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Eduardo Cunha

Justiça autoriza publicação de livro de Eduardo Cunha como pseudônimo

Da Agência Brasil

Por Douglas Corrêa 
 

A Justiça do Rio concedeu efeito suspensivo a Editora Record e o livro Diário da Cadeia - Com Trechos da Obra Inédita Impeachment, escrito por um autor anônimo de pseudônimo Eduardo Cunha, vai poder ser publicado. A decisão é da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça ao analisar agravo de instrumento interposto contra decisão proferida pelo juízo da 13ª Vara Cível da Comarca da Capital, que proibiu a publicação do livro no dia 24 de março. A ação foi movida pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O relator do processo, desembargador Augusto Alves Moreira Junior, disse na decisão que "trata-se de uma obra literária de ficção, a qual tem como pano de fundo a realidade política brasileira. Em uma análise preliminar, conclui-se que não houve anonimato, vedado pela Constituição Federal, e sim a utilização de um pseudônimo em uma obra ficcional".

O desembargador Moreira Junior diz ainda que "nas menções feitas à obra em redes sociais blogs e matérias jornalísticas, fornecidas tanto pelo recorrente como pelo recorrido, é enfatizado o fato de que se trata de um pseudônimo e não de livro escrito pelo agravado [Eduardo Cunha], o que, em cognição sumária, enfraquece a alegação de lesão à honra e à imagem do recorrido". 

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Temer ironiza Eduardo Cunha, após ex-deputado confirmar delação da Odebrecht


Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN - Após ser acusado por seu ex-aliado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), de ter agendado e organizado uma reunião para um pedido de propina, em 2010, já delatado antes por executivos da Odebrecht, Michel Temer preferiu não se manifestar e desejou "a maior felicidade" para Cunha.
 
Nesta segunda-feira (17), Cunha reafirmou o teor das acusações que recaem sobre o mandatário: de que o próprio Michel Temer foi o responsável por "agendar diretamente" o encontro delatado, no ano de 2010, para o pedido de recursos do PMDB à Odebrecht. 
 
A manifestação de Eduardo Cunha ocorreu por meio de uma nota escrita diretamente do complexo penal de Curitiba, no Paraná, onde o ex-deputado está preso. O posicionamento foi emitido e divulgado por interlocutores próximos do deputado, após Temer afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que não comandou a reunião.
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Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato: Leia mais »

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País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Multidão foi ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acompanhar votação na Câmara e prestar apoio à então presidenta Dilma (Foto DANILO RAMOS/RBA)

Impeachment

da Rede Brasil Atual

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

por Sarah Fernandes e Gabriel Valery

São Paulo – O dia 17 de abril de 2016 entrará para a história como uma data controversa. Foi naquele domingo que a Câmara dos Deputados votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Encorajado por uma série de manifestações populares fomentadas pela mídia tradicional, o plenário aprovou “por Deus, pela pátria e pela família”, o encaminhamento do processo para o Senado, após nove horas e 47 minutos de sessão. O motivo principal, mais que o suposto crime de responsabilidade do qual Dilma foi acusada, era levar ao poder um governo que aplicasse um pacote de retrocessos que jamais seria aprovado nas urnas, como defendem movimentos sociais e analistas.

Pelas acusações, Dilma teria cometido crime de responsabilidade por ter assinado decretos de créditos suplementares e cometido as chamadas "pedaladas fiscais". O debate foi árduo, visto que as práticas foram utilizadas por governos anteriores, bem como por diferentes estados. Argumentos à parte, naquele 17 de abril os tais "crimes" foram pouco citados durante a sessão.

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Marcelo Odebrecht disponibilizou R$ 50 milhões para Cunha enfrentar Dilma

Jornal GGN - O ex-presidente da Odebrecht Energia Henrique Valladares disse à Lava Jato que Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, colocou R$ 50 milhões em propina à disposição de Eduardo Cunha, para que o então deputado evitasse que Dilma Rousseff interferisse em negócios de Furnas.

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A bênção para propina veio de Temer, diz delator

Jornal GGN - Rogério Santos de Araújo, que respondia pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse, em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República), em 2010, que Temer “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo com executivos da empreiteira com Eduardo Cunha, então deputado federal e do lobbista do PMDB João Augusto Henriques. O acerto em questão, de 2010, dava conta de US$ 40 milhões em propinas a integrantes do PMDB.

Márcio Farias, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, também mencionou a mesma reunião.

Araújo afirma que, como a propina era substanciosa, a Odebrecht foi em busca da concordância de outros caciques do PMDB, com mais poder que Cunha.

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Dilma diz que errou, ao não ter se atentado para o centro político

Em entrevista ao The New York Times, ex-presidente diz o que teria feito de diferente, se pudesse voltar no tempo
 
Foto: Lula Marques/Agência PT

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Jornal GGN - Se Dilma pudesse voltar atrás, quando ainda estava na presidência, não teria aplicado o mesmo tamanho de cortes de impostos e incentivos fiscais que concedeu para a indústria e, ainda, teria dado mais atenção ao corpo a corpo político. Foi o que a ex-líder brasileira admitiu em entrevista a um jornalista do The New York Times, concedida durante sua passagem por Boston (EUA), onde recentemente participou de uma conferência realizada pela Harvard e MIT. Veja a íntegra da entrevista. 
 
 
 
 
*Traduzido por Jornal GGN
 
Há quase um ano, os legisladores brasileiros votaram para destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo, desencadeando a queda dramática da primeira mulher a liderar o Brasil. Rousseff, ex-guerrilheira que foi torturada durante a ditadura militar dos anos 1960, foi expulsa formalmente em setembro.
 
Sua remoção marcou também o fim de 13 anos de mandato da esquerda com o Partido dos Trabalhadores (PT) e uma mudança em nível sísmico na trajetória política do país. Entrevistei Rousseff no fim de semana passado, durante a conferência sobre o Brasil, organizada pela Harvard e MIT, onde ela deu um discurso desafiador advertindo que a democracia brasileira está em perigo. A seguir, trechos da conversa, com pequenas edições.

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Temer sinalizou que teria Dilma no seu colo, com ajuda de Cunha e Alves

Fala ocorreu em acerto de uma das maiores porcentagens de propinas já pagas pela Odebrecht a partidos e políticos, que resultou em US$ 40 milhões para as campanhas do PMDB em 2010
 

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando Michel Temer, então candidato a vice de Dilma Rousseff pela primeira vez, em 2010, pediu 40 milhões de dólares de propina para campanhas do PMDB, em uma das maiores porcentagens já pagas pela Odebrecht a políticos por contratos da Petrobras (5%), o peemedebista sinalizou que teria a petista em seu colo, com a ajuda dos então deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, em caso de dificuldades para atender a interesses do PMDB.
 
A descrição de impacto ocorre aos 17 minutos da delação em detalhes do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria, à Procuradoria Geral da República, liberada à público nesta semana. O delator trouxe aos procuradores a descrição acurada de episódios em que o PMDB, por meio da Diretoria Internacional da Petrobras, obteve altas porcentagens de propinas em contratos fechados pela Odebrecht.
 
O primeiro relatado naquela audiência foi de outubro de 2010, quando a Odebrecht assinou um contrato de 825 milhões de dólares para o projeto do PAC SMS, que abarcava nove países. "Este contrato, desde o início, foi dirigido para nós [Odebrecht], a verdade foi essa. Meses antes disso, o Rogério [Santos de Araújo, um de seus funcionários] foi procurado por um gerente da Internacional da Petrobras, de nome Aluísio Telles, que procurou, perguntou o nosso interesse, que estava disposto a ajudar, evidentemente em troca de propina". 
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O que conta o diário fictício que Eduardo Cunha tenta censurar na Justiça

Foto: PMDB Nacional/Flickr
 
 
Jornal GGN - "Diário da cadeia", a ficção que deveria ser lançada no final de março, mas que foi suspendida em caráter liminar a pedido de Eduardo Cunha, é uma "coleção de sugestionamentos" sobre o que o deputado cassado "saberia e teria a revelar, mas não revela". Para Rodrigo Zuqui, a sátira foi forçada e acabou criando um personagem "pouco crível".
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Moro e mídia usam condenação do Cunha para legitimar arbítrio contra Lula, por Jeferson Miola

Moro e mídia usam condenação do Cunha para legitimar arbítrio contra Lula

por Jeferson Miola

O colunismo oficial do golpe apressa-se em narrar a condenação de Eduardo Cunha como prova de isenção e imparcialidade da Lava Jato [sic].

No Globo desta sexta-feira 31/3, Merval Pereira escreveu que a condenação de 15 anos imposta pelo juiz Sérgio Moro tira "do partido do ex-presidente Lula a desculpa esfarrapada de que há uma perseguição seletiva contra ele e o PT".

Merval mente; o que ele diz é rigorosamente falso. A mídia golpista fabrica "verdades alternativas" – como diria FHC, "acadêmico" da ABL assim como Merval –  para distorcer a realidade e ocultar o objetivo político real e camuflar a razão de ser da Lava Jato no plano político, que é a caçada ao Lula e a liquidação do PT.

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Advogados de Cunha tentam liberdade por habeas corpus no STF

Foto: Gustavo Lima - Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas pelo juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quer agora que o Supremo Tribunal Federal (STF) inviabilize a sua pena na condenação.
 
Antes mesmo de o magistrado da Lava Jato de Curitiba despachar pela sentença final contra Cunha, o peemedebista já havia protocolado no STF um recurso, por meio de sua defesa, recorrendo pela terceira vez contra a sua prisão, que considera "constrangimento ilegal".
 
Os advogados de Cunha levaram ao Supremo um pedido de habeas corpus, ainda nesta segunda-feira (27), requerendo a liberdade do ex-parlamentar. Isso porque o pedido já havia sido rejeitado pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-$) e, em seguida, pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
Segundo os advogados, Moro desrespeitou a jurisprudência, uma vez que o próprio STF já não teria aventado a prisão, quando teve oportunidade, durante o julgamento da perda de mandato de Eduardo Cunha.
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Entenda a condenação de Eduardo Cunha por Sérgio Moro na Lava Jato

Foto: Gustavo Lima - Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, nesta quinta-feira (30), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
 
É a primeira condenação contra Cunha, que está preso desde o dia 19 de outubro do último ano pela Operação Lava Jato. Atualmente detido no Complexo Médico-Penal em Pinhais, Curitiba. A acusação é de que Cunha teria recebido cerca de 1,5 milhão de dólares por vantagens indevidas no contrato de exploração de campo de petróleo em Benin, na África.
 
"Parte da propina teria sido destinada a contas no exterior em nome de off­shores ou trusts que alimentavam cartões de crédito internacionais e que foram utilizados pelo ex­-parlamentar e seus familiares", informa o despacho.
 
Segundo Moro, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu provar que Cunha solicitou e recebeu a quantia em francos suíços em conta oculta no país europeu, transferindo depois as remessas ao Brasil. Além disso, confirmou que foi provado que o dinheiro teve origem ilícita, de contrato pela Petrobras da empresa CBH.
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O golpe na encruzilhada, por Jeferson Miola

Foto: Divulgação

O golpe na encruzilhada

por Jeferson Miola

O golpe vive dias difíceis. O problema já não é somente o estágio irreversível da crise de legitimidade e da desmoralização da cleptocracia comandada desde o Planalto por Temer, Padilha e Moreira e de dentro da prisão por Eduardo Cunha.

A perda de credibilidade se tornou sistêmica, atinge toda a engrenagem golpista: a força-tarefa da Lava Jato, o judiciário, o MP, o Congresso, a PF e a mídia golpista; em especial a Globo.

A população percebe com nitidez o facciosimo do Moro, Gilmar, Janot, Dalagnoll na perseguição ao Lula e ao PT; e, ao mesmo tempo, se enoja com o jogo cínico para o salvamento da bandalha corrupta com medidas excepcionais, como o foro privilegiado, o congelamento de investigações, a prescrição de condenações do Aécio e a “desmistificação” do caixa 2, que é a proposta juiz tucano do STF, apoiada por FHC, para legalizar a corrupção.

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Ciro denuncia esquema de Temer no Porto de Santos

Ex-governador conta também que, desde governo Collor, já alertava para as manobras ilegais de Eduardo Cunha no Congresso

 
Jornal GGN - Nesta segunda parte da entrevista que Ciro Gomes (PDT-CE) concedeu para o GGN, no programa Na sala de visitas com Luis Nassif, o ex-governador conta que já alertava para as manobras ilegais de Eduardo Cunha no Congresso, desde o governo Collor, e chama de "quadrilha" o grupo político composto por Cunha, Eliseu Padilha e outros nomes próximos a Michel Temer e, ainda, anuncia o envolvimento de Temer no esquema de corrupção do Porto de Santos e os embates políticos que evitou maior desgaste do governo Lula no Mensalão. 
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Cunha é o Marcola do Temer: comanda a quadrilha da cadeia, por Jeferson Miola

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Renan confirma que Eduardo Cunha é o Marcola do Temer; ele é o líder que comanda da cadeia a quadrilha que tomou o poder de assalto com o golpe de Estado. Para Renan, Cunha “exerce sim influência diretamente de sua cela, em Curitiba”.
 
Camacho Marcola, para recordar, é o líder maior da organização criminosa PCC [Primeiro Comando da Capital], que ostenta seu poder comandando as operações da quadrilha mesmo de dentro da penitenciária de máxima segurança, onde cumpre longa pena de prisão.
 
Renan Calheiros é um político arguto, que conhece com intimidade as vísceras do poder em Brasília. Renan tem denunciado a grande influência que este presidiário exerce sobre o governo Michel Temer, assim como a expansão do domínio do “caranguejo” [codinome do Cunha nas planilhas de propinas da Odebrecht] no PMDB.

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