Com insatisfação de Renan, Temer tenta evitar contaminação da base

Foto: Marcelo Camargo/ Fotos Públicas
 
Jornal GGN – Após o avanço de Renan Calheiros (PMDB-AL) em uma ruptura com o governo do mandatário peemedebista, visando já o pleito de governabilidade de 2018, Michel Temer tenta se reaproximar do senador. 
 
Renan, por sua vez, deu o recado em entrevista à TV Ponta Verde, de Maceió: “ainda”, ainda não rompeu com Temer, mas deixou claro que não está do seu lado dentro do PMDB. “O rompimento [com o Temer] ainda não. O que está ficando claro são posições diferentes do PMDB e do governo”, afirmou o parlamentar nesta terça-feira (04).
 
Continuando: “Conversei com o presidente Temer várias vezes, e ele chegou a perguntar se a agilização do julgamento [da chapa Dilma-Rousseff-Temer] do TSE iria ajudar na devolução da legitimidade. E eu disse: ‘Sinceramente, acho que não. Acho que o que vai devolver a legitimidade perdida é acertar a mão, escalar melhor, jogar para frente’. Do jeito que está, está parecendo com a seleção do Dunga –e não precisamos mais do Dunga, precisamos do Tite para nos levar a um porto seguro.”
 
A referência foi sobre a escalada do presidente de senadores mais próximos à outra ponta do partido. Em resposta, Temer tenta agora a intermediação de Renan junto a senadores como Romero Jucá (PMDB-RR). Por outro lado, mantém o que adotou desde o início de sua gestão, de formar no próprio governo, em sua grande parte, a estrutura de apoio da base tucana e influências de Aécio Neves (PSDB-MG) nas escolhas do mandatário.
 
Nas conversas que teve com Renan, Temer tenta deixar claro que as portas estão abertas para o diálogo. A primeira das tentativas do presidente ocorreu em março, quando o senador anunciou que Michel Temer já “precipitadamente” havia “inviabilizado a reforma da Previdência”, ao enviar o texto sem tempo de debate entre os parlamentares e de que agindo assim ele também inviabilizaria as outras reformas.
 
Imediatamente após o comunicado, o presidente ofereceu um jantar aos senadores, incluindo Renan Calheiros, no Alvorada, que foi um dos últimos parlamentares a chegar para o encontro. Participaram 18 senadores do PMDB, além dos ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Hélder Barbalho (Integração), Osmar Serraglio (Justiça), Marx Beltrão (Turismo) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário).
 
Já na saída do jantar, o presidente do Senado Eunício Oliveira (CE) adotava mudança de discurso, afirmando que Temer conversou sobre as reformas e que chamou a atenção para a necessidade de se manter a reação da economia e retomar geração de empregos.
 
Eunício deixava claro a tentativa do presidente de tentar aproximar a bancada e o Parlamento ao governo – já com o claro receio de possíveis rupturas em sua gestão.
 
Adotando uma postura de precaução, além de tentar abafar a existência da atual possibilidade de ruptura de um dos que são considerados caciques do partido, e assim tentar impedir que leve com ele outros nomes da sigla, Temer espera que até maio deste ano, quando avançadas as mudanças na aposentadoria e também o resultado do processo de cassação no TSE, recupere a aproximação do parlamentar.
 
Neste meio curso, pretende, ainda, reunir-se outras vezes com os senadores, deputados e bancada para dialogar junto ao Congresso em suas tentativas e projetos enviados às Casas Legislativas.
 

2 comentários

  1. Deixe de ser safado renan.
    o

    Deixe de ser safado renan.

    o que poderia devolver a legitimidade seria a prisão de TODOS os golpistas, seja os da mídia, do empresariado, da política, do judiciário, da pf, mpf, pgr, stf, tse, TODOS sem exceção. Após, realização de uma eleição geral.

    Criação de leis que tornassem impossível qualquer tentativa de golpe no futuro.

    Fim da rede globo.

  2. Seria isso a tal

    Seria isso a tal pós-verdade?

    A velha e conhecida mentira não seria mais correto?

    ..chamou a atenção para a necessidade de se manter a reação da economia e retomar geração de empregos…

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