Vou te deixar o cão da minha mágoa, por Romério Rômulo

O olho de Kandinsky é o avesso / da dor infernizada pelo riso

Kandinsky

Vou te deixar o cão da minha mágoa

por Romério Rômulo

1.
Vou te deixar
o cão da minha mágoa.

Um atoleiro qualquer
é o meu dia.

2.
O olho de Kandinsky é o avesso
da dor infernizada pelo riso:
o fim do seu esgar é o seu começo.

O grito de Kandinsky é o paraíso.

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

Romério Rômulo

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