Memorial lembra vítimas da ditadura no Rio

Atividade no Memorial Cambahyba marcou início de manifestações que serão realizadas pelo país até a data dos 60 anos do golpe de 1964

Foto: Divulgação/MDHC

As manifestações que marcam os 60 anos do golpe de 1964 foram inicialmente iniciadas com a criação do Memorial Cambahyba na última quarta-feira na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Conhecido como Usina da Morte, o local era uma antiga usina de cana de açúcar que foi usada para incinerar vítimas da ditadura militar.

Investigações mostram que os fornos da Usina Cambahyba foram usados para incinerar corpos de pelo menos 12 presos políticos durante a ditadura.

O ato que marcou a criação do memorial contou com a presença do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) por meio do chefe da Assessoria Especial de Defesa da Democracia, Memória e Verdade, Nilmário Miranda; e do coordenador-geral de Memória e Verdade e Apoio à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, Hamilton Pereira, além de organizações da sociedade civil, movimentos estudantis, e de familiares de vítimas que morreram, despareceram ou foram presas no período da ditadura.

Na ocasião, Miranda destacou que o momento rememora um fato extremamente vergonhoso para o Brasil, por isso a importância de lembrar para que as coisas nunca mais se repitam, além de ser um símbolo de renovação da esperança de construir um Brasil livre do ódio, do preconceito e da discriminação por orientação religiosa.

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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