Bolsonaro late mais uma vez sem dizer quando irá morder, por Luis Nassif

Pelo fracasso no combate ao Covid-19 e na política econômica, pela reação do Exército à demissão do Ministro da Defesa, Bolsonaro não dispõe mais da retaguarda da força.

No discurso de hoje, em cerimônia para lançar o 5G caseiro, especifico para o Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro cumpriu o previsto: partiu para a radicalização total. Verborragia, blefe ou o que?

Fez uma coletânea dos seus maiores absurdos. Por exemplo:

1. Disse que as Forças Armadas morrem pela pátria. E os manifestantes que saíram às ruas sem máscara morrem pela liberdade.

2. Ameaçou com um Decreto proibindo o isolamento social em todo o país, e desafiou os poderes a derrubar o decreto. Ameaça direta ao Supremo, amparado, segundo ele, na Constituição Federal.

3. Voltou a insinuar que o vírus é fruto de guerra biológica promovida pela China.

De imediato, visa estimular os seguidores, muitos deles constituindo grupos armados, nas milícias e nos clubes de caça e tiro.

Pelo histórico até agora, pode ser blefe. Nas últimas vezes, Bolsonaro latiu mas não mordeu. Na hora agá, o Supremo se manifestou e ele nunca pagou para ver.

Pelo fracasso no combate ao Covid-19 e na política econômica, pela reação do Exército à demissão do Ministro da Defesa, Bolsonaro não dispõe mais da retaguarda da força.

Sua única força, hoje em dia, são seus seguidores. Daí a retórica inflamada para estimular reações e promover o caos social.

Quantas mortes mais serão necessárias para as instituições tolerarem esse jogo de retórica barata e de boicote intencional às medidas de combate ao Covid.

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