Governo não tem estratégia de vacinação clara para 2022

Em depoimento à CPI da Pandemia, Queiroga confirma tratativas com a Moderna, mas não tem planejamento estruturado para o próximo ano

Ministro de Estado da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – O Ministério da Saúde confirmou acordo com a farmacêutica Moderna para a aquisição de 100 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19, mas ainda não existe um planejamento claro para o reforço da imunização da população em 2022.

A informação foi indicada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante seu segundo depoimento à CPI da Covid-19 no Senado Federal. Questionado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sobre a compra de vacinas para o próximo ano, Queiroga explicou a compra de vacinas da Moderna para o próximo ano (sendo que as primeiras doses podem chegar no último trimestre deste ano), além de indicar a produção nacional de vacinas pela Fiocruz – que pode produzir, no mínimo, 1 milhão de imunizantes.

Sobre o reforço da imunização da população no ano que vem, Queiroga contestou Rodrigues e disse que seriam necessários mais dados científicos. Randolfe afirmou que, pelo que afirma a ciência, a validade da vacina é de um ano e, por isso, serão necessários mais imunizantes, no que Queiroga afirmou que ainda não se sabe ao certo, e nem tem um plano específico para tal.

“Não há essa pacificação assim tão forte ainda. Estou aqui passando uma opinião pessoal – muito provavelmente vamos precisar vacinar. Qual é a estratégia? Eu pessoalmente ainda não tenho ela tão clara para mim, mas já autorizamos e já está na eminência de ser firmado com a Moderna 100 milhões de doses”, afirmou o ministro. “Além disso, nós vamos ter autonomia do nosso parque da Fiocruz para produzir vacinas e não vai haver esse retardo do IFA. E outras farmacêuticas que nós pudemos trabalhar, o próprio Instituto Butantan”.

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1 comentário

  1. Nassif: o ministro da Saúde e a Dra. Luana, não nos iludamos, são farinha do mesmo saco. Servem aos mesmos quartéis que comandam a Saúde no Brasil…
    Comparemos momentos governamentais aparentemente semelhantes, apesar de distintos no tempo, governos eleitos por voto popular e amparados por baionetas e balas provenientes de milícias civis e militares. Exatamente, III Reich (1933) e o atual no Brasil (2018). Revanchistas e saudosistas, faltando apenas o diariamente anunciado pelo mandatário maior daqui, ou seja a da Noite das Facas Longas. Como agora, o germânico, com ministros importantes, Joseph Goebbels, Hermann Göring, Joachim von Ribbentrop, dentre outros. Cidadãos ditos comprometidos com o bem estar do Povo, como agora. Mas, direta ou indiretamente, partícipes (alguns, comprometidos) de horrores naquela época, em favor de suas ideologias. E embasados, lá e aqui, em fundamentos científicos. O chefe daquele governo, como agora, mostrava discursos onde o fim maior era o bem estar social, justificando Auschwitz-Birkenau, Treblinka, Balzec (os 3 mais usados) como instrumento de crescimento e sucesso da Nação. Seriam ali 60 milhões de “salvos” em detrimento a 6 milhões de pessoas que se finaram naqueles estabelecimentos. Aqui, e agora, o governo (por ministérios, como da Saúde), falam de 15 milhões de “salvos” em detrimento a 500 mil dos que se foram. E há quem admita números crescentes em andamento.
    Você, que é macaco velho no pedaço, diria que os discursos parecem avizinharem-se? Seria um “arianismo” continuado, em favor do Mercado e de empresários inescrupulosos? Seria viável admitir Dachau como nosso atual Sistema Nacional da Saúde, dirigido por pessoas treinados para matar? Dê uma luz, nesse negro túnel dos quartéis.
    Por isso a tecnicidade do ministro (e de sua rejeitada secretária) parece insignificante em face sua “aceitação” e submissão ao status quo, nessa pandemia. Sua responsabilidade pelas sepulturas abertas é uma constante, por mais que ele (e a mencionada Dra.) diga diferente.
    Se tivermos oportunidade de instalar aqui um novo Nurembergue espero dentre as lideranças políticas, militares e econômicas esteja o ministro, por mais boa vontade que diga ter.

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