9 de junho de 2026

William Santana confirma pagamento antecipado em nota da Covaxin

Servidor também confirmou à CPI da Pandemia existência de erros em invoices e nomes divergentes das empresas em contrato
Servidor e técnico da divisão de importação do Ministério da Saúde, William Amorim Santana. Foto: Pedro França/Agência Senado

Jornal GGN – O consultor técnico William Amorim Santana confirmou à CPI da Pandemia os sucessivos erros na documentação relacionada à compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No início de sua exposição, Santana deixou claro que não participou dos processos em torno da compra da vacina, sendo responsável apenas pelo recebimento e análise da invoice e, com as devidas autorizações, solicitar a abertura da licença de importação.

O técnico também apresentou uma cronologia das tratativas em torno da aquisição da vacina Covaxin, que foi marcado por falhas contratuais e erros técnicos. “A DINP, divisão de importação, área onde eu trabalho, recebeu da empresa citada – Precisa Medicamentos – um e-mail no dia 16/03 solicitando providências para abertura da licença de importação. Neste e-mail continha apenas o contrato em anexo”.

Segundo o técnico, um segundo e-mail foi enviado em 18 de março, onde estavam todos os documentos dispostos em um link Dropbox. “Havia documentos de caráter técnico e, dentre esses documentos, estava presente a invoice. A empresa mandou para mim, para nossa lista de divisão, nosso departamento”.

Santana ressaltou que submeteu a mensagem à área de fiscalização para conhecimento e orientação acerca das tratativas para esse processo. “Como eu havia submetido à área de fiscalização, eu deveria esperar a manifestação deles. No dia 22 de março, submeti o processo novamente à área de fiscalização, onde eu pontuo que a primeira parcela já encontrava-se em atraso. Se eu não me engano, conforme reza o cronograma do contrato, a primeira parcela deveria ter sido entregue em 17 de março”.

“Eu havia feito uma análise onde pontuei os principais pontos do contrato, e o meu despachante fez uma análise pontuando as deficiências que estavam presentes na comercial invoice”, disse Santana. “Já havia identificado o primeiro item, o nome do ministério estava errado havia – aliás, havia muito erro de grafia no invoice, mas não me cabe atentar a isso, me cabe atentar aos pontos que foram designados pela minha chefia que inclusive supervisionou  todas as minhas ações”.

A empresa manteve as alterações, mas a segunda invoice continuava com a opção de pagamento antecipado. “A segunda invoice veio novamente com este erro, e novamente eu a contactei, mas desta vez eu mandei por escrito ‘peço a gentileza que se atente aos termos do contrato, o contrato não reza pagamento antecipado, por gentileza corrigir’. E na terceira invoice é que essa informação já não estava mais presente”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados