Por que os insetos são atraídos pela luz? Explicação e análises, por Gustavo Gollo

A discussão traz à tona o jogo da ciência, a maneira lúdica de encarar a ciência tão bem ilustrada na questão em pauta

Por que os insetos são atraídos pela luz? Explicação e análises
por Gustavo Gollo

O texto a seguir transcorrerá, explicitamente, em vários níveis ou planos. No primeiro plano, uma questão biológica interessante e elementar, ‘Por que os insetos se dirigem para a luz’, dá ensejo ao plano seguinte, direcionado a uma análise epistemológica dessa questão. A discussão traz à tona o jogo da ciência, a maneira lúdica de encarar a ciência tão bem ilustrada na questão em pauta. O quarto nível é atingido quando as alegações esbarram em questão atual relativa a irracionalidades, fake news e confusões em geral.

Foi só em 1993 que meu interesse em epistemologia – também chamada filosofia da ciência –, me levou a ler “O gene egoísta”, um dos livros mais importantes do século XX, publicado em 1975, no qual Richard Dawkins apresentou a teoria de Darwin de forma mais estruturada que as existentes até então.

Enquanto o lia, baseado nas ideias nele expostas, e com a intenção de ilustrar o método científico proposto por Karl Popper, idealizei uma explicação para um fenômeno enigmático e conhecido por todos: a surpreendente compulsão dos insetos por se dirigir para as lâmpadas.

Por que os insetos são atraídos para a luz?

A pergunta me inquietara na infância, mas eu havia desistido dela, como de tantas outras infantilidades, a leitura me permitiu respondê-la.

Depois de ter elaborado minha própria resposta, descobri a existência prévia de uma outra solução, previamente proposta, para a questão. À primeira vista, a situação parece corresponder ao tipo que sugere a confecção de uma experiência crucial, na terminologia de Popper, para decidir qual das teorias sobrevive aos testes. Uma breve análise do caso, no entanto, revela que tais propostas não devem ser encaradas como teorias antagônicas, mutuamente excludentes, mas complementares. Absurdamente, no entanto, a antiga resposta é admitida, até hoje, como solução completa da questão, um erro.

Considero a teoria anterior mais engenhosa que a minha. Baseia-se na suposição de que os insetos se orientam pelas principais fontes naturais de luz, o sol e a lua, traçando a rota de retorno para suas casas sob uma linha reta mantida sob ângulo constante com a principal fonte de luz no ambiente.

Enganado pela luz artificial, o inseto toma a lâmpada elétrica pelo seu referencial natural, seja ele o sol, ou a lua, e mantém com relação a ela o mesmo ângulo que mantido em relação ao referencial correto o levaria para casa. Enquanto a manutenção do ângulo fixo relativo à fonte de luz infinitamente distante levaria o inseto a traçar uma reta até sua casa, o mesmo ângulo, mantido em relação a uma fonte próxima, faz com que o inseto se aproxime dela sob uma trajetória espiral.

Acredito que alguns poucos insetos, entre eles as abelhas, guiem-se pela luz da maneira acima descrita, executando, exatamente, a trajetória suposta acima, aproximando-se das lâmpadas elétricas sob trajetórias espiraladas em ângulos variados. Já os vi fazerem isso.

A maioria dos insetos que enxameia em torno das lâmpadas, no entanto, não se encaixa em tal explicação. Por que razão, então, eles se aglomeram em torno de lâmpadas? E como posso saber que eles não estão lá pela razão aventada? Responderei. (Reforçando esse).

Matando a cobra: Por que os insetos são atraídos para a luz?

Tipos de criaturas que se replicam muito – que geram muitas réplicas de si mesmas – tendem a se multiplicar e a se tornar cada vez mais frequentes, conclusão óbvia e banal que corresponde ao princípio de seleção natural.

Em decorrência, características que aumentem a taxa de replicação de certo tipo de replicadores, tendem a se alastrar  – caso surjam entre eles –, tornando-se cada vez mais frequentes.

Muitas espécies de insetos realizam, eventualmente, grandes revoadas chamadas “voos nupciais”. Em tais ocasiões, as fêmeas lançam-se arrojadamente aos céus, na expectativa de que um macho igualmente ousado, e tão hábil voador quanto ela, a alcance, e com ela copule, fertilizando seus óvulos, para assim gerar a descendência que na geração seguinte repetirá o processo de seleção e replicação. Incidentalmente, durante esse voo, os insetos se dispersam, afastando-se uns dos outros, no que resulta a exploração de todo o ambiente ao redor.

Machos mais rápidos, ou, de maneira geral, mais hábeis em encontrar as fêmeas, tendem a apanhá-las, garantindo a replicação de seu tipo, de suas características, enquanto os outros tendem a ser esquecidos.

Suponha a existência de uma dada espécie de insetos cujos voos nupciais ocorrem a esmo, com machos e fêmeas voando aleatoriamente em direções variadas. Eventualmente, nesse caso, um macho cruzará o caminho de uma fêmea, passando-lhe bem próximo, mas em direção tão contrária que não será capaz de agarrá-la, tendo que desacelerar, fazer uma enorme curva, em voo, e retornar para procurá-la, já, provavelmente, perdida ao longe, e talvez já agarrada por um outro macho.

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Tais vicissitudes poderiam ser abrandadas caso o macho pudesse, de algum modo, adivinhar o caminho da fêmea, sua direção, sonho mágico das efêmeras criaturinhas. Sonhemos com elas, como já fizemos em nosso próprio mundo.

Sonhemos ser um macho capaz de adivinhar a direção de voo da fêmea, podendo ajustar nosso voo em consonância ao dela, permitindo-nos enlaçá-la natural e suavemente, sem os percalços que adviriam de voos opostos.

Que belo papel faria o galante sedutor aos olhos das fêmeas, que adorariam se entregar a tão hábil criatura, cujos descendentes tenderiam a herdar característica tão prolífica.

Sonhariam machos e fêmeas participantes do grande festival nupcial da espécie com a possibilidade mágica de adivinhar a direção e desígnios das fêmeas, assim como nós sonhamos tantos sonhos análogos, embora saibamos que sonhos são apenas sonhos, e que mágica também só existe no reino da fantasia.

Mas, antes que a desilusão nos envolva, e, uma vez que qualquer direção de voo parece igualmente boa, deixemos que nosso galante inseto, como bom sonhador, possua a compulsão de voar em direção à lua. Trata-se, meramente, de uma compulsão, uma mania; a criatura voa sempre em direção ao grande luzeiro noturno, mania herdada de seu pai, aliás.

Agora suponhamos a existência de uma fêmea compelida a fazer exatamente o mesmo, a voar resolutamente, sempre, em direção à lua. Talvez, seja uma irmã do sonhador, compartilhando a mesma herança do progenitor.

Mas, atentemos! Em tal caso, se ambos privilegiam a mesma direção de voo, se ambos voam na direção da lua, não precisam realizar a magia de adivinhar a direção do outro, intrinsecamente, já a conhecem! Não precisará o inseto adivinhar magicamente os desígnios da fêmea, bastará a ele entregar-se a sua compulsão, a mesma compartilhada pela fêmea, para arrebatarem, ambos, todos os prêmios que seriam dados ao galante mágico que adivinhasse a direção da fêmea! Fazendo exatamente o mesmo que deveria fazer, caso soubesse a direção da fêmea, ou seja, voando em direção à lua, o macho executará o mesmo comportamento do galante indivíduo que conseguisse ler o pensamento da fêmea. Aos olhos dela, por outro lado, pouco importa que o macho conheça, ou não, seus desejos, uma vez que age como se o conhecesse, abordando-a exatamente do modo preferencial, evitando os percalços das abordagens antagônicas.

A magia sonhada realiza-se, assim, naturalmente, sem qualquer intervenção sobrenatural, decorrente apenas da singela compulsão de voar em direção à lua!

O encontro de tais criaturas, então, tenderá a aumentar a quantidade de insetos da espécie voando em direção à lua, característica que tenderá a ser, por isso, cada vez mais vantajosa, havendo, a cada geração, mais fêmeas voando em direção à lua, e mais machos agindo como se adivinhassem tal desígnio. Com o passar das gerações, os insetos que não tivessem herdado a compulsão continuariam a voar a esmo, baratinadamente, mas em número cada vez mais reduzido, até se verem extintos, substituídos pelos obsessivos, cuja compulsão acabou resultando na magia natural resultante dos princípios biológicos fundamentais. Um final feliz!

Pode-se objetar que as considerações acima enfatizam as vantagens da determinação de uma direção privilegiada, havendo, no entanto, outras candidatas, além da lua. A mais simples seria a escolha de uma direção fixa, como o norte, por exemplo. Os que fizessem tal escolha angariariam todas as vantagens relacionadas acima, mas a espécie tenderia a se deslocar, como um bloco, nessa direção, perdendo a oportunidade de explorar o ambiente ao sul da região em que ela ocorre, reduzindo assim sua dispersão, o que torna essa escolha não tão boa quanto a direção da lua.

A escolha do zênite, a direção para cima, não traria o mesmo inconveniente, mas ocasionaria uma redução na velocidade de voo da criatura, expondo-a mais intensamente à predação.

A escolha da lua, como demarcador da direção privilegiada, traz ainda a vantagem colateral da dispersão da espécie, cujos indivíduos dirigem-se para lados diferentes, com o passar da noite.

A disseminação da iluminação elétrica, pouco mais de um século atrás, instaurou o caos entre tais criaturas, produzindo lâmpadas que brilham como luas, confundindo os seres, compelindo-os a enxamear sobre os artefatos brilhantes quando deveriam estar voando em direção ao astro natural inalcançável. As lâmpadas led pioraram bastante o cenário.

NOTA: Nesse momento, os insetos estão sendo fortemente dizimados, massacrados, provavelmente, pelo uso abusivo de pesticidas. A situação é alarmante, dadas a intensidade e a ubiquidade da chacina, e ressalta a importância do conhecimento de que as fontes artificiais de luz agridem as populações de insetos, exatamente, quando eles estão mais fragilizados: no momento da reprodução.

Vale notar que a hecatombe que se abate sobre os insetos tende a se alastrar por toda a cadeia ecológica, da qual fazemos parte.

Mas, será que tal ideia é testável? Será possível discernir se os insetos que enxameiam as lâmpadas elétricas assim o fazem por terem perdido a direção de suas casas? Ou o fazem, muito mais frequentemente, durante os voos nupciais, enquanto buscam parceiros sexuais?

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Adiantei, acima, que elaborei essa explicação, décadas atrás, com o propósito precípuo de ilustrar a concepção popperiana de ciência. Embora não se trate, propriamente, de um experimento crucial – dado que explicações aventadas não se excluem, mas se complementam –, a elaboração de uma observação capaz de resultar na refutação da ideia de que a maioria dos insetos atraídos pela luz o façam quando em busca de parceiros, e não por terem tido seus sistemas de navegação confundido é muito simples. (Lembrando que a refutabilidade é uma característica essencial das teorias científicas, segundo Popper).

De acordo com a explicação tradicional, os insetos manterão um dado ângulo de voo em direção à lâmpada, em consequência do quê, traçarão um voo em espiral até chegar à lâmpada. Assim farão as abelhas, e talvez outros que desconheço, adotando ângulos de aproximação variados, conforme a localização em que se encontravam previamente ao retorno para casa.

A singela explicação proposta acima, resulta nas miríades de insetos voando diretamente em direção à fonte de luz. A imensa maioria dos insetos voando em torno da lâmpada faz exatamente isso, como será constatado por qualquer observador.

A constatação torna-se indubitável quando se tem a sorte de encontrar insetos traçando rotas espirais em torno das fontes de luz, em contraste muito nítido com o movimento da multidão a voar diretamente para a luz.

Cientificidade

Adiantei, acima, que essa ideia foi proposta como modelo de teoria científica, como ilustração daquilo que Popper considera uma teoria científica – as exigências dele são bastante restritivas, de modo que uma parte considerável daquilo que é feito usualmente sob o rótulo de “ciência”, não merece dele tal designação.

A cientificidade da teoria acima, de acordo com a proposta popperiana, é dada por sua testabilidade: caso a observação revele que os insetos se aproximam da fonte de luz sob trajetórias espirais – como acreditam os defensores da teoria da navegação, hoje vigente –, a teoria do voo nupcial será refutada. É o fato de, em princípio, existirem observações passíveis de refutar a teoria, negá-la, que a torna científica Outros tipos de testes podem ser realizados, com o mesmo propósito, por exemplo, analisar se os insetos que se dirigem à luz o fazem quando estão férteis.

A observação das trajetórias de voo, no entanto, permite a realização de testes extraordinariamente simples, bastando que paremos em frente a um poste de iluminação enxameado por insetos – fato que, não por acaso, costuma ocorrer nos meses mais quentes, quando eles se reproduzem –, e contemplemos a cena. Muito provavelmente, todos os insetos estarão realizando, basicamente o mesmo, não havendo contraste nítido entre suas movimentações, exceto pelo controle de voo mais preciso mostrado por umas espécies, mais que por outras.

A chegada eventual de algum inseto cuja navegação de voo é traçada conforme o ângulo da fonte de luz com sua trajetória contrastará nitidamente com o enxame, explicitando muito claramente a diferença entre os propósitos de ambos. Trajetórias baseadas em ângulos ligeiramente menores que 90 graus traçarão muitos círculos, sucessivamente menores, em torno da fonte de luz. Ângulos menores imporão o traçado de espirais mais simples, que colapsarão mais rapidamente.

Os físicos costumam se preocupar com a exigência popperiana de cientificidade, outros “cientistas” não costumam fazê-lo. Se são, ou não, cientistas, os que não se preocupam com a testabilidade das teorias decorre da concepção de ciência que se advogue. Defendi aqui a existência de 5 concepções de ciência. De qualquer modo, satisfazer a essa, que corresponde a uma das mais fortes exigências à cientificidade confere à teoria uma credibilidade considerável.

Considere que, atualmente, os biólogos acreditam que os insetos se dirigem para a luz em trajetórias espirais, mas que razões teóricas, baseadas na seleção natural e na vantagem seletiva de se dirigir à luz durante o voo nupcial sugere a alternativa proposta acima. Então, se observarmos os insetos em torno da luz e, ao contrário da crença atual, descobrirmos que eles voam diretamente para a lâmpada, não o fazendo sob trajetórias espirais, refutamos a teoria anterior, – ou, ao menos, reduzimos-lhe o escopo, restringindo a explicação anterior a umas poucas espécies –, propondo, em seu lugar, uma nova explicação.

Esse tipo de ação, a substituição sucessiva de teorias por outras cada vez mais refinadas, é o que garante, de acordo com Popper, o progresso científico, o aperfeiçoamento constante da ciência e seu caminho em direção a uma Verdade inalcançável, embora cada vez mais próxima.

O jogo da ciência

Tenho descrito a atividade científica como um jogo de enigmas que, em linhas gerais, corresponde a construir perguntas e tentar respondê-las. Popper acrescentaria, sabiamente, a execução de testes empíricos – no caso, a observação das lâmpadas.

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A descrição acima revela a enorme simplicidade do jogo da ciência, mostrando claramente que qualquer pessoa pode participar desse jogo, bastando para isso vontade, atenção, criatividade, e um mínimo de conhecimento – no caso acima, a leitura de um único livro popular foi suficiente; O gene egoísta, me proporcionou o conhecimento necessário para a solução da questão, um problema que, aliás, por razões ecológicas, vem ganhando grande importância.

Dadas tais constatações, suponhamos que, amanhã, o leitor se depare com um poste de iluminação fervilhando de insetos, quase todos eles atingindo a fonte de luz em voo direto, em contraste com uns poucos deles que se aproximam em trajetórias espiraladas até a lâmpada. Caso isso ocorra, ao observar com atenção o evento, o leitor concluirá que a explicação atual desse fato está equivocada, ou melhor, que se restringe apenas a uma pequena parcela dos insetos. A constatação será bastante clara, e qualquer um chegará a ela, não sendo necessário nenhum treinamento científico, ou conhecimento biológico, para admitir o fato.

Os físicos, aqueles cujos procedimentos usuais mais se aproximam da metodologia popperiana, costumam se dividir entre físicos teóricos – aqueles que pensam e propõem teorias –, e físicos experimentais, que as testam empiricamente, por meio de experimentos e observações. Trata-se de uma divisão de trabalho, frequentemente implementada por eles. Cada um desses tipos se espacializa em uma etapa do jogo. A observação sugerida acima corresponde à ciência experimental.

Além de ilustrar a simplicidade que a ciência contemporânea pode abarcar, a teoria proposta revela a simplicidade com que os testes empíricos podem ser efetuados, enfatizando a simplicidade do jogo da ciência também no âmbito experimental. Veja que qualquer pessoa pode participar do jogo, realizando meramente o teste anteriormente proposto: a observação dos enxames nas lâmpadas. Participem e confiram!

Ciência, dogmas, fake news e confusões em geral

Agora, analisemos o seguinte paradoxo: venho divulgando essa ideia há mais de duas décadas, sendo ela, certamente, já bastante conhecida. Creio, como o leitor poderá conferir, pessoalmente, que as observações confirmam claramente que os insetos dirigem-se, quase todos, diretamente para a lâmpada, fato que confirma a explicação alternativa, desqualificando a teoria hoje vigente. Em vista disso, consideremos a seguinte questão: o que esperam os biólogos para admitir algo tão evidente?

Existe uma resposta já pronta para tal pergunta. A solução pré-arranjada, de aparência austera, sóbria e sensata, consiste na afirmação da necessidade, em tal caso, de testes controlados e precisos, de análises estatísticas meticulosas, e da apreciação dos pares. Só depois de cumpridas tais exigências, de tomadas todas essas precauções ditas “científicas”, poderá a Ciência se pronunciar acerca do fato.

Ora, leitor, convenhamos. Qualquer idiota conseguirá observar insetos dirigindo-se para uma lâmpada e discernir entre os raros que percorrem trajetórias espirais, e a multidão deles a alvejar diretamente a lâmpada; crianças de 5 anos constatarão tal fato. As tais exigências cientificoides, assim como os testes estatísticos, são necessárias em circunstâncias duvidosas, em observações nas quais existem fortes dúvidas sobre a interpretação dos fatos, por exemplo. Tratando-se de algo tão óbvio, de observação tão clara e incontroversa, simplesmente não haverá motivo para dúvida, podendo-se até propor o contrário: observe os insetos dirigindo-se para a lâmpada, especialmente se houver algum deles se aproximando em círculos espirais para contrastar com a multidão, e tente negar a movimentação direta das criaturas para a lâmpada! Em vista da impossibilidade de tal negação, por que algum idiota deveria esperar o parecer de sisudos cientistas pseudoproprietários de um poder que não possuem. Aliás, cientistas de verdade nunca alegam tal fato, os de verdade nunca se escondem atrás da autoridade, assumindo, eles mesmos, suas próprias razões. “Ser um cientista” consiste em demonstrar determinada atitude, não em apresentar qualificações de quaisquer espécie, razão pela qual as tais exigências cientificoides, de reverência e submissão a uma suposta autoridade determinadora do conhecimento oficial é absolutamente pífia. Assim como as crianças, os cientistas, possuem o dom de revelar quando o rei está nu.

O rei está nu.

Adendo:

É a negação da capacidade de discernimento das pessoas, de sua racionalidade, articulada para impor uma autoridade definitória das verdades científicas, que abre as portas para tolices irracionais como as que andam ganhando espaço atualmente (criacionismos, terraplanismos): se as questões são decididas por uma autoridade, tudo se resume a lutas pelo poder. O propósito das autoridades é sempre esvaziar a razão, garantindo com isso a submissão das discussões a seu jugo. Cientistas julgam baseados na razão.

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4 comentários

  1. Raios em paralelo do Sol e da Lua versus raios convergentes de fontes artificiais me parece o mais plausivel , testável , alguém já deve ter feito , talvez o calor seja um fator a mais. Tenho medo de argumentos do tipo “qualquer idiota” me lembra a história do manto do rei …

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