Papel da mulher no campo ameniza a fome

Por MiriamL

FAO: FOME PODE CAIR COM IGUALDADE DE GÊNERO NO ACESSO À TERRA

ROMA, 7 MAR (ANSA) – O número de pessoas com fome no mundo poderia ser reduzido em 100 a 150 milhões, uma queda de 12% a 17%, se nas zonas rurais as mulheres tivessem as mesmas oportunidades que os homens no acesso à terra, tecnologia, serviços financeiros e mercados, apontou hoje a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). 
   
O boletim “O estado da Alimentação e da Agricultura” (SOFA, na sigla em inglês) de 2010 a 2011 da FAO, divulgado um dia antes do Dia Internacional das Mulheres, destacou que o acesso às mulheres aumentaria a produção agrícola total dos países em desenvolvimento em 2,5% a 4%. 
   
“Temos que eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres, garantir que o acesso aos recursos seja mais igual e que as políticas de agricultura e os programas estejam conscientes do gênero”, afirmou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. 

> Ele também defendeu que as vozes das mulheres sejam ouvidas em todos os níveis no momento de tomar as decisões. “As mulheres devem ser vistas como parceira iguais no desenvolvimento sustentável”, observou Diouf. 
   
Ainda de acordo com o estudo da agência das Nações Unidas, as mulheres representam 43% do total da força de trabalho dos países em desenvolvimento, sendo 20% na América Latina e quase 50% no Leste e no Sudeste Asiático e na África Subsaariana. 
   
Nas terras onde as mulheres estão empregadas, há uma tendência para elas serem segregadas para ocupações com menores salários e terem menos segurança em seus empregos, geralmente ocupando postos temporários ou de meio período, aponta o levantamento. 
   
Segundo o editor da SOFA, Terri Raney, em todas as regiões do mundo, as mulheres têm menos acesso à terra. Para os países em desenvolvimento com informações disponíveis, entre 3% e 20% de todos os proprietários de terra são mulheres. 
   
Ele ainda destacou que as “fazendeiras mulheres geralmente alcançam rendimentos menores que os homens não porque elas são menos habilidosas, mas porque elas operam em fazendas menores e usam menos produtos, como fertilizantes, sementes modificadas e ferramentas”. (ANSA)

 

http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/201103071403397012/201103071403397012.html

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