21 de maio de 2026

Fanton, o lado obscuro da Operação Caça Fantasma, por Marcelo Auler

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Jornal GGN – Deflagrada hoje, a Operação Caça Fantasma investiga o banco panamenho FPB, que tem atuação ilegal no Brasil e estaria abrindo offshores no exterior através da Mossack Fonseca. Um dos principais alvos da operação é Edson Paulo Fanton, representante do FBP no Brasil e parente do elegado da Polícia Federal Mário Renato Castanheira Fanton.

O jornalista Marcelo Auler aponta que Edson é um dos quatro gerentes do banco que foram alvos da operação, mas foi o único que teve o nome vazado para a imprensa. Ele lembra que o delegado Mário Fanton foi o responsável por apurar as denúncias do grampo ilegal na cela de Alberto Yousseff, na sede da PF em Curitiba (PR), e fala que “havia um desejo explícito de queimá-lo, para derrubar os resultados de sua investigações”. Leia mais abaixo:

Do site Marcelo Auler

 
Marcelo Auler

 

Oficialmente, o release distribuído pela Procuradoria da República do Paraná e também pelo Departamento de Polícia Federal (DPF) a respeito da 32ª Fase da Operação Lava Jato, desencadeada na manhã desta quinta-feira (07/07) não cita nomes. Fala apenas que a Operação Caça Fantasma  tem como alvo o banco panamenho FPB, com atuação ilegal dentro do Brasil e que estaria patrocinando a abertura de offshores no exterior, através da Mossak Fonseca. Na entrevista coletiva terminada há pouco, foram categóricos em não fazerem relação alguma, a não ser o vínculo de parentesco.

Já os jornais e sites que se alimentam diretamente de vazamentos feitos pela Força Tarefa da Lava Jato avançam na identificação do responsável pelo banco.

Um dos alvos da operação é Edson Paulo Fanton, que é representante do banco panamenho que atuava no Brasil. Ele será ouvido em Santos“, disse O Globo on linena sua primeira postagem.

O principal alvo é Edson Paulo Fanton, que seria o responsável pelo FPB Bank, uma instituição bancária do Panamá que atuaria clandestinamente no Brasil. Ele foi conduzido coercitivamente para depor e está sendo ouvido em Santos“, afirmou o site da Folha.

O alvo principal é Edson Paulo Fanton, representante do FP Bank do Panamá, no Brasil, contra quem foi expedido mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão. Edson Fanton é parente de um delegado da Polícia Federal“, avançou o Estadão.

Edson Fanton, representante do banco panamenho FPB, alvo da Operação Caça-Fantasmas, é tio do delegado da PF Mário Renato Castanheira Fanton, que acusou os delegados da Lava Jato de terem instalado um grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef”, escancarou o site O Antagonistaonde a nota é intitulada : “Os fantasmas da Banda Podre da PF”.

O grampo na cela – Na verdade, Edson Fanton é  um dos quatro gerentes do banco que foram alvos da operação. Mas o nome deles foi o único a ser vazado. Queira-se ou não, fica evidente que a Operação Caça Fantasmas tem o seu lado obscuro neste episódio de vincular um dos responsáveis pelo banco ao delegado federal que, cumprindo uma missão, levantou a história do grampo ilegal na cela do Yousseff como plantado a mando da cúpula da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR).

Mas, ao contrário do que o site fala, não foi o delegado Mario Renato Castanheira Fanton quem acusou os delegados da Lava Jato. Ele apenas ouviu os depoimentos e juntou documentos. O autor da denúncia – até hoje não esclarecida publicamente pela direção geral ou corregedoria do DPF – foi o agente que instalou o aparelho, Dalmey Fernando Werlang. E o que ele falou foi endossado por outra agente, Maria Inês. Fanton simplesmente tomou a termo seu depoimento e encaminhou-o as autoridades de Brasília.

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8 Comentários
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  1. Ricardo Cesar

    7 de julho de 2016 5:27 pm

    Taí mais um motivo para se

    Taí mais um motivo para se investigar “melhor” a mossack! E de quebra aquele outro triplex!

  2. Sidnei Brito

    7 de julho de 2016 6:03 pm

    Phantom

    Operação Caça-Phantom.

    Quanta sutileza!

  3. paulmourap

    7 de julho de 2016 6:25 pm

    leiam os comentários

    no site do Marcelo Auler.

    Vale a pena.

    1. Paulo Figueira

      7 de julho de 2016 7:45 pm

      Parece pelos comentários, que

      Parece pelos comentários, que há dentro da PF resistência aos desmandos da famigerada força tarefa da lava jato, não sabemos o tamanho nem a força dessa resistência.

  4. Schell

    7 de julho de 2016 6:37 pm

    bota obscuro nisso: afnal, a

    bota obscuro nisso: afnal, a tal mossack abrir firmas no exterior, em si, não afetou ninguém até hoje, tanto na lava-jato como no desmoronamento de quem quer que seja. Infelizmente, só posso pensar em algo mafioso: e, sendo assim, logo logo começarão a quebrar dedos e arrancar as unhas e a mutilar os indiciados em interrogatórios de fazer inveja aos golpistas brilhantes.

  5. francisco niterói

    7 de julho de 2016 9:18 pm

    Foi bandeira o nome da operação?
    Dizem por aí, inclusive em comentário no blog do auler, que o verdadeiro nome da operação caça fantasma seria caça fanton.

    Em tempos tão imorais, esta bandeira (sutileza de elefante) no nome não me surpreenderia . Muito vulgar se for isso mesmo.

  6. resistente

    8 de julho de 2016 12:41 pm

    fantomas dso torquemadas…

    fantomas dso torquemadas…

  7. Carlos BH

    8 de julho de 2016 5:12 pm

    Quem não tem um parente

    Quem não tem um parente próximo banqueiro num paraíso fiscal e sócio de um dos maiores escritórios de lavagem de deinheiro do mundo, que atire a primeira pedra.

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