Advogado de Lula cobrará TRF4 sobre velocidade do caso triplex

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O advogado Cristiano Zanin, defensor de Lula nas ações da Lava Jato, disse que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região será cobrado sobre a velocidade do julgamento do caso triplex em segunda instância. Na última sexta (1º), o desembargador João Gebran Neto liberou o voto para o revisor. A movimentação ocorreu em menos de 100 dias, prazo inferior ao aplicado pelo TRF4 em outros processos da operação em Curitiba.

Ao Estadão, Zanin disse que o TRF4 “deve informar o motivo pelo qual o recurso do ex-presidente Lula está tramitando nessa velocidade, fora do prazo-médio observado em outros casos. Vamos pedir ao Tribunal informações sobre a ordem cronológica dos recursos em tramitação.” De acordo com o jornal, a data do julgamento não foi agendada.

O GGN mostrou que Gebran bateu um recorde quando despachou na ação penal contra Lula no mesmo dia em que os autos foram transferidos da 13ª Vara Federal de Curitiba para o TRF4. Em menos de 7 horas, ele determinou que as partes apresentassem os recursos.

“O texto com a conclusão de Gebran Neto já está nas mãos de outro desembargador, Leandro Paulsen, revisor da 8.ª Turma. Pelos trâmites internos, Paulsen irá vistoriar o voto do relator, preparar seu próprio voto e encaminhar ambos para o terceiro membro do colegiado, Victor Luis dos Santos Laus. Somente depois disso será marcada a data do julgamento da apelação”, publicou o jornal Gazeta do Povo, nesta segunda-feira (4).

O veículo também lembrou que o TRF4 precisa confirmar a sentença de Moro contra Lula até agosto de 2018, para que o petista, que lidera as pesquisas de opinião sobre a próxima eleição presidencial, possa ser inviabilizado eleitoralmente pela Lava Jato.
 
Moro condenou Lula, com base na delação informal de Léo Pinheiro (OAS), por supostamente ter recebido um triplex da empreiteira, em troca de contratos com a Petrobras.
 
Ao responder embargos de declaração da defesa de Lula, Moro acabou dizendo, depois, que não havia relação entre os contratos e a suposta propina. Ainda assim, reafirmou a pena de 9 anos e seis meses de prisão, mais pagamento de multa. Ele também congelou os bens de Lula e Marisa Letícia, num total que se aproxima dos R$ 10 milhões.
 
 
 

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