Os “Cabeças de Bagre” dos Institutos Liberais, por Andre Motta Araujo

O pensamento econômico é um misto de política e arte mais alguma coisa de ciência econômica, faz parte do mundo cultural e não de seitas religiosas.

Os “Cabeças de Bagre” dos Institutos Liberais

por Andre Motta Araujo

Na esteira do discurso de Margaret Thatcher no fim dos anos 70, a “Dama de Ferro” hoje demonizada no Reino Unido, sua revisão biográfica não deixa pedra sobre pedra ao descrever um caráter horrendo, frio, desumano, não solidário, desagregador, só é admirada nos “institutos liberais” mundo afora, centros propagadores de uma ideologia de ultradireita próxima do fascismo que, por fata de estudo, ainda  encanta  essas almas penadas que precisam de muletas.

O pensamento econômico é um misto de política e arte mais alguma coisa de ciência econômica, faz parte do mundo cultural e não de seitas religiosas. PENSAMENTO ECONÔMICO NÃO PODE SER DOGMÁTICO, é um subproduto dos tempos e das circunstâncias, dos ciclos históricos e do clima social.

Só completos idiotas CRISTALIZAM uma doutrina com o neoliberalismo, tal qual pastores semianalfabetos acreditam na Bíblia literal e imutável sem interpretação, sem compreensão, sem reflexão, não tem a cultura prévia para entender sentidos figurados e parábolas, é o que está escrito e ponto.

DOUTRINAS ECONÔMICAS são ferramentas para gerir a economia com máxima eficiência, para melhorar as condições de vida das populações, portanto não pode ser “crença” sectária, como se a economia fosse um mundo estático e imutável. DOUTRINAS ECONÔMICAS devem ser operadas de acordo com o momento de um País e não como ideologia, é medicamento que varia de acordo com a doença, portanto desfraldar a bandeira do “neoliberalismo” dos anos 70 como algo que serve em 2020 é algo de uma estupidez única, mas é isso que os “institutos” fazem.

O DESASTRE THATCHER

A Dama de Ferro lançou a doutrina neoliberal para o mundo, pascácios de várias plumagens e reduzido QI tomaram esses dogmas como verdades eternas, esquecendo que o LIBERALISMO DE MERCADO provocou a maior crise econômica, social e política do Século XX, a CRISE DE 1929, só resolvida quando um governo inteligente abandonou o dogma liberal de Hoover e Andrew Mellon e trouxe o ESTADO PARA RESOLVER A CRISE, o New Deal de Roosevelt.

CRISES SÃO CIRCUNSTÂNCIAIS e não existe receita pronta para sair delas, é preciso CRIATIVIDADE E INTELIGÊNCIA, crises de guerra, de pós-guerra, de depressão, de fome, de desemprego perigosamente desestabilizador, só podem ser RESOLVIDAS PELO ESTADO, o único ente que tem os recursos totais do País sob controle. O MERCADO JAMAIS PODERÁ RESOLVER GRANDES CRISES, aliás ele é o causador das grandes crises, como a de 2008 nos EUA, RESOLVIDA PELO ESTADO com um mega cheque do Tesouro de U$708 bilhões.

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O fracasso do MERCADO LIBERAL em 1929 e seu desdobramento para a Europa foi a causa preparatória da Segunda Guerra Mundial, um fracasso histórico a ser colocado na conta do “mercado liberal” que só enxerga um palmo.

Se são as circunstâncias históricas que regem o pensamento econômico como é possível algumas cabeças acreditarem que um “modelo” serve para todo o sempre em qualquer circunstância, crise, desastre, miséria, país rico ou pais emergente? Esse dogmatismo dos neoliberais é essencialmente burro.

OS ‘INSTITUTOS” NEOLIBERAIS

Nos EUA são dois, o AMERICAN HERITAGE FOUNDATION e o AMERICAN ENTERPRISE INSTITUTTE, ambos em Washington, think tanks + lobby mas não propõe privatizações. Nos EUA, ao contrário do que dizem os neoliberais cariocas, há uma ENORME participação estatal na economia, que eles condenam no Brasil.

Grande parte da economia americana é gerenciada pelo ESTADO, que não confia nos mercados como solução para tudo, exemplos:

1.INFRAESTRUTURA – Rodovias, aeroportos, portos, água e esgoto, metrôs, ônibus coletivos nas cidades, energia hidroelétrica, tudo é ESTATAL nos EUA.

2.SUBSIDIOS E POLÍTICAS PÚBLICAS para TODA a agricultura, o ETANOL DE MILHO não é viável sem subsídio federal, que já custou, desde 2000, US$145 bilhões, o “fracking”, petróleo de xisto é POLÍTICA PÚBLICA com todo tipo de proteção e desoneração fiscal, CONSTRUÇÃO NAVAL tem subsídio pela Maritime Commission, as encomendas militares são a base da indústria aeronáutica, aeroespacial  e naval, tudo POLÍTICA PÚBLICA NA VEIA, dinheiro do Estado.

No Brasil na esteira do Plano Real nasceram vários “institutos” liberais como Casa das Garças, Instituto Millenium, Instituto Liberal,  Instituto von Mises, mas já antes houveram tentativas de criação desses centros, um deles, o CELE – Centro de Estudos da Livre Empresa, sob o patrocínio do International Republican Institute, braço externo do Partido Republicano, que organizou em 1995 uma Conferência Interamericana de Institutos Liberais, sob a presidência de Roberto na Confederação Nacional do Comércio em Brasília, participando entre outras a Fundacion Mediterranea, do então Ministro Domingo Cavallo, da Argentina, sendo este articulista o organizador e anfitrião, na qualidade de fundador e presidente do CELE. Fomos pioneiros nesse campo dos “institutos”, mas foi uma época, uma fase que passou, a fila anda, o mundo anda, esse neoliberalismo acabou em 2008, suas viúvas mais expressivas estão no Brasil de hoje.

UM PAÍS SEM POLÍTICAS PÚBLICAS

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O Brasil, país emergente com 180 milhões de pobres, se desenvolveu de País essencialmente agrícola de monocultura, de 1930 a 1980, por POLÍTICAS PÚBLICAS, políticas de Estado, puxada por grandes empresas estatais, Banco do Brasil, BNDES, PETROBRAS, ELETROBRAS. Todo o sistema de políticas públicas foi desmontado a partir da Era Lava Jato e hoje o único eixo da economia brasileira é o “mercado” que, sozinho, JAMAIS terá o poder de fazer o País crescer, porque não é essa sua função, vocação ou obrigação.

O “mercado” tem um espaço na vida nacional, MAS não pode ser o único espaço. O mercado cuida de quem já tem dinheiro, mas não coloca dinheiro na mão de miseráveis e nem financia obra pública que não dá alto lucro, como o mundo inteiro, inclusive os EUA, sabe. INFRAESTRUTURA PÚBLICA é a chave do arranque do crescimento no Brasil, ESTE NÃO VIRÁ DO MERCADO. Privatizações e concessões como motor do crescimento é uma piada de mau gosto, os novos donos vão é despedir gente e aumentar tarifas, nada que traz crescimento, vão querer pagar seu investimento o mais rápido possível e para isso vão cortas gastos, folhas e maximizar dividendos.

NEOLIBERALISMO E FASCISMO

Um mercado exuberante, o “festão da XP” em um País de pobres, muito pobres e miseráveis SÓ FUNCIONA COM ESTADO REPRESSOR e aí esse tipo de “mercado só bom pra nós” vai ter que enfrentar resistências, mais cedo ou mais tarde, que virá pelas ruas, como no Chile, Equador e Colômbia.

O “mercado” pressentindo esse risco, FAZ ALIANÇA COM O FASCISMO, que é o Estado repressor antidemocrático de ultradireita, o que já acontece no Brasil.

O atual “mercado” no Brasil não tem nenhuma solução, NENHUMA, para o desempregado que não tem dinheiro sequer para condução para procurar emprego. Para isso é preciso ESTADO, o mesmo que extinguiu o MINISTÉRIO DO TRABALHO, que existe em todos os países civilizados do mundo, a começar pelos EUA, que tem um imenso DEPARTMENT OF LABOR, com 17.500 funcionários e orçamento de US$12 bilhões.

Não há pais sério, responsável, solidário com os que dependem do trabalho para viver, que não tenha um Ministério do Trabalho, EXTINTO NO BRASIL E OS ESCOMBROS ENTREGUES A NEOLIBERALISMO da pior espécie, rasteiro, boçal, vulgar, insensível ao que está em redor,  o empregado ficou sem um ente do Estado. CRIADO em 1940, para CUIDAR DO EMPREGO, com políticas de emprego, como tem no mundo inteiro, os Ministérios do Trabalho, a importância POLÍTICA da pasta é fundamental em um Estado democrático. Alguém DESLIGADO dos índices da Bolsa precisa pensar nos 100 milhões que dependem do Trabalho para comer.

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Nem é preciso demonizar os “mercados” ELES NÃO TÊM FUNÇÃO DE PENSAR NO DESEMPREGO, seu objetivo único é lucro a curto prazo, não é o País, o pobre, a educação, a família, o futuro de 30 milhões de jovens que hoje sobrevivem entregando pizza ou (os mais afortunados) como motoristas de Uber, SÃO 4 MILHÕES DE FORMADOS NO ENSINO SUPERIOR DESEMPREGADOS, qual o plano dos  “institutos liberais” para eles?

Esses “institutos”, no meio da estagnação da economia, por falta de Estado VÃO ESCORREGANDO PARA O FASCISMO como falange de proteção de seus ganhos, um Arminio Fraga, fundador da Casa das Garças já pereceu isso e está do outro lado da trincheira, outros neoliberais matriculados como André Lara Rezende, Monica de Bolle, Zeina Latif (ex-XP) também perceberam sem serem de modo algum “progressistas”, trata-se de percepção da realidade que permite a pessoas inteligentes REVEREM posições anteriores, Keynes foi ortodoxo antes de ser heterodoxo,  assim como Schacht.

Hoje os “institutos” são mocós de fanáticos insensíveis ao mundo a seu redor, sequer percebem o que acontece globalmente, se aferram à sua prancha intelectual de baixo conteúdo, que aprenderam com algum guru ou até em cursos no exterior, péssimos para quem não tem cultura humanística anterior e absorvem o “curso” como seita de pastor fajuto. Muitos desses estão hoje no Governo despejando seus dogmas não digeridos. Que esses institutos tenham o fim dos cemitérios. Aliás, na Inglaterra, onde nasceu o neoliberalismo, não teriam fregueses, eles andam para a frente e não empacam.

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24 comentários

  1. Para quem acredita em Institutos Liberais proporia um desafio. Vá aos USA, abra um instituto Social Democrata (nem precisa ser socialista ou comunista) naquele país pago com dinheiro do estrangeiro e comece a fazer aliciamento de estudantes nas grandes faculdades. Pouquíssimo tempo depois o FBI vai aparecer e fechar a baiuca e a direção se não for presa será expulsa.

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  2. “Institutos” Liberais: se cercar vira hospício , se cobrir vira circo!
    Gente desconectada da realidade.
    Thatcher e Reagan com sua “supply side economy”, mecanismo de transferência dos pobres para os mais abastados, mataram o restava de dinamismo do capital.
    Bom trabalho Andy.

    • Paulo F. (segunda-feira, 13/01/2020 às 10:52),
      Ia mandar o meu comentário para Andre Araujo, mas como vi este seu texto não só à frente e dizendo algo semelhante ao que eu ia dizer deixo o meu comentário aqui mesmo.
      Há várias partes do texto de Andre Araujo que se assemelha ao que você disse e ao que eu disse em comentário que enviei segunda-feira, 13/01/2020 às 23:05, para junto do comentário de Juruna, enviado terça-feira, 07/01/2020 às 13:40, lá no post “Meus dois tostões sobre 2013 e as declarações de Luiz Inácio, por Luis Felipe Miguel” de terça-feira, 07/01/2020, aqui no blog de Luis Nassif e com texto de autoria de Luis Felipe Miguel e que pode ser visto no seguinte endereço:
      https://jornalggn.com.br/artigos/meus-dois-tostoes-sobre-2013-e-as-declaracoes-de-luiz-inacio-por-luis-felipe-miguel/
      Um trecho deste post de Andre Araujo com observação semelhante a sua é o que transcrevo a seguir:
      “Hoje os “institutos” são mocós de fanáticos insensíveis ao mundo a seu redor, sequer percebem o que acontece globalmente, se aferram à sua prancha intelectual de baixo conteúdo, que aprenderam com algum guru ou até em cursos no exterior, péssimos para quem não tem cultura humanística anterior e absorvem o “curso” como seita de pastor fajuto. Muitos desses estão hoje no Governo despejando seus dogmas não digeridos.”
      E trecho meu no comentário para Juruna lá no post “Meus dois tostões sobre 2013 e as declarações de Luiz Inácio, por Luis Felipe Miguel” é o seguinte:
      “É bom que se destaque que esta incompreensão do funcionamento do sistema capitalista atinge também a direita que defende o modelo liberal dos austríacos e que na sua melhor forma pode ser resumido no livro popular do economista de origem germânica, mas cidadão inglês Ernst Friedrich Schumacher, “O negócio é ser pequeno” (Small is Beautiful).
      O modelo liberal dos austríacos é uma ficção. Só existe nos livros. Nenhum país no mundo segue os ensinamentos deles. Assim só uma massa de pessoas com baixo conhecimento sobre o funcionamento do sistema capitalista se deixa seduzir pelas lições teóricas de anacoretas nefelibatas que só validam seus conhecimentos no seu mundo de farta fantasia.”
      Agora tente falar isso para eles. É tarefa impossível.
      Clever Mendes de Oliveirra
      BH, 15/01/2019

      • Análise rasa sem conhecimento. Em primeiro lugar a grande crise de 29 não foi do mercado, mas do Estado. Basta pesquisar a fundo e ver que a causa principal de todo ciclo econômico estava presente, a saber, a expansão monetária com baixa artificial (na canetada) dos juros. O Federal Reserve já manipulava juros desde aquela época.

        Em segundo lugar deixa de lado estudo conduzidos pelos próprios esquerdista, tais como o José Carlos de Assis. Está matematicamente demonstrado que as equações da economia são incomputáveis. Trocando miúdos: qualquer tentativa de controle racional visando algum resultado como maior eficiência é fetiche. A única coisa que o Estado pode fazer é DESTRUIR a economia.

        Agora, não adianta só falar amigo. Você consegue rebater com lógica? Se não já era.

        • Rodolpho Morethson (quinta-feira, 16/01/2020 às 12:21),
          Você pede lógica em minha resposta. Eu vou tentar. Primeiro reconheço que você está certo em dizer que a minha análise é sem conhecimento, afinal não sou economista.
          Agora avalio que você foi infeliz em dizer que a minha análise é rasa. Como ser rasa uma análise que se refere a anacoretas nefelibatas. Ela é ao contrário uma análise lá do alto.
          Bom, pode ser que você não tenha tido a intenção de criticar a mim por compartilhar a ideia de Paulo F. e de Andre Araujo, mas sim a Paulo F e de Andre Araujo. Nesse caso, eles que se defendam.
          Realmente, a parte minha no meu comentário é muito pequena. Eu disse apenas que quem divulga essas teorias liberais são anacoretas nefelibatas que, como disse, não é uma análise rasa, mas ao contrário nas alturas.
          E disse também que “[n]enhum país no mundo segue os ensinamentos deles”. Bem, como eu disse você está certo em dizer que a minha análise é sem conhecimento. Você, entretanto, pode suprir essa minha lacuna e exemplificar algum país do mundo que segue o modelo liberal.
          Pode ser também que você tenha desgostado da minha analogia simplificadora de dizer que “o modelo liberal dos austríacos . . . . na sua melhor forma pode ser resumido no livro popular do economista de origem germânica, mas cidadão inglês Ernst Friedrich Schumacher, “O negócio é ser pequeno” (Small is Beautiful)”.
          Foi um chiste. Queria dizer que o que há de melhor no liberalismo dos austríacos é a defesa da livre iniciativa e livre concorrência que só existe plenamente se todas empresas fossem pequenas. E aproveitei para mencionar o livro de Ernst Friedrich Schumacher que fez muito sucesso na década de 70 junto com o livro “Sugar Blues – O Gosto Amargo do Açúcar” de William Dufty.
          Por fim gostaria que você discorresse explicando sobre o tamanho da carga tributária no mundo antes da Primeira Guerra Mundial, antes e depois da Segunda Grande Guerra, no início da década de 90 e de qual é sua expectativa para o tamanho desta carga tributária no mundo na média da década de 20 do século atual. E se a perspectiva do tamanho futuro da carga tributária é condizente com a doutrina liberal.
          Outro assunto sobre o qual eu gostaria de ver sua interpretação diz respeito ao que previu o Adolph, aquele economista alemão, no final do Séc. XIX, de que à medida que as pessoas ficassem mais ricas (aumento da renda per capita), elas tenderiam a exigir mais e melhores serviços públicos. E discorra também como conciliar esta tendência com os gastos públicos e a carga tributária ou seja, como conciliar a lei de Wagner com a carga tributária.
          E também ficaria muito satisfeito se você pudesse comentar a proposta de Thomas Malthus que, por volta de 1820, alegava ser necessário aumentar os
          gastos públicos para estimular a demanda agregada e o crescimento econômico. Na avaliação da teoria liberal o déficit público é preconizável como fez Thomas Malthus.
          Outro assunto pertinente aqui seria informar se os gastos com toda a logística militar são produtivos e se devem compor o PIB. Nesse caso, seria interessante apresentar esses dados nos Estados Unidos informado qual é o percentual do déficit público americano em relação ao PIB e também este percentual para os gastos militares naquele país.
          Clever Mendes de Oliveira
          BH, 16/01/2019

    • Análise rasa sem conhecimento. Em primeiro lugar a grande crise de 29 não foi do mercado, mas do Estado. Basta pesquisar a fundo e ver que a causa principal de todo ciclo econômico estava presente, a saber, a expansão monetária com baixa artificial (na canetada) dos juros. O Federal Reserve já manipulava juros desde aquela época.

      Em segundo lugar deixa de lado estudo conduzidos pelos próprios esquerdista, tais como o José Carlos de Assis. Está matematicamente demonstrado que as equações da economia são incomputáveis. Trocando miúdos: qualquer tentativa de controle racional visando algum resultado como maior eficiência é fetiche. A única coisa que o Estado pode fazer é DESTRUIR a economia.

  3. Isso aí do existe por que favorece os abutres……roem o filé, e quando a carniça começa a feder, transformam-se e correm para os braços confortáveis do Estado, que, na podre visão desses larápios, só não pode socorrer os mais vulneráveis, isso é gasto…… .
    Um dia os zumbi acordam…..

  4. Complemento o artigo lembrando que uma relevante parte do PIB americano é a indústria militar, cujo cliente CATIVO é o ESTADO americano (sem contar a OTAN, também formada de Estados ou uma NASA, que é também estatal, como todas as “authorities” que cuidam de coisas como águas, energia, aeroportos, barragens, estradas, etc.).
    O orçamento militar americano ANUAL é maior do que a SOMA dos da: China, Russia, França, Reino Unido, Índia, Arábia Saudita e Alemanha juntos.
    Num país que não sofreu continentalmente NENHUM ataque militar de Estado em sua história (não me venham com índios, mexicanos, sulistas ou britânicos por favor).
    Se considerarmos que pelo menos 2/3 do orçamento da OTAN é americano, este valor dobra para cerca de 1,3 milhões de dólares ou R$ 5,2 TRILHÕES, ou 3/4 (75%) de todo o PIB brasileiro.
    1 único caça F-35 custa cerca de R$ 0,36 BIlhões. Um único porta-aviões, mais de meio TRIlhão de reais.
    Aqui já vendemos estamos vendendo publicamente todas as empresas estratégicas para a sociedade brasileira, de energia, petróleo, financiamento social, esportivo e agropecuário, comunicações, pesquisa avançada … e até militar!
    Não estamos apenas privatarizando: estamos entregando o controle a OUTROS PAÍSES!
    Exportando riquezas, empregos, know-how e lucros!
    Tudo com a participação e intermeRdiação de sua meRdíocre (traidora e criminosa) elite!
    Que, como ovos de venenosas vespas estrangeiras, devoram vivo este país zumbi.
    QUE PAÍS É ESSE?!

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  5. Se esse fosse um país descente estes institutos seriam sumariamente proibidos e seus membros expulsos do país. Mais ainda. Já deveriam ter sido cassadas as licenças das faculdades e proibidos os vínculos com qualquer faculdade estrangeira que pregam essas ideias demoníacas.
    Isso se fosse um pais descente. Como não é temos que aguentar esses verdadeiros dementes psicopatas que, com suas ideias imbecis, tudo fazem para arrebentar o Brasil.
    Taí o Paulo Guedes que não me deixa mentir.

    • Os institutos neoliberais são amiúde financiados pelo dólar. O que faz do Brasil um país indecente é a indecência dos que seguem a cartilha do dólar. Claro que se você perguntar esses indecentes dirão que os EUA são tão legais que é de lá que vem as grandes contribuições intelectuais anti-neoliberalismo. Só não se dão conta de que essas tais “contribuições” fazem parte do “pacote” que visa manter os EUA na liderança nem que seja mantendo-nos na subserviência. Ou se dão conta mas acham que está certo assim, que os EUA são para liderar e nós para sermos liderados.

      Mas se o “pacote” vem numa embalagem que busca nossa adesão, que nos alicia para acharmos que, afinal, não vem só porcaria dos EUA, que busca conquistar nossos corações e mentes, o resultado é visível: aplaudimos coisas dos EUA e estamos objetivamente cada vez mais pobres, mais dependentes, menos prósperos e soberanos. E nenhum dos contestadores “americanos” da política externa dos EUA aceita que os EUA não liderem. “Americanos” criticando os EUA e/ou o Brasil: reles perfumaria que nunca mudará a política de estado daquele país contra o nosso.

  6. Gostaria muito de repassar esse texto mas tem dois fatores que precisariam ser mudados pelo autor: um fácil e outro difícil. O fácil é gramatical. Há uma enormidade de vírgulas incorretamente utilizadas. Orações que deveriam ser frases completas mas estão separadas por vírgulas. Vocativos e explicativos tão errados que incomodam até o leitor inculto. O difícil é a crítica aos pastores e à bíblia. A critica é correta mas vai desmerecer que texto trazendo atenção à um ponto secundário, sem importância. Recomendo ao autor as modificações pois o texto tem um grande potencial de alcance. A análise é ótima, atual e necessária.

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    • Já você precisa rever a lição sobre o uso da crase. Também recomendo estudar melhor os períodos e orações, sobretudo quanto ao uso do verbo. Por fim, recomendo que pare de encher o saco com perfumarias, e deixe a vírgula ser posta aonde bem apetecer a quem escreve. A beleza ou feiura depende de quem a vê. Afinal, a melhor maneira de se usar um chicote, é segurá-lo pelo cabo.

      • Meu caro… o retorno é para o autor aperfeiçoar sua obra. É construtivo. A crítica faz parte da produção e da ciência e sem ela não há progressão. Obviamente numa caixa de comentários não é preciso rigor algum mas no artigo seria interessante pois mais pessoas irão ler e repassar. Sua reação, por sua vez, é sem propósito algum…

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  7. É fácil de resumir. Keynes, cujas ideias salvaram (de SALVAR mesmo) o capitalismo duas vezes nos últimos 90 anos, ouviria um “vai pra Cuba”, “vai pra Venezuela”, hoje em dia.

  8. Desta vez tenho ocasião de concordar com você. Doutrinas econômicas são ferramentas para gerir a economia com máxima eficiência, sujeitas portanto à conjuntura do momento. Desfraldar a bandeira do “neoliberalismo” dos anos 70 como algo que serve em 2020 é algo de uma estupidez única.

    Como também é algo de uma estupidez única desfraldar a bandeira do desenvolvimentismo nacional-estatista esgotado nos anos 80 como se fosse aplicável em 2020.

    • Meu caro, vc é um otimo e culto comentarista. Eu não sigo doutrinas fixas, mudo conforme o ciclo,
      nada de nacional desenvolvimentismo dos anos 50, MAS agora digo que o Pais não cresce sem
      INVESTIMENTO PUBLICO, o investimento privado NÃO VIRÁ a tempo em em volume suficiente para
      tirar o Pais da estagnação, como é possivel investimento publico que seguia na media de 15 a 16% do PIB, virar ZERO e esperarar que seja substituido por ivestimento privado, que não veio em
      2019, não virá em 2020 e nem daqui a cinco anos? Na India e China o investimento publico segue
      alto como POLITICA DE ESTADO e esses paises crescem há dez anos mais de 5% ao ano.

  9. Vixe o AMA tá “a milhão”(agitado,ativo)está parecendo um trem desgovernado q ninguém consegue parar,quer saber,o pessoal não “aguenta” vc não AMA,se o GGN tivesse mais visualização e repercussão ABALARIA este Brasil hipócrita,VIVA O AMA,VIVA O GGN,VIVA O NASSIF E VIVAA O MEU PUXA-SAQUISMO(puxo mesmo,merecem ao contrário do Bolsonaro q só leva fumo e nós por tabela,fazer o quê nem consigo sentar direito!)

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    • AMA o q vc acha de um Jereissati q assumiu um cargo de diretor executivo ou diretor presidente da AmBev?Ele é de esquema dos golpistas estrangeiros??

  10. Um país forte se faz com infraestrutura forte.
    A privatização da Eletrobras está sendo forçada devido às fibras óticas que transmitem os dados do país, bem mais valioso na sociedade da informação.

  11. Discordo do final. O reino unido pode não mais seguir Thatcher mas não conseguiu reverter a queda do poder da indústria, o que facilitou o país virar uma grande lavanderia – vide a premier league. O medo de Thatcher com a União europeia era porque ela sabia que os alemaes nao fizeram a besteira de enfraquecer sua industria e portanto seriam o lider do bloco. Alias vejam eu daniel blake de nem loach e voce terá o real legado da dama de ferro pro andar de baixo que ela combateu – principalmente os mineiros. E pra ferrar aprovaram o Brexit,lideado pir aquele clone escolarizados do Trump, Boris Johnson, que provavelmente causará um mal que nem os nazistas conseguiram contra os britânicos.

  12. André,
    Os que ganham dinheiro espalhando as fake news sobre economia ( mercado), os institutos neo liberais, não têm nenhuma empatia pelo semelhante, nem amor ao seu país, pra dizer o mínimo.
    Ganham algumas migalhas ou milhares de migalhas, enquanto milhões de pobres vivem sem perspectivas ( ou até sem esperanças) e algumas dezenas de ricos ganham bilhões ou trilhões de “dinheiros”.
    A agenda é a da reforma que destrói qualquer vestígio de proteção ao povo e entrega o patrimônio ( privatização) pelo preço mais vil possível.
    Posso estar errado em meu raciocínio, mas o liberalismo surgiu antes da revolução francesa, quando não havia nenhuma proteção ao povo, e o Estado só estava lá pra roubar. A burguesia ( não o pobre) exigiu a mudança. Esse liberalismo deveria ter sido devidamente colocado num “museu” como uma doutrina pré civilizatória. Um princípio para algo melhor.
    Enfim, dessa doutrina tão “rudimentar” criou-se esse monstro: o neo liberalismo. Um monstro que tenta nos convencer que devemos nos deixar roubar…

  13. + comentários

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