Haddad defende reintegração como medida de segurança, e governo Alckmin ataca Suplicy

Jornal GGN – A gestão do prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) explicou que a reintegração de posse deflagrada nesta segunda (25) foi por medida de segurança, pois a área apresentava riscos de desabamento, segundo laudo da Defesa Civil. A ação atingiu mais de 300 famílias assentadas na Cidade Educandário, próximo da região da Rodovia Raposo Ravares, e terminou com a prisão do ex-senador Eduardo Suplicy (PT). 

Haddad disse à imprensa, segundo informações do G1, que não pôde interromper o ato determinado pela Justiça pois havia sido alertado dos riscos que representava para a segurança da comunidade local.

“Liguei para o subprefeito, disse a ele para ponderar sobre a oportunidade da reintegração, mas depois eu recebi um telefonema do secretário de Negócios Jurídicos dizendo que consultados, os engenheiros que avaliam risco entenderam que não havia como manter naquela barranqueira as famílias ali, que se não fosse cumprida a ordem judicial qualquer advento: solapamento, desmoronamento, ia ser imputada a responsabilidade para a Prefeitura, que as famílias não poderiam continuar lá por ser uma área de risco bastante importante”, disse Haddad.

“Hoje [segunda] pela manhã nós encaminhamos os dois secretários ali, tanto o Medeiros [coordenação de Subprefeituras] quanto o Barreirinhas [negócios jurídicos], para informar as famílias sobre esse laudo técnico dos engenheiros. Nós fizemos todo o esforço para eventualmente adiar ou suspender, mas não havia como tomar essa medida em função do grave risco que estava ocorrendo ali. Não consegui falar com o Suplicy”, completou.

O secretário da coordenação das Subprefeituras, Antônio Carlos de Medeiros, afirmou que o “juiz e a PM estavam absolutamente inflexíveis” em relação aos moradores que, junto com Suplicy, resistiram a sair do local.

Em nota, a Secretaria da Casa Civil, do governo Geraldo Alckmin (PSDB) disse que “lamenta que o ex-senador Eduardo Suplicy tenha aproveitado a fragilidade de famílias para tumultuar uma reintegração de posse em cumprimento a uma ordem judicial solicitada pela Prefeitura de São Paulo, dona do terreno”.

Segundo a pasta, já tinham sido realizadas três reuniões prévias e parte das 400 famílias já havia se retirado da área. “O ex-senador Eduardo Suplicy insistiu na obstrução da via mesmo após negociação. A oficial de Justiça Vilma Martins Coelho (funcionária do Tribunal de Justiça de São Paulo) deu ordem de prisão ao ex-senador, que foi encaminhado ao 75º DP para registro de boletim de ocorrência. À PM, coube cumprir a decisão judicial.”

Suplicy disse à imprensa, após sair da delegacia, que resolveu deitar em frente à tropa de choque quando percebeu que o avanço dos oficiais contra os moradores iria terminar em violência. A oficial de justiça que cumpria a reintegração de posse deu voz de prisão alegando obstrução.

 

 

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