Juiz diz que Carne Fraca nunca investigou problemas sanitários de empresas produtoras de carne

 
Jornal GGN – O juiz que autorizou as ações da Polícia Federal no âmbito da Operação Carne Fraca disse que a investigação nunca foi voltada para descobrir eventuais crimes de caráter sanitário nas empresas que fabricam produtos de origem animal.
 
Em entrevista ao Jornal Nacional, o juiz Marcos Josegrei explicou que o inquérito em andamento tem um foco “muito específico”: investigar como um grupo de fiscais se associou a um grupo de pessoas ligadas às empresas para oferecer “alguma facilidade no processo de certificação dos produtos de origem animal”. Logo, a Carne Fraca trata-se de corrupção e extorsão, não crime contra a saúde pública.
 
No lançamento da operação, a Polícia Federal, contudo, deu declarações no sentido de que a população poderia estar consumindo “carne pobre”. O delegado Maurício Moscardi Grillo – licenciado da Lava Jato – chegou a falar em uso de papelão, agentes químicos indevidos e outros indícios de adulteração dos produtos. Isso repercutiu na imprensa mundial e, em uma semana, o Brasil passou deixou de exportar carne para vários países.
 
“Em momento algum o inquérito abrangeu todo o processo de inspeção dos produtos de origem animal do Brasil. Portanto, com base na Carne Fraca, é impróprio dizer que o Brasil não tem condições de exportar ou vender no mercado interno os produtos de origem animal”, disse o juiz.
 
Segundo Josegrei, também não há qualquer comprovação de problemas de “origem sanitária” em frigoríficos investigados.
 
A operação é limitada ao estado do Paraná e, em menor escala, Goiás e Minas Gerais.
 

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