Sabesp tira mais água do que deveria de represa poluída para dar conta da demanda

Jornal GGN – A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) desrespeita, desde janeiro, as normas criadas com ajuda do próprio governo Geraldo Alckmin (PSDB) e capta da represa Billings – cuja boa parte de seu corpo é poluída devido ao à reversão dos rios Pinheiros e Tietê em caso de enchentes – mais água do que deveria para dar conta da demanda da parte de São Paulo abastecida pelo Sistema Guarapiranga.

Segundo reportagem da Folha desta quinta (12), “portaria estadual impõe limite de 2.190 litros de água por segundo na média anual que a Sabesp pode retirar da Billings para transferir ao sistema Guarapiranga, que abastece mais de 5 milhões de pessoas. Mas, desde janeiro, a empresa tem captado 40% a mais – em torno de 3.800 litros de água por segundo”, o suficiente para servir 500 mil pessoas.

O descumprimento da regra põe em risco a qualidade do serviço prestado pela Sabesp, justamente porque parte do corpo poluído da Billings pode parar no Guarapiranga. O Sistema abastece bairros das zonas sul, oeste e centro, abraçando demanda que surgiu após o colapso do Sistema Cantareira. Com o uso da Billings acima do limite, o Guarapiranga conseguiu atingir 85,9% de sua capacidade – contra 13,3% do Cantareira.

Desde que a crise de água tornou-se o principal desafio do governo Alckmin, a Billings tem sido apontada pelo tucano como a menina dos olhos para sair da situação de risco de racionamento. A Sabesp correu com obra para transferir águas da represa situada majoritariamente no ABC Paulista para outros sistemas, e a iniciativa foi criticada por especialistas em gestão ambiental, uma vez que Alckmin usa a Billings ao sabor da crise.

O governo do Estado conhece o potencial de produção de água da Billings há décadas, mas nunca investiu na despoluição das águas.

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