Jornal GGN – Mesmo nos países com as maiores censuras do mundo e graves restrições à liberdade de imprensa, um jogo de computador – o Minecraft – usa sua base de desenvolvimento, que escapa às legislações de cada fronteira, como brecha para se tornar acessível.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras identificou neste jogo a possibilidade de publicar artigos e reportagens de jornalistas em países que o censuraram. Dentro do jogo de BlockWorks, designers criaram a Uncensored Library (Biblioteca Sem Censura), aonde artigos de jornalistas da Arábia Saudita, Vietnã, Rússia, México e Egito, que foram proibidos de publicar em seus próprios países, agora estão disponíveis e protegidos.

No Brasil, o tipo de censura do governo de Jair Bolsonaro é outro e permeia diversas capas, além da explícita. Ainda assim, o GGN sofreu, no ano passado, a censura de 11 artigos que denunciavam o grupo BTG Pactual. O último recurso na Justiça garantiu a vitória ao jornal de manter as reportagens públicas, mas há ainda um longo caminho pela frente e o grupo econômico pode recorrer da decisão.

Por isso, os jornalistas Luís Nassif e Patricia Faermann foram os convidados do Brasil para disponibilizar seus artigos nessa plataforma, que será lançada nesta sexta-feira, 12 de março, o Dia Mundial Contra a Censura Cibernética, às 12h (horário de Brasília).

No evento, que terá transmissão simultânea da TV GGN, participarão o fundador da BlockWorks, James Delaney; o redator da DDB Berlim, Tobias Natterer; o diretor para a América Latina da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Emmanuel Colombié; Luis Nassif e Patricia Faermann do Jornal GGN e a editora do The Intercept Brasil, Paula Bianchi.

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