5 de junho de 2026

Com apoio a menos no Senado, PT luta para manter controle da CPI da Petrobras

Jornal GGN – Mais uma onda eleitoreira se articula no Congresso. De um lado, o PT busca não perder a estratégia de controle sobre a oposição. De outro, a pressão oposicionista se soma a apoio a menos no Senado.

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O PT contém a rédea sobre a CPI da Petrobras, enquanto a oposição persiste na instauração da Comissão Mista, boicotando as atividades parlamentares para debater o assunto, na noite de ontem (14), no Senado. Mesmo com a pressão da base governista para o início imediato das apurações, seguindo plano de trabalho definido pelo próprio PT, a CPMI já avança na Comissão de Constituição e Justiça, ao passo que o governo perde um dos seus partidos de apoio.

O PSB comunicou o seu desligamento do bloco de apoio ao governo. Ao PT, restam-se aliados o PDT, PCdoB, PSOL e PRB. O senador Rodrigo Rollemberg (DF) encaminhou ontem ofício à Mesa do Senado, afirmando que não há sentido em permanecer no bloco diante da candidatura de Eduardo Campos a presidência, devendo manter o partido em posição afastada às decisões governistas.

A medida já aguardada no Senado, entretanto, ganha mote quando na Câmara o próprio presidente, que tem seu partido de base governista, Henrique Eduardo Alves, não retém a possibilidade de uma CPI da Petrobras também na Casa.

“Se queremos instalar a CPI, como queremos, é cumprir prazos, os partidos indicarem e começar a realizar os trabalhos. Não adianta ficar criando impasses ou estresse, porque só vai dificultar e tumultuar a instalação da CPI”, disse Alves na última semana.

O pensamento do presidente da Câmara segue a linha de que as barreiras para a criação da Comissão Parlamentar Mista poderão ecoar em manifestações nas ruas, durante a Copa do Mundo, o que propagaria em bandeiras negativas para o período eleitoral.

Do outro lado, a liderança no Senado não vê acordo para o posicionamento de Henrique Eduardo Alves. “Vamos ocupar enquanto pudermos todo o nosso calendário, e dar toda a nossa energia para cumprir esse mister”, disse o relator da CPI José Pimentel (PT-CE), sobre agilizar os trabalhos para que não ganhe espaço as investigações na Câmara.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. edisilva

    15 de maio de 2014 3:28 pm

    Os senadores do DF

    Dois senadores foram eleitos com votos do PT: Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque.

    Cristovam só esperou a confirmação da contagem de votos para se pronunciar contra o PT no senado. No palanque, ao lado de Lula, Dilma e Agnelo, ele parecia confortável.

    Rollemberg esperou um pouco mais. Este último quer ser governador.

    Pode até ser, mas não com meu voto.

    Não votarei mais nestas duas criaturas.

  2. Policarpo gero

    15 de maio de 2014 3:48 pm

    Que matéria é essa? PSOL da

    Que matéria é essa? PSOL da base do governo? PMDB, PSD, PR não? E o PSB saiu da base agora? A jornalista está muito, mas muito mal informada.

    1. Patricia Faermann

      15 de maio de 2014 5:05 pm

      Caro leitor, o bloco de apoio

      Caro leitor, o bloco de apoio ao governo no Senado Federal hoje é composto por: PT, PDT, PCdoB, PSOL e PRB. O bloco parlamentar da maioria é composto por: PMDB, PP, PSD e PV. O bloco da minoria é composto por: PSDB, DEM e SD. O bloco parlamentar União e Força é composto por: PTB, PR e PSC. Aliança entre partidos no Congresso é uma coisa, bloco parlamentar no Senado é outra.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        15 de maio de 2014 7:18 pm

        Os meandros da política nacional

        Organismos complexos, que acomodam interesses inconfessáveis ficam cada vêz mais sinistros.

        “Aliança entre partidos no Congresso é uma coisa, bloco parlamentar no Senado é outra.”

        Tenho comigo que não foi para isto que o povo os elegeram seus representantes.

        Têm algo de podre no reino da Dinamarca.

        1. lenita

          16 de maio de 2014 1:43 am

          Parabéns Alexandre ! É isto

          Parabéns Alexandre ! É isto mesmo, exatamente.

  3. lenita

    15 de maio de 2014 9:07 pm

    Eu quero ser mico de circo e

    Eu quero ser mico de circo e pagarei a aposta, se a oposiçãozinha não conseguir o que deseja. Só tem picaretas nesse congresso, ninguem tem palavra, nem honra, nem nada. Só visam seus interesses eleitoreiros e muita grana. A oposição sabe bater, e como sabe. As privatizações não foram para manter o poder por muitos anos?  Estão conseguindo dia a dia, só não conseguiram impedir a presidente Dilma de usar o vermelho.

  4. Carlo Zardinni

    15 de maio de 2014 10:57 pm

    Um artigo excelente sobre a Petrobras

    Prezado Nassif fica sugestão de post do artigo publicado no Blog Megacidadania sobre a Petrobras.

    Veja no link: http://www.megacidadania.com.br/petrobras-e-a-realidade-irrefutavel/

    O artigo é longo mas vale por cada linha escrita!

     

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