Com apoio a menos no Senado, PT luta para manter controle da CPI da Petrobras

Jornal GGN – Mais uma onda eleitoreira se articula no Congresso. De um lado, o PT busca não perder a estratégia de controle sobre a oposição. De outro, a pressão oposicionista se soma a apoio a menos no Senado.

O PT contém a rédea sobre a CPI da Petrobras, enquanto a oposição persiste na instauração da Comissão Mista, boicotando as atividades parlamentares para debater o assunto, na noite de ontem (14), no Senado. Mesmo com a pressão da base governista para o início imediato das apurações, seguindo plano de trabalho definido pelo próprio PT, a CPMI já avança na Comissão de Constituição e Justiça, ao passo que o governo perde um dos seus partidos de apoio.

O PSB comunicou o seu desligamento do bloco de apoio ao governo. Ao PT, restam-se aliados o PDT, PCdoB, PSOL e PRB. O senador Rodrigo Rollemberg (DF) encaminhou ontem ofício à Mesa do Senado, afirmando que não há sentido em permanecer no bloco diante da candidatura de Eduardo Campos a presidência, devendo manter o partido em posição afastada às decisões governistas.

A medida já aguardada no Senado, entretanto, ganha mote quando na Câmara o próprio presidente, que tem seu partido de base governista, Henrique Eduardo Alves, não retém a possibilidade de uma CPI da Petrobras também na Casa.

“Se queremos instalar a CPI, como queremos, é cumprir prazos, os partidos indicarem e começar a realizar os trabalhos. Não adianta ficar criando impasses ou estresse, porque só vai dificultar e tumultuar a instalação da CPI”, disse Alves na última semana.

O pensamento do presidente da Câmara segue a linha de que as barreiras para a criação da Comissão Parlamentar Mista poderão ecoar em manifestações nas ruas, durante a Copa do Mundo, o que propagaria em bandeiras negativas para o período eleitoral.

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Do outro lado, a liderança no Senado não vê acordo para o posicionamento de Henrique Eduardo Alves. “Vamos ocupar enquanto pudermos todo o nosso calendário, e dar toda a nossa energia para cumprir esse mister”, disse o relator da CPI José Pimentel (PT-CE), sobre agilizar os trabalhos para que não ganhe espaço as investigações na Câmara.

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7 comentários

  1. Os senadores do DF

    Dois senadores foram eleitos com votos do PT: Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque.

    Cristovam só esperou a confirmação da contagem de votos para se pronunciar contra o PT no senado. No palanque, ao lado de Lula, Dilma e Agnelo, ele parecia confortável.

    Rollemberg esperou um pouco mais. Este último quer ser governador.

    Pode até ser, mas não com meu voto.

    Não votarei mais nestas duas criaturas.

  2. Que matéria é essa? PSOL da

    Que matéria é essa? PSOL da base do governo? PMDB, PSD, PR não? E o PSB saiu da base agora? A jornalista está muito, mas muito mal informada.

    • Caro leitor, o bloco de apoio

      Caro leitor, o bloco de apoio ao governo no Senado Federal hoje é composto por: PT, PDT, PCdoB, PSOL e PRB. O bloco parlamentar da maioria é composto por: PMDB, PP, PSD e PV. O bloco da minoria é composto por: PSDB, DEM e SD. O bloco parlamentar União e Força é composto por: PTB, PR e PSC. Aliança entre partidos no Congresso é uma coisa, bloco parlamentar no Senado é outra.

      • Os meandros da política nacional

        Organismos complexos, que acomodam interesses inconfessáveis ficam cada vêz mais sinistros.

        “Aliança entre partidos no Congresso é uma coisa, bloco parlamentar no Senado é outra.”

        Tenho comigo que não foi para isto que o povo os elegeram seus representantes.

        Têm algo de podre no reino da Dinamarca.

  3. Eu quero ser mico de circo e

    Eu quero ser mico de circo e pagarei a aposta, se a oposiçãozinha não conseguir o que deseja. Só tem picaretas nesse congresso, ninguem tem palavra, nem honra, nem nada. Só visam seus interesses eleitoreiros e muita grana. A oposição sabe bater, e como sabe. As privatizações não foram para manter o poder por muitos anos?  Estão conseguindo dia a dia, só não conseguiram impedir a presidente Dilma de usar o vermelho.

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