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Aécio Neves

Ao aumentar prazo do mensalão tucano, Gilmar ressalva que "não há elementos"

 
Jornal GGN - Após incontáveis encontros ao longo dos últimos meses com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a bancada governista e o próprio presidente Michel Temer, o ministro Gilmar Mendes não apenas não se apresentou impedido de julgar casos relacionados aos políticos no Supremo Tribunal Federal (STF), como também adotou medidas que colocam essas relações sob polêmica.
 
Agora, Gilmar autorizou a prorrogação por mais 60 dias dos prazos para a conclusão das investigações da Polícia Federal em inquéritos contra Aécio. O que foi analisado desta vez pelo ministro é o caso referente ao chamado mensalão tucano, no qual o senador é suspeito de maquiar dados da CPMI dos Correios, em 2006, para esconder irregularidades entre o Banco Rural e o esquema de corrupção.
 
Ainda, nas páginas que autorizou estender o prazo, Gilmar não fez uma única referência a Aécio, mas a Eduardo Paes, também investigado no mesmo inquérito. A relação de ambos é de que na época da Comissão Parlamentar, Aécio era governador de Minas Gerais e Paes era secretário-geral do PSDB.

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Aécio mistura prescrição de prazo com absolvição

Processo havia sido aberto após acusação de ex-presidente da Transpetro de que senador repassou propinas em troca de apoio na Câmara 

 
Jornal GGN - O senador Aécio Neves misturou prescrição de prazo com absolvição para defender sua inocência no processo aberto no âmbito da Operação Lava Jato para investigar a acusação feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de que o presidente do PSDB teria repassado propinas em troca de apoio na Câmara dos Deputados, na época para viabilizar o apoio da eleição de Aécio no comando da Casa.
 
Segundo Machado, que foi do PSDB, o recurso financeiro arrecadado ilegalmente para ajudar cerca de 50 deputados, em torno de R$ 7 milhões, foi solicitado na época para a campanha nacional de Fernando Henrique Cardoso. Aécio teria recebido parte desses valores por meio de um amigo de Brasília, contou o ex-presidente da Transpetro, sem informar o nome da pessoa. No seu depoimento, Machado também corroborou a denúncia de que o senador teria recebido propinas de Furnas. 
 
"Todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado Aécio Neves via o diretor Dimas Toledo, que era apadrinhado por ele durante o governo Fernando Henrique Cardoso e Dimas Toledo contribuiu com parte dos recursos para a eleição da bancada da Câmara à época", disse Machado.
 
A denúncia suscitou a abertura de mais um inquérito para investigar Aécio Neves, porém o processo travou na Justiça e, nessa semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou o arquivamento por conta da prescrição de prazos. 
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Gilmar Mendes oferece jantar a Temer, Aécio, Serra e outros da lista da Odebrecht

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Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes ofereceu um jantar a Michel Temer e aliados, na noite de quarta (15), dia em que a imprensa passou a relevar alguns nomes da chamada segunda lista de Janot - que contém 83 pedidos de inquéritos contra políticos envolvidos na Lava Jato, enviados à Suprema Corte pela Procuradoria Geral da República.

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Janot fez o que o PSDB queria: separar "caixa 2 do bem" do "caixa 2 do mal"

Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot entregou ao Supremo Tribunal Federal, na noite de terça (14), 82 pedidos de inquéritos feitos com base nas delações da Odebrecht, incluindo nomes do PSDB como Aécio Neves, José Serra e Aloysio Nunes, além de ministros de Michel Temer.

Porém, ao contrário do que fez na chamada "primeira lista de Janot", o chefe do Ministério Público Federal decidiu, nesses requerimentos, atender a um pleito público do tucanato: separar o joio do trigo, ou seja, especificar quem recebeu o "caixa 2 do bem" (doações eleitorais sem registro) e o "caixa 2 do mal" (doações eleitorais sem registro como pagamento de propina).

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Aécio será alvo da Lava Jato nos próximos dias, diz Andrei Meireles

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Jornal GGN - O colunista de Os Divergentes, Andrei Meireles, publicou artigo nesta segunda (13) afirmando ter conversado com investigadores da Lava Jato que projetaram que Aécio Neves (PSDB) estará na "ribalta" pros próximos dias, por seu "desempenho" em Minas Gerais e Brasília.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot começa hoje a pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquéritos contra os políticos delatados pelos executivos da Odebrecht. Segundo a Folha de S. Paulo, Janot vai apresentar até 80 pedidos de investigação. A imprensa já havia noticiado que cerca de 120 nomes foram implicados, inclusive de pessoas ligadas ao Judiciário e jornalistas.

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Chico Alencar diz que teve falas tiradas de contexto em jantar com cúpula

 
Jornal GGN - Após ser questionado por supostamente ter "beijado a mão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao diferenciá-lo de políticos envolvidos na Operação Lava Jato", conforme assim divulgou reportagem da Folha de S. Paulo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que as informações foram "retiradas de contexto" e que a nota do jornal foi "maldosa".
 
"Nesta confraternização, eu era um dos poucos deputados de oposição. Como é de costume meu, usei da brincadeira para descontrair clima às vezes desconfortável. As piadas foram retiradas de contexto, obviamente, para tentar confundir alhos com bugalhos", disse o parlamentar.
 
Segundo a reportagem da Folha, no jantar em comemoração aos 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, Chico Alencar teria diferenciado Aécio Neves, enquanto o senador posicionava-se contra a criminalização do caixa dois, de outros peemedebistas: "Você tudo bem, mas Renan [Calheiros (PMDB-AL)] e [Romero] Jucá (PMDB-RR), não", disse o deputado, que teria beijado a mão do senador tucano.
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Em jantar de Noblat, Temer ignora crise e Aécio admite caixa dois

 
Jornal GGN - No jantar de comemoração dos 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, no restaurante Piantella, em Brasília, na noite desta terça (07), teve presidente da República dizendo que não se preocupa com a segunda lista de Janot, teve Aécio Neves (PSDB) defendendo a absolvição do caixa dois e que não se deve "misturar" em "um mesmo bolo" políticos acusados na Lava Jato, e a suspeita de que Chico Alencar (PSOL-RJ) diferenciou Aécio dos peemedebistas Renan Calheiros e Romero Jucá.
 
Temer ficou menos de trinta minutos no restaurante que reunia ministros, ex-ministros, deputados e senadores de vários partidos. Com jornalistas presentes no encontro que celebrava a carreira de Noblat, o presidente disse que não se preocupa com a chamada segunda lista de Janot, que deve chegar esta semana no Supremo Tribunal Federal (STF) com os pedidos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de inquéritos dos políticos acusados nas delações da Odebrecht.
 
"Se eu for me preocupar com isso, não faço mais nada. Não estou preocupado. Cada Poder cuida de uma coisa", disse Temer. Também questionado sobre o processo que pode encurtar o seu mandato, Michel Temer disse que espera que a ação seja julgada e ensaiou um "tanto faz" para a estratégia adotada por ele do desejo de separar as responsabilizações de Dilma Rousseff e dele na chapa em julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Justiça do Rio aceita denúncia de Furnas e não inclui Dimas Toledo

 
Jornal GGN - A Justiça estadual do Rio de Janeiro aceitou a denúncia contra o ex-deputado pelo PTB, Roberto Jefferson, e outras seis pessoas no caso do esquema de corrupção da Furnas Centrais Elétricas S.A. Dimas Roledo, ex-diretor de Engenharia e apontado pelo Ministério Público como o responsável pelo esquema e como o intermediário de propinas ao senador Aécio Neves (PSDB), foi excluído do banco de réus.
 
A juíza da 35ª Vara Criminal, Daniella Alvarez Prado, decidiu excluir os denunciados Dimas Toledo, e os lobistas José Pedro Terra e Reinaldo Conrad, por terem mais de 70 anos.
 
"Verifico que já alcançaram a idade de 70 anos, o que faz com que a pretensão punitiva em relação aos crimes de Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Art. 1º, V, §1º, II da Lei 9.613/98, Art. 317 §1º, Art. 327 §2º e Art. 333, ambos do CP) já tenham prescrito com base na pena em abstrato, pelo que rejeito a denúncia por falta de condições da ação e determino o arquivamento em relação aos mesmos", decidiu.
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Janot vai pedir investigação contra ministros e senadores do PMDB e PSDB, diz jornal

 
Jornal GGN - Rodrigo Janot, procurador-geral da República, deverá pedir a abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar ministros do governo Michel Temer e também senadores do PMDB e do PSDB citados na delação da Odebrecht.
 
De acordo com a Folha de S. Paulo, a lista do PGR incluiria os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o presidente do Senado Eunício Oliveira e os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá, todos do PMDB. Os tucanos Aécio Neves e José Serra também estariam no pedido de Janot. 
 
O PGR também vai pedir o desmembramento para instâncias inferiores de casos de políticos sem foro privilegiado mas também mencionados nas delações da Odebrecht, como Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Guido Mantega e Antonio Palocci.

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Aécio foi hipócrita e não deve ser candidato em 2018, diz Kennedy Alencar

Jornal GGN - O senador e líder nacional do PSDB Aécio Neves, candidato derrotado na disputa presidencial de 2014, cometeu uma atitude hipócrita ao mover ação contra a chapa Dilma-Temer, eleição naquele ano, sob acusação de abuso de poder econômico. Isso porque os vazamentos de trechos de delações e depoimentos de empreiteiros da Odebrecht mostram que o PSDB, assim como outros partidos, "bebem da mesma fonte", ou seja, praticaram caixa dois eleitoral. Com essas acusações, entre outras, Aécio não deve concorrer a presidente em 2018, perdendo a vaga provavelmente para Geraldo Alckmin. É o que avalia o jornalista Kennedy Alencar.

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TSE e Lava Jato desviam delações que acusam Aécio Neves

 
Jornal GGN - Mais um depoimento contra Aécio Neves (PSDB-MG) em esquemas de corrupção foi barrado pela Justiça. Após uma das procuradoras da República da força-tarefa da Lava Jato do Paraná cortar a delação do lobista Fernando Moura, quando estava narrando o esquema de Furnas e propinas ao senador tucano, agora foi a vez do ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), interromper depoimento da Odebrecht.
 
Trata-se da delação do ex-presidente de Infraestrutura da empreiteira, Benedito Júnior, conhecido como BJ, que nesta quinta-feira (02) respondeu a questionamentos do TSE sobre irregularidades em campanhas, no processo de cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer.
 
Em um dos trechos do depoimento, narrou que a Odebrecht doou R$ 9 milhões em caixa dois para as campanhas eleitorais do PSDB, e que o pedido partiu diretamente de Aécio Neves, em 2014, à época presidente do PSDB e concorrendo à Presidência da República.
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Lava Jato não quis saber sobre acusação de lobista contra Aécio e Furnas

Moro nem sequer perguntou ao lobista sobre Furnas e investigadora da Lava Jato chegou a cortar o depoimento que acusava o senador tucano
 
 
Jornal GGN - O juiz Sérgio Moro tinha um foco claro no depoimento do lobista Fernando Moura: saber o envolvimento do ex-ministro José Dirceu no esquema de corrupção da Petrobras. Sem querer e de forma meramente exemplificada, o delator citou como ocorria a divisão de propina na hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, com a indicação por Aécio Neves (PSDB-MG) de Dimas Toledo para comandar a estatal mineira.
 
Dessa forma, o caso de corrupção envolvendo a hidrelétrica foi retomado após quase 12 anos, desde as primeiras acusações. Na Lava Jato, a investigação estava paralisada na delação do ex-senador Delcídio do Amaral e, posteriormente, confirmada pelo ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado. 
 
Agora, com visível desinteresse do juiz Sergio Moro, que em mais de 30 minutos de depoimento não questionou uma única vez sobre o esquema de corrupção que repassava propina ao PSDB, Fernando Moura retoma o episódio. Também ao acaso, quando uma procuradora da República, questiona ao lobista sobre o envolvimento de Dirceu e, de forma exemplificada, o delator cita Aécio. 
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Janot e os inquéritos intermináveis contra Aécio

Não se pode acusar o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot de imprevisível. Sua atuação tem ajudado a confirmar todos os cenários traçados pelo Xadrez sobre a maneira como trabalha os inquéritos contra seu conterrâneo, o senador Aécio Neves: empurrar com a barriga o máximo de tempo possível.

A delação do ex-senador Delcídio do Amaral criou uma dor de cabeça para Janot. Delcídio avançou uma série de acusações contra Lula, Dilma e o PT. Mas incluiu na delação denúncias contra Aécio. Como não poderia ignorar algumas denúncias e acatar outras, Janot foi obrigado a abrir dois inquéritos contra Aécio: um, sobre o sistema de propinas de Furnas; outro, sobre a falsificação de documentos para a CPMI dos Correios, visando ocultar o mensalão mineiro. Leia mais »

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Xadrez do PSDB no 2o tempo do golpe

Peça 1 – o fator Alexandre de Moraes

Analise-se, primeiro, a ficha de Alexandre de Moraes:

1.     Suspeitas de captar clientes entre grupos beneficiados por ele enquanto Secretário de Administração da gestão Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo.

2.     Estimulador da violência inaudita da PM paulista contra estudantes secundaristas, inclusive permitindo o trabalho de grupos de P2 contra adolescentes.

3.     Autor de um plano de segurança condenado unanimemente por todos os especialistas no tema.

4.     Acusação de plágio em suas obras e uma resposta ridícula, na sabatina do Senado: a de que manifestações em sentenças de Tribunais superiores (no caso, da Espanha) não contempla direito autoral. Ora, ele copiou as manifestações sem aspas – isto é, apropriou-se do texto copiado.

5.     Nenhuma dúvida sobre a parcialidade com que irá se conduzir no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Velloso diz que sua amizade com Aécio não vai influenciar gestão

 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer teria pedido ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Mário Velloso, que ajude "a salvar o Brasil", assumindo o posto do Ministério da Justiça, no lugar de Alexandre de Moraes.
 
Lembrando que a ajuda ao Brasil viria do amigo da família e do próprio político Aécio Neves (PSDB-MG), há mais de 30 anos. A proximidade de Velloso ao PSDB vai além: advogou para o senador.
 
O ex-ministro do STF tem  apoio total do PSDB, principal partido aliado de Michel Temer, e traz a imagem tão perseguida pelo presidente de "perfil inquestionável", não podendo dar tantas margens a críticas da opinião pública, relativas por exemplo, a avanços da Operação Lava Jato, sobretudo na atuação junto à Polícia Federal.
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