Moro chama prisão em 2ª instância de “mais importante avanço institucional”

Ex-presidente Lula foi impedido de participar da última eleição após ser condenado em segunda instância, em abril do ano passado
 
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
 
Jornal GGN – No primeiro discurso como ministro da Justiça, realizado nesta quarta-feira (02), Sérgio Moro disse que um plano-anticorrupção está sendo finalizado pela pasta para ser enviado ao Congresso Nacional.
 
O ex-juiz da Lava Jato destacou também que quer fazer uma parceria com os Estados para ampliar o sistema de segurança pública no país. 
 
O governo Bolsonaro publicou hoje no Diário Oficial a nova estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública que passará a administrar a Coordenação Geral de Imigração e do Conselho Nacional de Imigração (antes do extinto Ministério do Trabalho) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão que compõe o sistema de combate a ilícitos financeiros e lavagem de dinheiro e que constatou movimentações atípicas da conta de Fabrício Queiroz, assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e filho do presidente. 
 
O ex-juiz de piso continuou defendendo o combate à corrupção como meta do governo, apontando como proposta aplicar a proibição de progressão de regime para condenados pelo crime de organização criminosa. Moro disse ainda que quer fazer parcerias com outros países: “Brasil jamais será porto seguro para criminosos”, completou. 
 
Segundo o ministro, o texto que será enviado ao Congresso irá conter mecanismos para afastar de vez o risco de mudanças na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a prisão de condenados em segunda instância:
 
“Este foi o mais importante avanço institucional dos últimos anos. Pretendemos honrá-lo e igualmente beneficiar toda a população com uma justiça célere consolidando o avanço de maneira clara e cristalina na Constituição”, afirmou.
 
O principal oponente do então candidato Jair Bolsonaro, na última corrida eleitoral à presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi impedido de ser candidato à presidência após condenação em segunda instância, em abril do ano passado. 
 
Em relação à segurança pública, Moro elogiou a implantação da intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, de fevereiro a dezembro de 2018, completando que a Secretaria Nacional de Segurança Pública poderá usar recursos para padronizar procedimentos e estrutura.
 
“É um papel equivalente à intervenção federal do Rio de Janeiro. Substituindo ‘intervenção’ por ‘cooperativismo’”, disse, daí a necessidade de parceria com os Estados.
 
Participaram da cerimônia de posse de Moro, no Salão Negro, cerca de 400 pessoas, além de 100 jornalistas credenciados. 
 
*Com informações da Agência Brasil 
 

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