Soldados israelenses usam cachorros para intimidar palestinos

Denúncia afirma que idosos e crianças foram agredidos

Ibraspal

Soldados israelenses usam cachorros para intimidar palestinos
 
por Lúcia Rodrigues

As forças de repressão israelenses têm usado cachorros para intimidar palestinos na Cisjordânia ocupada. Denúncia do B’Tselem, grupo de direitos humanos que denuncia as constantes violações cometidas por sionistas nos territórios ocupados, afirma que os militares invadiram residências e ameaçaram as famílias com os animais.

Crianças e idosos foram algumas das vítimas no campo de refugiados de Jenin. De acordo com a denúncia, as intimidações ocorreram no último dia 7 de maio, quando soldados acompanhados de dois cães sem focinheira invadiram duas casas por volta das quatro horas da madrugada e acordaram os moradores.

A primeira casa invadida foi a de Zahra Ya’qub, 85 anos. Além dela, vivem no local, seu filho Salah, 44 anos, e a esposa dele, Sabah, 40 anos, e os três filhos. Segundo a denúncia, soldados agrediram o casal e fizeram com que os cães derrubassem Sabah no chão.

“Um soldado chutou Sabah enquanto ela estava caída. Outros soldados fizeram buscas em outros cômodos da casa e prenderam um dos filhos, Abd a-Rahman, 20 anos, que tem deficiência intelectual”, segundo relato do B’Tselem.

A outra casa invadida pertencia à família Salit, onde vivem 10 pessoas: Hashem, 73 anos, Samir, seu filho de 46 anos, além da esposa e sete filhos do casal, três deles com idade entre 7 e 13 anos. “Os soldados arrombaram a porta da frente e agrediram o avô das crianças com o cachorro, batendo em suas costas e arranhando seus braços. Os militares o deixaram caído no chão ferido.”

Na sala, os soldados permitiram que um dos cachorros derrubasse o menino Muhammad, 13 anos, e o mordesse. Com o cachorro em cima do garoto, os militares algemaram Muhammad.

O grupo de direitos humanos ressalta que as incursões noturnas dos militares israelenses nas casas dos palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada se tornaram parte da rotina imposta pelo regime sionista.

“Nesses ataques, todos os que vivem nessas casas, incluindo crianças pequenas, são obrigados a sair da cama. Nesse caso, usaram cães para atacar algumas pessoas e aterrorizar outras”, reforça a denúncia.

Para o B’Tselem, essa conduta não é uma iniciativa individual dos soldados, mas faz parte da política militar israelense para a Cisjordânia. E, por isso, afirma que ninguém será responsabilizado pelo que aconteceu em Jenin no mês passado.

Com informações do Middle East Monitor

 

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