A reforma da Previdência e a invisibilização do trabalhador, por Luis Felipe Miguel

O discurso dominante sobre a reforma da Previdência trata de trilhões e abstrações. Isso ocorre porque a vida da classe trabalhadora – no chão da fábrica, na construção civil, na faxina, na escola primária, no telemarketing – é mantida fora da consciência coletiva.

A reforma da Previdência e a invisibilização do trabalhador

por Luis Felipe Miguel

Um dos motivos da baixa qualidade do debate público no Brasil é a quase absoluta invisibilização da experiência vivida da classe trabalhadora.

Ela é a maioria esmagadora da população. Mas quase não está nos jornais, na TV, nos canais de sucesso do Youtube.

Para onde quer que olhemos, só vemos ricos ou a classe média com profissões de nível superior.

A experiência dos trabalhadores se mostra invisível para eles mesmos.

No entanto, os confortos de que desfrutamos cotidianamente, sem sequer nos darmos conta, só existem graças a seu trabalho.

O trabalhador acorda talvez às cinco da manhã, todos os dias, para pegar dois, quem sabe três transportes lotados e precários e chegar na hora em seu emprego. Se for mulher, ainda corre o risco de ser importunada sexualmente no trajeto.

No trabalho, o dia a dia é feito de ritmo exaustivo, ausência de autonomia e autoritarismo de gerentes e capatazes. O trabalhador é tratado como incapaz intelectual, mas também, contraditoriamente, como um ladino perigoso que precisa ser vigiado de perto. A trabalhadora, uma vez mais, recebe uma cota extra, estando muitas vezes submetida ao assédio dos chefes e patrões, um assédio que as campanhas voltadas a celebridades da mídia deixam, quando muito, num distantíssimo segundo plano.

O trabalho é, para o trabalhador, um tempo de não-vida. Tudo o que ele é deseja é que a jornada passe rápido, a fim de recuperar o controle sobre si mesmo. Mas ele deseja também que o seu tempo livre passe rápido, para logo chegar o outro contracheque, já que o pagamento é escasso para fazer frente aos 30 dias do mês.

Leia também:  A introdução do neoliberalismo na Reforma da Previdência

O tempo do trabalhador é, assim, duplamente furtado.

Ao chegar em casa já de noite, esgotado pelo dia de trabalho, ele vai talvez se narcotizar diante da novela, em busca de algo que o faça escapar da sua vida, cansado demais para qualquer outra atividade. À trabalhadora, subjugada pela organização convencional da vida doméstica, antes disso cabe ainda arrumar a casa, preparar a comida para os filhos e, caso tenha, para o companheiro.

Talvez eles frequentem também a igreja, em alguma noite ou final de semana, em busca de espetáculo e de esperança. Se tiverem sorte, não serão esfolados pelo sacerdote. No domingo, tem futebol e programa de auditório na TV, cerveja com os amigos, reunião de família – e roupa para lavar e faxina da casa.

Quando o filho fica doente, o trabalhador – em geral a trabalhadora – enfrenta primeiro a fila do posto de saúde, depois a cara feia do patrão ao apresentar o atestado. O medicamento a ser comprado quebra o orçamento já apertado do mês.

Se o trabalhador estiver sem emprego, como é o caso de muitos e cada vez mais, tentarão fazer com ele se veja como “empreendedor”, mas o que ele vai fazer é se virar. A incerteza sobre o amanhã, que é estruturante na vida de qualquer trabalhador, que não tem patrimônio nem rede de proteção e portanto tem sua subsistência dependente da renda que gera naquele momento, fica ainda mais urgente.

Sendo pobre, o trabalhador é visto com desconfiança pelas “forças da lei” – ainda mais sendo negro, como a maioria é. Será parado pela polícia, será humilhado. Os direitos que valem para a classe média com frequência não existem para ele. Se tiver azar, levará um tiro. Ou vários. Ainda mais sendo negro, como a maioria é.

Leia também:  Lava Jato: sobrinha do Tio Sam?, por Marcelo Uchôa

Não é que a vida do trabalhador se limite a isso. Ele ama, ele brinca, ele sonha, ele pensa. Mas tudo isso ele faz remando contra a rotina opressiva que a exploração lhe impõe. Ele faz nos interstícios de sua vida produtiva, que não é sua, não é vida e tampouco produz para ele.

Quando tem sorte, este trabalhador ou trabalhadora pode almejar o momento em que ao menos parte dessa rotina se interrompe: a aposentadoria. O valor vai ser pequeno e talvez ele tenha que fazer uns bicos para complementá-la, mas ele terá uma renda segura e muito mais controle sobre seu próprio tempo.

Ele desfrutará de um naco daquela liberdade que vai se tornando tão abundante conforme subimos na pirâmide social: ser dono, ao menos um pouco, do próprio nariz.

Poderá talvez jogar baralho, talvez jogar bola, talvez cultivar um jardim, talvez pintar ou escrever poemas, talvez montar uma oficina caseira de marcenaria ou confeitaria, brincar com os netos, quem sabe fazer uma ou outra viagem. Se tiver alguma renda e enquanto tiver saúde.

Depois, quando os problemas da velhice se pronunciarem mais, sofrerá os últimos anos com a falta de apoio do Estado brasileiro e a absoluta incompatibilidade de sua pensão com as necessidades de um idoso.

O trabalhador sonha com isso: com esses anos depois da aposentadoria e antes da decrepitude, em que, se tiver sorte, vai poder desfrutar um pouco de sua própria vida.

Leia também:  Moro assume explicitamente a manipulação de atos do sistema de justiça, por Fernando Hideo I. Lacerda

É essa possibilidade que a reforma da Previdência quer abolir. O trabalhador, como ser humano, não pode existir: ele não passa de um veículo para a valorização do capital. Enquanto tiver forças, trabalho. Quanto não tiver mais, é descartado.

O discurso dominante sobre a reforma da Previdência trata de trilhões e abstrações. Isso ocorre porque a vida da classe trabalhadora – no chão da fábrica, na construção civil, na faxina, na escola primária, no telemarketing – é mantida fora da consciência coletiva.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

6 comentários

  1. Olha, acordem cedo, quatro cinco horas da manhã…… a maioria das pessoas que vão trabalhar essa hora são mulheres……nem precisa irem nos confins da cidade, ali mesmo na paulista…..quase todas que entram nesse horario são do setor de serviços……
    Agora o idiota quer pagar para uns bagres gordos nos fazer crer que morrer trabalhando é bom??

  2. Moro é apenas um…
    Mas, o judiciário anda cheio de Moros, são muitos Moros por lá, a justiça e a verdade não combinam com tantos penduricalhos e com tanta lentidão…
    Há muita injustiça dando sopa fora do judiciário, isso é por que eles não dão tanto valor assim à justiça, se dessem o devido valor isso aqui fora já estaria tinindo, seriamos país de primeiro mundo…
    Assistiram uma fraude contra a Dilma, contra LULA, contra tantos outros brasileiros que hoje passam fome e antes tinham trabalho…
    Moro pode até cair, ser preso junto com os procuradores, mas isso não mudará o perfil de nossa justiça!
    O Temer deu 1 trilhão de incentivos para petroleiras internacionais…
    O Guedes quer 1 trilhão para garantir o lado dos bancos na reforma da previdência…
    O Bolso com a sanha privatista deve levar mais um trilhão do publico para o privado com petróleo, energia elétrica, água, riquezas minerais, terras agricultáveis, recursos minerais…
    3 trilhões que irão do público para o privado que visa lucro com um minimo de pagamento de impostos!
    E a divida pública?
    É uma equação que não fechará…

  3. Excelente. O autor tem uma capacidade de falar das questões com profundidade e precisão conceitual aliada à representação transparente da realidade, como nos bons cronistas, que é rara e admirável. Como nos seus últimos textos publicados neste GGN,
    A reforma da Previdência e o bode no meio da sala, por Luis Felipe Miguel – https://jornalggn.com.br/artigos/a-reforma-da-previdencia-e-o-bode-no-meio-da-sala-por-luis-felipe-miguel/

    A bandeira “Lula livre” sintetiza o compromisso com o Estado de direito, por Luis Felipe Miguel
    https://jornalggn.com.br/artigos/a-bandeira-lula-livre-sintetiza-o-compromisso-com-o-estado-de-direito-por-luis-felipe-miguel/

    apresenta uma visão sistêmica e abrangente dos problemas e soluções, em que consegue o difícil equilíbrio entre o conhecimento teórico acumulado e sua transposição e aplicabilidade à realidade imediata, o que falta à imensa maioria das esquerdas organizadas e politicamente ativas.
    Clareza de posição e exposição, coragem e ousadia de falar dos assuntos e pessoas com radicalidade sem radicalismos “panfletários” (do que por vezes careço e por isso reconheço, me antecipo aos detratores, rs), clarividência e rigor argumentativos com coerência ética e senso pragmático acima de paixões tristes politiqueiras que inundam tubos e tubers, twitteres e títeres, universidades e mídias, ruas e instituições, esquerdas e direitas. Um exercício de leitura e reflexão de rara sofisticação para o meio em que se apresenta e o tempo desbotado e irresponsável em que vivemos, oásis no deserto.

    Certamente, pela forma irretocável com que falou da realidade dos mais pobres, é um observador atento, sensível e empático do seu entorno – que tanto faz falta ao jornalismo e às artes de hoje; me lembro de um vídeo de Glauber Rocha entrevistando um homônimo popular-famoso do Brizola-político-famoso numa favela do Rio nos anos 80, salvo engano, e imagino como seria se os intelectuais públicos, como o autor desta crônica-ensaio, artistas e jornalistas fizessem algo parecido, porque penso que a proximidade social e cultural dos “agentes da consciência crítica” (intelectuais, artistas, professores, ativistas quaisquer) com o povo que é o que pode realizar a democracia – numa forma de maiêutica cidadã recíproca -, e cuja falta permite a projeção de um senso difuso de abandono e vitimização em monstros midiáticos (Vergonhoso é resultado “popularesco” da opressão disfarçada de tutela praticada pelos produtos discursivos Globélicos e assemelhados), que representam a destrutividade que permeia a realidade popular – da violência latente nas relações sociais (que reproduz a violência capitalista e impregna todo o resto) à perda do sentido de cidadania na vertigem política que retira direitos que sequer foram usufruídos plenamente. O discurso capitalista neoliberal do sucesso individual acessível a todos – como substituto do acesso a direitos coletivamente garantidos e usufruídos – atinge o paroxismo ultraliberal ao fechar o círculo onde a falácia mérito-democrática finalmente se revela na constatação de que aquele sucesso não pode ser para todos porque, e deve-se aceitar como lei natural, como outro lado da moeda do individualismo pregado pela ideologia do “consumir-para-ser(aceito, reconhecido, amado), não há farinha para o pirão da maioria que deve arcar com o banquete, escondido, da minoria. Ou seja, nem bem se começou a ter direitos civis e sociais, a conscientização sobre como isso funciona e deve ser exercido é capturada pela máquina de propaganda capitalista que o transforma e reduz a acesso a bens de consumo; daí, quando os direitos de cidadania são retirados antes de sedimentados na consciência das massas e por ela apropriados, retirá-los como se fossem privilégios e substituí-los por contratos particulares entre consumidor e fornecedor de serviços é um passo, e nem será preciso temer a reação popular porque, se não se sabe o que se está perdendo, o motor para a luta em sua defesa carece de combustível.
    Finalizando esta digressão grosseira, tenho visto em minhas observações dos recortes de consciência popular pela cidade que esta existe mas foi dispersada e confundida pelo discurso midiático majoritário que tenta lhe vender sucata por nióbio, rs: outro dia, um senhor de uns 50 anos conversava no trem com um seu colega e dizia que tinha ficado sabendo por uma pessoa bem informada e confiável o que realmente significava a tal “reforma da previdência”, e com clareza e precisão similar à do articulista, traduzia a disputa que a mídia esconde, do exemplo de luta de classes em jogo, dizendo que querem tirar dos pobres para não cobrar dos ricos, bancos e empresas, que devem fortunas ao governo em impostos que não pagam! O povo brasileiro, como de resto o povo de qualquer lugar, é capaz de entender e transformar sua realidade, mas seus adversários sócio-econômico-culturais bloqueiam seu acesso (a) e o exercício dos instrumentos mentais e sociais (da conscientização à formas de luta e disputa) para consegui-lo porque se trata de conflito de interesses, o que sempre foi óbvio antes de se tornar teoria, mas as esquerdas domesticadas resolveram esquecer e superar a luta de classes através da negociação mendicante com o lobo da fábula.
    Experimentem ter o povo como aliado e não como tutelado e quem sabe aí a democracia volte a ser uma utopia válida – mas para isso é preciso con-viver com(o) ele – numa entrevista do filósofo Michel Serres, recentemente falecido, no RodaViva, ele disse que seria preciso viver-como-os-mais-pobres para entendê-los e falar sobre eles, um lindo desafio -, ouvi-lo, vê-lo, se imaginar em seu lugar, reconhecê-lo, respeitá-lo.
    Quem ousou fazer isso democrática, liberal e institucionalmente, por ser não um representante dos pobres mas um dos seus, está preso numa masmorra em Curitiba e os fdp que armaram essa canalhada estão soltos, mais uma vez pervertendo a realidade, e de maneira incrível, humilhante e sintomática de nossa derrocada social, sendo tolerados como se não houvesse limite para a hipocrisia e para o certo e o errado.
    Que tipo de mensagem se passa com isso para a sociedade? De que maneira essa pornochanchada vai ser entendida pela população se verá nas próximas eleições municipais. Sem alternativas, o que resta é o niilismo, que pode vir em forma de destruição alheia ou de si mesmo – e não é o que estamos vivendo? Onde estão as alternativas? Ficaremos esperando passivamente que os algozes se redimam e recoloquem as coisas nos seus lugares? Qual o projeto de médio e longo prazo das esquerdas para voltar a dialogar com o povo e ser aceita digna de representá-lo? Deixaremos o país escorrer pelas mãos, de novo? Adiaremos para outro século nossa mínima dignidade coletiva por medo de enfrentar os ba(lad)rões do capitalismo?
    Nota (mais) pessoal: chegando na quebrada de madrugada, barzinho minúsculo com música ao vivo na calçada tocando “Terra de gigantes” dos Engenheiros do Hawaii; mais à frente, samba noutro boteco onde jovens se encontram para o terrível narguilé; impressão pessoal: só a cultura (sem juízo de valor de sua qualidade ou gosto) como exercício de social-habilidade pode apontar alternativas de superação da sombra civilizacional que se abate sobre esse Tempo; sinais de cansaço e de busca de saídas aparecem, à espera de quem seja crível em suas propostas de alívio imediato e tranquilidade futura. Quem se habilita a sair da bolha?

    Barão Vermelho – Daqui Por Diante
    https://www.youtube.com/watch?v=FEcIw7UwMe4

    Sampa/SP, 20/06/2019 – 15:06

  4. Comentário ao meu outro comentário que ainda não foi publicado.

    Uma mini playlist dos “clássicos” dos Engenheiros do Hawaii, dum tempo em que música boa tocava no rádio e as pessoas tinham sonhos que não eram con-sumíveis, para um tempo em que o desencanto, sempre terno e eterno, se tornou instrumento de destruição e não de criatividade.

    1 – Engenheiros do Hawaii – Terra de Gigantes
    https://www.youtube.com/watch?v=J-241JqvpF8

    2 – Engenheiros do Hawaii – Alívio Imediato
    https://www.youtube.com/watch?v=t_5eat473sk

    3 – Engenheiros do Hawaii – Toda Forma de Poder
    https://www.youtube.com/watch?v=_Aj8oWL_uNQ

    4 – Engenheiros do Hawaii – Somos Quem Podemos Ser
    https://www.youtube.com/watch?v=sWLIzXwNKFM

    5 – Humberto Gessinger – Pra Ser Sincero (ao vivo)
    https://www.youtube.com/watch?v=tRZD4Z2OuTI

    6 – Engenheiros Do Hawaii – Ninguém=Ninguém (Filmes de Guerra, Canções de Amor)
    https://www.youtube.com/watch?v=59jdPIsP0ts

    7 – Engenheiros do Hawaii – A revolta dos Dândis (Acustico MTV)
    https://www.youtube.com/watch?v=NvuKloRz30A

    Sampa/SP, 20/06/2019 – 16:20

  5. Já que fiz uma mini playlist dos Engenheiros do Hawaii por ter ouvido na rádio-rua da minha quebrada ontem, para comemorar a sua diversidade também musical, algumas do Fundo de Quintal, sob cujo som da batucada dos tantãs cheguei outro dia… A periferia ainda tem memória do que é bom.

    1 – Fundo de Quintal – A Batucada dos Nossos Tantãs (nem faz tanto tempo, se podia começar o domingo com Wandi Doratiotto e os maiores artistas populares da música brasileira num programa ao vivo no sesc Interlagos transmitido pela extinta TV Cultura; de lá pra cá, algo de podre no reino na programação de rádios e TVs contamina e atomiza os frágeis laços sociais deste país-senzala sem quilombos)

    https://www.youtube.com/watch?v=4DIerhIGZOM

    2 – fundo de quintal e jorge aragao- LUCIDEZ
    https://www.youtube.com/watch?v=Mj5N9xZ8mAk

    3 – Fundo de Quintal – Sorriso Negro (Ao Vivo)
    https://www.youtube.com/watch?v=BqXAO1wdchg

    4 – Fundo de Quintal – Um Lindo Sonho
    https://www.youtube.com/watch?v=tPWlSde0A7k

    5 – Fundo de Quintal – A Amizade (Ao Vivo)
    https://www.youtube.com/watch?v=rBoH_QL-kHw

    6 – Maria Rita – Do Fundo Do Nosso Quintal (Ao Vivo Na Lapa)
    https://www.youtube.com/watch?v=vAK4iVtz0JU

    7 – Fundo de Quintal – O Show Tem Que Continuar
    https://www.youtube.com/watch?v=_0mAeu8s5eA

    Sampa/SP, 20/06/2019 – 17:06

  6. Sobre reparação às escravidões

    1 – Democracy Now! Top U S World Headlines June 20 2019 [reparação pela escravidão nos USA]
    https://www.youtube.com/watch?v=81xc_2c9Du4

    2 – Democracy Now! – Ta-Nehisi Coates: Reparations Are Not Just About Slavery But Also Centuries of Theft & Racial Terror [tradução livre: “Reparações não são apenas sobre escravidão mas também sobre séculos de roubo e terror racial”]
    https://www.youtube.com/watch?v=ml_VAWFHHps

    3 – XR Talks – Esther Stanford-Xosei – An Introduction to Reparations – Extinction Rebellion [tradução livre: “Uma introdução a reparações”] (uma aula de verdade sobre história da resistência e da filosofia dos subalternos, a autora apresenta suas pesquisas sobre o tema)
    https://www.youtube.com/watch?v=KI5WsvwVIYA

    4 – Democracy Now! Top U S World Headlines June 20 2019 [reparação aos povos nativos na Califórnia]
    https://www.youtube.com/watch?v=81xc_2c9Du4

    5 – Democracy Now! Top U S World Headlines June 20 2019 [poeta indígena Joy Harjo premiada nos USA] (porque, como diz Esther Stanford-Xosei, a reparação não se restringe a indenizações materiais ou simbólicas mas é, principalmente, o reconhecimento das culturas e povos oprimidos e o respeito ao seu direito de participação na economia/ecologia cognitiva mundial)
    https://www.youtube.com/watch?v=Tn9vuHWQGHI

    Alguém poderia entregar ao Lula os livros sobre justiça restaurativa abaixo?

    Justiça restaurativa, de Howard Zehr, e Transcender e transformar – uma introdução ao trabalho de conflitos, de Johan Galtung, que trata também da justiça restaurativa aplicada ao direito internacional e à disputa entre países.

    Red Hot Chili Peppers – Fight Like A Brave
    https://www.youtube.com/watch?v=doDBApOv2oM

    CANTO DAS TRÊS RAÇAS – CLARA NUNES
    https://www.youtube.com/watch?v=BJ-eoUSV19o
    https://www.youtube.com/watch?v=dcVKb2ht6BE

    Tetê Espíndola e Dani Black – Cunhataiporã – Sesc Vila Mariana ( 2014)
    https://www.youtube.com/watch?v=kUM1-YebL44

    Sampa/SP, 21/06/2019 – 00:22

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome