#VazaJato: não existe lei, decência ou alteridade quando o alvo é Lula, por Camilo de Oliveira Aggio

Não são apenas demonstrações da completa falta de humanidade e de respeito dessas pessoas, mas da falta de qualquer tipo de decência, de capacidade de ter compaixão, quando Lula é o objeto de suas atenções.

#VazaJato: não existe lei, decência ou alteridade quando o alvo é Lula

por Camilo de Oliveira Aggio

A nova remessa de informações da #VazaJato, publicada pelo UOL, dá o tom cabal, ainda mais explícito, do empreendimento antipetista e antilulista dos procuradores da Lava Jato.

As circunstâncias das trocas de mensagens são os episódios de perda de familiares por Lula: Marisa Letícia, seu irmão, seu neto.

Não são apenas demonstrações da completa falta de humanidade e de respeito dessas pessoas, mas da falta de qualquer tipo de decência, de capacidade de ter compaixão, quando Lula é o objeto de suas atenções. É o tipo de preconceito classista que passei a vida a testemunhar em rodas de gente de classe média, média alta quando se trata desse sujeito: Lula é indigente e como sub-humano que é, deve ser tratado.

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É notável, nas manifestações de procuradores, como seus problemas com Lula nada ou quase nada têm a ver com questões judiciais, com crimes. Laura Tessler, por exemplo, não cansa de compartilhar seu desgosto com as “puladas de cerca de Lula”, os casos extraconjugais do ex-presidente que ela diz conhecer. Um de seus colegas vai na mesma toada e comenta que a morte da esposa lhe dará a liberdade para continuar na “gandaia”.

Não se enganem: é sobre Lula. Lula não tem direito nem a suas questões íntimas e vícios privados. Lula não é uma simples figura pública para essa gente, mas um elemento a ser exterminado por tudo que representa, uma propriedade deles. Ao contrário de um outro ex-presidente, por exemplo. Esses procuradores, assim como seus colegas classistas do antilulismo nunca deram e nunca darão a mínima para FHC ter dito um caso confesso com uma jornalista da Globo e até de ter corrido o risco de ter tido um filho com ela. Já, Lula…

E a coisa só vai piorando. Não são capazes de mostrar quaisquer consternações com tudo que envolve o episódio da morte do neto de um cara que foi privado de estar ao lado dele numa situação desgraçada, de dor incomensurável, como essa. Incapazes de exibir qualquer tipo de exercício de alteridades e decência, com exceção de um ou dois outros procuradores que falam que a lei deve ser respeitada.

E aqui, notem só! O procurador Orlando Martello, com a conivência de Dallagnol, Januário Paludo – que disse que no caso do pedido de ida ao velório do irmão, “o safado (Lula) só queria passear” – e outros, diz, com todas as letras, que no caso da saída de Lula para o velório do neto, a lei, A LEI não deveria ser cumprida no caso de Lula.

Em suas palavras: “3, 4, 10 agentes não o trarão de volta. Aí que mora o perigo caso INSISTAM EM CUMPRIR A LEI”.

E olhem o endosso do colega Antônio Carlos Welter: “Eu acho que ele tem direito a ir. Mas não tem como”.

Alguém precisa de mais para ser convencido de que o cara é nada mais, nada menos do que um preso de uma gente que o despreza social e politicamente e não por ser, como alegam, um comprovado criminoso?

Bem, para finalizar, eis mais uma manifestação de embrulhar o estômago. Notem que se trata de um avô que perdeu um neto, uma criança. Isso pouco importa para essa gente em se tratando de Lula. O que importa é minimizar o tamanho de uma das maiores desgraças que pode acontecer a alguém e torcer para que caia no esquecimento.

Diz Laura Tessler: “O foco está em Brumadinho….logo passa…muito mimimi”.

Mimimi. Foi essa gente, com essas motivações, que prenderam Lula. E quem os defende não são iguais a eles. São muito piores.

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