Alta da dívida global coloca crescimento em xeque, diz Banco Mundial

Em relatório, instituição alerta para risco de crise e para o impacto dos débitos dos governos, que tem afetado economias desde a década de 80

Jornal GGN – O crescimento global no cenário pós-pandemia de covid-19 deve ser ainda menor do que se via antes da pandemia, e o risco de crises financeiras não está descartado por conta da tendência global de endividamento de empresas e governos.

A média de crescimento das economias mais avançadas já era baixo entre os anos de 2011 e 2019 (cerca de 1,9% ao ano), enquanto as sucessivas explosões do endividamento geraram crises pelo mundo afora.

As dívidas globais se aproximam dos US$ 280 trilhões e, na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto) mundial, superam o que empresas, cidadãos e países deviam no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945 – sendo que o salto de endividamento de 2016 até ao fim de 2020 foi superior a US$ 50 trilhões (mais de US$ 15 trilhões só no ano passado). Entre 2012 e 2016, o aumento havia sido de US$ 6 trilhões.

Ao todo, a dívida global representa cerca de 365% de tudo o que é produzido durante um ano – sendo 435% do PIB nos países ricos e 250% nos em desenvolvimento.

Os 30 maiores países em desenvolvimento possuem aproximadamente US$ 7 trilhões em débitos com vencimento neste ano, o que vai exigir um grande esforço de refinanciamento. No caso do Brasil, o país possui R$ 5 trilhões de dívida pública federal, sendo que R$ 1,4 trilhão (28%) vencem em 2021, e o valor pode subir caso o Banco Central comece a subir os juros. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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