruno, para download, as informações necessárias para criar o serviço – apesar da solicitação de Jurkovski. Aos cidadãos, na internet, a EPTC informava os itinerários dos ônibus, em uma lista de ruas. O estudante queria colocar isso em um mapa, para facilitar a vida das pessoas – em uma lista de ruas, não se sabe até que altura o ônibus trafega, por exemplo. Jurkovski lançou o PoaBus com 80 das 364 linhas que funcionavam na época, e pediu ajuda aos demais habitantes da cidade para, colaborativamente, cadastrarem o que faltavam.

Nove meses depois, em dezembro do ano passado, a empresa criou sua própria ferramenta de busca, a Poa Transporte, desenvolvida pela Procempa. O diretor-presidente da Procempa, André Imar Kulczynski informou, no lançamento, que todas as informações da cidade foram geoprocessadas. “Não é um trabalho fácil, foi necessário organizar um elevado número de dados, como as mais de 5,5 mil paradas de ônibus do município. Mas temos informações qualificadas, confiáveis e vamos melhorar ainda mais”. Esses dados, ao contrário do que Kulczynski avalia, não pertencem à Procempa. Não são estatais, são públicas. O fato de estarem à disposição dos cidadãos contribui para melhorar os serviços e não significa qualquer concorrência com os serviços prestados pela Procempa.

Como se viu no Reino Unido: quando a base de dados com os pontos de ônibus de todo o país foi publicada, descobriu-se que 18 mil pontos existiam somente no papel ou estavam em lugares diferentes dos registrados. Os próprios cidadãos apontaram os erros ao Departamento de Transportes – e ajudaram, coletivamente, a atualizar os dados. “A divulgação de informações detalhadas sobre impostos, gastos, educação, transporte, energia, ambiente, crimes, saúde etc. torna os cidadãos mais informados, e permite que façam comparações entre o que desejam de sua cidade, o que existe de fato e o que acontece em outras”, constatou Nigel Shadbolt, um dos responsáveis pela criação do Data.uk. Indiretamente, essa construção faz os serviços públicos evoluírem.
Nos Estados Unidos, a Metropolitan Transport Agency, que cuida dos transportes públicos do estado de Nova York, tem uma página somente para desenvolvedores e curiosos baixarem suas bases de dados, publicadas em formatos livres. No Reino Unido está no ar, desde 2010, o banco de dados nacional de transportes, no qual constam todos os pontos de ônibus, estações de trem, pontos de táxi do país. No Brasil, onde, de acordo com pesquisa divulgada em dezembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o transporte público é o principal meio de locomoção para 44% da população, não há bases de dados de transporte públicas e abertas. Ao contrário.

O desenvolvedor Luciano Santa Brígida resolveu criar o site Linha Urbana, para mapear as linhas de ônibus da cidade de Belém (PA) e descobrir pontos de deficiência a serem atendidos pelo poder público. Quando o Linha Urbana foi concebido, em abril de 2010, a prefeitura de Belém oferecia, em seu site, uma seção de serviços na qual se podia pesquisar as linhas que passavam por determinada rua. E ver, em um mapa, o trajeto de cada uma delas. A partir dessas informações, obteve o nome das ruas por onde passa cada linha e a geolocalização de cada trajeto. Em meados de 2011, contudo, a página da qual Luciano retirava os dados foi removida. Em seu lugar, hoje há apenas as linhas de ônibus por ordem alfabética e sem informações de geolocalização. Todo o trabalho de programação para garimpar as informações no site e publicá-las foi perdido.

Cada empresa, cidade, estado, coloca no ar as informações que desejar – o que limita o uso da rede pela população. Apenas 2,6% dos brasileiros usam a internet para se informar sobre o transporte de sua cidade, de acordo com a pesquisa do Ipea. A maior parte (31%) se informa nos pontos de parada; pela televisão (17%) ou perguntando a alguém (12%). A web ainda é um privilégio no Brasil. De acordo com a Telebrasil, em estudo realizado com base no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais de 30% dos 57,3 milhões de domicílios brasileiros têm acesso em banda larga. Ainda assim, é enorme a diferença entre as pessoas que usam a rede e as que a levam em consideração na hora de buscar informações sobre um serviço tão fundamental – os governos anunciam investimentos em inclusão digital, mas ainda não se deram conta de que estimular o desenvolvimento de soluções para facilitar a vida dos cidadãos faz parte desse processo.

A dificuldade de formatar os dados para publicá-los, pelo menos nos casos de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro, não é grande. Essas cidades têm acordos com o Google para ceder suas bases de dados de transporte público ao Google Maps. Fazem isso no formato usado pela empresa – o General Transit Feed Specification Reference (GTSR). Se oferecessem essas informações para download, nesse formato, qualquer desenvolvedor poderia usá-las.

Além disso, pelo menos nas cidades onde haverá jogos da Copa do Mundo, as prefeituras estão criando centros de controle integrado, nos quais reúnem dados sobre segurança, trânsito, habitação, saúde, defesa civil, serviços de energia. As bases publicadas pela prefeitura do Rio de Janeiro, para o concurso Rio Apps, são exatamente as usadas pelo seu centro de controle integrado. As demais cidades poderiam ignorar a iniciativa de publicar essas bases, mas os precedentes indicam que não acontecerá nada sem pressão.

A TRANSPARÊNCIA HACKER
ENVIOU À PREFEITURA DE SÃO PAULO
UM PEDIDO QUE FOI INDEFERIDO

Em São Paulo, a Central de Zeladoria da prefeitura criou, em 2011, um aplicativo para o prefeito acompanhar, de seu iPad, os serviços de manutenção nas regiões da cidade por onde transitar. Por que a sociedade não pode ter algo desse tipo?, perguntaram-se participantes da Transparência Hacker, comunidade de ativistas pela transparência pública. Animados, enviaram à prefeitura paulistana um pedido de abertura desses dados. O pedido foi indeferido em despacho do próprio prefeito – o que impossibilita recurso administrativo, pois ele é a autoridade máxima.

A decisão foi publicada no Diário Oficial, em junho de 2011: “Transparência Hacker – Requerimento de informações relacionadas aos serviços de zeladoria do Município de São Paulo – Em face dos elementos de convicção constantes do presente processo, em especial o parecer da Assessoria Jurídico-Consultiva da Procuradoria Geral do Município, às fls. 12/13, devidamente acolhido pelo Senhor Secretário de Negócios Jurídicos às fls. 15, INDEFIRO o pedido formulado, por falta de amparo legal”. Na época, a Lei de Acesso à Informação (ver página 18) ainda não havia sido aprovada. Agora, o pedido será refeito.

Em Brasília, desde 2010 os ativistas do Adote um Distrital, iniciativa da sociedade para fiscalizar o Poder Legislativo, tentam acompanhar a votação das emendas parlamentares ao orçamento do Distrito Federal. Cada um dos 24 deputados distritais tem direito a propor emendas no valor de até R$ 12 milhões. Em 2010, o Adote um Distrital conseguiu obter o texto das emendas, mas os autores não estão identificados. Em 2011, durante o debate das emendas ao orçamento deste ano, enviaram um requerimento a todos os deputados para que divulgassem os projetos em formatos abertos, a fim de serem publicados na internet. Somente seis, dos 24, responderam ao pedido, mandando cópias em papel das  emendas propostas.

Apesar de ter trabalhado com antecedência, para a população conhecer, antes da votação, o que propôs cada deputado, o grupo só teve acesso à informação depois da votação do orçamento. E pelo Diário Oficial. “Aí veio a dor de cabeça”, conta Diego Ramalho, do Adote Um Distrital. Precisaram baixar cerca de 801 emendas em páginas web, em formato PDF. Depois, converter os textos para que pudessem ser lidos pelo computador. Aí, redigitar os que não puderam ser convertidos. E colocar as informações em um site que mostre, em cada região do DF, o que cada deputado conseguir aprovar no orçamento. A dor de cabeça foi transformar a informação publicada no Diário Oficial, em PDF, em um formato que pudesse ser “usado” pelo site, para mapear as emendas.

Felipe Permino passou dias testando ferramentas de Optical Character Recognition (OCR), para leitura de textos por computador, que transformassem em letras de editor de texto as emendas publicadas no Diário Oficial da Câmara. O Demoulidor, também ativista, varou noites para encontrar padrões nos textos, a fim de costurar códigos em Phyton para extrair o máximo de informação, de cada emenda. Cerca de 20% delas não tinham padrão algum que pudesse ser programado num extrator. Eram cerca de 121 páginas, muito mal escaneadas, que OCR nenhum deu jeito de traduzir. Esse trabalho seria desnecessário se as emendas fossem publicadas em formatos abertos. Mas os ativistas não desanimaram. E o Olho nas Emendas está no ar (http://cldf.thackdaydf.com.br/emendas). Agora, o Adote Um Distrital está fazendo oficinas para ensinar alunos de escolas do DF a acompanhar a execução orçamentária, para verificar se esses recursos serão gastos da maneira aprovada. Descobriu-se, por exemplo, que
R$ 70 milhões, ou 24,1% do valor total das emendas para o orçamento do Governo do DF em 2012, foram alocados para eventos culturais e festas – e será necessário verificar se os recursos serão realmente gastos nessas atividades.
Em Nova York, em vez de dificultar o trabalho da população, o poder público estimula. Um exemplo de solução criada a partir de dados públicos é o Não Coma Aí (Don’t Eat At, ver página 14). O site recebeu dois prêmios, em abril de 2011, no Big Apps 2.0, um concurso para desenvolvedores de aplicativos com dados oficiais do estado de Nova York, que está na terceira edição.

O Big Apps inspirou, aqui no Brasil, uma ótima iniciativa: o Rio Apps (www.rioapps.com.br),
concurso de desenvolvimento de aplicativos promovido pela prefeitura do Rio de Janeiro. No site de dados públicos de Nova York há mais de 800 bases à disposição dos desenvolvedores (http://nycopendata.socrata.com). No Rio, são 46. Informações valiosas, no entanto, que estão no ar de uma maneira que facilita a vida de quem quer usá-los. Há desde mapas de alagamentos até representação geográfica das favelas da cidade, unidades de saúde, escolas, delegacias, obras em andamento.

As inscrições para o Rio Apps vão até 3 de abril. Os selecionados vão receber prêmios em dinheiro: R$ 30 mil para o primeiro colocado, R$ 20 mil para o segundo, e R$ 10 mil para o terceiro, além de menções honrosas e premiação para o aplicativo com melhor potencial de comercialização, para o escolhido por votação online, para o desenvolvido por estudantes. É o primeiro concurso desse tipo no Brasil, criado depois de a prefeitura realizar um festival de ideias de ferramentas, o Desafio Rio Ideias. Promovido entre outubro e novembro do ano passado, seu objetivo foi recolher sugestões de aplicativos que melhorem o funcionamento da cidade e as condições de vida da população. Nesse primeiro concurso, foram enviadas 1.876 ideias nas áreas de transporte (576), turismo (371), lazer e diversão (306), saúde (169), projetos sociais (92), gastronomia (92) entre outros temas. Do total, foram selecionadas 30 sugestões. Os dez primeiros colocados receberam R$ 1 mil; cerca de 20 ideias ganharam R$ 500. A lista de vencedores do Desafio Rio Ideias é uma pequena amostra do que as pessoas podem criar em suas próprias cidades.

 

Falei sobre isso semanas atrás. A coisa cresceu e realizou um grande ato público ontem. O video não mostra o auge, quando uma multidão lotou o espaço, mas é muito bonito:

http://vimeo.com/40442387

http://acertodecontas.blog.br/atualidades/recife-a-nova-bagdami-mistura-...

 

Lista dos 10 maiores artilheiros do mundo, segundo uma revista esportiva da argentina.

Adivinhem em que posição o Pelé ficou ?

Confira. http://br.esportes.yahoo.com/fotos/os-maiores-artilheiros-de-todos-os-tempos-slideshow/

Esses hermanos não tomam jeito !

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

O bicheiro e o jornalista: documentos desmentem explicações de Jorge Kajuru

abril 16, 2012

Publicamos hoje que, em vez da VITAPAN, outra empresa, a MC/MDM Consultoria Empresarial Ltda, efetuou as transferências bancárias para contas indicadas pelo jornalista Jorge Kajuru, que, segundo a Polícia Federal, tinham em média valores de R$ 80 mil.

Bem acima dos R$ 5 mil descritos pelo jornalista.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2012/04/16/pagamento-a-kajuru-nao-saiu-do-caixa-da-vitapan/

Em suas respostas pelo twitter,  Kajuru afirma que recebeu os valores do bicheiro como forma de patrocínio para seu blog, por quatro meses, no ano de 2010.

Pois é.

O simples fato de dizer não saber que a VITAPAN pertencia a Cachoeira, quando até as árvores de Goiás tinham essa informação, no mínimo, são difíceis de acreditar, levando-se em consideração a fama de bem informado do jornalista.

Porém, os “equívocos” de Kajuru não param por ai.

Como explicar, se de fato os valores tivessem sido oriundos de um patrocínio em 2010, que suas ligações ao bicheiro, flagradas pela Policia Federal, ocorreram bem depois, em 2011 ?

Mais precisamente no dia 14 de abril de 2011, e, três meses após, no dia 15 de julho do mesmo ano.

Datas bem distantes do período informado pelo jornalista.

Nenhum delas, por sinal, feitas por intermediários, conforme documentação que republicamos logo abaixo.

 

Do BLOG DO PAULINHOO bicheiro e o jornalista: documentos desmentem explicações de Jorge Kajuru

abril 16, 2012

Publicamos hoje que, em vez da VITAPAN, outra empresa, a MC/MDM Consultoria Empresarial Ltda, efetuou as transferências bancárias para contas indicadas pelo jornalista Jorge Kajuru, que, segundo a Polícia Federal, tinham em média valores de R$ 80 mil.

Bem acima dos R$ 5 mil descritos pelo jornalista.

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2012/04/16/pagamento-a-kajuru-nao-saiu-do-caixa-da-vitapan/

Em suas respostas pelo twitter,  Kajuru afirma que recebeu os valores do bicheiro como forma de patrocínio para seu blog, por quatro meses, no ano de 2010.

Pois é.

O simples fato de dizer não saber que a VITAPAN pertencia a Cachoeira, quando até as árvores de Goiás tinham essa informação, no mínimo, são difíceis de acreditar, levando-se em consideração a fama de bem informado do jornalista.

Porém, os “equívocos” de Kajuru não param por ai.

Como explicar, se de fato os valores tivessem sido oriundos de um patrocínio em 2010, que suas ligações ao bicheiro, flagradas pela Policia Federal, ocorreram bem depois, em 2011 ?

Mais precisamente no dia 14 de abril de 2011, e, três meses após, no dia 15 de julho do mesmo ano.

Datas bem distantes do período informado pelo jornalista.

Nenhum delas, por sinal, feitas por intermediários, conforme documentação que republicamos logo abaixo.

 

"Do BLOG DO PAULINHOO bicheiro e o jornalista: documentos desmentem explicações de Jorge Kajuru":

Pra colocar um titulo tao cara de pau como esse, O MINIMO que se espera eh que os documentos anexados sejam PROVA do que ele esta falando.  So que de prova eles nao tem merda nenhuma.  ONDE estao esses documentos que provam "depositos" de 80 mil?

Nao, eu nao vou atraz nao, ja sou cavalar e nao passeio na chuva:  eu nao fiz afirmacao nenhuma, o autor disse.  Os documentos anexados no post nao provam em nada o que a chamada diz.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

RockMelt - O naegador social tudo em um.

http://www.rockmelt.com/

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Web Browsing Takes a Social TurnJim Wilson/The New York Times

The team at RockMelt in Mountain View, Calif. From left, Tim Howes, Eric Vishria, Marc Andreessen and Ben Horowitz.

By MIGUEL HELFTPublished: November 7, 2010

MOUNTAIN VIEW, Calif. — Silicon Valley is awash in tales of the “PayPal Mafia,” the tight-knit group of PayPal alumni who have helped one another start and finance a crop of new companies.

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RockMelt integrates social media sites.

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“Had we known about Facebook and Twitter and Google back in ’92 or ’93, we would have built them into the browser,” Marc Andreessen said.

But William V. Campbell, who is something of a godfather figure in the Valley, said, in a rare interview, “There is a ‘Netscape Mafia,’ too.”

And as Mafia families sometimes do, the Netscape Mafia is coming together for a reunion.

On Monday, RockMelt, a company founded and financed by a group of Netscape alumni, will release a new Web browser, 16 years after Netscape introduced the first commercial Internet browser, and 12 years after the company was sold to AOL after its defeat byMicrosoft in the so-called browser wars.

“We think it is a fantastic time to build a company around a browser,” said Marc Andreessen, who co-founded Netscape, and whose venture capital firm, Andreessen Horowitz, is the principal financial backer of RockMelt.

Although most people spend more time using their Web browser than any other program on their computers, most browsers have not kept up with the evolution of the Web into a social media hub, Mr. Andreessen said. He and Mr. Campbell, a former Netscape board member who is advising the new company as well as investing in it, say RockMelt is a browser for the Facebook era.

At first glance, RockMelt looks like an ordinary browser, a digital windowpane onto the Web. But along the side of its main window are two thin rails with icons, one showing a user’s friends on the left, and another displaying a user’s favorite social sites, includingTwitter and Facebook, on the right.

A “share” button makes it easy to post a Web page, a YouTube video or any other items, to Facebook, Twitter or other sites. Similarly, users can update their status or keep tabs on their friends’ activities on any social network right on their main browser window. They can also easily add and remove friends, or chat with them, on the left-side rail.

When a user searches the Web using Google, RockMelt not only delivers the Google search results, but also fetches the pages associated with those results, so a user can preview those pages quickly and decide which to click to.

“Had we known about Facebook and Twitter and Google back in ’92 or ’93, we would have built them into the browser,” Mr. Andreessen said, referring to Netscape. “This is an opportunity to go back and do it right.”

Like other browsers, RockMelt will be free, and like the popular open-source browser Firefox, it plans to make money by earning a share of the revenue from Web searches conducted by its users.

For all its modern features, the challenges facing RockMelt, which is inviting users to try a test version on Monday, are enormous. The browser market has become intensely competitive in recent years and is dominated by giants like Microsoft, Apple and Google, as well as Mozilla, which makes Firefox.

“Getting heard above the noise is going to be hard,” said David B. Yoffie, a professor at the Harvard Business School and the co-author of “Competing on Internet Time,” a book that chronicled the battle between Netscape and Microsoft.

Consider the fate of Chrome, the latest major competitor in the browser market, which Google introduced two years ago. Despite good reviews and being heavily promoted by Google — through ads and links on the company’s home page, the most visited page on the Web — Chrome has captured just 8 percent of the browser market, according to NetApplications, which tracks browser usage.

Even Microsoft, considered a laggard in innovation for much of the last decade, has revamped Internet Explorer in recent years and is expected to release a new and improved version soon. A test version of the product was downloaded 10 million times in just six weeks, Microsoft said.

“There is no reason to suggest that the momentum that we have seen in the past six weeks is going to slow,” said Ryan Gavin, senior director for Internet Explorer at Microsoft.

RockMelt’s ties to Netscape run deep. The company was co-founded by Tim Howes, 47, and Eric Vishria, 31. Mr. Howes, the chief technology officer, is a former Netscape executive who developed some of the most widely used Internet technologies. Mr. Vishria did not work at Netscape but was a senior executive at Opsware, the company Mr. Andreessen, Mr. Howes and Ben Horowitz, Mr. Andreessen’s venture capital partner, founded after they left Netscape.

Then there is Mr. Campbell, a former chief executive of companies like Intuit; Go, a renowned but failed maker of a pen computer; and Claris, which made software for Macintosh computers. He is known in Silicon Valley as the coach. Mr. Campbell once coached Columbia’s football team, but he earned the moniker more recently for his role as a behind-the-scenes adviser to a long list of young entrepreneurs and veteran executives, including Steven P. Jobs of Apple, on whose board he currently serves, and Eric E. Schmidt of Google.

Mr. Campbell is now helping Mr. Vishria and Mr. Howes with recruitment, organization and management.

Mr. Howes and Mr. Vishria built RockMelt using Chromium, the same open source browser technology that Google used for Chrome. But unlike Chrome and other major browsers that run entirely on a user’s PC, RockMelt will manage users’ interactions with sites like Facebook and Twitter in its data center. To make that possible, users will be required to log into RockMelt.

“This is the beginning of what we think browsers will look like in the next decade,” Mr. Vishria said.

RockMelt is not the first browser built around social networking features. Three years ago, Flock introduced a browser that also makes it easy to share items with sites like Facebook and Twitter. While Flock gained a loyal following, it never broke into the big leagues of the browser market, though it has recently released a well-reviewed upgrade.

Industry insiders say that Flock may have been ahead of its time, since it was developed before social networks became mainstream. RockMelt’s timing may give it a better chance at success.

“If they build a browser that matches the way people work, it will get some adoption,” said John Lilly, the former chief executive of Mozilla. “But it is hard to make people change their habits.”

RockMelt’s backers acknowledge that getting the browser into users’ hands will be a big challenge, but they say that if the product is good enough, it will spread through recommendations.

“You hope it is going to happen by word of mouth,” said Mr. Cambpell. Noting his ties to Apple, which makes the Safari browser, and Google, which he advised for many years, Mr. Campbell added, “I don’t want to be poking at Chrome and Safari, but this is unique.”

 

Olá Nassif, boa tarde.

O New York Times publicou há alguns dias um artigo retratando uma mudança no setor de petróleo do Brasil: as mulheres estão comandando o setor no Brasil, com a nomeação de Graça Foster para a presidência da Petrobras e de Magda Chambriard para a Agencia Nacional do Petroleo.

É um movimento completamente diferente do resto do mundo, pois o mundo do petróleo é um bastião masculino, segundo o jornal.

Em elogioso artigo a respeito de Graça Foster, o NYT se debruça sobre o passado de moradora do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, uma área perigosa atualmente ocupada pelas forças de pacificação. Ressalta o NYT que, para ajudar no orçamento familiar, Graça Foster foi catadora de lixo reciclavel, papel e lata, aos 08 anos de idade, e também escrevia e lia cartas para seus vizinhos, que eram de Portugal.

O NYT acompanhou também a carreira academica de Graça Foster, que estudou em escolas públicas e conseguiu tornar-se estagiária da Petrobras, quando estudava engenharia química na Universidade Federal Fluminense, pós graduando-se em energia nuclear no momento que o Brasil desenvolvia seu proprio programa na área. Passou em seguida cinco anos na Alemanha e retornou definitivamente para a Petrobrás, onde galgou todos os postos até o topo, e, nesse período obteve MBA na Fundação Getulio Vargas, considerada pelo NYT como a elite do ensino no Brasil.

O mais chama a atenção é uma opinião no centro do artigo, de Daniel Yergin, ganhador do premio Pulitzer e jornalista especializado na área de petroleo e seus negócios.

Daniel Yergin afirma claramente que Graça Foster se tornará em pouco tempo a mulher mais poderosa do mundo dos negócios em todo o planeta.

O que mais chama a atenção em tudo isso é a pouca repercussão da opinião do especialista no Brasil e na imprensa.

O NYT traçou um perfil irretocavel de Graça Foster, muito mais profundo que as principais análises feitas pela mídia nacional.

Talvez porque o Brasil lá fora é mais bem observado pela midia do que aquele visto pela midia nacional.

Abraços.

Segue o link.

http://www.nytimes.com/2012/04/11/business/energy-environment/women-take...

 

 

 

Eu sei que este, definitivamente, não é o espaço apropriado, mas, vá lá. Sou jornalista formado pela Unesp há três anos. Desde então, vivo em Rondônia. Trabalho em período integral em um órgão do governo estadual. Entretanto, estou procurando trabalho como freelancer ou colaborador online desenvolvendo pautas sobre o estado de Rondônia. Quem souber de alguma informação, por favor me avise.

Abraço e, novamente, desculpas por usar indevidamente o espaço.

 

Luiz Augusto A. S. Rocha, 28 anos, jornalista (e servidor público), São Francisco do Guaporé (RO).

 Campanha pelo casamento civil igualitário-- acentuando que é no CIVIL --  já está na Internet.

 

Site oficial da campanha:  http://casamentociviligualitario.com.br/

 

 

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

O link do video não saiu, vai de novo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=sed0cF4ZPEk

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Acho que Ricardo Kotscho vai acabar virando blogueiro da Veja. Em seu post de hoje, entre outras pérolas, diz que a imprensa é o principal alvo do PT (referindo-se à CPI).  A imprensa, cara pálida ? Todos os jornais e revistas do pais ?

 

Enlouqueceu Mário ?

Conheço o Ricardinho, desde os tempos do Jogral, da Rua Avanhandava, aonde ele contava-nos as peripécias que aprontava nos jornais e revistas dos anos 80, nos quais trabalhava, e que quando era "chamado às favas" pela diretoria destas publicações, pelo seu excesso de liberdade de expressão, "pegava o boné" e saía de fininho, e ia para quem aceitasse suas reportagens autenticas e sem ajustes.

Naquela época, na qual precisava desesperadamente do emprego(ao contrário de agora,aposentado e no "bem bom") ele vendia-se, imaginem se ele iria trabalhar na Veja !

O Ricardinho é talvez o mais corajoso jornalista deste país, e seguramente o que mais veses "jogou"pro alto, as chances de locupletar-se, seguindo as ordens dos donos de jornais e revistas, e que abdicou disto, por pura ideologia. 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Acompanho a trajetória do Kotscho há anos e o respeito muito. Dizer que ele vai "virar blogueiro da Veja" foi exagero e forçada de barra, de mau gosto. Peço desculpas.

Mas que a matéria dele, de hoje, está uma merda,  não dá para negar.

 

Mário, depois dos 60, a gente( o Ricardinho, eu e quem sabe, você, a propósito quantos anos vc tem ?) de vez em quando, fazemos umas coisas, inimagináveis( como esta do Kotscho) há anos atraz.

É a idade, meu caro ! 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Para dom Paulo Evaristo Arns, mais do que uma crise ambiental, planeta vive crise civilizatória

Em carta lida durante seminário que debateu a Rio+20, arcebispo emérito de São Paulo diz que a ciência e a tecnologia devem estar a serviço do homem e da natureza, e não o contrário

São Paulo – "Para conferência que discutirá a saúde do planeta, da qual o Brasil será o anfitrião, é preciso que se discuta, primeiramente, o que se quer dessa reunião, pois o homem enfrenta uma encruzilhada, com ameaças nunca antes vistas." A frase é de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, referindo-se à Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a Rio+20. A posição de dom Paulo foi lida em carta durante o seminário "Desconstruindo a crise civilizacional. Um olhar sobre a Rio+20", realizado hoje (16) na sede do Ministério Público Federal em São Paulo.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/2012/04/para-dom-paulo-evaristo-arns-mais-do-que-uma-crise-ambiental-o-planeta-enfrenta-uma-crise-civilizatoria

 

Profissionais ganham mais no Brasil do que nos EUA e Europa, diz pesquisa

Brasília, 4 dez (EFE).- A crise que afeta a Europa e os Estados Unidos provocou um investimento em termos de remunerações e fez com que o profissional técnico que trabalha no Brasil tenha salário superior ao que ganharia em países desenvolvidos, conforme estudo privado publicado neste domingo pelo jornal "O Globo".

Elaborado pela empresa de consultoria Michael Page sob encomenda do jornal, o estudo cita exemplos de várias profissões e garante que, em alguns casos, a diferença salarial pode chegar até 85%.

Entre diversos casos, o relatório diz que um engenheiro elétrico que trabalha em uma empresa assentada no Brasil obtém remuneração mensal mínima de R$ 14,9 mil, o que seria equivalente a R$ 8 mil se trabalhasse na Espanha e a R$ 9 mil se o fizesse na Itália.

Segundo "O Globo", a empresa de consultoria comparou os "salários em grandes empresas de todos os setores situadas em grandes cidades e considerou o ganho dos profissionais de níveis de gerência", sem incluir no estudo fatores como o custo de vida.

As diferenças salariais são registradas principalmente nas áreas técnicas, "embora o fenômeno possa ser ampliado para outras profissões" em função do desenvolvimento da crise financeira, disse ao jornal o analista Ricardo Guedes, um dos responsáveis pelo relatório.

O jornal entrevistou estrangeiros que vivem e trabalham no país, que confirmam receber salário superior no Brasil, mas que isso não chega a ser uma solução.

Um dos exemplos citados foi o do português João Nunes, da própria empresa Michel Page, quem declarou que apesar de no Brasil ter salário superior em 30% ao que tinha em Portugal, sua capacidade de poupança é "muito menor" agora.

"Aqui tudo é mais caro. O preço de um aluguel é duas vezes mais caro do que em Portugal, e o mesmo ocorre com a comida", declarou Nunes.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, alertou que os elevados salários "começam a afetar a competitividade do Brasil".

Em sua opinião, os altos salários, somados as protecionistas leis trabalhistas e a uma onerosa estrutura tributária, encarecem os custos das empresas e "fazem com que o país perca mercados" no comércio internacional.

EFE/ O Globo

http://br.finance.yahoo.com/noticias/Profissionais-ganham-Brasil-efebr-1412327288.html

 

Grato, Juriti

A grande mídia, vulgo PIG, anda espalhando que a Presidente Dilma e setores do PT não querem a instalação da CPMI do Cachoeira/Demóstenes/Veja, mas isso é mais sonho de consumo da rede globo e demais membros do PIG do que realidade.


Segue nota do Presidente da Câmara Federal Deputado Federal Marco Maia sobre a questão para o devido esclarecimento.


 


Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?

Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:


- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;


- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;


- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;


- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;


- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;


- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;


- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.



 


Dep. Marco Maia,

Presidente da Câmara dos Deputados


Em 15 de abril de 2012
 

Pelo poucnheço do Dep. Marco Maia, posso garantir-lhes, que após estas suas duras declarações contra o PIG, e especialmente à Veja, ele de tudo fará, exigir, que a CPI que investigará o Demóstenes e suas operações, sejam as mais severas possíveis, e "dôa a quem doer" levem a um final feliz,estas  investigações, e assim procederá tambe, quando autorizá a abertura da CPI da Privatização(Privataria Tucana).

Ele vai mostrar, que é um gaúcho macho chô.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Do site do History Channel Brasil


16 de ABRIL de 2012Nasce Charlie Chaplin, ator e cineasta inglês

16 de abril de 1889

No dia 16 de abril de 1889 nascia, em Londres, Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charlie Chaplin, mundialmente famoso pelas suas atuações nos filmes do cinema mudo. Ele também foi diretor, produtor, empresário, escritor, roteirista e músico.
Com o uso da mímica e do pastelão, Chaplin é bastante conhecido pelos seus filmes “O Imigrante”, “O Garoto”, “Em Busca do Ouro”, “O Circo”, “Luzes da Cidade”, “Tempos Modernos”, “O Grande Ditador”, “Luzes da Ribalta”, “Um Rei em Nova York” e “A Condessa de Hong Kong”.

Seu principal e mais famoso personagem ficou conhecido como Carlitos ou "O Vagabundo" no Brasil. Trata-se de um andarilho pobre de modos refinados. Com o seu bigodinho típico, ele vestia um fraque preto desgastado, assim como suas calças e sapatos, estes maiores do que o seu pé, além cartola e bengala. Em 1952, Chaplin deixou os EUA e nunca mais voltou, pois teve seu visto negado por conta da perseguição ideológica que sofria na época do macarthismo. Depois disso, ele decidiu viver na Suíça.

Chaplin é o cineasta mais homenageado de todos os tempos. Ainda em vida foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico, recebeu a Ordem Nacional da Legião da Honra (França), Doutor Honoris Causa (Universidade de Oxford) e ganhou o Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972. Chaplin morreu no dia 25 de dezembro de 1977, em Corsier-sur-Vevey, na Suíça.

Publicada a lista de sobreviventes do Titanic - The History Channel BrasilPublicada a lista de sobreviventes do Titanic

16 de abril de 1912

No dia 16 de abril de 1912 o conhecido jornal americano The New York Times publicava a lista de sobreviventes de um dos maiores desastres marítimos de todos os tempos, o naufrágio do Titanic.

Das 2200 pessoas a bordo, apenas 1.178 poderiam ser salvas pelos 20 botes salva-vidas espalhados pelo barco. O número de botes não foi maior pois os proprietários não queriam comprometer a beleza do Titanic.

Somado ao despreparo da tripulação, apenas 705 pessoas sobreviveram.

Morre Maria Lenk, pioneira da natação feminina no Brasil - The History Channel BrasilMorre Maria Lenk, pioneira da natação feminina no Brasil

16 de abril de 2007

No dia 16 de abril de 2007 morria, no Rio de Janeiro, Maria Lenk, a pioneira na natação feminina no Brasil e única mulher do país a entrar para o Swimming Hall of Fame, em Fort Lauderdale, na Flórida. Ela ainda foi a primeira brasileira a competir em jogos olímpicos – em Los Angeles, em 1932 - e também a estabelecer recordes mundiais. Nascida no dia 15 de janeiro de 1915, na cidade de São Paulo, ela foi atleta do Flamengo e conquistou muitos títulos para o clube rubro-negro.

No início dos anos 40, ela era a única mulher de uma equipe de nadadores sul-americanos que excursionava pelos EUA. Durante sua estadia no país, quebrou 12 recordes norte-americanos e também concluiu o curso de Educação Física na Universidade de Springfield.

Maria Lenk se aposentou das competições em 1942, ano em que ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física, da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Depois, disputou torneios de masters, onde também bateu recordes e fez história. No campeonato mundial da categoria 85-90 anos, em agosto de 2000, em Munique, ela ganhou cinco medalhas de ouro: 100m peito, 200m livre, 200m costas, 200m medley e 400m livre.

Sempre adepta ao esporte, ela viveu até os 92 anos e, diariamente, nadava aproximadamente 1.500m por dia. Pouco antes de sua morte, foi homenageada com o seu nome sendo escolhido para o Parque Aquático do Jogos Pan-americanos de 2007.

 

Aqui, alguém de fora aponta o dedo em problemas tipicamente brasileiros:

 

Ministro da China diz o que se deve fazer no Brasil

http://uzeabuze.blogspot.com.br/2012/04/ministro-da-china-diz-o-que-se-d...

 

 

Do IG

Extremista da Noruega alega legítima defesa para justificar massacreAnders Breivik, autor confesso de ataques com 77 mortos, declarou-se inocente no primeiro dia de seu julgamento

iG São Paulo | 16/04/2012 08:33:14 - Atualizada às 16/04/2012 09:02:14

 

No primeiro dia de seu julgamento, o ultradireitista norueguês Anders Behring Breivik, autor confesso dos ataques que deixaram 77 mortos na Noruega em julho do ano passado, declarou-se inocente dos crimes justificando que os cometeu em legítima defesa.

Infográfico: Saiba como extremista executou plano de ataque na Noruega

Foto: APAnders Breivik faz gesto ao entrar em tribunal

"Eu reconheço os atos, mas não a responsabilidade penal - alego que os fiz em legítima defesa", disse Breivik à juíza, depois de a promotora Inga Bejer Engh ler a acusação contra ele, que foi divulgada previamente há pouco mais de um mês. Durante uma hora, Engh repassou os 77 "homicídios premeditados", além de um delito de terrorismo, dos quais Breivik é acusado.


A promotora fez uma descrição breve sobre cada vítima e ferido no duplo atentado: primeiro com um carro-bomba no complexo governamental de Oslo e depois na Ilha de Utoya, ao oeste da capital, onde Breivik deixou 69 mortos entre participantes do acampamento das Juventudes Trabalhistas.

Engh disse que os crimes têm uma dimensão "nunca antes vista em nossa história moderna". Ela identificou cada vítima, disse onde estava e como morreu ou ficou ferida. Breivik permaneceu impassível, com a cabeça abaixada, enquanto na sala em silêncio alguns dos parentes das vítimas choravam ou fechavam os olhos.

Engh lembrou que a Promotoria pede, de acordo com o primeiro relatório mental feito em Breivik - que o considera um doente mental -, que ele seja transferido a um centro psiquiátrico, já que uma pessoa não pode ser condenada à prisão se não for penalmente responsável por seus atos.


Mas a Promotoria mantém uma reserva relacionada ao resultado do segundo estudo mental, que concluiu que Breivik não estava em estado psicótico quando cometeu os atentados e, portanto, é penalmente responsável.

A declaração de Breivik, que começará na terça-feira, e o depoimento das testemunhas, além das observações realizadas durante o processo pelas duas equipes de psiquiatras que o examinaram, serão fundamentais para determinar seu estado mental.

Até o final do julgamento, que durará dez semanas, a Promotoria não decidirá qual será a pena solicitada: ingresso em centro psiquiátrico ou 21 anos de prisão mais custódia, o que pode equivaler à cadeia perpétua. Se ele continuar sendo um perigo social, pode ficar preso de forma indefinida.

Após a declaração de Breivik de que não é culpado e uma pausa de meia hora, o julgamento foi retomado com a explicação introdutória do caso por outro promotor, Svein Holden, que durará entre três horas e meia.

*Com EFE

 

Editora Abril

Ao lado do abril vermelho que a Veja sempre elegeu para critcar o PT,mesmo antes do partido ser governo a Editora Abril sempre teve um gosto especial pelo mes

Vejamos:

dia da mentira

golpe de 64(foi abril,não março)

Agora podemos colocar o mes de Abril no nosso calendário.Vem aí a cpi da Editora Abril

Podemos até batizar o mes com um nome sugestivo

Vou começar dando minha sugestão,mais pelo dejeso e minha veia meio-caipira

Com trocadilho e tudo o meu desejo é

ABRIL-ABRIR

Vamos abrir logo essa Abril

 

luiz galvão

 

Governador do Acre leva comitiva de 60 pessoas a Milão.

http://altino.blogspot.com.br/2012/04/viagem-para-milao.html

 

Logico, eh que o turismo no Acre eh um estrondo...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Mal-estar: Dilma, Falcão e Veja.

Por Mauro Malin em 15/04/2012 na edição 689

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/dois_conflitos_com_tres_protagonistas_dilma_falcao_e_lt_i_gt_veja_lt_i_gt


A revista Veja enfrenta um desafio inédito em sua longa trajetória: pode ter sido usada por Carlinhos Cachoeira como recurso extremo para resolver pendências com interlocutores de negócios. A hipótese se configuraria assim: primeiro ato, oferta de propina; segundo ato: ameaça de alijamento do esquema; terceiro ato: diante de rejeição às ofensivas dos dois tipos anteriores, sedução e chantagem, queimação. Por intermédio de veículos de imprensa, entre eles, destacadamente, a Veja.

“Os grandes furos do Policarpo [Júnior, da Veja] fomos nós que demos, rapaz. (...) Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do c. para o Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz”. Diálogo de Cachoeira com o ex-agente da Abin Jairo Martins. Em tópico anterior, “O senador só não enganou a polícia”, classifiquei a frase como expressão do que seria um “orgulho cívico” delirante. Eu estava errado. Era só uma maneira de embelezar a prática de represálias.

O velho denuncismo

Na história do Brasil pós-Constituição de 1988, o grande usuário do denuncismo como arma política foi o PT, calcado no “petismo das redações”, propensão ideológica que se desvaneceu na mesma proporção em que as práticas do partido no poder – desde os esquemas de lixo e de cobrança de atrasados em prefeituras até os nove anos no Planalto – se tornaram patentes em reportagens incontrovertidas.

Na história da República há muitos episódios e outras tantas fraudes, como a das Cartas Falsas de Artur Bernardes, estopim da mobilização de jovens oficiais do Exército que ganharia o nome de tenentismo e que faria Bernardes impor o estado de sítio durante toda a duração de seu governo (1922-1926).

Veja teve destacada participação na derrubada do presidente Fernando Collor, mas a fonte, no caso da principal matéria, foi explícita: na capa da revista, em maio de 1992, lia-se: “Pedro Collor conta tudo. O vídeo e a entrevista com os ataques do irmão do presidente”.

No sábado (14/4), Veja foi às bancas com uma matéria pífia, na defensiva, em que acusa o PT de stalinismo, hitlerismo, mussolinismo. Demonização não tem nada a ver com bom jornalismo. Ao contrário.

Falcão vs Dilma

O PT também enfrenta um desafio inédito. Em vídeo colocado na internet, o presidente do partido, Rui Falcão, diz que “a bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão”. Estaria em curso uma “operação abafa” montada por “partidos políticos e veículos de comunicação para impedir que se esclareça plenamente toda a organização criminosa” de Carlinhos Cachoeira.

Quem prestou atenção nas relações da presidente Dilma Rousseff com as bancadas do PT no Congresso constatou que na Câmara, onde o PT tem maioria relativa, saiu Cândido Vaccarezza, da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, à qual pertencem, além de Falcão, Lula, José Dirceu, Berzoini, José Eduardo Dutra e João Paulo Cunha, e entrou Arlindo Chinaglia, do grupo Movimento PT. Segundo observadores da política petista, Dilma enfrentava uma inversão de funções: em lugar de defender os interesses políticos do Planalto na bancada aliada, o líder deposto defendia os interesses da bancada junto ao Planalto.

A investida de Rui Falcão não foi contra a imprensa, indiscriminadamente. Foi principalmente contra a Veja, embora ele não tenha pronunciado o nome da revista. Que problema isso traz para o PT? O quadro mais importante do partido na instância máxima do poder é hoje a presidente Dilma Rousseff. Dilma tem sido protegida pela Veja (e, de modo geral, tratada com extremo carinho pelos principais veículos de mídia brasileiros) desde a sua posse, e principalmente após a demissão do então chefe da Casa Civil Antônio Palocci.

“Dilma Teflon”

Atesta-o o esquecimento do nome da presidente em todo o noticiário que vincula Carlinhos Cachoeira e a Delta Construções a obras do PAC, do qual, quando chefe da Casa Civil de Lula, Dilma assumiu a maternidade, por obra e graça da peculiar retórica do então presidente. José Roberto Toledo fala em “Dilma Teflon”.

Veja já chegou a publicar um editorial dizendo que apoiar Dilma tinha importância equivalente a apoiar o Duque de Caxias na batalha de Itororó, durante a Guerra do Paraguai, quando bradou “Sigam-me os que forem brasileiros” (o texto pode ser lido no site do Exército brasileiro).  O texto termina com a inacreditável frase “Sigam-na os que forem brasileiros”.

Mas o ponto máximo do apoio a Dilma, e da validação desse apoio pela presidente, foi estampado na capa da Veja de 28/3, que traz uma entrevista onde ela não diz nada de relevante, mas que serve para ela “aparecer bem na foto” (literalmente) e para dar visibilidade à convergência de interesses entre a revista e a presidente. Veja aqui uma imagem da capa da revista. A entrevista pode ser lida no Acervo Digital da Veja. Essa proximidade não comoveu Rui Falcão.

Dilma, por sinal, foi a primeira a reagir ao vídeo de Falcão: como tem feito infalível e meritoriamente, defendeu a plena liberdade de imprensa no país.

Briga de foice

Em coluna no Estado de S. Paulo de domingo, o chefe da sucursal brasiliense do jornal, João Bosco Rabello, dá pistas a respeito da virulência dos conflitos no PT. Calma aí, leitor, vale a pena ler:

Tiro n’água. Uma semana antes da decisão de criar a CPI do Cachoeira, a ministra Ideli Salvatti era uma das mais entusiasmadas defensoras da investigação. Numa reunião na casa de Jilmar Tatto, ela pediu a CPI alegando que nada respingaria no governo. O encontrou reuniu petistas insatisfeitos com o afastamento de Cândido Vaccarezza da liderança do governo. Dias depois, o assessor da Presidência Olavo Noleto seria flagrado nos muitos grampos da Polícia Federal.”  

Ayres Britto começa bem

A confusão intrapetista é ancorada pela iminência do julgamento do processo do mensalão no STF. O futuro presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, deu duas boas entrevistas publicadas no domingo (15/4). Em ambas, reafirma seu propósito de ver julgado o caso do mensalão até meados de julho, para que ele não corra paralelo ao processo eleitoral, quando seis juízes do STF estarão sobrecarregados com processos que correrão no Tribunal Superior Eleitoral.

A Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, disse que, quando assumir a presidência da Corte, na quinta-feira (19/4), levará ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a proposta de que os assaltantes de cofres públicos sejam condenados a ressarci-los. “O parágrafo 5º do artigo 37 é a cereja do bolo: para quem assalta o erário, a resposta mais severa do Estado é o ressarcimento”, especificou.

É algo que está faltando. Carlinhos Cachoeira não contratou Márcio Thomaz Bastos por R$ 15 milhões? E as atividades da quadrilha de Fernando Beira-Mar, encarcerado há anos em presídio de segurança máxima, não prosseguem sem maiores embaraços?

A Felipe Recondo, do Estado, Ayres Britto declarou:

“A liberdade de imprensa, quando em plenitude, insufla, estimula na população uma curiosidade pelas coisas do poder. E é o que está havendo. Todo mundo quer saber de tudo. E tudo está vindo a lume. É uma fase que entendo como riquíssima da história do Brasil. A cultura do biombo foi excomungada. Os jornalistas estão a mil para levantar tapetes, ver se há poeira debaixo deles e saber quem foi que a colocou lá. Isso é sinal dos tempos. As coisas estão mudando”.

Mais clareza, impossível.

Quem está vazando?

Por falar em clareza, quem está vazando trechos de gravações para os mais diversos meios de comunicação? O ministro José Eduardo Martins Cardozo diz que a Pasta da Justiça não tem nada a ver com isso. Se não é o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, autora das gravações, com autorização judicial, quem é?

 

Quanta hipocrisia!  Ele so tem a falar do PT e de Dilma?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

PORTINARI, O PINTOR DA ALMA BRASILEIRA 

Visitei quatro vezes a exposição que está à mostra no Memorial da América Latina sobre a obra desse extraordinário pintor que dedicou literalmente sua vida à essa arte, e que tem como ponto máximo a exposição dos painéis Guerra e Paz. Tive a felicidade de acompanhar meus três filhos, quatro dos meus seis netos, minha mulher e minha sogra, em tais ocasiões. Encontrei com o seu filho, o João Cândido, com quem pude trocar algumas palavras amáveis. Portinari pintou quase 5.000 obras, retratando sobretudo cenas simples da vida do povo brasileiro. Ao lado de Villa-Lobos, honrou a nossa índole legando para a eternidade a cultura brasileira.

Abaixo transcrevo trechos de alguns escritos que achei na internet e no catálogo distribuído na mostra por achar importantes os seus registros.

Do catálogo:

Nas páginas da história da arte, em que surgem incontáveis guerras datadas e localizadas, como as de Tróia e do Peloponeso, pintadas por Eufrônio, as Batalhas de San Romano e Anghiari, de Paulo Uccello e de Da Vinci, ou Guernica de Picasso, todas são narradas por cenas que as identificam, localizam e datam. Com os recursos próprios ligados ao tempo da pintura, cada uma dels participando da variada gama de conceitos que vai do heroísmo à dor e ao desespero ou defendendo um solo, uma idéia ou uma causa que as particularizavam.

A abordagem de Portinari é outra. Não identifica guerra alguma, como se afirmasse que em essência todas se equivalem no desencadeamento de horror e animalidade. Nenhuma arma identificável, em Portinari: a cavalgada apocalíptica que corta a cena em todas as direções com seu cortejo de conquista, guerra, fome e morte, não traz as cores bíblicas do fogo e do sangue, nem o preto, o branco ou o amarelo. É o azul que domina. Uma trágica e dorida sinfonia em azul, passando por toda sua escala. Os tons escuros, soturnos, ricos em variadas e profundas nuanças violáceas, desenham as cenas sobre fundo de claros azuis de reflexos verdátreos, tendentes aos leves citrinos.

Figuras em grupo compacto, genuflexo, braços levantados com as mãos espalmadas e rostos voltados para o céu, nesse cenário de morte deixam transparecer uma aragem de força e vida, de condenação à própria existência da guerra.

O que emana do painel Paz, nos enleva e encanta, mais que a idéia de paz, é a própria paz que nos invade ao contemplá-lo. É a sensação de penetrarmos num universo de paz, de comunhão fraterna no trabalho produtivo, num reino mágico de cores reluzentes, do som da ciranda de jovens num canto universal de fraternidade e confiança, ou da candura dos folguedos infantis. 

Da internet: 

O ‘Menino de Brodowski’, no interior paulista, tornou-se universal por justamente seguir a máxima deixada por Tolstoi: “Se queres ser universal , começa por pintar a tua aldeia”-  que escreveu “Guerra e Paz”, em 1869, ao falar das invasões napoleônicas à Áustria e à Rússia -  para dar sua versão por meio das pinceladas com cores diversas e vibrantes para a guerra e a paz. O período de sua vida que passou em meio a fazendas de café marca muito fortemente uma visão que mostra ao mundo o Brasil semifeudal diante de um mundo voltado para os avanços tecnológicos das grandes potências a serviço das 1ª e 2ª guerras mundiais. 

Os cenários de guerras sangram ao retrato de um período clemente por paz. As mães desesperadas à espera dos filhos são a metáfora da guerra, enquanto as crianças brincando simbolizam tempos de harmonia vindoura. 

O orgulho de ter Portinari como conterrâneo fica exposto em um painel reservado a depoimentos deixados por figuras proeminentes de nosso cenário cultural, como Jorge Amado, Antonio Callado – a quem se dedicou a escrever a biografia do pintor, Rachel de Queiroz, Otto Maria Carpeaux, Manuel Bandeira, entre outros. 

Destaco o depoimento de Antônio Callado:

“Portinari marcou, com seus retirantes, seus meninos de Brodowski, seus quadros de lavradores o abismo que ainda existe entre a natureza brasileira, entre o País brutalmente grandioso que nos surge a mente quando dizemos, como se disséssemos a palavra mágica, “Obrasil”, é a vidinha que mostrou no Brasil, o homem imitador da Europa e dos EUA. Sua pintura daqueles tempos e em protesto contra essa falta de intimidade entre nós e aquilo que se chama realidade brasileira. É um clamor contra o fato de ainda estarmos tão superpostos à paisagem e não notoriamente fincados nela, como estão os pés dos pretos, dos cafuzos, dos curibocas e dos imigrantes”. 

Finalizo com as palavras do próprio Portinari:

“Os painéis Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que já fiz... Dedico-os à humanidade...”

Cândido Portinari, 1957

 

 

 

 

José Antônio

Mais um probo da "luta contra a corrupção e da defesa do dinheiro público" pego com a boca na botija.

Re: Fora de Pauta
 

A Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais - CNIPE


Do Conselho Nacional de Justiça


http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/18934:judiciario-tera-banco-de-dados-integrado


Em solenidade que contou com a presença de representantes de diversos tribunais e autoridades dos três Poderes, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal (STF), ministro Cezar Peluso, lançou, nesta sexta-feira (13/4), a etapa inicial da Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (CNIPE), um sistema que reunirá dados de todos os tribunais, varas e cartórios judiciais e extrajudiciais do país.


O objetivo é permitir que qualquer pessoa tenha acesso, em um único endereço na internet, a informações sobre andamento processual, dados estatísticos de funcionamento do Judiciário, assim como pesquisa de registros imobiliários, indisponibilidade de bens, protestos cambiais, divórcios etc.


“Com a CNIPE a Justiça fica à distância de um click da cidadania”, afirmou o ministro Cezar Peluso, ao destacar que a central representa “um grande passo do Judiciário em direção ao futuro”. O ministro afirmou ainda que uma das prioridades da sua gestão no CNJ foi a ampliação do acesso à Justiça. E a CNIPE representa a concretização desse trabalho. “O sistema consiste num avanço significativo rumo à eficiência e transparência do Poder Judiciário. É o fim do pesadelo de pessoas nas filas das varas e nos cartórios em busca de documentos. Não há sistema semelhante em todo o mundo, o que caracteriza o pioneirismo do Poder Judiciário Brasileiro”, ressaltou.

Com o lançamento, os cidadãos já podem acessar o sistema disponível no portal do CNJ (www.cnj.jus.br) a partir desta sexta-feira e buscar informações ou acompanhar o andamento de cerca de 33 milhões processos que tramitam nos Tribunais de Justiça de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Esses tribunais concentram aproximadamente 40% das ações em tramitação hoje no Judiciário brasileiro, o que vai facilitar o acesso das partes, advogados e magistrados ao seu conteúdo.

Imóveis – Nessa primeira etapa já estão disponíveis no sistema informações sobre pessoas que tiveram seus bens bloqueados pela Justiça, assim como dados de parte dos cartórios de registro de imóveis de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pará e Mato Grosso. “É um sistema revolucionário, que vai facilitar a vida do cidadão, conferir maior transparência ao Judiciário e ajudar no planejamento de ações para aprimorar a prestação jurisdicional”, afirmou o secretário-geral do CNJ, Fernando Marcondes. O sistema ainda está em fase de desenvolvimento e a adesão dos tribunais e cartórios é voluntária.

No futuro, o cidadão poderá saber, por exemplo, se determinada pessoa ou empresa está sendo processada, com pendências na Justiça, se responde a processo criminal ou está com os bens indisponíveis em qualquer parte do país. Será possível, por meio da central, pesquisar movimento processual das comarcas e avaliar a necessidade de criação de novas varas judiciais, ampliação de tribunais e até mesmo a contratação de mais servidores.

Atualmente, para obter informações processuais na internet, é preciso acessar o site de cada um dos tribunais, que permitem níveis e formas diferentes de consulta e acesso aos dados. Com a CNIPE, ao digitar no campo de consulta o nome das partes, CPF, CNPJ, nome ou registro na OAB do advogado ou o número do processo, a ferramenta fará uma busca no banco de dados dos 91 tribunais brasileiros antes de apresentar o resultado. Até o final deste ano, a expectativa é de que 50% dos processos do país já estejam disponíveis para consulta na central, e que até o final de 2014 todos os 91 tribunais brasileiros estejam integrados.  

Cartórios - No prazo de dois anos, a CNIPE também vai permitir a emissão de certidões fornecidas pelos cartórios extrajudiciais de todo o país e de documentos autenticados com validade nacional. Na central será possível, por exemplo, emitir certidões negativas (de débito, criminal, de impostos, etc), certidão de quitação eleitoral, de registro de imóveis, assim como verificar a validade de documentos emitidos pela Justiça.


Ao integrar os bancos de dados de todos os tribunais, o sistema vai possibilitar ainda a geração de dados estatísticos sobre as atividades judiciais, como número de varas e produtividade das unidades, auxiliando no planejamento da máquina do Judiciário. Os sistemas do CNJ – como Justiça em Números, Justiça Aberta, Banco Nacional de Mandados de Prisão, etc – também estarão reunidos na CNIPE. 

Benefícios - Além de facilitar a vida dos cidadãos, a central vai proporcionar economia de tempo, pessoal e energia aos Tribunais na coleta dessas informações. Com a ferramenta, será possível criar relatórios que propiciem análises sobre as atividades judiciais e extrajudiciais para subsidiar correições e auxiliar na definição de ações estratégicas. O abastecimento de sistemas e preenchimento de relatórios como o Justiça em Números, hoje feito por juízes e servidores, também será automatizado.


Nesta fase de implantação, a CNIPE poderá receber até 100 mil consultas simultâneas. Acesse aqui a Cnipe.

Mariana Braga e Jorge Vasconcellos
Agência CNJ de Notícias


http://www.cnj.jus.br/cnipe


Bem-vindo à Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais(CNIPE).

CNIPE é um sistema de busca de informações que abrangerá os Tribunais e Cartórios Judiciais e Extrajudiciais do país. Nesta primeira fase já é possível pesquisar de forma integrada mais de 30 milhões de processos, indisponibilidade de bens, protesto cambial e ocorrências imobiliárias.

Estão disponíveis dados dos seguintes Tribunais: TJAL, TJDFT, TJPR, TJRS, TJSC e TJSP; e, em fase de implantação, dados do TJAM e TJMS.

Até 2014, estará disponível o acesso a todos os processos da Justiça brasileira, a partir da adesão gradual dos tribunais.

As consultas aos cartórios extraprocessuais abrangem até o momento e parcialmente aos estados de SP, PA, MT, RJ e SC

Logo acima existe o link para acessar o guia de utilização e facilitar a entrada à CNIPE.Em caso de dúvidas, críticas e sugestões, envie e-mail para cnipe@cnj.jus.br.


 
 

Os cem anos de Metamorfose, obra-prima de Kafka
Há cem anos, Gregor Samsa acordava metamorfoseado num terrível inseto; entenda como esta novela mudou a literatura para sempre

Por Jornal Sul 21

15 de Abril de 2012 às 13:35 Jornal Sul 21

Milton Ribeiro, do Sul 21

Em 2012, a clássica novela de Kafka, A Metamorfose, estará completando 100 anos. A marca que ela deixou na cultura ocidental é tão profunda quanto aquela deixada por 1984 de George Orwell e por pouquíssimos outros livros dos últimos séculos. E, com efeito, aqueles que leram a pequena obra de pouco mais de 30 mil palavras, dificilmente deixarão de lembrá-la e, dentre os apaixonados pela literatura ou pelo fantástico, não é raro encontrar quem saiba recitar de cor o início da novela, certamente uma das melhores e mais intrigantes aberturas da literatura de todos os tempos:

Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, quando levantou um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido em segmentos arqueados, sobre o qual a coberta, prestes a deslizar de vez, apenas se mantinha com dificuldade. Suas muitas pernas, lamentavelmente finas em comparação com o volume do resto de seu corpo, vibravam desamparadas ante seus olhos.

Apesar de ter sido publicada em 1915, A Metamorfose foi escrita em novembro de 1912. A quase centenária novela foi concluída em apenas 20 dias no dia 7 de dezembro de 1912, quando Kafka escreveu à sua eterna e repetida noiva Felice Bauer: “Minha pequena história está terminada”. Há outra nota muito significativa escrita por Kafka. Dois meses antes, ao finalizar O Veredicto, outra pequena novela, Kafka registrou em seu diário que havia descoberto “como tudo poderia ser dito”. A Metamorfose foi a primeira tentativa após a nota.

Tudo é muito enigmático em se tratando de alguém tão tímido e com tão poucos amigos como Kafka, mas certamente a frase escrita tem o significado de uma iluminação e tudo o que o escritor criou a partir dali — uma notável série de romances e novelas onde podem ser listados O Foguista, Diante da Lei, A Colônia Penal, O Processo, Carta ao Pai, Um Médico Rural, O Artista da Fome, O Castelo e A Construção, dentre outros — são obras ou de primeira linha ou de conteúdo nada desprezível ou esquecível. O crítico Otto Maria Carpeaux, que emigrou para o Brasil com a ascensão do nazismo, lembra:

– Fui apresentado a Kafka em Praga. Estávamos num jantar. Disseram-me que se tratava de um gênio. Era muito magro, sabemos hoje que tinha 1,82 m e por volta de 65 quilos. Estava num canto, sozinho. Fui até ele de forma a integrá-lo na conversa geral. Quando me apresentei, entendi seu nome como Kauka, porque ele falava muito baixo. Ora, se era Kauka, não era aquele autor do qual recebera dois livros que ainda não lera. Tentei puxar conversa, mas ele não dava continuidade, respondendo apenas o mínimo. Achei que incomodava e me afastei.

Carpeaux — um grande crítico literário, autor de uma alentada História da Literatura Ocidental em oito volumes — arrependeu-se pelo resto da vida por ter desistido tão rápido de um escritor que passou a incensar poucos anos depois. Ele ouvira errado, não era Kauka, era mesmo o Kafka dos livrinhos recebidos. É compreensível que Carpeaux lamente a perda da oportunidade, mas não é lógico torturar-se — afinal, era o ano de 1921 e, embora a tal “iluminação” fosse de 1912 e o escritor tivesse vivido até 1924, Kafka nunca chegou a ser muito conhecido enquanto vivo. Era um escritor obscuro que publicava alguma coisa e engavetava outras. Quando morreu, pediu a um bom amigo que destruísse seus escritos não publicados. Para nossa sorte, Max Brod foi um amigo ainda melhor e o traiu, salvando para o mundo romances como O Processo e O Castelo.

Hoje, os volumes de crítica da obra de Kafka enchem estantes, mas os enigmas permanecem, mesmo em relação a A Metamorfose. Sabe-se que Kafka leu trechos da obra para Max Brod e outros de seus poucos amigos. Os biógrafos dizem que o grupo ria do grotesco das cenas. Kafka também. É possível ler Kafka em registro cômico, sem dúvida, mas é indiscutível que a leitura mais grandiosa é a que coloca o homem em desespero frente à existência. Há uma quase imperceptível camada de humor e outra de ironia, esta pouco mais espessa, perpassando seus textos, mas o efeito geral nunca pode ser descrito como alegre ou motivador. Na verdade, é um narrador imperturbável contando uma história sufocante, sem apelar para fórmulas de suspense ou terror. Gunther Andres, na página 19 de Kafka: pró e contra (os autos do processo), resume brilhantemente: “O espantoso, em Kafka, é que o espantoso não espanta ninguém”.

O título A Metamorfose provavelmente se refere não somente à mudança física de Gregor Samsa – nome estruturalmente bem semelhante à Kafka, não? –, que se torna um inseto “certa manhã”, como a todas as outras mudanças decorrentes na família. Se antes da metamorfose toda a família dependia de seu trabalho como caixeiro-viajante e o apoiava e amava, com a transformação em inseto e consequente prisão no quarto, o pai é obrigado a voltar a trabalhar, a ingênua e pura irmã de 17 anos também, a mãe passa a costurar e a casa transforma-se numa hospedaria onde Gregor é mais do que dispensável, é indesejado. A transformação física de Samsa gera outra metamorfose e pode-se dizer que ele passa de parasitado a parasitário, de arrimo a peso morto e objeto de repulsa.

É estranho que Gregor acorde aquela manhã sem tentar analisar o que teria acontecido, como e por quê. A pergunta “O que terá acontecido comigo?” é isolada. Depois, ficamos sabendo de suas incomodações com a vida anterior e temos a impressão de que a atual tanto faz. Em alguns momentos da narrativa, ele parece estar vingando-se, em outros, concupiscente. O ostracismo no seio familiar, a pressão do trabalho, a necessidade de obedecer, a profunda insatisfação de estar sendo escravizado, tudo o que a novela sugere encontra repercussão na vida do autor. A história do homem tornado besouro é inteiramente realista. O problema familiar recebe uma importante observação do tradutor Marcelo Backes: “Kafka invoca seu pai, mãe e irmã quase sem o uso dos pronomes possessivos. É algo muito insistente. É raro que o narrador fale de SUA irmã, de SEU pai, de SUA mãe. Eles são, na maior parte das vezes, apenas pai, mãe e irmã, sem a afetividade do pronome possessivo e vivendo tão-só em sua condição genérica de pai, mãe e irmã”.

No clássico Conversações com Kafka (1920-1923), Gustav Janouch cita que Kafka afirmara que “A metamorfose não é uma confissão, ainda que – em certo sentido – seja uma indiscrição”. Indiscrição certamente menor do que a célebre Carta ao Pai, mas não tergiversemos.

A forma como Kafka monta rapidamente os conflitos do livro também surpreende. O primeiro está no famoso primeiro parágrafo, depois há outros dois conflitos graves, construídos na mesma linguagem direta e sucinta, de exatidão quase cartorial: o momento em que Gregor é visto pela primeira vez por seus familiares — uma cena de notável realização artística de Kafka — e momento onde a irmã de Gregor, Grete Samsa, aconselha seus pais a livrarem-se do enorme inseto, pois já haviam tentado de tudo para conviver com ele. Há também a interpretadíssima agressão com a maçã, mas talvez o que deixe o leitor mais perturbado é o que subjaz desde a primeira até a última palavra: é o fato de que outro acontecimento extraordinário simplesmente não ocorre. Não há o momento de explicação para o acontecido ou do retorno ao estado normal. Na verdade, não há explicações, tudo fica aberto às interpretações, há uma aristotélica e perturbadora ausência do esquema clássico de exposição, conflito, clímax e conclusão.

Kafka pediu a seu editor que evitasse desenhar, mesmo de longe, a figura de Gregor, mas hoje temos versões de Gregor Samsa até em quadrinhos, além de filmes. Para alguns trata-se de uma barata, apesar de que os sinais indicam claramente para uma espécie de besouro. Invocamos novamente o tradutor Marcelo Backes: “Kafka o refere apenas como “rola-bosta” (besouro). Mas o que é objetivo pode ser tanto mais difuso, uma vez que Mistkäfer (rola-bosta) pode-se referir também e inclusive a uma pessoa suja e descuidada, ou tratar-se de um escaravelho qualquer, uma vez que é designação comum a insetos coleópteros, coprófagos e escarabeídeos, que em geral vivem de excrementos de mamíferos herbívoros”.

Kafka sempre dizia: “Tudo o que não é literatura me aborrece, e eu odeio até mesmo as conversações sobre literatura”. O que incluiria certamente este artigo. Ou seja, vale muito mais a pena ler a pequena e revolucionária novela.

http://brasil247.com/pt/247/cultura/53974/Os-cem-anos-de-Metamorfose-obr...

 

Sessão das 10

O Expresso da Meia Noite

 

Observatório da Imprensa

 

Transparência informativa na internet derruba políticos de "duas caras"

Por Carlos Castilho em 11/04/2012

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O comunista Bo Xilai, governador da região de Chongqing , o mais importante centro industrial do sul da China, e o senador Demóstenes Torres, um anticomunista histórico e paladino da honestidade, cometeram o mesmo pecado.  Ambos  são protagonistas de escândalos políticos porque tinham uma “outra cara” radicalmente diferente da que mostravam para seus seguidores e colegas de poder.

Bo Xilai foi afastado do seu cargo e também da direção do Partido Comunista de China depois que o governo não pôde mais controlar a avalancha de denúncias surgidas na internet contra um político que era uma estrela em ascensão no PC, principalmente por sua implacável repressão ao crime organizado e à corrupção na região de Chongqing, considerada uma das “vitrines” do milagre econômico chinês.

O escândalo ganhou conotações ainda mais sensacionalistas com o suposto envolvimento de Gu Kailai, mulher de Xilai,  no misterioso desaparecimento do empresário inglês Neil Heywood,  encontrado morto num hotel de Chongqing, em novembro do ano passado. Neil era muito amigo de Bo Xilai, considerado  um forte concorrente à liderança do PC chinês.

Até agora os líderes comunistas foram discretos na divulgação das acusações contra Xilai, um político estilo rolo compressor, tido como oportunista e que usava slogans maoístas para conquistar adeptos entre os mais jovens e entre os velhos desencantados com o crescimento da corrupção na China.

Tanto o caso Xilai como o episódio Demóstenes mostram como a transparência informativa deflagrada pela internet está permitindo identificar os políticos que adotaram a estratégia das duas caras para ludibriar seguidores e parceiros. O caso chinês tem algumas outras características que o fazem ainda mais significativo.

Em primeiro lugar, a cúpula do PC não conseguiu segurar o sigilo em torno do caso, embora as suspeitas de oportunismo e individualismo de Xilai tenham mais de um ano.  Em meados da década de 1970, o escândalo em torno da polêmica mulher de Mao Tse Tung [1] foi ocultado durante meses. A diferença é que agora a internet derrubou o muro do silêncio e obrigou as autoridades a tornar público o caso, sob risco de perder o controle da situação.

É claro que o episódio também está associado à luta pelo poder no momento em que o PC chinês se prepara para uma transição política inédita na sua história. Uma nova geração assumirá o poder do país que é visto hoje como a grande  incógnita da economia mundial.

O papel da internet na política chinesa ainda está marcado por mais dúvidas do que certezas, mas lentamente começa a emergir um perfil mais claro. As informações e boatos sobre o caso Xilai circulam com intensidade crescente desde fevereiro, quando o chefe de polícia de Chongqing  e principal artífice da campanha contra a corrupção e crime organizado pediu asilo nos Estados Unidos. A soma de todos esses elementos mostra que o caso Xilai  tem muito pano para manga e que os internautas chineses ainda terão muita munição para blogs e redes sociais.  

O fato concreto é que o controle do PC chinês sobre a circulação de informações já não é mais o mesmo, a exemplo do que acontece nos países onde a internet está se tornando um ator político de peso.  O enfraquecimento da centralização dos fluxos informativos, somado à disputa cada vez mais selvagem por posições de poder,  transformaram a arena da opinião pública num ambiente altamente complexo e imprevisível.

Se isto é bom ou mau é cedo para dizer, mas uma coisa parece cada vez mais provável: políticos com duas caras terão uma vida cada vez mais difícil para manter as aparências.

Xilai e Demóstenes que o digam.

[1]Jiang Qing, o nome verdadeiro da famosa Madame Mao, foi um personagem controvertido durante o conturbado período da Revolução Cultural (1966–1976), quando o PC tentou impor uma mudança radical de comportamentos no dia a dia dos chineses.  Madame Mao foi uma das lideres do movimento que se tornou mundialmente conhecido pelo seu radicalismo.

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

http://www.guardian.co.uk/world/2012/apr/15/spain-king-juan-carlos-hunting

UM REI EM BALANÇO - O Rei da Espanha, Juan Carlos,  teve um papel historico ao possibilitar a transição de uma das mais antigas ditaduras do planeta para a Democracia. Não foi uma tarefa facil. A Espanha nunca foi um Pais facil de governar, com paixões classistas, regionalistas, religiosas, dinasticas, conheceu através dos seculos todos os regimes e situações-limite, como a invasão napoleonica, as lutas carlistas, o anarquismo que tem na Espanha um de seus troncos centrais, tudo combinado com a decadencia secular provocada pela perda do seu vasto imperio colonial.

Juan Carlos foi educado por Franco desde os dez anos de idade e preparou-se para o papel. Rompeu completamente com o franquismo, a ponto de despejar a temivel viuva de Franco, Dona Carmen Polo, do Palacio do Pardo, aonde Franco viveu por toda seu longo regime. Dona Carmen não queria sair, cortaram a agua e a luz para que caisse a ficha da viuva e sua numerosa familia.

Mas chegando aos dias de hoje, a Monarquia se encontra mergulhada em problemas. A filha mais velha, a Infanta Elena, famosa pelo mau humor, divorciou-se do marido, Jaime de Marichalar, de forma tumultuada e mal explicada. A segunda filha, a Infanta Cristina casou-se aparentemente bem com um esportista catalão mas que agora esta enroladissimo em um escandalo de desvio de fundos de uma ONG.

O herdeiro do trono, Principe das Asturias, Felipe, tem um perfil desconhecido como operador do Poder, mas tem já um passivo, sua esposa a Princesa Letizia, plebeia de curriculo nada cor de rosa,

ja tinha sido casada, filha de pais separados e ateys, os espanhois que nada perdoam lhe imputaram um apelido impublicavel pelo qual é conhecida desde que casou.

Mas agora o Rei pirou. Tão equilibrado e cuidadoso, virou frivolo como o avô, o Rei Alfonso XIII, que se dedicava mais do que nada à sua vasta coleção de carros, que legou para o neto e hoje vale uma fortuna, 200 veiculos das melhores marcas dos anos 20, Hispano Suiza, Panhard, Bentley,Daimler, tudo brilhando e bem cuidado como em um museu.

Em meio uma das maiores crises economicas da historia da Espanha, com um desemprego de 25%, o Rei foi caçar elefantes em Botswana. Os espanhois souberam porque o Rei caiu e quebrou o quadril,

teve que ser operado na Espanha e as fotos dele com um elefante abatido ao lado já correram a Espanha.

Pegou mal, mas muito mal mesmo, é incompreensivel, para os espanhois é um desaforo.

Um Rei é antes de mais nada, um simbolo. Seus gestos e ações devem significar alguma coisa para o Pais. A Monarquia britanica é eximinia em manejar esses simbolos. Durante a Segunda Guerra, com as bombas caindo sobre Londres, atingindo inclusive o Palacio de Buckingham, o Rei George VI recursou-se a deixar a cidade ou a mandar suas filhas meninas para o Canada, como foi sugerido.

Finda a guerra, com a falta de alimentos na Inglaterra, o Rei fazia questão de usar sua caderneta de racionamento para comprar a diminuta cota de ovos e carne para a familia real.

Não teve a menor complacencia com o irmão, o ex-Rei Eduardo VIII, que abdicou e virou Duque de Windsor para casar com uma plebeia americana. Impediu o irmão de voltar à Inglaterra, praticamente o exilou nas Bahamas porque sabia que o gesto egoista da abdicação caiu muito mal no povo.

Juan Carlos não precisava dessa peripecia pavorosa, alem da futilidade do esporte, o aspecto anti-ecologico que cala fundo na Europa, logo na Espanha que esta proibindo touradas por causa dessa nova visão civilizatoria de proteção aos animais.

Juan Carlos, que tem a mesma trisavó que a Rainha Elizabeth II, a Rainha Vitoria, tem a sorte de ter como esposa uma Rainha que é queridissima do povo por seu comportamento austero e discreto, a Rainha Sofia, tambem trineta da Rainha Vitoria e bisneta do ultimo Kaiser da Alemanha, Guilherme II, o que desencadeou a Primeira Guerra Mundial. A Rainha segura a peteca da Casa Real que parece desmanchar-se. Ao fim a Monarquia ainda é melhor que um regime republicano que não faz parte da cultura espanhola. Lembremos da Grecia que funcionava muito melhor como Estado monarquico, cujo Rei era alias irmão da Rainha Sofia, o Rei Constantino, deposto em 1973. A Grecia só foi para trás com o fim da Monarquia, sem o Rei vieiram os famosos "coroneis" gregos com uma ditadura violenta e hoje uma democracia demagogica que quebou o Pais.

Mas francamente, caçar elefantes neste momento é o fim da picada, nota zero para o Rei Juan Carlos.

Agora tem que aguentar um inedito pedido publico pela sua abdicação, feito por um dirigente do Partido Socialista, algo nunca antes sugerido na Espanha

 

Embora achemos - nos tempos de hoje - estes personagens como saídos de um filme de Walt Disney, a presença da realeza é útil para Inglaterra, no sentido de dar alguma legitimidade à "comunidade britânica de nações" e manter determinados países membros dirigindo carros pela esquerda.

Já no caso da Espanha, a presença de realeza é algo folclórico e quase cômico. Cabe ao Juan Carlos um "Por que no te callas!!"

 

 


Alexis (segunda-feira, 16/04/2012 - 06:37),


E mesmo a realeza britânica não é a brastemp que se vê nos filmes. Não bastasse o tampax do principe Charles, até a Veja foi capaz de fazer referência não tão elogiosa a George VI. É o que mostra a matéria "'O Discurso do Rei' é acusado de esconder anti-semitismo de George VI" no endereço a seguir:


http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/o-discurso-do-rei-e-acusado-de-esconder-anti-semitismo-do-rei-george-vi


É claro que para gloria dos monarquistas, tudo é com base em informações da própria Casa de Windsor.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 16/04/2012

 

(Tristinho tristinho...  Pinky parou de comer ha 4 dias, parou ate de miar;  nao ha muita possibilidade de cura;  nao posso deixar la morrer de fome em casa, claro;  mas nao quero nem pensar no que tenho que fazer.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

In memorian:  Pinky, 2000-2012.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Caro amigo Ivan, aceite minhas condolências(que palavrão, né não ? enfim...)

Nestes últimos 23 dias, tive em casa( casa não, no apto onde residimos) a experiencia de conviver com um animalzinho de estimação, que exige de quem lhe cuida, um mínimo de atenção e carinho, e retribui-nos, com o máximo de "chamêgo"( outro palavrão ?).

Nossa vizinha de bloco, precisou viajar,para o exterior, em 

 regime de urgencia, e como não conseguiu um atestado do seu veterinário, para levar consigo seu cãozinho yorshire, pediu à minha esposa, que é o xodó do cãozinho, que ficasse cuidando do mesmo, em nosso apto, o que é claro, ela aceitou, embora sabendo o quanto teria que "se virar" para dar cabo da missão.

Amigo, estes últimos 23 dias, ele reavivou a nossa vida de rotina e fez-nos sentirmos úteis e mais perto dos seres irracionais mais inteligentes e carinhosos do mundo, o que acredito tenha acontecido com a sua família tambem, com relação à Pinky.

Fôrça irmão !

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Minha solidariedade, Ivan.  Tenho uma teckel (famosa "salsichinha") em casa  e entendo o que você está passando. :( 

 

Força irmão, força.

Faça o que deve e pode ser feito.

Dê muito carinho a ela, muito carinho.

Ela sabe dos momentos dela, bem como entenderá os carinhos dados.

Coragem irmão, e tenha consciência plena do carinho, cuidado e zelo que você sempre dispensa a ela.

 

A solidariedade do pessoal aqui da casa, incluindo o Nietzche e a Rô!

Re: Fora de Pauta
 

Que triste, Ivan. E o que o veterinário propôs?

 

Aracy, ambos sugeriram que eu leve Pinky pra um dos hospitais mais caros dos EUA, o de Oradell, ate pra cheirar a entrada la voce paga dois mil dolares.  Ta fora de questao.

Luiz Americo:  ambos sao a cara da Pinky!  Ela tambem eh pink point.

 

(Agradeco a todos.  Nao vai ser um bom domingo pra mim.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Como o escândalo Watergate seria coberto hoje pela imprensa?Os repórteres do Post dificilmente teriam conseguido hoje brilhar sozinhos na ribalta jornalística criada em torno de Watergate, como aconteceu há quatro décadas

Por Carlos Castilho [10.04.2012 12h40]

 

Publicado por Observatório da Imprensa

Esta foi a pergunta feita aos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, as estrelas principais do congresso anual da Sociedade de Editores de Notícias dos Estados Unidos (ASNE), que promoveu umacelebração antecipada dos 40 anos do escândalo investigado pelos dois jornalistas e que culminou na renúncia do então presidente Richard Nixon.

Woodward e Bernstein tentaram responder,  mas não conseguiram ir além de uma nostálgica constatação de que os tempos mudaram e que os jovens estudantes de jornalismo nas faculdades de hoje estão mais preocupados com as novas tecnologias do que com os protagonistas da informação diária.

A provocação feita por um colega de Woodward e Bernstein motivou um professor da universidade de Yale a pedir que alunos da escola de jornalismo escrevessem textos contando como acham que o escândalo seria coberto hoje. A maioria confessou que iria imediatamente para a Internet buscar informações.

A reação dos estudantes deixou Woodward indignado,  mas a pergunta vale um debate porque a questão pode ajudar a entender melhor o contexto informativo no qual estamos mergulhados.  A troca de ideias pode ajudar novos e velhos jornalistas a achar pontos de identificação, em vez de antagonismos estéreis.

Para começar, temos que ver o ambiente político da época em que os dois jornalistas do Washington Post iniciaram uma investigação que se tornaria um marco na história do jornalismo mundial.  O caso Watergate ganhou tanta repercussão porque a política do início dos anos 1970 ainda estava marcada por uma imagem moralista. Hoje são tantos os casos de corrupção e espionagem ilegal  que pipocam em governos de todo mundo que a desastrada invasão dos escritórios do Partido Democrata, no edifício Watergate, em Washington DC, seria vista apenas como mais um item na carregada pauta de escândalos políticos.

Além disso, é certo que Woodward e Bernstein teriam a companhia de milhares de blogueiros despejando na internet uma avalancha de informações, a maioria de difícil comprovação imediata, fazendo com que o público assumisse uma posição desconfiada. Isso sem falar no inevitável  surgimento de versões dos acusados ou suspeitos, postadas em sites como o Twitter ou outras redes sociais.

Em 1972, os leitores do Washington Post puderam acompanhar as investigações do escândalo de forma ordenada, sequencial , seguindo o padrão jornalístico tradicional. Hoje, isto seria impossível diante dacacofonia noticiosa que imediatamente ocuparia quase todos os canais de comunicação. 

Os repórteres do Post dificilmente teriam conseguido hoje brilhar sozinhos na ribalta jornalística criada em torno de Watergate, como aconteceu há quatro décadas. Seus 15 minutos de fama que se prolongaram até hoje provavelmente não teriam durado mais que o tempo para que o trendsets (seguidor de tendências)  do Twitter registrasse o surgimento de um novo fenômeno de audiência online.

Woodward e Bernstein obtiveram quase todas as informações sobre o envolvimento de assessores do presidente Nixon da boca de um informante congnominado “Garganta Profunda” (Deepthroat), só muitos anos depois identificado como Mark Felt, um funcionário da CIA.  Na era da internet, muito provavelmente ele teria criado o seu próprio blog e suas informações passariam a ser de domínio comum da imprensa. 

No submundo contemporâneo da “arapongagem”, os informantes trocam informação por algo que geralmente é a impunidade. Mas  na era digital é mais negócio usar o anonimato da rede para soltar notícias porque o autor tem mais controle sobre a divulgação das mesmas, e  fica livre para negociar com quem pagar mais ou oferecer mais vantagens. 

A lista de comparações entre o Watergate analógico dos anos 1970 e  os escândalos contemporâneos têm uma diferença fundamental.  Há 40 anos, a imprensa tinha o controle sobre a divulgação das acusações, investigações e acusações porque era o principal canal de informações para o público. Hoje, ela  continua dependente de “gargantas profundas” como mostram os escândalos recentes em Brasília, mas tem que competir com blogs e qualquer jornalista com acesso à internet.

Na década de 1970, o mundo ainda podia ser analisado na base dos bons contra os maus. Hoje a coisa está muito mais complicada, o que torna muito complexo o trabalho da imprensa, especialmente  quando  ela leva a sério a sua função de checar as denúncias e revelar os interesses por trás de acusações ou notícias “plantadas”.

Estas são apenas algumas comparações possíveis, pois o assunto é vasto e complexo. Os leitores certamente têm muitas outras e podem compartilhá-las aqui, usando a seção de comentários.

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio