Crivella vai cumprir prisão domiciliar, decide STJ

O presidente do STJ, além de prisão domiciliar, determinou que Crivella se abstenha de contato com terceiros e que entregue seus telefones e computadores às autoridades.

Reprodução

Jornal GGN – O ministro Humberto Martins, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a prisão domiciliar de Marcelo Crivella com uso de tornozeleira eletrônica, revogando a prisão preventiva.

Marcelo Crivella foi preso preventivamente nesta terça, dia 22, em operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro autorizada pela desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita. O político está a nove dias de terminar seu mandato frente à Prefeitura do Rio.

As denúncias apontam Crivella como suposto chefe de grupo criminoso que teria montado um esquema de cobrança de propina na prefeitura.

O presidente do STJ, além de prisão domiciliar, determinou que Crivella se abstenha de contato com terceiros e que entregue seus telefones e computadores às autoridades. O político não poderá sair de casa sem autorização e está proibido de usar telefones.

As medidas valem até que se tenha uma decisão do relator do caso, ministro Antonio Saldanha Palheiro, após o recesso do Judiciário.

Martins pontuou, em sua decisão, que Crivella pertence ao grupo de risco da Covid-19 e cita recomendação do CNJ para que magistrados evitem prisões preventivas neste período de pandemia, para impedir propagação do vírus nos presídios.

O ministrou afirma, ainda, que não está comprovada a necessidade de prisão de Crivella, mesmo reconhecendo que não há ilegalidade na decisão da desembargadora.

Com a prisão de Crivella, assume interinamente o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (DEM). O vice-prefeito Fernando Mac Dowell morreu em maio de 2018.

Com informações da Folha.

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1 comentário

  1. Talvez por ele não ter entregue o próprio telefone (entregou de outra pessoa) tenha sido a justificativa da prisão, já que isto foi uma clara obstrução. Estamos tão ressabiados com as ações arbitrárias de segmentos do judiciário que colocamos tudo num mesmo balaio quando, na verdade, não dispomos de elementos para julgar cada caso. É preciso um movimento para salvar o judiciário e a política para que a barbárie não prospere, é preciso um fazer pacto apesar de tantas traições e vaidades para não continuarmos cavando mais e mais o fundo do poço.

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