Wilson Cano: país está sem rumo e sem projeto nacional

Enviado por João Sabóia Jr.

Importante entrevista com Wilson Cano
 
Professor com graduação em Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1962) e doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (1975). Atualmente é prof. titular da Universidade Estadual de Campinas, membro vitalício do conselho curador da Fundação Economia de Campinas e consultor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Desenvolvimento Econômico, Economia Brasileira, Economia Latino-americana e Economia Regional.

Do Valor Econômico

Para economista, país está sem rumo e falta um projeto nacional

Por Vanessa Jurgenfeld | De Campinas

Estudioso das questões do desenvolvimento econômico há décadas, Wilson Cano, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diz que o Brasil está sem rumo e falta um projeto nacional de desenvolvimento.

Para o economista, um dos grandes problemas é a perda do controle sobre os instrumentos de política macroeconômica depois das reformas neoliberais dos anos 1980-1990 e as “amarras” com a Organização Mundial do Comércio (OMC). Diz que sem o controle desses instrumentos, cedendo às pressões do organismo internacional e do capital financeiro, é impossível fazer uma política industrial efetiva, reanimar a indústria e o próprio crescimento do país. A seguir, trechos da entrevista:

Valor: Como o sr. analisa o baixo crescimento da economia brasileira nos últimos anos?

Wilson Cano: Nós tivemos um curso da nossa história que foi truncado em 1970 com a crise da dívida. De lá para cá, as diferenças são que, nos anos 80, o PIB cresceu a 1% ou menos, nos 90 cresceu a 2%, depois a 2,5%, depois, entre 2003 e 2009, graças ao boom de commodities da China, crescemos a 4,5%, 5%.

Agora, se você tirar a média histórica de 80 para cá, é simplesmente deprimente. E parte da crise social não está pior porque a taxa de crescimento demográfico baixou muito. A demografia nos livrou de problemas bastante sérios que teríamos que enfrentar agora. Então, nossa crise é estrutural e de 30 anos, vem dos anos 80, trazendo efeitos cumulativos.

Valor: Quais efeitos cumulativos?

Cano: Os erros da ditadura militar, que geraram a crise do endividamento, e depois os erros crassos da adoção de uma política neoliberal, que foram e são calamitosos.

Valor: A quais erros da política neoliberal o sr. se refere?

Cano: Os erros advindos do neoliberalismo são as reformas do Consenso de Washington — desregulamentação financeira, abertura comercial, as reformas da relação capital-trabalho, reforma da previdência social, privatização e encolhimento do aparelho do Estado. Essas coisas, que motivaram palmas e elogios na mídia durante muito tempo a muitos empresários, cobram um preço muito pesado para o futuro.

Nos livramos das estatais e nos livramos também da possibilidade de atuar diretamente no comando da política econômica de vários setores-chave. Se hoje estamos com problemas de logística, de comunicações, de energia, em parte se deve a isso. Simplesmente se entregou a coisa ao setor privado, achando que ele iria resolver os problemas. O setor privado se move com uma perspectiva de uma taxa de lucro. Quando essa taxa estremece, ele recua. Além disso, infraestrutura exige pesado financiamento de longo prazo, portanto, imobilização de recursos por muito tempo.

É muito complexo deixar exclusivamente na mão do setor privado. E foi muito pior, porque foi uma privatização de fato e de direito. Aquilo que estava afeto a ministérios, controlar telecomunicações, eletricidade, navios, virou todo um arremedo de controle público que são as agências, como Anatel e Aneel. Aquilo é um conjunto de pessoas que vieram do setor privado e que não são o Estado. É um ente híbrido e que, portanto, não pode fazer uma administração pública desses setores. Então, o Estado foi desmantelado.

Valor: E isso gerou impacto nas políticas de desenvolvimento?

Cano: O Ministério do Planejamento hoje se converte em um ministério de contabilidade pública. Não é um ministério que usa orçamento público como instrumento de política de desenvolvimento. Você não tem uma estratégia de planejamento. Então, crescemos pouco, porque nos amarramos não só a essas reformas [neoliberais], mas também nos amarramos com a OMC.

Valor: Em que sentido “nos amarramos” com a OMC?

Cano: A abertura comercial, além de reduzir as tarifas violentamente e eliminar um monte de entraves às importações, escancarou o parque produtivo nacional à competição internacional. Essas falas — ‘vamos elevar a produtividade’, ‘vamos introjetar ciência e tecnologia’ –, eu ouço desde pequenininho, como se tecnologia fosse uma maria-mole que você compra na venda da esquina e dá para criança. Isso passa por decisões de empresários e por questões que não são fáceis de ser administradas.

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Valor: Alguns economistas defendem que é preciso melhorar a produtividade do capital e do trabalho para o país avançar mais…

Cano: O empresário introjeta tecnologia e ciência quando tem expectativa de retorno. Se você está destruindo a sua indústria, encolhendo cadeias produtivas, importando as coisas mais complexas e mais caras e deixando a coisa mais fácil e simples para se fazer aqui, que ciência e tecnologia vai embutir aqui? O pior é que, como você não tem rumo, não há um projeto nacional, não sabe o que fazer também com o sistema educacional.

Aí inventa educação sem fronteiras e está uma festa. Estão mandando aluno para tudo que é lado no mundo, como se o cara fosse aprender algo muito inteligente no interior de Portugal, que é um submisso na União Europeia. Estamos fazendo essas barbaridades.

Valor: Há economistas e empresários que dizem que houve nos últimos anos aumento do Estado na economia e isso seria um dos principais problemas…

Cano: É o contrário. O Estado se retirou da economia. Era responsável por cerca de 50% da Formação Bruta de Capital Fixo do país. Hoje, não responde nem por 20%. O investimento público federal foi ao chão, e o dos Estados e municípios está rastejando. A presidente Dilma Rousseff ainda elevou o investimento público federal, mas muito pouco. E ela não consegue mudar isso.

Antes você tinha um orçamento público federal e havia uma fatia que você podia dedicar ao investimento público, ao financiamento público das estatais, ou o que quer que fosse. Agora entraram aí juros, que consomem 40% da receita federal líquida, consomem cerca de 5% do PIB. Isso era a participação do Estado na taxa de inversão. Então, a nossa taxa de investimento não pode subir. E não há economia que cresça de forma sustentada e elevada, se a sua taxa de investimento não sobe.

Valor: Qual a profundidade do problema da competitividade da indústria brasileira?

Cano: O que fizeram Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul? Eles transferiram à China boa parte da sua capacidade de produção industrial pelos salários mais baixos e condições da economia muito melhores. Lá eles poderiam realmente ter uma competitividade avaliada em moeda e inundaram o mundo com manufaturas da China, desde as simples até as de maior complexidade.

É um mito pensar que poderíamos enfrentar China, Japão, Coreia. Simplesmente porque, ao escancarar essas condições externas [abertura, entrada na OMC], você acabou com um instrumento poderoso que o Estado tinha, que era o de fazer controle do comércio exterior, de tentar proteger determinados segmentos da produção nacional. Você não pode mais fazer isso.

Valor: Por causa da OMC?

Cano: A OMC não deixa. Ela só te permite fazer alguma restrição diante de uma crise grave de balanço de pagamentos e durante certo tempo. Já estão exigindo do Brasil que acabe com a tarifa de 30% dos automóveis. E tem um outro lado ainda mais cruel, que é a exacerbação do sistema financeiro internacional.

Com a longa crise que vem dos anos 70, arrefeceram-se os níveis de produção, o crescimento desacelerou no mundo, e o capital, que antes tinha ovos produtivos e os colocava num ninho para gerar mais produção, diminuiu esses ovos na produção e passou a colocá-los no ninho financeiro. O capital foi deixando de ser basicamente produtivo para se converter cada vez mais em capital financeiro. E o que sucedeu com os empresários que receberam uma cacetada diante da abertura? Reduziram níveis de produção e colocaram mais ovos na cesta financeira.

De lá para cá, uma fatia crescente da massa de lucro das empresas não é fruto de produção, mas de aplicações no sistema financeiro. Hoje, há empresários ganhando mais dinheiro no sistema financeiro do que produzindo sapatos, salsichas ou lingotes de ferro. Quando se eleva a Selic, chiam porque pagarão financiamento mais caro, mas riem de felicidade, porque a aplicação financeira dará lucro maior do que se fizessem sapatos.

Valor: É uma contradição?

Cano: É uma contradição que se refletirá no sistema de tomada de decisões nacional. O poder não vai ter mais uma frente empresarial, como nos anos 1970, que dava sustentação ao avanço da industrialização.

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Valor: Outros países, como Estados Unidos, parecem mais preocupados com uma reindustrialização, após perder indústrias para Ásia….

Cano: Eles perderam em termos. A desindustrialização no Hemisfério Norte tem caráter distinto da desindustrialização aqui. As duas diminuíram a proporção da indústria de transformação no PIB, só que a do Brasil diminuiu de maneira precoce, porque não fez crescer o que deveria crescer. Aquela diminuiu porque os serviços cresceram muito, talvez tenham perdido um pouco de indústria. Mas as empresas americanas estão na China e mandando lucro aos EUA.

Essa perda é bem relativa, diferente da nossa. Nós perdemos mesmo, porque não temos estratégia nenhuma. E isso não é uma debilidade do governo Dilma, Lula ou FHC. Mas é que, com adoção dessas políticas macro, você não tem direito de formular nenhum programa nacional de desenvolvimento.

Valor: Quais as principais consequências em não se ter um projeto nacional de desenvolvimento?

Cano: Sem isso, não há rumo, porque as decisões passam a ser tomadas porque o mercado financeiro gritou, porque a bolsa caiu, o dólar subiu, enfim, você volta a viver as pressões diárias do tal do mercado financeiro, que é quem no fundo faz as pressões na política econômica que nos restou, que é elevar os juros e aumentar o superávit primário para poder pagar juros a ele.

Valor: Alguns economistas dizem que há recuperação da indústria brasileira nos dados do início deste ano. Como o sr. analisa isso?

Cano: A indústria não se recuperou coisa nenhuma. Isso é produto de determinadas flutuações estatísticas. Houve erro de política industrial, mas o crucial é o modelo de crescimento e de política econômica que encarnamos em 1990 e não mudamos. E é por isso que a oposição é fajuta. Para ser oposição, teria que poder criticar. Mas não pode, porque foi ela que inaugurou esse modelo de política de juros altos, câmbio valorizado e superávit primário.

Valor: O sr. acredita que o modelo macro vai seguir sendo o atual?

Cano: Acho que sim, só que certas coisas têm limites. Em economia, nada é eterno, nada é contínuo. Por exemplo, cuidado com as contas do setor externo, porque [alguns dizem que] a vulnerabilidade do país baixou consideravelmente, porque exportamos commodities e acumulamos US$ 370 bilhões de reservas. Mas eu digo: alto lá, cavalheiro.

Essas reservas são fruto de quê? Um país acumula reservas por três razões: porque tem superávits comerciais, por receber notáveis fluxos de investimentos externos produtivos e por ter recebido capitais de empréstimo, ou mesmo especulativos, em quantidade apreciável, que o ajudaram a fazer caixa. E esse [último] é o nosso caso. Nosso saldo comercial já foi para o brejo. Estamos com déficit. E o déficit da conta de serviços e de rendas supera nos últimos 15 anos largamente os superávits comerciais.

O país vem tapando buraco à custa de investimentos diretos, que não cresceram como eram no passado, mas principalmente com investimentos financeiros, como derivativos, dívida pública. Nossas reservas não têm um lado real da economia. Estão calçadas em capital temporário, de alto risco. Se vier realmente uma ventania forte, que é algo que está na agenda de vários autores, essas reservas não sustentarão o equilíbrio do país, corremos o risco de enfrentar crise severa.

Valor: Qual deveria ser o modelo para reanimar a indústria?

Cano: Aí é que está o problema. O governo vestiu uma camisa de força. Você tem seus músculos, seu cérebro, mas numa camisa de força você não consegue se mover. Se você não pode mover os instrumentos do juro, do câmbio, do crédito e das contas públicas, está amarrado. Esses instrumentos são fortemente interdependentes nesse jogo político internacional que entramos.

Você está com um avião e não consegue fazer voo alto. Não adianta, como fazem alguns economistas, dizer que precisamos de política industrial mais inteligente. É impossível. Você pode desenhar a política industrial que quiser, mas política industrial precisa de juros, de câmbio, de financiamento, de um grau de protecionismo à indústria nascente para introjeção de alta tecnologia. E você cedeu todos esses instrumentos ao admitir seu ingresso na OMC e fazer as reformas neoliberais.

A possibilidade de mudança é mínima. Pode fazer política de desenvolvimento agrícola com recursos do Banco do Brasil. Faz uma estradinha, dá uma ‘garibada’ no porto, mas fazer uma fábrica de chip, avançar na petroquímica, na química fina, aí você não vai.

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Valor: Por que esses setores especificamente seriam importantes?

Cano: Fábrica de chip foi uma coisa estratégica para quem quisesse enveredar no ramo da microeletrônica. Você não tem o comando, o nervo da criação tecnológica na microeletrônica, se não fabrica chip. Aí tem que comprá-lo da Coreia, da China… Mas posso dar outros exemplos. O déficit de exportações na indústria química é severo, complexo.

Ficaram fazendo bobagens com a Petrobras, de comprar refinaria em vários países, fazendo coisas do arco da velha, e não cuidaram como deveriam da petroquímica e da Petrobras aqui dentro. Agora, ela paga caro, toma grandes empréstimos lá fora e estamos com problema no abastecimento de derivados de petróleo, uma política em parte equivocada. E vamos afundar o setor de etanol, com essa política de preços de combustíveis.

Valor: O governo tentou enfrentar a pouca competitividade industrial com subsídios, por exemplo.

Cano: São paliativos usados muito mais na hora que a onça vai beber água. Na crise do ‘subprime’, que ia bater aqui, eles correram e deram estímulos, mas que têm limites estreitos. A OMC não aceita isso em caráter permanente.

Valor: O resultado do PIB de 2013 mostrou avanço da taxa de investimento. Há uma mudança?

Cano: Mesmo nos anos melhores, o investimento não atingiu nem 20% do PIB. Tivemos 25% nos anos 70. E há também uma diferença qualitativa.

Economistas pecam porque olham a taxa de investimento e não a sua estrutura. Nos anos 70, a parte alocada na indústria de transformação era substancial. Hoje, não. E isso se reflete também na estrutura do investimento direto externo, que vem muito mais para serviços, agrobusiness, mineração e pouco à indústria.

Valor: Há economistas que defendem criação de grandes grupos nacionais como forma de melhorar a competitividade. O que o sr. acha?

Cano: Essa ideia foi fruto de um fato que ocorreu no capitalismo. Quem mostrou realmente capacidade de engendrar gigantes foram os americanos. Os alemães já tinham noção disso com as políticas de cartelização no século XIX, tinham corporações fortes; aí os japoneses copiaram isso, os coreanos também; e a China, que tinha as suas estatais. Mas eles possuem muito mais do que apenas grandes empresas.

Têm moeda conversível internacionalmente, reservas, controle sobre o câmbio, sobre os juros. Nós não temos. Que grande empresa internacional você vai fornecer, se não tem moeda, se não há controle sobre a política macroeconômica? É até apostar demais que aquele grupo privado beneficiado por financiamento público é tão schumpeteriano que vai ter sucesso internacional descomunal para virar grande grupo. Não creio nisso. Várias apostas já foram feitas de maneira errada. Esse Eike [Batista]…Há anos que chamo a atenção de meus alunos de que ele é o “Farquhar” brasileiro.

Valor: Farquhar?

Cano: Teve um financista americano hábil no início do século XX, chamado Percival Farquhar, que montava castelos de cartas. Um dia alguém puxou uma cartinha…

É evidente que isso é um fenômeno especulativo. Nós embarcamos nessa canoa. E o BNDES não tem que ficar nisso.

Valor: Qual seria a saída?

Cano: Pode ser que se consiga diante de certas circunstâncias internacionais montar uma saída de médio a longo prazo, cuidadosa, gradual, para que se possa administrar os inevitáveis confrontos externos e internos. Se vou mexer nos juros, desvalorizar o câmbio e até subir um pouco a inflação, posso ter chiadeira nacional e o sistema financeiro sairá de armas na rua.

Tenho que administrar isso, a indústria, o agronegócio. Qualquer peça que se mexa neste tabuleiro afeta interesses cristalizados. Se quiser aumentar proteção à indústria nacional, vai vir a OMC e dizer não. Então, chegará um momento em que você vai ter que dizer não à OMC. É uma briga feia e complicada. Quem sabe haveria com isso possibilidade de realmente se montar uma integração latino-americana. Não que isso resolva a magnitude dos problemas que temos. Mas seria um contraponto interessante.

 

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10 comentários

  1. Excelente. De tirar o fôlego.

    Demonstra a situação difícil que o país passa e afirma que é fruto de amarras feitas nos governos militares e no de FHC.

    Afirma que os últimos governos continuaram submissos à política neoliberal de FHC e da dependência externa criada nos governos militares..

    Pontua as armadilhas deixadas e as fortes pressões do “mercado” com o apoio da mídia com suas pressões tendenciosas para manietar o governo.

    Poucos comentaristas aqui no blog tem esta visão e veem afirmando que se não se fizer reformas estruturais o governo terminará por cair.

    O governo tem que peitar. O que se poderia fazer contra os princípios neoliberais se comendo pelas beiradas, como afirmava Lula, já foi feito, se esgotou.

     

  2. Sopa de problemas

    João Sabóia,

    Wilson Cano mandou opinião para todos os lados.

    Entendo que ele acerta na mosca, em relação às amarras da OMC, uma vez que o país não faz parte do time que tem capacidade de poder naquela entidade internacional, uma debilidade que, como ele acentua, exigiria um enfrentamento impossível de ser bancado pelo patropi – se lá se vão anos de uma única vitória,sobre os USA em relação ao algodão e até agora nada, o que dirá assumir uma posição bem mais ampla para defender o interesse nacional.

    Em minha opinião, somente os países com armamento nuclear conseguirão manter poder de fogo para estes tipos de questão, o que não é e nunca será, graças à colossal estupidez  de FHC, o caso do brasilsil. 

    Quanto às privatizações /piratarias, não adianta ficar teorizando em cima delas, pois não há o que fazer, e quanto à dependência que existe em função da destregulação do mercado financeiro internacional, resta ao governo federal e BC administrar diariamente os interesses nacionais.

    Quanto à criação de grandes grupos empresariais nacionais, exisem alguns e podem vir a existir muitos mais, desde que muitas das grandes empresas mudem o atual objetivo, assalto permanente aos cofres públicos.

    Quando alguém tem cara de pau prá dizer que o preço do quilômetro de uma rodovia a R$10 milhões é preço baixo ( esta reclamação partiu de uma gigantesca associação), este alguém não passa de um assaltante de colarinho branco, e quando se olha pro lado, em direção às grandes instituições financeiras, levanta os braços porque o ataque é certo. 

    Administrar gatunos de grande porte e dos mais diferentes matizes não deve ser fácil.

  3. no trecho final o cara se revela….

    olha só…

     

    “Valor: Qual seria a saída?

    Cano: Pode ser que se consiga diante de certas circunstâncias internacionais montar uma saída de médio a longo prazo, cuidadosa, gradual, para que se possa administrar os inevitáveis confrontos externos e internos. Se vou mexer nos juros, desvalorizar o câmbio e até subir um pouco a inflação, posso ter chiadeira nacional e o sistema financeiro sairá de armas na rua.

    Tenho que administrar isso, a indústria, o agronegócio. Qualquer peça que se mexa neste tabuleiro afeta interesses cristalizados. Se quiser aumentar proteção à indústria nacional, vai vir a OMC e dizer não. Então, chegará um momento em que você vai ter que dizer não à OMC. É uma briga feia e complicada. Quem sabe haveria com isso possibilidade de realmente se montar uma integração latino-americana. Não que isso resolva a magnitude dos problemas que temos. Mas seria um contraponto interessante.”

     … todos esses “especialistas” olham e definem como deverá ser conduzida a administração de fora pra dentro….  ou seja,  pensam como o sistema financeiro internacional e a OMC pensa.  Querem que o Brasil seja administrado pelos parâmetros de uma comunidade rentista internacional, ….  no comércio internacional, para eles, … o Brasil tem de “saber o seu lugar”… crescer,… adquirir tecnologia de ponta e ser um jogador que determina regras no mercado, …  nem pensar!

     

    … complexo de vira-lata, … só isso!

     

  4. A lei de informática esta ai

    A lei de informática esta ai para provar que o economista  esta errado.

    A pior coisa que o governo pode fazer é agir da mesma forma e esperar resultados diferentes.

    Qualquer um que use o termo neoliberalismo em um texto já pode saber que é furada, vai repetir o mesmo mantra que levou e leva o nosso país para subdesenvolvimento eterno.

  5. O que precisamos é de mais Estado? Tá de brincadeira

    Teoria conspiradora misturada com esquerdismo dos anos 50. O que falta aqui é educação e menos burocracia. Na Alemanha existe curso técnico até para consertar bicicleta e, pasmem, ouvi dizer de uma colega que p ser manicure também. Cadê o sistema “S”, um aspirador de recursos que não treina o trabalhador como deveria? Pergunta se a Alemanha tem medo da China. Os EUA, que em termos educacionais e de treinamento de mão de obra não é lá essas coisas, toma ferro da China o tempo todo. Não conseguimos competir com a Coreia e com a China por isso. Quanto ao Estado regular a atividade privada, concordo. Mas quem quer fazer tudo, faz tudo meia bomba. O ótimo é inimigo do bom. As pessoas falam que Estado que cuida apenas de educação, saúde e justiça é Estado mínimo. Pergunto a vocês, como estão a educação, a saúde e a justiça no Brasil?

    • Estado de verdade vs estado

      Estado de verdade vs estado brasileiro

      O que precisamos é de mais estado? Ou de menos? O que precisamos é de um Estado com pulso e rédeas firmes. A educação, a justiça e tudo o mais que é gerido pelo “estado ” brasileiro não são fracas por serem geridas por um “estado”, mas sim por serem geridas pela filosofia da rédea solta.

      A educação a saúde e a justiça no Brasil estão débeis por que quem legisla não é um poder central e forte, mas um congresso comprometido com os grupos que os elegeram. A educação brasileira foi classificada como a penúltima do mundo em qualidade, pois o estado “engessou” a autoridade do professor em sala de aula. A lei de estágio no Brasil é complicadíssima ( e faltam profissionais no mercado) para impedir que novos profissionais se formem e venham a fazer concorrência com os que estão aí, ou com as empresas que estão aí (uma das causas da inflação também). Um corporativismo atrás do outro, engessando o país. E por aí vai. Agora  querer acreditar que se fosse iniciativa privada não existiriam os mesmos grupos que interferem na gerencia do estado seria muita ingenuidade.

      Quanto a Alemanha ter medo da China, me desculpe, mas não entendi, pois a Alemanha cresceu algo em torno de 0% ano passado e a China tem crescido a uma média de 7,5%.

      Os EUA tomam ferro da China o tempo todo e estão contentes? Na verdade as empresas que estão operando na China são multinacionais Americanas, o que não justifica o “tomar ferro”. mesmo tirando empregos dos americanos eles enviam remessas de lucros para os EUA.

  6. Marcio Pochmann (Da Unicamp) como ministro da fazenda urgente:

    Com os juros nas alturas, o BNDES virou o financiador do agronegócio, empreiteiras e multinacionais (que poderiam muito bem pegar emprestado aos grandes bancos privados).

    O BNDES deveria financiar projetos nacionais (um automóvel 100% produzido no Brasil, produzir localmente equipamentos usados na fabricação dos computadores, etc).

    Apesar do baixo desemprego e aumento da renda média dos trabalhadores, o governo do PT tem uma política de desenvolvimento pior que a dos governo: Getúlio, Juscelino, Jango e Geisel.

  7. Brilhante. Assino em baixo de

    Brilhante. Assino em baixo de tudo o que disse.

    Baixar os juros aceitar um pouco de inflação (que virá mais dia menos dia) e deixar o câmbio se desvalorizar até onde der.

    Sempre acreditei que esta seria a solução. Mas infelizmente precisaria de alguém com muito pulso para fazer isto, alguém como o Lula (ele seguiu esta cartilha).

    A Dilma no momento faz exatamente o contrário, tem  empurrado com a barriga até onde der, e só não perde popularidade porque concorre sozinha, todos os outros candidatos não se atrevem a assumir a agenda anti juros em público.

     

  8. Wilson Cano critica os que há 30 anos não são independentes

     

    João Sabóia Jr.,

    Houve um bom desdobramento desta entrevista de Wilson Cano a partir de comentário de Chico Pedro Junto ao post “Delfim acredita que Dilma será reeleita” de quinta-feira, 10/04/2014 às 11:10, aqui no blog de Luis Nassif contendo a transcrição de matéria de Mario Sergio Conti no jornal “O Globo” intitulada “Vai dar Dilma, diz Delfim” e que foi transformada no post por sugestão de Mário de Oliveira. A matéria de Mario Sergio Conti não tem nada de importante. Há um pouco de fofoca e a previsão de Antonio Delfim Netto segundo Mario Sergio Conti de que Dilma vai ser reeleita. Lá Mario Sergio Conti diz que Antonio Delfim Netto não erra nas previsões dele. É afirmação grandiloquente, mas sem confirmação prática. O endereço do post “Delfim acredita que Dilma será reeleita” é:

    http://jornalggn.com.br/noticia/delfim-acredita-que-dilma-sera-reeleita

    Como eu disse não vi nada de importante no post “Delfim acredita que Dilma será reeleita”. E talvez fosse lá apenas para deixar um outro link de artigo, entrevista, post ou matéria de jornal que eu considerava que tratava do mesmo tema ou que dizia respeito a Antonio Delfim Netto e, quando comparados com as declarações dele a Mario Sergio Conti, consistiam de artigos, posts, entrevistas ou matéria de jornal muito mais relevantes.

    Bem, houve, entretanto, um comentário que chamou-me mais atenção. Trata-se do comentário de Chico Pedro, enviado quinta-feira, 10/04/2014 às 12:20. No comentário Chico Pedro diz que Antonio Delfim Netto é caduco, faz cálculos medíocres e não enxerga um passo além do umbigo. E nas palavras de Chico Pedro, ele assim complementa finalizando o comentário dele?

    “Meu conselho é o Wilson Cano no Valor. Goleia esse aí de muito”.

    Gosto muito do Wilson Cano, ou seja, identifico muito com a ideologia dele e sei que ele não carrega o desfavor de ter apoiado o golpe de 1964 e no golpe se apoiar, mas não vejo razões teóricas ou práticas para considerar que ele dá de goleada em Antonio Delfim Netto, de quem evidentemente divirjo ideologicamente.

    Esta entrevista de Wilson Cano no Valor Econômico é muito boa, e eu não havia dado muita atenção a ela quando a vi na quarta-feira, 09/04/2014, quando foi publicada. Depois ao ler o comentário de Chico Pedro e saber que Chico Pedro tem uma visão muito idílica do planejamento e, em razão disso, em minha avaliação, ter ficado entusiasmado com o título dado pelo Valor Econômico à entrevista e como eu considerava que Wilson Cano não avalia bem as condições políticas para a viabilização das idéias dele, eu fui ler a entrevista dele para assim mais bem embasar um comentário que eu pretendia enviar para Chico Pedro. Depois de ler a entrevista enviei quinta-feira, 10/04/2014 às 21, um comentário para ele e que penso ser pertinente transcrevê-lo aqui, embora haja repetição do que eu já disse acima, mas haverá a vantagem de eu poder consertar alguns trechos menos claros ou com algum equívoco de redação. Disse eu lá para Chico Pedro:

    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

    “Chico Pedro (quinta-feira, 10/04/2014 às 12:20),

    Gosto do Wilson Cano, dos estudos dele comparando o Brasil com a Coreia do Sul, e outros trabalhos semelhantes, mas não cheguei a ler a entrevista de Wilson Cano no jornal Valor Econômico. A entrevista foi reproduzida na íntegra no blog de Luis Carlos Azenha “Viomundo” e pode ser vista no seguinte endereço:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/wilson-cano-economia-brasileira-sente-os-efeitos-do-desmonte-neoliberal.html

    O título que a reprodução da entrevista de Wilson Cano ao jornal Valor Econômico ficou bem distinto [do título que a entrevista ganhou no post] no Blog Viomundo. Lá no Viomundo o título é “Wilson Cano: Economia brasileira sente os efeitos do desmonte neoliberal”. O título no jornal Valor Econômico era “Para economista, país está sem rumo e falta um projeto nacional”.

    Ontem o jornal Valor Econômico estava empesteado e não se devia dar muita relevância aos títulos que o jornal arrumou. Ao ver o título do jornal Valor Econômico pensei o Wilson Cano ia ficar restrito a questão da falta de planejamento econômico no Brasil e a entrevista não ia ser muito produtiva, porque se tratava apenas de uma idealização. Assim fiquei desestimulado a ler a entrevista. Ainda assim li a resposta a primeira pergunta com a qual concordei e li também a resposta a segunda pergunta e que transcrevo a seguir:

    “Os erros da ditadura militar, que geraram a crise do endividamento, e depois os erros crassos da adoção de uma política neoliberal, que foram e são calamitosos”.

    Não havia porque não concordar e bater palmas. Então vi que no fundo ele ia dizer o que eu penso. É claro que como sou leigo, ele iria dizer de um modo um pouco mais técnico. E, de certo modo, não tive interesse de ler até o fim a entrevista.

    O seu comentário aqui neste post “Delfim acredita que Dilma será reeleita” de quinta-feira, 10/04/2014 às 11:10, originado de sugestão de Mário de Oliveira para a matéria de Mario Sergio Conti no Globo intitulada “Vai dar Dilma, diz Delfim”, ao fazer a crítica a Antonio Delfim Netto e ao elogiar o Wilson Cano deu-me a sensação de que você se deixara enganar pelo título do Valor Econômico. Como eu não havia lido a entrevista fui lá conferir. Lendo a entrevista por inteiro não tenho dúvida, o título do jornal Valor Econômico enganou você.

    Resumindo, o que o Wilson Cano diz é que a famosa herança maldita, que eu reverbero aqui desde longa data e posso resumir nas seguintes amarras: Regime de Metas de Inflação, Câmbio Flutuante, Livre Fluxo de Divisas, Liberação do Comércio Exterior, não deixa o Brasil ter rumo. O que se depreende é que Wilson Cano gostaria que nós tivéssemos uma economia planejada como a Chinesa. E para quem gosta de Wilson Cano como eu, há que entender que esta é uma crítica no plano teórico. No plano prático não há como um governo não hegemônico conseguir dar o rumo que Wilson Cano deseja que se dê à economia brasileira. E ainda que o governo fosse hegemônico, em uma democracia, esta opção pelo modelo chinês, parece-me totalmente inviável.

    Quanto a Antonio Delfim Netto, creio que vale deixar alguns links aqui. O primeiro é para a matéria do Jornal GGN saída em forma de post e intitulado “Delfim Netto critica estatal do Pré-Sal e diz que não “quebrou” o país nos anos 70” de segunda-feira, 07/10/2013 às 11:55. O endereço do post “Delfim Netto critica estatal do Pré-Sal e diz que não “quebrou” o país nos anos 70” é:

    http://72.55.165.238/noticia/delfim-netto-critica-estatal-do-pre-sal-e-diz-que-nao-%E2%80%9Cquebrou%E2%80%9D-o-pais-nos-anos-70

    Recomendo esta matéria porque ele guarda relação com a entrevista recente que Antonio Delfim Netto concedeu a Erica Fraga e Ricardo Balthazar do jornal Folha de S. Paulo intitulada “Quem quebrou o Brasil foi o Geisel, afirma Delfim” e que foi reproduzida no post “Para Delfim, resistência de Geisel levou economia à falência nos anos 70” de sábado, 05/04/2014 às 12:59, aqui no blog de Luis Nassif e originado de sugestão de Gilberto Cruvinel. O endereço do post “Para Delfim, resistência de Geisel levou economia à falência nos anos 70” é:

    http://jornalggn.com.br/noticia/para-delfim-resistencia-de-geisel-levou-economia-a-falencia-nos-anos-70

    E recomendo o texto do post “Delfim Netto critica estatal do Pré-Sal e diz que não “quebrou” o país nos anos 70”, porque nela há dois links vinculados a discussão sobre Antonio Delfim Netto. Primeiro há o link para uma entrevista de Antonio Delfim Netto dada ao jornal “O Globo”. A entrevista intitulada “‘Estatal Pré-sal S/A vai ser um encosto’, diz Delfim Netto” pode ser vista no seguinte endereço:

    http://oglobo.globo.com/economia/estatal-pre-sal-sa-vai-ser-um-encosto-diz-delfim-netto-10267713#http://oglobo.globo.com/ajax/comentario/buscar/10267713/2.json

    Além do link para a entrevista completa de Antonio Delfim Netto no jornal O Globo intitulada “‘Estatal Pré-sal S/A vai ser um encosto’, diz Delfim Netto”, há também um link para o post “O pecado que Delfim Netto nunca conseguirá expiar” de terça-feira, 08/10/2013 às 00:24. O endereço do post “O pecado que Delfim Netto nunca conseguirá expiar” é:

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-pecado-que-delfim-netto-nunca-conseguira-expiar

    Deixei os dois links porque o post “O pecado que Delfim Netto nunca conseguirá expiar” da lavra de Luis Nassif foi de boa qualidade ainda que em minha opinião o post merecesse algumas críticas. E também porque a análise de Luis Nassif fez-se um pouco diferente da que ele expressou recentemente no post “O jeitinho nos anos eleitorais” de quinta-feira, 03/04/2014 às 06:00, aqui no blog de Luis Nassif. O post “O jeitinho nos anos eleitorais” pode ser visto no seguinte endereço:

    http://jornalggn.com.br/noticia/o-jeitinho-nos-anos-eleitorais

    Fiz todas essas reminiscências para mais bem contextualizar Antonio Delfim Netto. Aliás, indiquei tanto o post “Para Delfim, a resistência de Geisel levou a economia à falência na década de 70”, como o post  “O pecado que Delfim Netto nunca conseguirá expiar” porque nele exponho com mais detalhamento como eu considero Antonio Delfim Netto. Penso que quem for analisar Antonio Delfim Netto não pode e não deve esquecer os anos que ele serviu com orgulho (ou com cinismo como dizem outros) à ditadura. Só que em minha opinião, e que se ressalve que é opinião de leigo, ter o Antonio Delfim Netto como morto não ajuda a compreender o Brasil nem favorece a se fazer as boas escolhas para o futuro do país.

    E deixo ainda mais um link. Trata-se do post “O Brasil policêntrico” de sexta-feira, 04/11/2011 às 10:31, aqui no blog de Luis Nassif com uma matéria intitulada “País não tem plano para superar desequilíbrios” de Lilian Milena, no Brasilianas.org da Agência Dinheiro Vivo em que se reporta sobre a fala do então reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Célio Campolina Diniz, especialista em desenvolvimento regional e que fora convidado a falar no 16º Fórum de Debates Brasilianas.org. O endereço do post “O Brasil policêntrico” é:

    http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-brasil-policentrico

    Fiz a chamada para este post “O Brasil policêntrico” porque é um post fácil de se achar e nele há um comentário seu enviado sexta-feira, 04/11/2011 às 11:02, em que se vê a razão para você ter gostado tanto da entrevista de Wilson Cano ao jornal Valor Econômico com o título “Para economista, país está sem rumo e falta um projeto nacional” (Talvez você não tivesse gostado tanto da entrevista se ela tivesse o título dado por Luiz Carlos Azenha).

    Bom eu não me surpreenderia se Wilson Cano, assim como fez Célio Campolina Diniz, viesse a prestar serviço ao governo de Dilma Rousseff. Não me surpreenderia e ficaria satisfeito que dois economistas de renome estivessem contribuindo com o conhecimento que eles têm sobre economia e sobre planejamento para ajudar o Brasil a se desenvolver. Não me surpreenderia, ficaria satisfeito, mas não tenho a ilusão que o conhecimento teórico que eles têm sobre a economia e sobre o planejamento seria a panaceia para a resolução dos nossos problemas práticos imediatos, de médio e de longo prazo.

    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

    Bem a referência ao post “O Brasil policêntrico” tinha relação com o comentário de Chico Pedro no aspecto de planejamento, mas ficou um tanto deslocada para um comentário junto ao post “Delfim acredita que Dilma será reeleita”. No entanto, a referência é bem pertinente aqui no post “Wilson Cano: país está sem rumo e sem projeto nacional” de sábado, 12/04/2014 às 08:01, neste blog de Luis Nassif, em que você trouxe a entrevista de Wilson Cano ao Valor Econômico e, como introdução, mencionou a importância da entrevista. Além disso, eu fiz uns comentários para Chico Pedro lá no post “O Brasil policêntrico” em que eu censuro em Chico Pedro e em Célio Campolina Diniz pelo que eu considero de idealização do planejamento. E de certo modo, a minha crítica a Wilson Cano é exatamente o fato de ele não levar em conta a realidade político econômica do Brasil ao fazer a crítica. Há uma idealização do modelo econômico a ser adotado e se imagina que a implementação do modelo só precisa do voluntarismo.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 12/04/2014

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