Quem está no leme da nau da insensatez?, por Sérgio Saraiva

O acontecimento deste fim de semana de manifestações que embaralhou as cartas do nosso jogo político foi a CUT, a UNE e o MST terem tingido a Avenida Paulista de vermelho. Ele também dá a dimensão do risco da mão que está sendo jogada. Tudo de que não precisamos é de um “croupier” temerário.

É de golpe que se está falando.

Por Sérgio Saraiva

Quando a imprensa mainstream, repercutindo pessoas tais como FHC, deixa transparecer que o impeachment da presidente Dilma é uma possibilidade de transição democrática, ainda que extrema, em função de uma deterioração da sua capacidade de governabilidade, é de golpe que se está falando.

Não existe possibilidade legal de se revogar o mandato de um governante que se tornou impopular, e esse não é o caso do governo Dilma. Não existe possibilidade legal de se revogar o mandato de um governante que apresenta maus resultados econômicos, e esse, mais uma vez, não é o caso do governo Dilma. Se houvesse essa possibilidade, FHC teria sido retirado do cargo antes do término do seu 2º mandato.

A Lei 1.079 de 1950, a “Lei do Impeachment”, não deixa dúvidas: um presidente só perde o mandato se julgado e condenado pelos crimes de responsabilidade definidos nessa própria lei. Se alguém se interessar, o texto da lei está aqui.

E, havendo provas desse crime, qualquer cidadão pode denunciar a presidente perante a Câmara dos Deputados. Hoje, nas manifestações em São Paulo, havia 210 mil que poderiam fazê-lo. Mas com provas de delitos de responsabilidade, jamais apenas com uma insatisfação manifesta.

Logo, quando nutrem na população a ideia de que manifestações populares contra o governo podem servir de argumentos para um impeachment, é de golpe que estão falando.

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Mas esse golpe agora teve seu preço muito elevado.

Onde encontrar os espaços de convivência?

Que a Globo é uma especialista na promoção de eventos não há dúvida. O carnaval, o campeonato brasileiro de futebol e a São Silvestre são exemplos do que é capaz de fazer em termos de organização de grandes públicos. E a audiência de suas novelas há décadas é exemplo de como é capaz de criar produtos que prendam a atenção desse público e o convença a consumi-los. Que tem capacidade de obter patrocínio financeiro para tais eventos é coisa que as contas bancárias de seus controladores reafirmam alguns milhões de vezes.

Que, com tal capacidade de organização e patrocinadores de peso, ainda que não nomeados, seria colocado um grande público nas manifestações de 15 de março era algo em relação ao qual também não havia porque se duvidar. Foram 210 mil pessoas na Paulista, rapidamente transformados em 1 milhão com a ajuda da contagem enviesada realizada pela polícia do Alckmin.

A grande surpresa, no entanto, deste fim de semana de manifestações é a CUT, a UNE e o MST, entre outros movimentos, terem tingido a Avenida Paulista de vermelho. Foram, em uma sexta-feira chuvosa e de dia útil, 41 mil pessoas que a contagem enviesada da polícia do Alckmin transformou em apenas 12 mil.

Independente dos números e de suas diferenças, o fato é que houve muita gente nas ruas dos dois lados. Esse é o tamanho do risco a ser administrado.

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Povo na rua derruba governo, sim. Mas depois de um penoso processo de desgaste.

Que gerem na nossa burguesia a esperança que podem colocar o governo Dilma abaixo no grito é uma irresponsabilidade, a partir do momento em que os movimentos sociais de apoio a esse governo se redescobrem capazes de, com uma estrutura muito menor, também arregimentar multidões.

Em 1964 não foi diferente em termos de radicalização popular, mas, então, os canhões tomaram uma posição em favor de um dos lados. Não me parece que haja clima para esse tipo de desempate.

Logo, teria que vir das nossas lideranças políticas a negociação que encontrasse os espaços de convivência democrática que nos permitisse a transição de 2015.

A oposição, apoiada pelos meios de comunicação de massa, está radicalizando a situação à espera de um impossível terceiro turno. A situação, aparentemente a reboque dos acontecimentos, foi surpreendida mesmo pelas ruas ao seu favor. No Congresso, seus líderes estão lutando para escapar da Lava Jato, e, nesse caso, a radicalização política poderia ser-lhes até útil como uma perversa cortina de fumaça.  E o Judiciário, tomado de ira santa que, não raro, transborda em voluntarismo.

Onde estão nossos líderes?

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29 comentários

  1. Toda manifestação tem sua

    Toda manifestação tem sua trilha sonora.

    Quando marchavam contra a Ditadura, os estudantes cantavam a música de Geraldo Vandré:

    https://www.youtube.com/watch?v=A_2Gtz-zAzM

    Em 15/03/1972, portanto, durante a Ditadura, estreou o filme “O Poderoso Chefão”.

    Em 15/03/2015, ao marchar contra a CF/88, em favor da corrupção tucana no Metrô SP e contra a destruição das máfias da Petrobras por Dilma Rousseff, algumas “famiglias” do PSDB cantaram a música de Vandré.Teriam feito melhor se marchassem ao som de:

    https://www.youtube.com/watch?v=WUUvgdjsIQk

  2. Nossos ‘líderes’estão pondo

    Nossos ‘líderes’estão pondo gasolina na fogueira – que ainda é pequena. O governo só tem um caminho = fazer ajuste econômico que resulte em crescimento econômico. Crescimento econômico é  o único remédio para amenizar esse confronto político.. Lula já mostrou como se faz. Resta a sua díscipula – até agora, nota 4 com muita boa vontade – tentar seguir o mestre. Ou, em último caso, o Lula forcá-la a nomeá-lo ministro da casa civil. Será ao mesmo tempo um sinal de que o governo está por um fio, mas também de todos os seguimentos que não querem a queda do governo ver que há um farol acesso nesse mar revolto. Enfim, Dilma se tornaria não oficialmente chefe de estado e Lula de governo. 

  3. Resposta difícil.

    Acredito que o Governo Federal deve manter-se ancorado na parcimônia. É livre o direito de manifestação. Mas é desprezível a violência.

    Admitamos os petralhas e os coxinhas, mas que não passe disso.

    Existe lei para ser aplicada em caso de abusos. Há notícias que a PF e o MP abriu procedimento em face de pessoas que se manifestaram em redes sociais com preconceitos em razão da origem nas últimas eleições. Demorou, mas ocorreu. O mesmo pode ocorre em razão de abusos que afrontem a democracia. Não é democrático pedir intervenção militar, incitar a morte de qualquer pessoa, assim como pedir a invasão de canais de TV ou rádios.

    Se o Governo Federal deve cobrar respeito às instituições, como ao STF. Mas isso não é só tarefa dos Governo Federal, Governos Estaduais, mas deve ser repudiado pela OAB, pelas Associações de Juízes, pelos sindicatos, pelos políticos de situação e de oposição.

    A corrupção é aviltante. Claro que sim, mas a sonegação também o é. Isso deve ser dito e combatido.

    As manifestções nas ruas não podem virar confrontos.

    Há de se separar o joio do trigo. E o joio está mostrando as caras, e que em favor do Estado de Direito devem ser interpeladas.

  4. Devolve o processo, Gilmar!

    Sérgio Saraiva, creio que, no início, logo depois das eleições, até existia quem acreditasse no impeachment. Agora, somente parte do povo, os ingênuos, acreditam nisso. Os líderes nem escondem mais o fato de que não haverá impeachment, embora apoiem o movimento (mas não vão). Trata-se de manter o clima de beligerância para desgastar o PT, sangrá-lo até 2018, quando imaginam que cessará o ciclo petista por desgaste. A manutenção de um estado de ingovernabilidade, criando-se paliativos para um estado de crise permanente, pode dar certo para a oposição, inclusive porque o desgaste, depois de 16 anos de governo, já seria natural. Só não sei se vai dar certo para o PSDB. Estou com a impressão de que, se não der PT, tampouco irá dar PSDB. Acho que, se esse clima eleitoral agora for amenizado, após duas manifestações gigantes, a hora é de criar ações que depurem o processo democrático. Os dois lados das manifestações apresentaram indignação contra a corrupção. Talvez tenha chegado a hora desses dois lados juntarem forças para uma ação política conjunta. Escrevi um texto sobre o assunto, onde sugiro que essa primeira ação conjunta seja exigir de Gilmar Mendes que devolva o processo sobre o financiamento privado de campanha. Se interessar, está AQUI. Grande abraço.

  5. Brasil Real: Audiência da

    Brasil Real: Audiência da Globo ontem foi a pior dos últimos tempos. Menos de 10 pontos.

    Nas ruas os comentários são: ” Vc viu aqueles malucos pedindo golpe? Intervenção militar? Não havia negros, pobres. Liberaram o metrô de graça. Pessoal tirou selfies com PMs ” …  O que foi aquilo?

    Repito: Deixem a direita se expor. O veneno dela é o antídoto da esquerda.

    Relaxem.

    Direita na rua é mais força para a Dilma.

    Se o governo Dilma e o PT não sabem se comunicar, a dreita está fazendo esse trabalho de graça. As pessoas começam a se assustar imaginando o Brasil com essa gente no poder.

    Que venham mais protestos pedindo impeachment!

    Lembram que no ínicio os black blocs eram romantizados como “revolucionários mascarados e idealistas?

    O tempo, senhor da razão, botou-os no devido lugar. Hoje são desprezados por todos.

    Não minimizem a inteligência do povo. Das periferias. A mensagem está sendo bem assimilada.

    • Bem observado.

      Estamos entrando no “clima” deles. Com todo a potência deles – dessa mídia – eles perderam a eleição. Eles querem confronto. O “povão” moreno não quer. Aonde ela ganhou, o movimento significativa, mas sem maiores repercurssões, dentro do esperado.

      Não devemos trocar golpes e perder a razão. Há informações e contrainformações. Há coisas que merecem ser ditas. Outras não. Vamos dar a eles os medidas de combate à corrupção – e pode embarcar a sonegação também no pacote.

      E mais, quanto mais confortáveis estiverem pra aparecer, melhor. Você identifica os líderes do movimento. Chama pro diálogo, e se não quizerem, pelo menos tiveram a oportunidade democrática de assim o fazer. Os radicais, desde já, é só mapear as ações deles.

      No fundo, essa turma são uma versão new look dos “Cansei”. Lembram deles. Só que cibernéticos, no Facebook. Pois é, uma repaginação com uma especial contribuição da Globo.

      A mídia internacional – BBC, The Guardian, dentre outros – já detectou isso. A visão dos outros é fundamental. E nós na pilha da mídia local. É um “bullying” constante dessa turma contra a Dilma, pois irrita a eles ela não ter encontrado nada que a desabone. O Governo deve ser manter sereno. A mídia espera que ela radicalize, mas a postura tranquila deve ser mantida.

      Agora, a esquerda mobilizadora – como um todo – deve estar com uma “dor de corno” terrível, pois estão perdendo a rua. Isso talvez traga os movimentos de volta e empolgue a militância. Mas cabe ao PT, não devemos cobrar isso dela a lidença das ruas. Ela é Presidenta. 

      ,

    • Elementar

      A audiência da Globo foi pequena ontem porque quem assiste a Globo foi passear seu inglês macarrônico na Paulista.

    • A audiência da globo desabou

      A audiência da globo desabou porque seus telespectadores estavam nas ruas, ‘protestando’, simples assim. Uma coisa ficou clara para mim: ontem tivemos idèia do poder da mídia – leia-se globo – e rede sociais. Deu para dimensionar o tamanho da mobilização.

  6. Conciliando Antas e Vacas

    “Logo, teria que vir das nossas lideranças políticas a negociação que encontrasse os espaços de convivência democrática que nos permitisse a transição de 2015.”

    A eterna “conciliação” brasileira: os safados continuam a safadeza e o povo continua pagando o pato.

    E 2016 ? 2017 ? 2018 ? novas conciliações ??? novas negociações ??? 

    Falta RESPEITO, foi perdido pela presidência… Lula, ao que parece, gostava de ser chamado de “anta” por certa revista/jornalista… dai a hoje chamar Dilma de “vaca” é só a evolução natural… Darwin explica.

    A estratégia do “empate” visto nas manifestações pode ser um bom começo para resgatar pelo menos o respeito.

  7. A globo fez sua declaração de

    A globo fez sua declaração de guerra. Não tem volta. Os filhos do “jornalista” Roberto Marinho apontaram os canhões contra o casco e os dispararam, assim como faziam os piratas antes da abordagem do navio presa para que restasse a todos apenas duas opções: vencer ou morrer. Eu entendi o recado, muita gente deve ter entendido. Espera-se que o governo também tenha entendido e que usando dos recursos legais de que dispõe derrote os bucaneiros e os lance ao mar sem salva vidas.

  8. A pelegada remunerada, os

    A pelegada remunerada, os haitianos a R$ 35,00 a cabeça e os professores, que “exigem” 75% de aumento, tingiram a paulista de vermelho!

    A Globo, que os batedores de bumbo comemoram estar perdendo audiência, consegue fazer mais de 1.000.000 sair de casa no domingo, mas não consegue fazer milhão assistir o Domingão.

    A realidade parelela e a insanidade de mãos dadas.

    Continuam sem entender o processo…

    • Elementar

      A audiência da Globo ontem foi pequena porque quem assiste a Globo foi desfilar seu inglês macarrônico na Paulista.

    • “A realidade paralela e a

      “A realidade paralela e a insanidade” Qual o resultado natural do acirramento disso? Exacerbação do radicalismo de ambos os lados, revolta, guerra civil, piora ainda maior da ecomia… faça sua análise e veja quem vai ganhar com tudo isso, quem está inflando o monstro e porque. Então reflita se vale a pena para você, pra mim, não vale.

    • Tinha menos gente que a parada gay

      São Paulo tem mais Gay que coxinhas, sendo que os primeiros são alegres eos segundos de triste figura. (melhor ganhar 35,00 que pagar 150,oo em camiseta que não serve nem para pano de chão).

  9. No impeachment do Collor foi assim?

    Bobagem ficar chamando impeachment de golpe e exigir condenação judicial. É só lembrar o que aconteceu no anterior. O Collor não foi condenado coisa nenhuma. Foi, inclusive, absolvido mais tarde. 

  10. Muit bem dito. O pig

    Muit bem dito. O pig convenceu os coxinhas de que podem derrubar a presidenta no grito. Só que é mais complicado que isso. A começar pelo fato da Dilma não estar sendo acusada no escândalo Lava a jato que é a força motriz do “mar de lama” atual. E o presidente da Camara que é quem pode abrir o processo de impeachment, está.

    Além disso, a CUT já mostrou seu poder de mobilzição, ao em pouco tempo de organização ter tingido a Paulista de vermelho . Junto com o MST, os sem teto, a UNe e outros movimentos de esquerda, podem peitar o golpe na rua.

    E aí? A Globo vai continuar programando o golpe com se fosse uma Copa do Mundo? Assumirá os riscos que podem dar em mortes? E lembre-se ela que #globogolista foi viral ainda agora. O Brasil não é a classe média de São Paulo que foi em peso ao ato golpista, embora tenha peso relevante. Uma insensatez como bem definiu o autor do post

    • Zé, quem te disse isso, vc

      Zé, quem te disse isso, vc não vi os atos do dia 13 ou tá se fazendo de bobo, no Brasil não ha recall, se foi eleito governa até o fim mesmo em crise, imagina só tirar do cargo todo e qualquer presidente que tiver problemas, por favor, aprenda a conviver na democracia

  11. As cores das manifestações

    Olhando para as cores das manifestações, uma mais vermelha e a outra mais verde e amarela, me pergunto por que um país cujo nome vem da árvore do pau da tinta vermelha e cuja finalidade era tingir o pano das roupas dos nobres europeus de vermelho, não tem a cor vermelha em sua bandeira? Será que toda a tinta vermelha era somente para a exportação e não sobrou tinta para vermelha para pintar um pedacinho de pano em nossa bandeira? A cor da brasa não era vermelha? Brasil tinha que ter vermelho já que a origem de seu nome tem a ver com vermelho em brasa. Tem coisas que não tem sentido.

  12. A luta de classe assume a sua

    A luta de classe assume a sua face mais nítida. Há um impasse claro, que não será contornado com medidas paliativas. Dilma precisa entender que, de certa forma, o novo governo dela acabou antes de começar. Mas, ungido pelas urnas, ela tem toda força moral para recomeçar tudo. Terá que ter um pouco de humildade e formar um conselho político que será maior do que ela – embora o próprio gesto de formar um conselho assim já lhe enaltece.

    Este conselho político seria composto por um leque de figuras de respeito e autoridade moral, como: Lula, Ciro Gomes, Requião, os diplomatas Samuel Pinheiro, Marco Aurélio e Celso Amorim; líderes do MST, MTST, CUT e UNE; Franklin Martins, e lideranças dos partidos aliados – PMDB, PCdoB, entre outros.

    De imediato, o governo deveria suspender as medidas de ataque ao seguro desemprego e das pensões. Isso fere somente o bolso dos de baixo. Inaceitável isso, Dilma, ainda mais tendo feito campanha falando que não ia cortar direitos dos trabalhadores. Crie um novo imposto para taxar os ricos e voltado para financiar a Educação e a Saúde e você terá multidões nas ruas te apoiando. Imagine: R$ 100 bilhões retirados dos ricos para sustentar um aumento de salário dos educadores do país de 30%, pelo menos. São quatro milhões de educadores, fora os alunos e pais de alunos que sustentariam seu governo nas ruas, Dilma, desde que haja debate político e ideológico em torno do tema.

    Uma outra medida emergencial que deveria ser tomada: transporte coletivo gratuito para idosos, estudantes, desempregados e beneficiários do Bolsa Família. Você terá um milhão de pessoas na ruas protestando, principalmente em SP, mas vai ter 20 milhões nas praças e ruas de todo o Brasil sustentando o seu governo, Dilma.

    Uma outra medida: detornar a Rede Globo. Corte imediato de qualquer verba publicitária para a mídia golpista. Pode até chamar a Record para uma conversa mais franca, para que escolha de que lado ela quer ficar – no caso, o bispo Macedo. Ele pode escolher: do lado da Globo, que vai cassar a sua TV assim que derem o golpe, ou do lado do governo federal, que vai manter as verbas publicitárias.

    Além disso, o governo precisa partir pra cima da elite. Colocar a Polícia Federal para investigar os casos que a mídia e a justiça esconderam do povo brasileiro: Banestado, privataria tucana, sonegação da Globo, mensalão mineiro, Lista de Furnas, Trensalão. E retirar a PF dessa operação Golpe Rápdio, também conhecida como Lava Jato. Para isso, Dilma, você precisa colocar outro ministro na pasta da Justiça. O Zé Cardozo não aguenta o tranco, como diz PHA.

    Enfim, com essas e outras medidas – casas populares para os mais pobres, mais investimento na saúde pública e na educação, etc., além de uma reforma política que acabe com o financiamento privado das eleições – , o governo deve chamar os movimentos sociais, as centrais sindicais, os sindicatos, os estudantes, para participar do conselho político de governo e convocar a população para as ruas toda vez que se fizer necessário. Se a direita colocar um milhão de mauricinhos e patricinhas, nós temos a obrigação de colocar 5 ou 10 milhões – desde que o governo dê uma guinada na sua política.

    Faltou mídia? Enquanto não se constrói emergencialmente uma rede nacional de rádios e TVs, convoque a rede de rádio e TV da mídia golpista, diariamente, se necessário, já serão muitos os projetos a anunciar para a população. Coloque o conselho político para conversar com população. Crie um portal na Internet e grave diariamente novos vídeos, e textos, e fotos, e entrevistas, e novidades em favor da população.

    E se faltar dinheiro, Dilma, lembre-se que nós temos três fontes: as reservas internacionais (20% já daria); os cofres do BNDES e da CEF; e as fortunas dos Marinhos e outros, que não podem deixar de devolver ao Brasil tudo o que eles tiraram nos últimos 50 anos, pelo menos.

  13. O autor esqueceu a Lei de

    O autor esqueceu a Lei de Responsabilidade Fiscal, desrespeitada no primeiro mandato de Dilma,  que foi atropelada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, mudança que ainda não teve sua constitucionalidade julgada no STF. 

    O autor também esqueceu a legislação eleitoral e as consequências das doações ilegais travestidas de legais (segundo delações premiadas) ao partido que supostamente financiaram a campanha de Dilma (lembrando que a ação do PSDB que questionava a expedição de mandato de Dilma está sujeita à rescisória no TSE em caso de fato novo).

    Ambos são factíveis, previstos em lei e muito distantes de um golpe. 

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