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Pedro Barusco

Lava Jato poupou as estrangeiras, por Janio de Freitas

Da Folha de S. Paulo

Jatos desiguais

Por Janio de Freitas

Uma busca preliminar no que sucedeu desde a "Operação Juízo Final", criada há um ano para a prisão de dirigentes de empreiteiras, faz mais do que surpreender. E, dadas as indagações que suscita, clama por uma reflexão sobre as características não difundidas da Lava Jato e seus efeitos presentes e futuros.

Menos de uma semana depois daquela decisão que elevou o juiz Sergio Moro às culminâncias do prestígio, dava-se outro fato determinante na Lava Jato. Ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco assinava, em 19 de novembro, o acordo de delação premiada. Sua advogada era Beatriz Catta Preta, que mais tarde abandonaria os seus clientes, invocando ameaças recebidas. Ela e um batalhão de 14 procuradores e delegados da Polícia Federal assinaram o acordo.

Catta Preta já conduzira acordo semelhante para Julio Camargo. Sem vínculo com a Petrobras, esse lobista chegou a uma posição de destaque no noticiário da Lava Jato a partir da confissão de que ganhou muito dinheiro fazendo, em transações com dirigentes da estatal, a intermediação para as contratações da coreana Samsung e da japonesa Mitsui.

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Documento usado pela Lava Jato não é prova de propina, diz Odebrecht

Jornal GGN - A Odebrecht emitiu nota à imprensa no início da noite deste sábado (20), na tentativa de esclarecer a divulgação de um documento que supostamente seria uma prova da Operação Lava Jato de que a empresa pagou propina ao ex-diretor da Petrobras, Pedro Barusco.

Segundo o informe, "o documento apresentado como uma das provas para justificar a prisão de executivos, ontem [sexta-feira], pela Operação Lava Jato, não se trata de depósito feito pela Odebrecht para o Pedro Barusco, e sim a aquisição de títulos da Odebrecht (bonds) no exterior por Pedro Barusco."

Em despacho assinado na noite de sexta, o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, " reconhece que o documento 'requer maiores esclarecimentos e que não se constitui em pagamento de propina'", sustentou a Odebrecht.

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Moro abre ação contra Duque, Barusco, Vaccari e mais 24 na Lava Jato

Por André Richter

Da Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (23) denúncia contra 27 investigados na Operação Lava Jato, entre eles o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. A ação penal inclui o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, além de outros investigados na décima fase da operação, deflagrada semana passada. 
 
A partir de agora, os envolvidos serão chamados a prestar depoimento, poderão apresentar defesa e indicar testemunhas.

Entre os acusados que  também tornaram-se réus estão o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e executivos de empreiteiras, já investigados em outras fases da Operação Lava Jato. Todos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

Na denúncia, os procuradores apontam novos desvios de recursos em contratos com a Petrobras. Desta vez, as obras investigadas foram a Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, no Paraná, e a Refinaria de Paulínia, em São Paulo.

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Pedro Barusco depõe na CPI da Petrobras

 
 
Jornal GGN - O ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato, está depondo à CPI na Câmara dos Deputados. É o primeiro a falar com os parlamentares da nova comissão. 
 
Pedro Barusco está sendo questionado sobre os indícios de desvios dentro da diretoria de Serviços da estatal, então comandada por Renato Duque, diretor indicado pelo PT. 
 
Desde que foi criada, o objetivo da CPI é trazer o enfoque para os envolvimentos do partido da presidente Dilma com o esquema de corrupção. Os inquéritos que estão sendo analisados pelo Supremo Tribunal Federal, por outro lado, mostram que a concentração do esquema estava sob a liderança do PMDB e do PP.
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Cardozo atende PT, mira em FHC e pede que PF dê explicações sobre Lava Jato

Jornal GGN - José Eduardo Cardozo acatou uma representação do PT ao Ministério da Justiça e pediu que a Polícia Federal dê explicações sobre a linha de condução da Operação Lava Jato, tanto por parte da corporação quanto sobre o que há de conhecimento a respeito da atuação do Ministério Público Federal. 

Nesta quinta (12), à Folha, Cardozo defendeu que a Operação Lava Jato deve se estender por todo e qualquer governo que tenha implicações quanto a crimes praticados em diretorias da Petrobras. Um dia antes da entrevista do ministro, o PT havia convocado a imprensa para noticiar que entrou com uma série de requerimentos que aponta falhas e requerem explicações sobre a investigação. Inclusive sobre o depoimento de Pedro Barusco. O delator informou que recebia propina desde 1997, mas nenhuma questão sobre o período que corresponde ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi feita.

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A reação tardia do PT aos vazamentos na Lava Jato e às acusações sem provas

Para Rui Falcão, o delator Pedro Barusco é um "bandido" que faz denúncias sem provas. O PT formula representações para averiguar a "conduta enviesada" da força-tarefa da Lava Jato. Partido ainda pede que Ministério da Justiça faça sua parte

Jornal GGN - Após assistir à condução coercitiva do tesoureiro João Vaccari à Polícia Federal, para prestar esclarecimentos no âmbito da Operação Lava Jato, o partido da presidente Dilma Rousseff decidiu reagir e interpelar na Justiça aqueles que apresentarem denúncias sem provas, além de questionar o modo como a investigação envolvendo corrupção na Petrobras está sendo conduzida. Leia mais »

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JN pede desculpas admitindo erro de edição na acusação a Estrella

 
Jornal GGN - O Jornal Nacional, da Rede Globo, corrigiu uma informação divulgada, na última semana, em reportagem sobre a delação premiada de Pedro Barusco. A matéria afirmava que Guilherme Estrella estava envolvido diretamente no esquema de propina da Petrobras, por ter sido diretor de Exploração da estatal. 
 
Mas ao contrário do que expôs o JN, Pedro Barusco, em seu depoimento à equipe de investigação da Operação Lava Jato, disse o oposto: "nunca viu ele [Estrella] participando de nada, falando de nada, que era muito reservado, e que, se sabia de algo, ou desconfiava, guardou para si".
 
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Jornal Nacional assassinou reputação de um homem justo

Por Paulo César

O Jornal Nacional da TV Globo apresentou, no dia 5 de fevereiro de 2015, reportagem em que cita a delação do Sr. Pedro Barusco, Ex-Gerente Executivo da área de engenharia da Petrobras. Nessa reportagem, tenta-se envolver o Ex-Diretor de Exploração e Produção, Sr. Guilherme Estrella, no esquema de corrupção da Petrobras, inclusive com apresentação da foto dele. Com o objetivo de esclarecer a situação, envio a vocês cópia do depoimento do Sr. Pedro Barusco, no qual é afirmado exatamente o contrário. O advogado do Sr. Guilherme Estrella apresentará representação contra a TV para exigir uma reparação formal.

Nessa delação, indagado se o Diretor Guilherme Estrella sabia dos pagamentos de propina e da sua divisão, o Sr. Pedro Barusco  afirma que não, uma vez que "nunca viu ele participando de nada, falando de nada, era muito reservado, e, se sabia de algo, desconfiava, guardou para si, pois nunca insinuou nada". Leia mais »

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As informações delatadas e as divulgadas de Pedro Barusco

A nona fase da Operação Lava Jato, que teve como enfoque as possíveis relações do PT com o esquema de corrupção, motivou novas informações seletivas pela imprensa
 
 
Jornal GGN - O depoimento feito em novembro do último ano por Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras, em acordo de delação premiada nas investigações da Operação Lava Jato, foi requentado pela imprensa, logo após a nona fase ser deflagrada, nesta quinta-feira (06). A parte do relato privilegiada foi que o PT poderia ter ficado com até US$ 200 milhões, entre 2003 e 2013 de propina nos contratos da estatal.
 
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, teria recebido parte desse suborno, equivalente a US$ 4,5 milhões até março de 2013. As investigações dessa última fase concentram-se no levantamento de mais informações e possíveis provas sobre Vaccari no esquema. 
 
 
Entretanto, no mesmo testemunho, Barusco afirmou que além da Diretoria de Serviços, então comandada por Renato Duque e que ontem prestou depoimento à Polícia Federal, a Diretoria de Óleo e Gás, liderada por Graça Foster e Ildo Sauer, também recebia propina de 1% a 2% sobre o valor dos contratos, mas que os diretores não sabiam da corrupção.
 
"O pagamento de propinas dentro da Petrobras era algo 'endêmico' e institucionalizado", disse. Barusco contou que não teve "espaço para conversar essas coisas com Ildo e com Graça Foster", que "nunca houve conversa nesse sentido" e que, se eles sabiam, "conservaram para si".
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Primeiras delações são fechadas após sétima fase da Operação Lava Jato

 
Jornal GGN - As previsões do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se confirmaram, e o Ministério Público Federal já fechou o primeiro acordo de delação premiada com a empreiteira Setal. Depois da sétima fase da operação da Polícia Federal, nesta sexta-feira (14), o primeiro executivo também se manifestou: Pedro Barusco, gerente-executivo de engenharia da Petrobras, se comprometeu a devolver US$ 97 milhões, mais a delação.
 
O grupo Setal também arcará com R$ 70 milhões de indenização aos cofres públicos. Dois executivos, Augusto de Mendonça Neto e Julio Camargo, da Toyo, já haviam assinado delações individuais com a Procuradoria, e afirmaram ter pago R$ 30 milhões em propina para a diretoria da estatal, comandada por Renato Duque entre 2003 e 2012. As companhias Setal possuem contratos de mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras.
 
O acordo de delação ainda precisa ser aprovado pela Justiça para ter validade. Entretanto, sendo a primeira empreiteira a se prontificar a ajudar nas investigações, o grupo Setal pode sair favorecido. O MPF quer usar a legislação contra cartéis para que apenas o primeiro delator tenha a chance de obter os benefícios legais, entre eles, a redução de penas. Assim, se as outras empreiteiras estiverem envolvidas nos mesmos crimes do Setal, somente esta se beneficiará.
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