Grupo de Risco (II), por Izaías Almada

E, como os adolescentes, estamos cheios de problemas, procurando nos firmarmos como nação, livre, soberana e desenvolvida economicamente.

Grupo de Risco (II)

por Izaías Almada

O Brasil é um país jovem ou será um país para jovens?

Temos um pouco mais de quinhentos anos, ao lado de muitos outros que já ultrapassaram a marca dos três a cinco mil anos de existência. Em relação a esses, sequer podemos dizer que já entramos na adolescência da história da humanidade.

E, como os adolescentes, estamos cheios de problemas, procurando nos firmarmos como nação, livre, soberana e desenvolvida economicamente.

Mas alguns velhos e conhecidos usurpadores, internos e externos, sempre que podem impedem que possamos alcançar uma plenitude democrática, se é que isso já existiu alguma vez na história da humanidade.

Nunca é demais lembrar que na Grécia antiga, mãe da democracia, existiam escravos.

E nessa caminhada em busca de paz, liberdade e justiça social, é preciso pensar seriamente em políticas de amparo e cuidado com muitos daqueles que, de uma forma ou de outra, já não possuem força física e também anímica para enfrentar os problemas do dia a dia.

O ano de 2025 já está batendo à porta.

Vamos cuidar desse e de outros grandes problemas do país em relação à qualidade de vida e do bem estar social? Do nosso futuro como país de ponta? Com economia mais estável e instituições realmente democráticas?

Ou vamos ficar com essas falsas demonstrações de combate à corrupção, com essa justiça de classe calhorda, de um lado só, apoiada pela ação de militares, policiais e juízes que se consideram acima do bem e do mal, muitos deles tão ou mais corruptos do que os que são presos, julgados e condenados?

Continuar com essa cultura acovardada e hipócrita onde eu, minha família e meus amigos somos pessoas do bem e tudo à nossa volta é uma bandalheira só, um verdadeiro mar de lama?

Envelhecer é também viver.

Mas viver não para descobrir que um evangélico é capaz de usar a sua fé e a sua igreja para enviar dinheiro para paraísos fiscais e sonegar impostos, negar na prática o que pregam seus milionários pastores e bispos…

 Não que isso seja lá grande novidade. É só investigar o que fazem essas Igrejas e Cia Ltda. no Brasil e mundo afora. Como em Angola recentemente.

A novidade é o cinismo e a desfaçatez com que se fazem fortunas em nome de Jesus Cristo, sobretudo, o deboche em tentar fingir que tudo não passa de um mal entendido, quando confrontados em transformar a fé em um grande negócio. E assim vamos…

Envelhecer é também adquirir conhecimentos que possam de alguma maneira contribuir para o bem estar social, em qualquer atividade que exerçamos.

Contudo, se olharmos à nossa volta nesse ano de 2021, nesse país descoberto por Cabral e sem governo, parece que fomos condenados ao fogo eterno, conforme linguagem dos neoprofetas cristãos.

SOU FELIZ PORQUE SOU IDIOTA.

         Ou sou só eu que estou envelhecendo?

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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