18 de setembro de 2026

Caravaggio não moldou meu rosto, por Romério Rômulo

E todas as janelas de bichos não caibam / O osso duro da nossa vergonha.
Caravaggio - Portrait - recorte

Poema “Caravaggio não moldou meu rosto” reflete sobre a vida, tempo e existência humana.
Romério Rômulo, autor do poema, é poeta prosador, professor de Economia Política na UFOP.
Rômulo nasceu em Felixlândia (MG), mora em Ouro Preto e fundou o Instituto Cultural Carlos Scliar.

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Caravaggio não moldou meu rosto

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por Romério Rômulo

Sobre a nossa vida pouco se dá que a manhã nos teça
Pouco se faz que a carne reabasteça
O poço que nos cabe, esterco.

Sobre a nossa vida pouco se dá que a noite esteja certa
E todas as janelas de bichos não caibam
O osso duro da nossa vergonha.

Quando se estende a tarde -e estamos vivos-
E os olhos que nos bebem não encantam
Somos torpedos, balas, decadência.

E Caravaggio não moldou meu rosto.

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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