O que está em jogo na política externa proposta por Marina e Aécio, por J. Carlos de Assis

Destaca-se no receituário econômico dos candidatos Aécio Neves e Marina Silva o propósito declarado de uma maior aproximação comercial com Estados Unidos e Europa e um progressivo distanciamento brasileiro da Unasul e dos BRICS. É a mesma proposta da FIESP expressa num recente documento sobre inserção internacional da indústria. Reflete a postura de uma importante fração da equipe de Guido Mantega e do Itamarati, a qual só não se tornou hegemônica graças à herança ainda forte de Lula na política externa brasileira.

Essas importantes forças de pressão no sentido de nossa completa capitulação aos interesses de curto prazo americanos e europeus encontram pleno respaldo na grande mídia. Seu parâmetro de referência mais recente tem sido a chamada Aliança do Pacífico, o arranjo formado por Chile, Peru, Colômbia, México e Costa Rica, os quais a partir de 2012 teriam embarcado rumo à prosperidade impulsionados por tratados de livre comércio com os Estados Unidos. Curiosamente, os corifeus dessa empreitada não dão argumentos. É pura ideologia.

Vamos verificar o que aconteceu com os ALCs segundo a performance recente da Aliança do Pacífico. Os acordos foram assinados em meados de 2012. Já no ano seguinte, em 2013, o saldo comercial do Chile, que havia acusado um superávit de nada menos que US$ 12,7 bilhões em 2009, desabou para um déficit de US$ 2,2 bilhões em 2013, naturalmente grande para uma economia de US$ 290 bilhões. No Peru, de janeiro a julho deste ano a balança comercial acusou déficit proporcionalmente maior, de US$ 2,6 bilhões, contra superávit de US$ 870 milhões no mesmo período do ano passado.

Na Colômbia, até junho último, o déficit comercial atingiu US$ 1,19 bilhão. No México, também de janeiro a julho, alcançou US$ 1,23 bilhão. A pequenina Costa Rica, que tem um PIB de meros US$ 49 bilhões, acusou déficit comercial de US$ 5,7 bilhões – ou seja, 12% de toda a economia. Este, certamente, é o país que abrirá o caminho da falência dos demais. É que todos estão perfilados para a progressiva insolvência na medida em que as importações “livres” dos EUA continuarão jorrando “generosamente” sobre a região com exportações estagnadas. Uma vez quebrados, e sem reservas, o FMI entrará em cena tirando o sangue das populações.

Não é preciso esperar muitos anos para concluir que essa virada para o déficit consagra uma tendência. Esses países, com exceção do México, são exportadores sobretudo de matérias primas in natura ou semi-industrializadas. No caso do Chile, por exemplo, 70% das exportações estão nessa categoria. O México é menos dependente do petróleo hoje do que antigamente, mas sua economia está perversamente ligada à economia americana pelas maquiladoras: quando os EUA entram em estagnação, o México vai atrás; quando os EUA levam um susto, o México cai de pneumonia.

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Os acordos bilaterais de livre comércio com os EUA foram vendidos como excelentes para ambos os lados. O empresariado da Colômbia, do Chile e do Peru saudaram-nos como um fator de desenvolvimento. Esqueceram-se de que não convém por um cordeiro para dormir junto com um hipopótamo. Excetuando matérias primas agrícolas e minerais, tudo o mais, no campo manufatureiro, é destruído pela concorrência de produtos de tecnologia muito superior dos EUA. Com isso, mata-se a nascente indústria interna, e com eles milhares de empregos. Na Colômbia, setores afetados pelo tratado só subsistem com subsídios do governo.

É claro que os empresários livre-cambistas não se alinham nessa ideologia ingenuamente. Tem lucros grandes com isso. Na FIESP, não há qualquer movimento de defesa da indústria interna. A expectativa dos bravos homens de negócio é que o tratado de livre comércio valorize suas indústrias a fim de que possam vendê-las a bom preço para os americanos e outros estrangeiros. Com isso, transformam-se em comerciantes de produtos estrangeiros a serem comprados sem tarifas, ou possibilitam que os compradores fechem as indústrias e as transformem num braço comercial de suas matrizes externas. O país que se vire depois para fazer superávits comerciais a fim de dar cobertura a remessas de lucros.

É claro que, do ponto de vista americano, a destruição dessas economias pequenas e médias traz benefícios pouco expressivos porque suas importações, mesmo somadas, representam muito pouco em seu comércio externo. A aproximação com elas serve mais ao propósito de barrar o Mercosul e a Unasul. O filé mignon está do lado do Atlântico. Sugar as reservas externas brasileiras de US$ 380 bilhões passou a ser uma obsessão americana. Daí a articulação com a mídia, sobretudo Abril e Sistema Globo, para controlar as eleições brasileiras e evitar a reeleição de Dilma, não confiável para o projeto geoeconômico americano.

Por enquanto temos defesas. A despeito da péssima política cambial de Guido Mantega e do Banco Central, ainda mantemos uma posição externa de comércio confortável graças, sobretudo, a nossas relações com a China e o resto da Ásia. No ano passado tivemos um déficit comercial de janeiro a julho de R$ 4,973 bilhões por causa de queda no preço das commodities – equivalentes aproximadamente a US$ 2,2 bilhões -, mas ele desabou, no mesmo período deste ano, para R$ 918 milhões (US$ 400 milhões). Trata-se de performance altamente positiva, considerando o porte da economia brasileira de U$ 2 trilhões 150 bilhões.

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Essa situação não durará muito se cairmos nas garras do tratado de livre comércio com os EUA que Aécio e Marina, pela boca de seus principais assessores econômicos, gostariam de promover. Nossa indústria será varrida do mapa e os empregos industriais virariam pó, como acontece na Aliança do Pacífico. Seríamos condenados a uma posição de meros joguetes no tabuleiro geoeconômico do mundo carreando para os EUA, na forma de crescentes déficits comerciais, recursos obtidos no comércio com a China na base de exportação de commodities. Nesse contexto, uma desaceleração da China nos levará a esgotar nossas reservas e a encaminhar para uma crise no balanço de pagamentos gerida pelo FMI com as consequências conhecidas de destruição de nosso já precário sistema de bem-estar social.

Temos uma alternativa a esse insano estreitamento geoeconômico com os EUA e a Europa Ocidental – ambos se batendo com uma recessão que tende a durar anos e, portanto, incapazes de oferecer qualquer benefício econômico para nós. Podemos, ideologia à parte, aprofundar nossas relações com a China para além de simples negócios comerciais, partindo para uma articulação de investimentos no desenvolvimento de nossa indústria básica pela transformação de minérios. A China, a fim de garantir seu crescimento a altas taxas, precisa de suprimento de metais. Contudo, está limitada na produção de metais por causa de escassez em recursos naturais, sobretudo água, e energia limpa, e por causa da poluição generalizada.

A América do Sul, sob liderança brasileira, pode tornar-se o grande supridor de metais para a Ásia a partir de um acordo com a China pelo qual ela financie o investimento na transformação mineral local, assinando ao mesmo tempo acordos de longo prazo para a compra desses metais, os quais serviriam de garantia para o próprio investimento chinês. Tanto os EUA quanto a Europa, em razão de sua longa estagnação, não teriam como fazer conosco um programa semelhante pois não poderiam realizar os acordos de compra dos metais a longo prazo. O que eles querem são acordos de livre comércio para nos empurrar goela abaixo suas quinquilharias manufatureiras e os bens de capital para estrangular tecnologicamente nossa indústria no setor.

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Esse esquema, que resguarda plenamente a soberania do Brasil e das demais nações sul-americanas que venham participar dele, requer uma opção estratégica que se coloca na continuidade da política externa brasileira de favorecimento a um estreitamento de relações com o Mercosul, a Unasul e os BRICS. Os pigmeus da FIESP, de Veja e da Globo que consideram esse estreitamento como um desvio ideológico revelam um oportunismo estúpido e total ignorância em estratégia. O Brasil poderia fazer um programa de desenvolvimento sozinho, sim, mas não teria como encontrar mercado para sua indústria de bens de capital, a joia da coroa de nossa estrutura industrial porque promove desenvolvimento tecnológico e paga os melhores salários. Um Mercosul ampliado, ou melhor, a transformação da Unasul num espaço integrado geoeconômico, articulado com a China na forma indicada acima, daria um horizonte extenso à nossa indústria de bens de capital.

Do ponto de vista de nossa inserção global, este é o jogo: ou o atraso com os EUA e a Europa Ocidental, ou uma perspectiva de efetivo desenvolvimento econômico e social na articulação com BRICS e Unasul. Num caso ficamos onde estamos, e estamos altamente vulneráveis. Noutro caso estaremos inaugurando uma nova etapa na geoeconomia pelo deslocamento do desenvolvimento mundial para o eixo Sul-Sul. Não podemos nos atrasar porque Rússia e China já estão no jogo. E lembrem-se os que dão pouca atenção à política externa: o modelo que os economistas de Marina e Aécio querem importar da Europa, o chamado “tripé” – depois de cortar até o osso os gastos públicos, investimentos e salários, e condenar os países nos quais foram impostos à contração -, já chegou às aposentadorias e pensões em Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha, e breve baterá às portas da Itália.

J. Carlos de Assis – Economista, doutor em Engenharia da Produção pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB, autor de mais de 20 livros sobre Economia Política brasileira.

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23 comentários

  1. A questão dos investimentos é

    A questão dos investimentos é a base do Banco dos Brics, mas é mais ambiciosa do que investimentos destinados ao setor exportador mineral(de interesse da China)e visa a criação de economias de escala por meio do desenvolvimento de cadeias produtivas que promovam a agregação de valor nas manufaturas brasileiras. Esse tem sido uma reivbindicação constante da presidenta aos chineses.

     

  2. Ahésim é um perigo para a

    Ahésim é um perigo para a democracia e liberdade de expressão. Esse homem usa a mídia amiga e o judiciário para calar quem o critica. Se isso virar Presidente, serão oito anos de trevas.

    • Os dois

      Dificilmente o original ganharia hoje. Mas ja a genérica… E é por isso que tem uns e outros tentando articular a saida de Aécio para deixar o caminho livre para Marina, pensando em vitoria no primeiro turno. 

      E o que fazer para as ovelhas ou o gado não irem todos para o matadouro e de quebra nos levar junto ? 

  3. Num golpe de mestre a direita se rearticulou em torno de Marina

    Num golpe de mestre a direita se rearticulou em torno de Marina, em torno da qual estão banqueiros, teocratas, rentistas, ruralistas e toda a família de saúvas que estão indo com muita sede ao pote. Mas não passarão. Vamos às ruas conversar com o jovem, bem como o evangélico que, por falta de informação sobre o rumo desastroso que o pais tomaria com Marina, que ele saiba que votar nesse projeto é dar um tiro no próprio pé.

  4. Mas, infelizmente, a mídia

    Mas, infelizmente, a mídia nativa tem tido sucesso em promover a campanha contrária ao desenvolvimento autônomo.

    Só nos resta o corpo a corpo e a mídia alternativa para inverter essa tendência. Não vai ser fácil, dado o nível de fundamentalismo político dos “sonháticos” e anti-petistas.

  5. Se esta cretina for eleita a

    Se esta cretina for eleita a política externa dela será bem simples “O que é bom para o Itaú é bom para o Brasil.” Se o eleito for Aécio Neves, a política externa será “O Pré-Sal não é bom para o Brasil, mas serve aos propósitos dos EUA”.

  6. E você combinou com os russos, ops, chineses?

    Antes de mais nada, não discuto a relevância da integração sul-sul e de projetos como o Mercosul e a Unasul para o desenvolvimento do Brasil e da região. Não é apenas por razões humanísticas que devemos torcer para que nossos vizinhos “cresçam junto” com a gente: tal desenvolvimento é fundamental tanto para nossa economia como para a segurança nacional e da região. Por outro lado, é fato que esses instrumentos têm avançado menos do que se gostaria, muitas vezes por mesquinharias políticas do países envolvidos e por divergências ideológicas dos países membros.

    No entanto, quem disse que a China será um parceiro mais “justo” nas relações com o Brasil que os Estados Unidos ou a Europa? O fato é que, até onde eu sei, nosso país está sendo inundado por “quinquilharias manufatureiras” chinesas, e não americanas ou européias. Estes últimos países seriam competitivos em automóveis e bens de capital, setores em que realmente é necessária uma política muito cuidadosa. Mas o fato é que a China também está se tornando um competidor agressivo nessas áreas, talvez até mais que os EUA e Europa, cuja indústria de bens de capital é mais especializada que a brasileira e em muitos casos oferece produtos que sequer são fabricados aqui mesmo.

    Por outro lado, a proposta de uma indústria de processamento de minério de ferro, embora meritória, é insuficiente para garantir a manutenção de um parque industrial adequado a um país de 200 milhões de habitantes com pretensões de chegar finalmente ao “primeiro mundo”. O setor de processamento de minério de ferro oferece baixo valor agregado e pouca perspectiva de geração de empregos, e é de se esperar que a China peça em troca mais acesso ao mercado brasileiro para seus produtos – exatamente “as quinquilharias manufatureiras” que, dependendo do setor (vestuário e calçados, por exemplo) fariam um estrago muito maior do que já fazem em termos de emprego no país.

    Assim, me parece prematuro descartar a hipótese de acordos bilaterais com quaisquer países – o diabo está sempre nos detalhes, e é perfeitamente possível que um tratado bem-feito com os Estados Unidos ou a Europa seja mais interessante para o país que outro feito “a toque de caixa” com a China.

    Finalmente, com uma coisa eu concordo plenamente com o autor: se a política de juros e câmbio dos últimos 20 anos (excetuando o segundo mandato FHC, que meio que sem querer acabou “acertando a mão” ao menos em relação ao câmbio) não tivesse sido tão obcecada com o controle da inflação – ou, pensando bem, no lucro aos rentistas – a situação da indústria brasileira não estaria tão complicada como ela já está.

    • E por que o Brasil precisaria

      E por que o Brasil precisaria escolher entre a China OU os EUA?

      Essa é a questão da “aproximação” da relação com os EUA, o projeto ALCA visava garantir o virtual monopólio dos mercados latino americanos para os produtos americanos, por isso a UE, após o início das negociações, correu para também negociar um acordo com os latino americanos.

      Não só isso, o ponto principal de acordos com os EUA nem é a questão comercial, mas a normatização de práticas, regras de investimento e direitos de propriedade intelectual. Os EUA querem impôr regulamentos que favorecem suas empresas e impedem os Estados de praticarem políticas sociais.

      A China não impõe essas condições.

      Além disso, do ponto de vista financeiro, a China possui uma visão muito mais próxima dos interesses brasileiros. A ideia de maior pluralidade na governança financeira internacional(a reforma do FMI, já aprovada, mas contida por parte de EUA e UE)é compartilhada por Brasil e China.

      O enfraquecimento do EUA nas finanças internacionais, via a redução do uso do dólar como moeda internacional, favorece a todos, menos os EUA. É sempre mais vantajoso possuir mais opções e não ser refém de um único país. 

  7. Nossa economia está estagnada

    A economia brasileira está estagnada porque sua produtividade não cresce. Segundo comunicação privada do Diretor Científico da Fapesp, manter um pesquisador no Brasil custa mais do que no vale do silício. Segundo dados divulgados até neste blog recentemente, se transplantásemos uma fábrica da UE ou dos EUA para o Brasil, sua produção custaria 36% mais.É o custo Brasil. Sem combatê-lo, não há mágica que faça nada crescer no país, exceto o agronegócio e a mineração, nesses casos em decorrência de outras vantagens competitivas. Os brasileiros já gastam mais de US$20 bilhões/ano em Maiami e Nova Iorque, onde vão comprar de tudo pela metade do que compram no Brasil. A produtividade do trabalho no Brasil tem crescido apenas 0,9%, muito menos do que quase todos os países da América Latina, e menos do que em todos os membros do BRICS. Esse bloco é inteiramente dominado economicamente pela China, que cresce 7,5% apesar da recessão nos países centrais. Chinês não joga para perder e já verificou que até mesmo a transferência de parte da sua siderurgia para o Brasi é inviável, pois os custos aqui são muito, muito altos.Temos mais da metade da população da Unasul, e esse grupo tem se desenvolvido muito mais rapidamente do que o Brasil. Para eles, exceto no caso de alimentos, o Brasil será em breve mercado de venda, não de compras.

  8. Fico abismado

    porque não aparece alguém mais fortão nessa FIESP e manda esses velhos barões para passear!

    Uma frase de um africano (não me lembro quem a enunciou) :

    “Se nós africanos olharmos os nossos problemas, e depois ao Brasil, nós vamos descobrir que o Brasil solucionou este mesmíssimo problema há mais de trinta anos.”

    Ou seja tem mercado lá fora para nossas soluções!  Claro, os quase 1 bilhão de africanos tem menos bufunfa, mas eu suponho que poderímos vender muito bem para eles as soluções que precisassem. 

    • Afirmei aqui várias vezes…

      O continente africano é a porta para o Brasil chegar ao primeiro mundo. O Brasil é irmão da Africa e perde esta oportunidade.

      A China já está colocando um pé lá.

      • De corpo e alma

        Pé?

        Eles estão lá de corpo e alma!

        Procura por investimento chines e de suas subsidiarias off-shore em África e vais entender o que digo.

  9. A politica externa em números

    O Produto Interno Bruto,

    soma das riquezas produzidas no país, era, em 2003,  o equivalente a 550 bilhões de dólares, hoje  supera os 2.1 trilhões.

    O comércio exterior 

    passou de 119 bilhões de dólares anuais em 2003 para 480 bilhões em 2013.

    O investimento estrangeiro direto,

    que foi de 63 bilhões de dólares, contra os 16,6 bilhões de dólares de 2002, quando já não havia quase nada mais a ser vendido na quitanda de Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, quase quatro vezes mais.

    • Menas, Assis

      O Assis está nos dizendo que nossa economia quadruplicou em 10 anos, o que dá um crescimento anual de mais de 25%. Nesse ritmo, em menos de 15 anos serem a maior economia do mundo.

      • Menas, Daniel

        O Assis não disse que nossa economia quadruplicou. Apenas colocou os números que, à primeira vista, parecem levar a essa conclusão. Mas se nos lembrarmos que, entre 2003 e 2013, o dolar desvalorizou cerca de 80% (em torno de 6% ao ano), teremos uma concepção mais exata do nosso crescimento no período. 

  10. Será que Obama gostaria de

    Será que Obama gostaria de ter uma Petro-USA? Se existisse uma Petro-USA será que alguém apareceria por lá com a idéia de vender a empresa o mais rápido possível? Se nos EUA existisse uma Petro-USA, o que será que o FBI (ou coisa parecida) faria com veículos de imprensa, jornalistas e políticos oportunistas que se lançassem numa campanha de desmoralização e depreciação da companhia? Será que os norte-americanos aprovariam a idéia de mudar o nome da Petro-USA para Petro-Qualquer-Coisa a fim de eliminar a referência ao nome do país deles do nome da emprêsa? Se a Petro-USA achasse um monte de petróleo nas águas territoriais dos EUA, será que eles pensariam em entregar a exploração para empresas estrangeiras em vez de manter estas reservas estratégicas sob seu contrôle? Aqui tem a Petrobrás, tem petróleo, mas tem também até lunático que aparece na TV sugerindo que ela seja vendida imediatamente a preço de banana de antigamente como se fosse um FIAT 147, 1982, a álcool. Pior, tem gente que cai neste conto do vigário. Tô cheio desta gente.

  11. Pensamento binário

    …, este é o jogo: ou o atraso com os EUA e a Europa Ocidental, ou uma perspectiva de efetivo desenvolvimento econômico e social na articulação com BRICS e Unasul.

    Ou a Dilma é espetacular e a Marina é o capeta, ou é sol ou é lua. É o pensamento binário e tremendamente sectário do atual grupo que comanda o Palácio do Planalto. Não há nada de errado no Mercosul (pelo contrário), o que não dá é achar que ele é a única saída.

    Nenhuma medida da Dilma tenta resolver o problema do custo Brasil, que certamente não é só tributo e burocracia, mas pelo menos no que o governo pode ajudar, ela fez muito pouco.

    Tirando as últimas modificações no SIMPLES, a legislação tributária do governo Dilma é a pior em 500 anos de história, um parcelamento especial atrás do outro. É só não pagar que vem um “jabazinho” mais a frente premiando os caloteiros. O sistema é tão distorcido que se você pagou tudo em dia, não se beneficia em nada. Apenas os depósitos e pagamentos atrasados auferem benefícios.

    Só quem não tem noção nenhuma de como funciona uma empresa pode achar que esse sistema atrairia o apoio de algum empresário, seja dono de lanchonete, seja dono de siderúrgica.

    Aliás, esses últimos comentários de propaganda quase partidária do PT aqui no blog do Nassif só estão carregando mais votos p/Marina de quem já não está no petismo histórico (que jamais subiu além de 35%). Bom para todos aqueles (como eu) que simplesmente acreditam que o Brasil quebrará com mais 4 anos dos Srs Augustin e Mantega…

  12. “… receituário econômico

    “… receituário econômico dos candidatos Aécio Neves e Marina Silva … É a mesma proposta da FIESP…. Essas importantes forças de pressão no sentido de nossa completa capitulação aos interesses de curto prazo americanos e europeus encontram pleno respaldo na grande mídia.”

    Marina, Aécio, FIESP e velha mídia juntos contra o interesse do trabalhador brasileiro.

    Será muito difícil levar essa informação aos trabalhadores da industria paulista? Será difícil mostrar aos filiados das forças sindicais da vida a furada em que estão entrando ao irem atrás do Paulinho?

    É por essas e outras que não dá para entender a longevidade dos tucanos no poder em São Paulo e os relativamente baixos índices de intenção de voto de Dilma no coração industrial do país. Creio que os programas eleitorais do PT deveriam explorar mais o perigo que os trabalhadores da industria estão correndo. Com essa medida, quem sabe, os índices de intenções de votos aumentem.  30% / 35% já quebravam o galho.

    PS.Aécio dando declarações sobre o vazamento da delação do ex-diretor da Petrobrás com Eduardo Azeredo de papagaio de pirata é o fim da picada. É muito cinismo.

  13. É, não resta dúvida. A Marina

    É, não resta dúvida. A Marina abraçou a agenda pig-neoliberal-entreguista, de A a Z. Não ficou nada de fora. BC nas mãos do sistema financeiro. Corte de gastos públicos, abandono do pré-sal, e consequente entrega para o capital internacional. E last but not least, detonar o Mercosul e seu “bolivarianismo”, o Brics e cair nos braços do Tio Sam. De “terceira via”, nem cheiro. Não é a toa que o Aécio quer processar a Marina por plágio. Tem toda razão.

    PS: eu não tinha entendido quando vi no Esquenta da Regina Casé, um programa inteiro dedicado ao Peru, que segunda ela, “estaria na moda”. Nunca tinha ouvido falar que o Peru tinha “entrado na moda”. Agora entendi, é a pauta “Kameleana” invadindo o setor de entretenimento da Globo

  14. E a Venezuela?

    Comparação honesta só se levar em conta o que ocorre na Argentina e na Venezuela. A aliança do Pacífico vai bem, enquanto o Mercosul afunda e o Brasil junto… paramos de exportar manufaturados e voltamos aos anos 40

  15. Por tudo isto…………………………….

    Se a cafetina,  for eleita, ou o helipóptero, estamos f…………………

    A matéria mostra muito bem  o que seria o Brasil do futuro com esta corja, apoiada pelos Quinta-colunas que sempre foram motivo de atraso deste País!!!

    Mas tenho esperança que os eleitores saberão escolher o melhor, e o melhor é sem duvidas, a politica que não tira os sapatos para entrar no império!

    Escelente artigo, e peço permissão para repassar aos mais desavisados!!!!!!!!!!!

  16. mais umótimo

    mais umótimo post,

    parabéns.

    é isso mesmo.

    ou a manutenção das conquistas

    ou o atraso do neonliberalismo

  17. + comentários

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