Funcionários e estudantes protestam em defesa da Uerj

 
Jornal GGN – Nesta quarta-feira (18), estudantes e funcionários realizaram um ato em defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A instituição tem sido afetada por falta de recursos, causando prejuízos às atividades acadêmicas e ao funcionamento do Hospital Universitário. 
 
“A população precisa nos dar este apoio. A Uerj é um patrimônio do nosso estado. Ela não é minha, é de todos. Nossa situação hoje é triste”, afirma a estudante Natália Trindade. A universidade adiou as aulas do dia 17 para o dia 23 por falta de repasses de verbas.
 
 
Leia mais abaixo: 
 
Da Agência Brasil
 
 
Cerca de 50 estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram hoje (18) um ato em defesa da instituição. A universidade enfrenta um problema de falta de recursos que tem causado prejuízos às atividades acadêmicas, e aos atendimentos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). Os manifestantes se reuniram no Largo do Machado, zona sul do Rio, e seguiram em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.
 

De acordo com a estudante de ciências sociais da Uerj Natália Trindade, estas recorrentes manifestações buscam despertar a opinião pública da sociedade para os problemas que a universidade enfrenta. Ela diz que esta é a única forma de conseguir apoio, já que o governador não dialoga com os estudantes e servidores.

Leia também:  Dodge pede aos procuradores da Lava Jato avaliação do impacto dos vazamentos

“A população precisa nos dar este apoio. A Uerj é um patrimônio do nosso estado. Ela não é minha, é de todos. Nossa situação hoje é triste, lamentável. Se uma pessoa entrar em qualquer um dos campus terá uma sensação de que falta absolutamente tudo. Só não estamos piores que as delegacias, pois ainda temos folhas de papel-ofício. De resto, falta tudo: limpeza, alimentação, ventiladores, etc. Estamos reivindicando o básico para que a Uerj sobreviva”, explicou.

Carlos Abreu, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, da Universidade Federal Fluminense,  participou do ato, segundo ele, para reforçar uma luta que deveria ser de todos. 

“É um ditado batido, mas a união faz a força. A Uerj, diferentemente de nós, é do estado, mas nós também passamos por problemas já que o governo federal não nos dá nada. Então é extremamente necessário estarmos aqui fazendo coro com nossos irmãos. O que está sendo feito com estes jovens e os servidores em geral é um ataque desumano. Que se cortem os gastos na própria carne dos políticos e não na nossa educação. Educação é a maior riqueza que este país deveria ter,” disse Carlos Abreu.

Os alunos da Uerj tiveram suas aulas adiadas do dia 17 para o próximo dia 23, por falta de repasse de verbas.  A estudante Natália diz que realmente não há condição para o retorno às aulas por conta da escassez em todos os setores da instituição. Ela pediu que os estudantes sejam reconhecidos como a solução para a crise e não como um problema.

Leia também:  Para entregar a base de Alcântara aos EUA, governo federal pode remover quilombolas

Leia também:

Sem recursos, Uerj diz que pode suspender atividades

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

4 comentários

  1. Grande Haiti não precisa de universidades.

    É apenas o início da destruição do Brasil como possibilidade de país desenvolvido.

    Bem-vindos ao Grande Haiti!

    Isso é que dá bater panelas nas varandas.

  2. Coxinhas universitárias

    Oras, oras

    Farinha pouca, meu pirão primeiro, reza a sabedoria das vivandeiras.

    Quando se tratou de defender a democracia, o acesso à educação, os bravos alunos da UERJ ou cerraram fileiras coxas, pedindo menos 20 centavos e exigindo o fim da corrupção.

    Outros, mais covardes, se omitiram de apoiar o governo que buscava assegurar a educação para além dos brancos do brasil, privilegiados que com sua educação privada, alcançaram as universidades publicas, noves fora as honrosas exceções.

    Agora reclamam do que? Choque de neoliberalismo? Acabaram de descobrir que a festa acabou? a luz apagou? o povo sumiu? chorem na sarjeta onde escorre o chorume da sua covardia.

    Eu, que pude usufruir da universidade publica por mérito, como alguns outros que estão aí penso como a festa foi linda ó pá. Agora cada um siga sua sina de crer que o melhor é fadário para os outros.

    Boa sorte, pobres chorões.

    • A UERJ é a Meca do

      A UERJ é a Meca do Anarko-troskismo no Rio de Janeiro. Concordo plenamente com o Eugenio Wippel. A UERJ é infestada da turminha PT = PMDB = PSDB.

      Vão descobrir do jeito mais duro que a realidade não é bem assim.

      Enquanto o país se esfarelava, eles cerravam fileiras com os gfolpistas, ao mote de “Fora Todos”, caído Dilma, eles não ligavam mais para tirar ninguém. Agora que a àgua bateu na bunda, eles querem chorar !!!

      O Temer é o filho das suas jornadas !!! Aproveitem !!!

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome