Oito milhões e meio de quilometros quadrados de província, por Rui Daher

Votaram na continuidade. Creio que seguirão felizes rogando a Deus que tudo irá melhorar. Talvez. Nos Jardins e Higienópolis.

Oito milhões e meio de quilometros quadrados de província, por Rui Daher

Este o início de nova série do BRD, incrustrado no GGN, onde assumirei único preconceito: a burrice dos que não entendem que país é esse.

Explico: grande extensão territorial, clima propício à produção agrícola, mas habitada por pobres infelizes e poltrões abestados, que não lutam por seus direitos e necessidades, abrindo rabos ou pernas para dura penetração de membros, sejam quais forem, do Acordo Secular de Elites, a Casa Grande sempre fodendo a Senzala.

Assim continuaremos, sei. Na finitude, duvido que isso será superado. Nem mesmo peço reação. Entendo-os dominados e felizes. Apenas lamento tal imbecilidade. Daí o preconceito, que em mim acho único.

Em São Paulo, onde moro e voto, por exemplo, décadas governos tucanos, vocês passaram anos enchendo meus ouvidos e saco, reclamando da situação lastimável da cidade. Isto nos guetos de luxo, pois a periferia vocês desconhecem e a usam como combustível ao selvagem motor capitalista. Que fosse, se aqui o tivéssemos adotado com sabedoria. Ela teria voz.

Votaram na continuidade. Creio que seguirão felizes rogando a Deus que tudo irá melhorar. Talvez. Nos Jardins e Higienópolis.

Qual foi o medo? Boulos e Erundina tomarem suas casas e lá colocarem sujos, fedidos, perebentos sem-teto, párias da sociedade paulistana, de tantas tradições e falências, estas causadas por imperícia de gestão, heranças mal cuidadas, golpes corruptos mal feitos e fracassados?

Que paróquia é essa que se aproveitou de monocultura agrícola, imigração europeia, tardia industrialização, para concentrar e sugar as demais unidades regionais do País? Especialmente a nordestina, que em Federação Republicana, apoiada em suas dificuldades climáticas (seca), estaria junto em desenvolvimento total e orgânico (leiam Celso Furtado, seus merdas).

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Em São Paulo, no entanto, entenderia. Sei de seu cagaço com mudanças, cidade e estado.

Mas, pelos resultados, até onde os alcanço, a burrice se repete com Marília Arraes, em Recife, e Manuela, linda gata, em Porto Alegre. Tudo o que for a favor da inserção social.

Está claro que não importa o quanto o Regente Insano Primeiro (RIP) destruirá o País, vocês o elegerão em 2022. Reconheço, ele será ótimo para quem só viu Don Diego Maradona como apenas um drogado.

Tomar no cu. Parem de disfarçar-se em centros-médios. No futebol, tivemos alguns. Clodoaldo, Mauro Silva, Falcão, Piazza, tantos outros.

Continuarei a cada dia mais furioso. Vão, imbecis, estabilizar-se em octógonos e estandes de tiros. Continuarei lendo e me informando.

Inté!

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6 comentários

    • O surreal na Pátria da Surrealidade é existir alguém que ainda acredite na tentativa de se construir algo diferente, nestes 90 anos ditatoriais, absolutistas, esquerdopatas?!! No Recife, os intestinos da Nação sendo expostos. O que importa o mal cheiro das fezes. É produzido pela mesma Família. Nepotismo? Imagine?! Isto não é coisa de Socialistas Progressistas !! O Poder pelo Poder? Como puderam pensar em algo tão repugnante? Não enxergaram desde os primeiros instantes, o total apoio Progressista e Socialista na Candidatura Boulos/Erundina (Fundadora do PT)? E dividir o “Talão de Cheques”? Melhor entregar para o Tucanato. Confiamos mais em Dória, que em nossa própria gente !! Pobre país rico. ‘É indecente de tão óbvio, já escreveram por aqui’. Mas de muito fácil explicação.

  1. Olha, um povo que faz as escolhas que o nosso faz não tem moral para se queixar de nada… Não se pode esperar que surja uma rosa numa urtigueira… Se povão quer urtiga é urtiga que terá.

  2. Aquela história de revezamento no governo só vale quando era o PT no governo, para SP o tucanato eterno isso não vem ao caso

    • Luis: Isto é uma promessa Redemocrática, Progressistas, Socialista. Mais uma das doutrinações e ilusões que vocês acreditaram.

  3. Na minha cidade, apesar de haver condenação em segunda instância em processo de prevaricação, envolvendo dinheiro público e parentes do candidato vencedor, fatos ocorridos em gestão anterior, prova provada e mais de setenta e tantas investigações em curso no MP contra ele, a valorosa população o elegeu novamente com mais de 90% dos votos válidos, brancos, nulos e abstenções. Prevaleceu o “rouba, mas faz”. Claro, sempre mediante o pagamento de alguma propina. Decepcionado, penso que a maioria do povo brasileiro quer voltar para a senzala, pertencer a um dono, sem ter que assumir as responsabilidades de si próprio. E ruminar para todo o sempre.

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