9 de outubro de 2026

Dino relata ameaças de morte e afirma que não mudará atuação no STF

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.
Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Gustavo Moreno/STF

Ministro Flávio Dino, do STF, recebeu relatório com milhares de ameaças de morte contra ele e outros ministros.
Dino afirmou que ameaças não afetarão suas decisões e ressaltou que juiz não pode temer perseguições pessoais.
Ele atribuiu as ameaças à disseminação de mentiras e defendeu o uso de recursos legais para discordâncias judiciais.

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (9) ter recebido trechos de um relatório da área de Segurança da Corte que reúne milhares de mensagens com ameaças de assassinato e outras agressões contra ele e demais integrantes do tribunal. Em publicação nas redes sociais, o magistrado declarou que as intimidações não vão interferir em sua atuação profissional.

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Dino afirmou que um juiz não pode deixar de tomar decisões por receio de sofrer perseguições pessoais. “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu.

O ministro atribuiu as ameaças à disseminação de informações falsas. Segundo ele, “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”.

Dino também destacou que eventuais discordâncias em relação a decisões judiciais devem ser resolvidas pelos instrumentos legais disponíveis, como recursos aos órgãos colegiados competentes. “Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, declarou.

Ao comentar sua trajetória no serviço público, o magistrado afirmou que, em 37 anos de atuação, nunca respondeu a processo criminal. Ele reiterou que não pretende alterar sua conduta em razão das ameaças: “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.

A publicação foi acompanhada de uma imagem com trechos das mensagens ameaçadoras dirigidas a Dino e a outros ministros do Supremo.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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