O procurador que fala pelo MPF

Do ponto de vista econômico, tem-se a seguinte situação.

De um lado, a oferta abundante de recursos tanto interna quanto externamente. Internamente devido à retração do crédito e do financiamento. Externamente devido à liquidez internacional e ao preço Brasil: o país está barato.

O mercado não vê países e empresas como bons ou ruins, mas como baratos e caros. E essa classificação depende da relação preço-perspectiva de rentabilidade.  A crise da economia e a desvalorização cambial derrubaram os preços dos ativos internos.

A maneira como o capital entrará no país dependerá exclusivamente do governo. Ou ajudará a fortalecer a infraestrutura, ou sairá atrás de ativos existentes. Ou pior, só virá bicar nos juros escandalosamente elevados do Banco Central.

***

Direcionar o investimento para a infraestrutura exigirá um conjunto de condições prévias.

A primeira, são projetos bem elaborados e que permitam uma boa concorrência. A segunda é recuperar a capacidade operacional das empreiteiras. E aí se começa a esbarrar em problemas jurídicos.

***

O debate público continua preso a uma visão punitiva anacrônica, de pretender punir empresas, em lugar de punir as pessoas físicas que cometeram crime.

Trata-se de debate dos mais relevantes para a recuperação da economia, mas que acabou sendo açambarcado por procuradores e delegados federais que, pela falta de ação das respectivas cúpulas, acabaram assumindo o protagonismo do debate.

 Não se vá exigir de um procurador da Lava Jato que assuma responsabilidade institucionais sobre seus atos. A única missão que responde é prender e punir. Desdobramentos maiores – como queda de 2 pontos percentuais do PIB por conta da operação – não são do seu departamento.

***

Essas implicações econômicas e sociais deveriam ser analisadas pelas cúpulas, a presidente da República, seus ministros, o Procurador Geral da República, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). A hierarquia institucional concedeu-lhes todas as prerrogativas do cargo para que sejam corresponsáveis conjuntamente pelos destinos do país.

A falta de ação superior e o estardalhaço da Lava Jato provocaram uma ampla subversão institucional. Quem fala pelo MPF não é o PGR Rodrigo Janot, é o procurador Carlos Fernando de Santos Lima que decreta que a proposta da Lei de Leniência é “anistia a corruptos”, e não se fala mais nisso.

Não adianta pretender mais. Esse tipo de pensamento monofásico é próprio de estruturas burocráticas. É por isso que o debate deveria se dar na cúpula dos diversos poderes.

O desafio é: como punir os corruptos e recuperar as empresas. É evidente que se pode separar totalmente ambos os personagens. Multas e punições recaem sobre pessoas físicas – acionistas e executivos. Impondo a multa, haverá dois caminhos: se tiverem recursos, pagam a multa; se não tiverem, vendem as empresas, e com o valor arrecadado quitam as multas, mantendo as empresas incólumes.

Mas quem passa a falar pelas instituições é o procurador que só pensa em prender e punir, o procurador do TCU (Tribunal de Contas da União), que quer ampliar o poder da categoria, o delegado da polícia que diz que se as empreiteiras fecharem outras entrarão no seu lugar.

A rebelião das massas não se observa apenas nas redes sociais ou na inação do Executivo. Tornou-se uma questão nacional, especialmente nas corporações públicas. O Brasil virou o reino dos palpiteiros.

 

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76 comentários

  1. Ao abrir mão de nomear o

    Ao abrir mão de nomear o procurador geral da república, como manda a constituição federal, os governos do PT se tornaram reféns do MPF. 

    Antes do governos do PT, todo o pais sabia quem era o superintendente da policia federal pelo seu protagonismo no dia a dia da instituição.  Hoje em dia qualquer um fala pela PF. Delegados estão pouco de lixando pelo que pensa o superintendente, pelo ministro da justiça, pela presidente da república, até fazem ela de alvo nos estandes de tiro e não acontece rigorosamente nada.

    Não viramos um pais de palpiteiros, viramos um pais sem comando, de baderneiros. Ao dividir o poder o PT dividiu o país.

     

    •   Sabe que você tem razão?
       

        Sabe que você tem razão?

        Estou chegando à conclusão de que a Dilma não é de direita ou de esquerda. É anarquista, por isso mantém no cargo o anarquista ministro da Justiça.

  2. Beneficio da dúvida

    Vou me dar o benefício de  dúvidar  se  o objetivo é de fato prender e punir. As penas propostas para pessoas físicas, que delatam , o que querem, não me parecem ser punição alguma ( 283 anos viraram 7). Já  para outros, que não delatam,  procuradores chegaram a falar em 1000 anos.  O discurso do procurador é deverás contraditório, com a aplicação de   penas leves para criminosos confessos, mas puniçoes destrutivas para as empresas. Ao mesmo tempo , de forma também contraditória, personalizam  a Odebrecht  em Marcelo Odebrecht, confundindo pessoa física e jurídica. Não me parece que tiveram a mesma postura com as firmas estrangeiras.  Me desculpe Nassif mas conhecendo a falta de apetência  com relação a certas delações e a apetência com relação a outras, além de discursos claramente politicos  fortalecem minha dúvida quanto a sua colocação de que  ” a única missão é prender e punir”.  O ministério publico por exemplo não tem mostrado nenhuma apetência em prender e punir  os sonegadores suspeitos na Operação Zelotes.  Nesta operação me parece que a missão “é imputar culpa  a determinadas pessoas que sequer eram objeto da operação”.   Se a missão fosse apurar prender e punir não seria tão  meticulosamente midiática. 

  3. O Brasil virou ????

    Não o Brasil não virou o reino dos palpiteiros.

    Brasileiros falam de tudo sem contudo conhecer sequer os princípios basilares do que falam.

    O dito delegado deve achar que uma empresa do porte dessas construtoras “nasce” num passe de mágica desconhecendo inclusive a equação da reta.

  4. Esses superprocuradores estão

    Esses superprocuradores estão cumprindo bem o seu papel. Acabar com as empresas nacionais e depois vendidas a preço de banana para os gringos. Eles sempre obdecerão ao poder economico, as elites. São pau mandado dos 1%. Trabalhadores que se danem, eles tem depositado pela união os salários todo dia 22 do mês, enquanto que a massa assalariada recebe no quinto dia útil. Esse conselhão que foi formado para discutir a retomada do crescimento tambem poderia colocar na sua pauta essa discussão, é o momento.

  5. autogestão

    os trabalhadores deveriam se organizar para assumir a gestão das empresas que foram paradas pela lava-jato,

    juizes podem entregar a administração de empresas em processo de falência para os próprios funcionários, sem sucessão de dívidas, apenas para manter as empresas vivas, mas fazendo caixa para as principais despesas,

    quando baixar a poeira da lava-jato, novas condições e relações estarão criadas

    não se deve jogar o bebê fora com a água suja!

     

    • As empresas construtoras

      As empresas construtoras visadas pela Lava Jato, 29 no conjunto, tem diretoria e acionistas, não foram à falencia, como é que os “”trabalhadores”” vão assumir? Invadindo? Ocupando?  O sistema do Pais é de economia de mercado e propriedade privada e não de “coletivos” governando empresas. Autogestão em algumas pequenas empresas falidas pode até existir com autorização judicial em certos tipos de negocios, uma empreiteira exige credibilidade financeira e juridica que esses coletivos não conseguirão, é um negocio de muito maior complexidade do que tocar um carpintaria ou fabrica de macarrão.

      • Mas, se estamos todos

        Mas, se estamos todos discutindo no terreno de hipóteses que podem solucionar os problemas existentes, uma hipótese é a transferência da propriedade das empresas para os seus trabalhadores, pela expropriação dos acionistas (todos, majoritários e minoritários. Afinal, os lucros das empresas são compartidos por todos, as perdas também.). 

      • questão política

        senhor andré, seu comentário é lógico e serve muito bem para descartar esta hipótese da autogestão, eis que gerir uma empreiteira não lhe parece ser algo que os trabalhadores possam fazer, pois é muito complexo, quem sabe mesmo fazer isto são os executivos e acionistas

        ora, se minha hipótese é absurda, também é absurdo crer que exista a tal economia de mercado, quando sabemos que as empreiteiras montam cartéis, que as grandes empresas tendem sempre ao monopólio, que a propaganda enganosa está disseminada e direcionando o consumo, que a especulação financeira controla a economia: esta é face real dos acionistas e executivos

        enfim, estou sugerindo um acordo para que as empresas não parem, mantendo empregos e os contratos com a petrobrás, a propriedade privada não está em questão

  6. Punir as pf e não as empresas
    Esse deve ser o caminho: punir os corruptos e não as empresas.
    A quase totalidade de nossos procuradores e delegados da PF nunca trabalharam em empresas privadas(estavam muito ocupados em ser concurseiros) por isso não sabem o sufoço que é manter uma empresa nesses tempos cabeludos.

    Moralismo pequeno burgues não leva pais nenhum para a frente, veja o caso das empresas alemães da epoca do nazismo.

    • punir as pf e não as empresas

      Ora, não se precisa ter inteligência acima da média, para se perceber que o senhor tenta criar uma polêmica para aparecer na mídia. Mas para isso tem que se ter talento de sobra e ainda tocar em assuntos de interesse geral, cujo debate conclua em bens para sociedade. Onde já se viu punir a polícia, em favor de bandidos? E ainda tempera com assuntos de nazismo! Pura sandice que não merece nenhum crédito, muito menos se perder tempo de boa atenção e raciocínio. Ache um caminho honesto e idoneo para seus propósitos.

  7. essa discusão tem de se

    essa discusão tem de se espalhar pra toda a sociedde, sob pena

    de ficarmos submisso a esses atentados contra a lógica e o bom senso

    dsses falaciosos procuradores da lava-jato.

  8. Alice no país dos burocratas

    A burocracia jurídica brasileira tomou o país de assalto tal como um golpe de estado. Eles não têm foco na missão maior do país: desenvolvimento, pleno emprego e etc. O legalismo deles é uma vaca sagrada. É um fim em si mesmo, tal como um crente fundamentalista que acredita na salvação como um fim em si mesmo.

    Para piorar, temos um governo fraco. Políticos fracos e que sempre tiveram pensamento colonialista: tirar um máximo possível e guardar no exterior (se guardar aqui vai ser achacado pela burocracia!). Continuando a tragédia: os funcionários públicos também querem tirar o máximo possível do produto nacional, almejam também o protagonismo dos representantes “eleitos” e, pasmem, querem mais poder político! Portanto a tragédia se define mais ou menos com dois lados: políticos/burocratas versus sociedade produtiva. Os primeiros nada produzem com exceção de burocracia, controle e mais situações de restrições, os últimos levam o país nas costas e ainda são achacados e criminalizados de todas as formas. Qual o futuro disso? No limite o que ocorrerá?

    Nassif ainda tem esperança nas cúpulas dos burocratas, mas eles se comportam com realeza em seus palácios e cortes. A única coisa que almejam é uma vida principesca às custas do dinheiro da coletividade (dinheiro de quem produz). É uma espécie de privatização para fins menores e improdutivos. Mas… Eles tem respaldo de outro poder improdutivo: a imprensa. Aquele poder que achaca e chantageia empresários e grupos empresarias, caso contrário: entram no noticiário ou nas capas de revistas como criminosos.

    É uma tragédia. Um paradoxo: aqueles que não produzem controlam, julgam, achacam, criam embaraços àqueles que efetivamente fazem o país funcionar. Mas quando isso começou? Há muitos anos. Essa é a lógica do Brasil. A única ressalva é que o estado improdutivo nunca incomodou os bilionários. Eles agiam efetivamente da classe média para baixo. Quem tinha um pouco mais de dinheiro contratava um pm aposentado como motorista para se livrar das blitz caça níquéis. Ou um banqueiro bilionário, como Daniel Dantas, que contrata um procurador aposentado. Então o modelo é mais ou menos assim: para não ser importunado contrate um despachante que faça ou fez parte daquela estrutura burocrática que possa (tenha o poder legal) lhe criar problemas. Mas é tudo legal!! A hipocrisia não é crime nesse país.

    Mas, mas, mas, a burocracia saiu do controle. Controle só para os outros, eles gostam de autonomia, sobretudo no orçamento público: dinheiro da sociedade. Sim, continuando: eles não querem mais ser despachantes e empregados do ricaços. Eles querem ser os próprios ricaços. É o juiz que se apropria, legalmente, do carro de Eike Batista. Por isso essa obsseção em implodir com o patrimônio dos bilionários nacionais. Aquele cara que nunca fez um carrinho de lata odeia aquele que se atreve a construir uma embarcação.

  9. Mas não nos enganemos, a

    Mas não nos enganemos, a intenção geral , da mídia, da oposição e também da maioria das instituições responsáveis pela ordem social e jurídica, é a de INVIABILIZAR  o Governo Brasileiro.

    Nunca se conformarão com o fato de um Governo de ESQUERDA ter ARRUMADO o Brasil que até 2002 era o retrato da FOME, DA ESCRAVIDÃO, DO ANALFABETISMO, DO DESEMPREGO, ETC.  

    Que havia sofrido uma DITADURA CAPITALISTA  que tirou MILHÕES de Brasileiros do CAMPO (para doar aos “amigos”)e criou os milhões de SEM TERRA e o maior CONGLOMERADO DE FAVELAS DO MUNDO em nossas grandes e médias cidades.

    Essas zé lites financeiras, incompetentes, inúteis, ociosas, desumanas, impiedosas e que ODEIAM os Pobres “independentes” ou, só dependentes de seu próprio trabalho, estão se sentindo “abandonadas” em seu meio ambiebnte antes “lotado” de escravos e obedientes “mal pagos”.

    Para isso tem o apoio INCONDICIONAL (na parte política não na financeira) da mídia golpista, como sempre. Resta-nos lutar e manter viva a esquerda e suas idéias socialistas.  

  10. O que faz um país ser barato ou caro

    Não se trata apenas de câmbio ou de liquidez externa. Um país é barato ou caro em função menos do quanto custa para investir mas mais do qual será o retorno. Em suma, risco – palavrinha que socialistas desconhecem o real significado e que os keynesianos populistas preferem fingir ignorar.

    E aí, quando falamos em risco no Brasil, a principal variável chama-se… Governo. E não me refiro a Dilma – ela é apenas o ápice da espécie em extinção no mundo, o “homo burocraticus voluntariosus”. Mas é uma espécie complicada, porque cria regras absurdas, tributos sobrepostos e anacrônicos e, o pior, tenta influenciar a Economia, trazendo todos os desarranjos que vemos hoje. O resultado: investidores temerosos.

    O Brasil tem imensas necessidades de infra-estrutura. E no mundo, há capital e empreiteiras ávidas e competentes para abraçar essas obras. Se o Estado sair da frente, simplificar as regras, todas essas obras serão feitas, a preços melhores, menos onerosas para o contribuinte. A paralisia que temos hoje nasce dentro da burocracia estatal, com sua visão auto-centrada e corporativista – aquela estranha fórmula em que o que assiste vive melhor do que o assistido. 

  11. Uma visão diferente

    Nassif e amigos:

    Estou entre aqueles que entendem que juízes e promotores devem assumir os ônus de suas decisões. Mas os merecidos. Neste caso da Lava Jato, imputar a culpa da recessão e do desemprego às investigações é um equívoco, na minha opinião. O ônus e a responsabilidade do desastre econômico que é o Brasil hoje é de Dilma e a ela deve ser imputado, não aos promotores, que por mais errado que estejam agindo. Não enxergar a responsabilidade do governo na crise é fugir da realidade.

    Quanto a punir empresas, também tenho uma posição divergente. O Brasil não tem somente estas empresas nem elas são estes gigantes do emprego que tanto se propala. Estas mega contrutoras não tem um único pedreiro contratado. São, na prática, escritórios de lobby. Sublocam para outras empresas de engenharia a parte física das obras, contrataram vários outros operadores, quase nunca assumem diretamente as contratações e as operaçõres (pense na transposição do Rio São Francisco. Alguém acha que uma única empresa contratou com carteira assinada todos os operários que nela trabalham?)

    Assim sendo, talvez fosse melhor para a economia que, ao invés de concentrarmos dinheiro nestes antros de corrupção, estas somas fossem distribuidas para as empresas menores de engenharia, ampliando o leque de participantes nas licitações e nas obras. Um bilhão em uma empresa tem um impacto econômico considerável. Mas se distribuirmos este bilhão entre 100 empresas, o impacto é muito maior. E, ao fim e ao cabo, são elas mesmas as que poem a mão na massa, empregam, enfim, destinam o dinheiro ao setor produtivo, que é a economia real.

    Logo, não entendo como um problema as empresas que corromperam o Estado serem banidas. Ao contrário: sem punição, estaremos organizando e legalizando a roubalheira, pois cientes de que seguirão nos negócios, estas empresas vão organizar modos de seguir superfaturando, tal como faz o crime organizado quando seus dirigentes são presos. 

    Há muitas alternativas para o Brasil. Nenhuma delas reside em fechar os olhos para a realidade. 

     

  12. Uma visão diferente

    Nassif e amigos:

    Estou entre aqueles que entendem que juízes e promotores devem assumir os ônus de suas decisões. Mas os merecidos. Neste caso da Lava Jato, imputar a culpa da recessão e do desemprego às investigações é um equívoco, na minha opinião. O ônus e a responsabilidade do desastre econômico que é o Brasil hoje é de Dilma e a ela deve ser imputado, não aos promotores, que por mais errado que estejam agindo. Não enxergar a responsabilidade do governo na crise é fugir da realidade.

    Quanto a punir empresas, também tenho uma posição divergente. O Brasil não tem somente estas empresas nem elas são estes gigantes do emprego que tanto se propala. Estas mega contrutoras não tem um único pedreiro contratado. São, na prática, escritórios de lobby. Sublocam para outras empresas de engenharia a parte física das obras, contrataram vários outros operadores, quase nunca assumem diretamente as contratações e as operaçõres (pense na transposição do Rio São Francisco. Alguém acha que uma única empresa contratou com carteira assinada todos os operários que nela trabalham?)

    Assim sendo, talvez fosse melhor para a economia que, ao invés de concentrarmos dinheiro nestes antros de corrupção, estas somas fossem distribuidas para as empresas menores de engenharia, ampliando o leque de participantes nas licitações e nas obras. Um bilhão em uma empresa tem um impacto econômico considerável. Mas se distribuirmos este bilhão entre 100 empresas, o impacto é muito maior. E, ao fim e ao cabo, são elas mesmas as que poem a mão na massa, empregam, enfim, destinam o dinheiro ao setor produtivo, que é a economia real.

    Logo, não entendo como um problema as empresas que corromperam o Estado serem banidas. Ao contrário: sem punição, estaremos organizando e legalizando a roubalheira, pois cientes de que seguirão nos negócios, estas empresas vão organizar modos de seguir superfaturando, tal como faz o crime organizado quando seus dirigentes são presos. 

    Há muitas alternativas para o Brasil. Nenhuma delas reside em fechar os olhos para a realidade. 

     

    • Finalmente

      Finalmente encontro nos comentários alguém que consegue enxergar além do petismo! Parabéns!

      Para o petismo todos os problemas do Brasil começaram com o FHC, e agora como não é mais possível usar o mesmo argumento 13 anos depois, o problema é com a justiça que teima em incriminar os santos que apoiavam o PT.

    • Aplaudo em pé o seu

      Aplaudo em pé o seu comentário! Aqui em Três Lagoas (MS), há um monstro do papel, cuja construção empregou cerca de 30.000 operários, todos agregados à construção por uma tal UFN-3, cujos dirigentes apoderaram-se dos salários dos operários e deram no pé. E a “empresa gigante” em si, em nada foi responsabilizada, inclusive, está com as obras paralisadas a mais de ano e sem qualquer notícia positiva de retomar a obra. Realmente, essas “empresas” de fachada são somente um grupinho de espertalhões que tem acesso às notícias frescas de empreendimentos no Congresso Nacional, e logo se formam e pegam com as duas mãos a empreitada, porém, como são só “corretores ávidos por montanhas de dinheiro”, não têm sequer uma pá para iniciar a obra sempre gigantesca, daí, começam a incorporar construtoras, empresas que oferecem serviços (tidas como “gatos”) e daí por diante. A lei permite essas sacanagens, propositadamente…

    • Bem lembrado. É verdade.

      Bem lembrado. É verdade. Desconheço qualquer destas empresas assumirem as obras na sua totalidade. Em todas elas a corrupção é flagrante, seja no governo federal, estadual ou municipal. Todas elas agem da mesma forma encarecendo a obra seja pelo numero de atravessadores que tem que ganhar como também pela transferencia de recursos aos políticos. Seria muito melhor que os governos entregassem aos pequenos as obras porque realmente são eles que as fazem.

  13. Reino dos palpiteiros ainda é

    Reino dos palpiteiros ainda é insuficiente: virou também república(“r” minúsculo mesmo) dos irresponsáveis e descompromissados. Com todo o respeito que possam merecer os envolvidos. 

    Muitas vezes me pergunto acerca das razões do nosso país possuir esse tendência para a baixa estima. No limite, até mesmo para o masoquismo. A abordagem e gerenciamento dos nossos problemas, até os mais simples, são precedidos dolorosamente por discussões e embates rasos, periféricos e procrastinadores.

    Haveria dúvidas em qualquer país do mundo, em especial nos mais avançados, de que paralelamente ao processo de investigação, indiciamento e punição de corruptos seria necessário recuperar as cadeias produtivas ligadas às empresas envolvidas? Isso é tão lógico e trivial que até mesmo lembrar essa condição já é um absurdo. 

     

     

  14. A história vai cobrar da

    A história vai cobrar da presidenta o fato de ter mantido no cargo ad eternum o pior ministro da justiça de todos os tempos. Isso será muito mais relevante que o suposto legado do combate à corrupção “custe o que custar”.

    Dilma pode até acabar em último no ranking da corrupção, como a mais honesta de todos os presidentes. Mas pode também bater o recorde de pior desempenho do PIB. Isso ela terá em comum com o Collor.  

    • Caro Juliano Santos,
      Falso

      Caro Juliano Santos,

      Falso debate; hipócrita debate; burro debate; instrumentalizado debate; pode arrumar mais alguns depreciativos que certamente se encaixarão perfeitamente. Claro que não estou tomando como referência o teu comentário. São apenas divagações de um simplório participante desse Portal. 

      Nosso problema NUNCA foi não é e talvez nunca será, a corrupção. Uma coisa é constatar que ela ocorre em níveis mais que aceitáveis; que efetivamente permeia as nossas interações políticas-sociais-econômicas desde que Cabral, perdidão no meio do Atlântico, aportou sem querer  nas praias da Bahia. 

      A abordagem da Política pelo viés moralista tacanho é bem típico da Direita e do Conservadorismo. Criminalizá-la, merce dela serem integrantes, faz parte da estratégia já histórica de desviar o foco da exploração e da alienação que geram para o benefício de uma minoria. Só para incautos foge a percepção de que a “moral” precedente e imprescindível para a práxis e a consequente transformação da sociedade pela Política é a que busca a redução das iniquidades sociais; a que dá estofo para arrostar a exploração de muitos por poucos. 

      De pronto, os moralistas de plantão me apontarão o dedo(de resto, sujíssimo) e bradarão AMORALIDADE! Evidente que sabem não ser isso. Mas só lhes resta essa linha de defesa. Entendem que a narrativa é acerca de questões de fundo; entendem que jamais o roubo, ou eufemisticamente escrevendo: o desvio de dinheiro público, pode se sobrepor às demais demandas de uma sociedade em formação como a nossa. Se  isso ocorrer será exatamente como biombo. Corrupção é crime e nessa e por essa condição deve ser tratado. 

      O que temos hoje? Um sistema repressor endeusado, paparicado, super estimado, só porque…….cumpre a sua estrita obrigação. Um sistema cujos agentes não se quedam da sua instrumentalização por outro sistema bem maior de interesses. 

      O erro maior dos governos do PT foi não saber se contrapor a essa estratégica, a única, de anular as conquistas em áreas realmente cruciais. Perdeu a “batalha” da Classe Média, a mais susceptível ao discurso moralista, sem estrebuchar o suficiente. Pior: até em certas ocasiões colaborando. 

      Se vantagem houver no processo de envelhecimento pessoal ele reside na capacidade de adquirirmos mais condições de comparar conjunturas e contextos. Termos mais consciência dos fatos e sensibilidade de distinguir a mentira da verdade. 

      • “Se vantagem houver no

        “Se vantagem houver no processo de envelhecimento pessoal ele reside na capacidade de adquirirmos mais condições de comparar conjunturas e contextos. Termos mais consciência dos fatos e sensibilidade de distinguir a mentira da verdade.”

        Ainda assim, meu caro JB Costa, tem gente que, com a idade, só ganha rugas e cabelos brancos, não consegue (ou não quer) entender que, para além da árvore, há uma floresta.

    • Concordo plenamente com você,

      Concordo plenamente com você, Juliano. Não há qualquer justificativa plausível para a manutenção no Ministério da Justiça desse desastre nacional que é a atuação de José Eduardo Cardozo lá.

      Há pouco, leio sobre a prisão da esposa de um investigado na Operação Zelotes, recém operada, a quem o deputado federal Paulo Pimenta, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, após ter conhecimento da humilhação e restrições físicas que essa senhora estaria passando nas mãos de policiais federais, não conseguiu visitar por ter sido impedido pelos ditos policiais; e, pasme!, nem mesmo depois de ter acionado os assessores de tão inepto e iníquo ministro.

      É o fim dos tempos. O governo de uma presidenta que conheceu os horrores da tortura durante a Ditadura Militar permite a tortura na sede da Polícia Federal.

      Enquanto isso, José Eduardo Cardozo deve estar preparando mais uma série de entrevistas ao PIG.

      Não sei mais o que Dilma está esperando para mandar embora esse sujeito do governo.

       

      Stella

  15. O Brasil é realmente um país sui generis

    Há menos de 2 anos não tínhamos sequer uma lei anti-corrupção que punisse objetivamente empresas, pessoas jurídicas.

    A ausência desta lei, esse vácuo jurídico, causava muitos contratempos e custos à economia nacional. A saber :

    – Afugentava a concorrência estrangeira. Sim porque a despeito de não termos uma legislação anti-corrupção empresarial no Brasil, os concorrentes estrangeiros estavam submetidos as suas legislações nacionais anticorrupção, que punem a corrupção delas em qualquer lugar do mundo. No caso das americanas desde o advento do Foreign Corrupt Practices Act de 1977 e no caso dos europeus desde legilasções da década de 90 ;

    – Afungentando os concorrentes estrangeiros, ficava o governo brasileiro, em todas as instâncias, via de regra os grandes contratantes de obras de infra estrutura, submetidos a obrigatória contratação das empresas nacionais ;

    – A reserva de mercado criada pela ausência da lei, influia diretamente no custo das obras, já que não havia a concorrência de empresas que, históricamente,  constroem mundo afora obras muito mais baratas que as brasileiras ;

    – A ausência da lei tornava o ambiente propício à prática da corrupção entre administradores públicos e empresas ;

    – Por fim, e mais importante, o saldo final da ausência de lei poderia ser apontado até como uma dos causas de nossa carência de infra-estrutura, uma vez que estávamos submetidos a nossa própria capacidade interna, resultando em obras caras, demoradas, via de regra superfaturadas, etc.

    Enfim, a lei anti-corrupção era uma exigência antiga da sociedade que se fez realidade pela lei 12846/2013, um dos grandes legados da Presidente Dilma.

    Agora, quando pela primeira vez tem que se enfrentar as dores do parto dessa lei, que poderia fazer nascer um novo ambiente nas relações público-privadas no ãmbito das grandes obras públicas de interesse geral do país, mais transparente, mais arejado, enfrentasse o discurso do deixa-disso, deixa como estava, limitemo-nos a nossa própria incapacidade de criar este novo ambiente.

    Encontrei várias postagens aqui mesmono blog onde o elogia à nova lei e a Dilma pela sua luta pela aprovação no Congresso eram exaltadas pelo comentaristas,  mas selecionei a opinião do Nassif sobre a lei, registrada numa coluna sua na carta Capital em maio de 2012. Segue.

    Senado vota lei anti-corrupção

    Há em discussão no Congresso três leis capazes de reverter radicalmente a corrupção pública no país. Saiba quais são. Por Luis Nassifpor Luis Nassif — publicado 21/05/2012 11p0, última modificação 21/05/2012 11p0  inShare   

    Há em discussão no Congresso três leis capazes de reverter radicalmente a corrupção pública no país: 
    1. O Projeto de Lei que regulamenta o lobby político (as ações visando influenciar os poderes públicos). 
    2. O PL instituindo o financiamento público de campanha e acabando com o financiamento privado. 
    3. O PL das Empresas, que criminaliza as empresas que participam de atos de corrupção. 
    O deputado federal Carlos Zaratini (PT-SP) é o relator do PL das Empresas, visando criar a responsabilidade objetiva para empresas acusadas de atos de corrupção. 
    Na dia 23 de maio próximo a Comissão votará o relatório. Sendo aprovado será encaminhado automaticamente para votação no Senado, a menos que 10% dos deputados requeiram votação em plenário. 
    Hoje em dia, se ocorre algum ato irregular, há a necessidade de provar quais as pessoas, na empresa, que cometeram a ilegalidade. A empresa fica resgaurdada. 
    É o caso da Construtora Delta. Seu presidente pediu demissão, ela foi vendida e, com isso, espera-se uma pá de cal na sua história. 
    Com o PL muda esse quadro. 
    Primeiro, ele obriga a toda sorte de análises sobre a empresa, de contratos e licitações, a fiscalização tributária, trabalhista, previdenciária, das agências reguladoras e do Banco Central – no caso do sistema financeiro. 
    A empresa condenada receberá declaração de inidoneidade e multas que podem chegar a 20% do seu faturamento, mais reparação de danos que tenha cometido – ambiental, provocado cessação de renda em comunidades etc. E sofrerá sanções administrativas, cíveis e penais. 
    Indago do deputado se a penalização da empresa não iria contra a própria tendência da legislação de falência. Nela, penaliza-se pesadamente os administradores, mas não as empresas – consideradas como ativos públicos. 
    Zaratini informa que o PL prevê uma série de atenuantes para as empresas, visando induzi-las às boas normas de governança. 
    O primeiro atenuante é a empresa dispor de um Código de Ética para o relacionamento com o poder público. Não apenas um livrinho de estante, mas treinamento efetivo dos funcionários.
    O segundo atenuante é o grau de colaboração, caso seja flagrada em irregularidades. 
    O PL diz também que, caso o contrato não seja irregular e seja vantajoso para o poder público, poderá ser mantido pelo governo. Nesse caso, a empresa será declarada inidônea para contratos futuros, mas não se terá solução de continuidade para as obras.

    Outro ponto relevante do PL é uniformizar a legislação brasileira com outras legislações criadas no âmbito de organismos multilaterais.

    Recentemente a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) promulgou uma resolução visando combater a corrupção em nível global. Dos países signatários da OCDE, apenas Brasil, Argentina e Islândia ainda não criaram sua própria lei nacional.

    Será importante, inclusive, para preparar o Brasil contra disputas comerciais.

    Recentemente a Embraer foi desclassificada em uma licitação nos Estados Unidos sob a acusação de ter cometido ato de corrupção. A Embraer não foi comunicada sequer sobre o país onde teria ocorrido tal ato.

     

    • Afugentar o que?

      Caro Bonna como voce tregiversa. Alston, SIemens, Mitsui , uma certa firma holandesa, o HSBC etc…. são realmente empresas obedientes às leis?

      Agora se no Brasil não existe lei contra corrupção então de fato a LavaJato esta fora da lei.

      Voce sabia que Westinghouse não cumpriu o contrato com Angra dos Reis , e  quando CNEN ( Comissão de Energia Nuclear ) começou a mover ações , o governo americano através de Margaret Reno, simplesmente chantageou o Brasil afirmando que se as ações continuassem, iriam sobre- taxar os nossos calçados e outros produtos. E a secretaria de estado continuou:farei com i com certeza chegar aos representantes destes setores no Brasi as razões  da taxação.

      Portanto não venha vender a velha teoria de que nós somos pecadores num mundo de santos e puros.

      • Meu amigo

        Sua relação de empresas “pegas” pagando propina e punidas severamente por isso pelos departamentos de justiça de seus próprios países, só confirma o meu comentário e a coluna do Nassif que postei junto.

        Agora se no Brasil não existe lei contra corrupção então de fato a LavaJato esta fora da lei.

        Não existia, até 2014. Isso é público e notório. Leia a coluna do Nassif.

         

         

  16. Não se pode deixar de

    Não se pode deixar de investigar e prender um traficante porque a comunidade perderá os medicamentos doados por ele. Se o preço de reduzir a corrupção for o bloqueio de algumas empresas, esse ônus terá que ser administrado pela sociedade. Há que se lembrar que foi a própria sociedade que elegeu o lado político participante nos casos de corrupção. Quanto aos ” palpiteiros”, penso que da mesma forma que seus votos foram válidos eleitoralmente, suas opiniões também devem ser levadas em consideração. O fio de credibilidade que ainda existe e sustenta o Brasil chama-se Operação Lava Jato, mesmo com todos os transtornos que possa trazer.  

     

     

     

    • livre pensar é só pensar

      É o que pensa o menino moro e os beatos no seu.entorno. O menino moro leu o processo “mani pulite” achou a pedra filosofal, não teve tempo e paciência para ver os nefastos resultados no tempo. Aqui para um maniqueísta o outro lado, a versão é em italiano, sem pretensão de cristianizar, apenas outro olhar.

       

      L’illusione di rinnovare la politica con l’antipolitica

       

       

      25/01/2016

      giovanni orsina

      La politica è in crisi in tutto l’Occidente, e in tutto l’Occidente da quella crisi nascono movimenti cosiddetti populisti: movimenti che si propongono di rinnovare la politica eliminando le attuali classi dirigenti, poiché le considerano corrotte e incompetenti, attingendo alle virtù profonde del popolo, e rappresentandolo in maniera «autentica». All’interno di questa crisi globale, la crisi italiana è più profonda ancora, e dura da più tempo. Perché?  

       

      L’Italia è per tradizione un Paese iperpolitico: da noi la politica ha sempre pesato più che altrove. Basta sfogliare un quotidiano italiano e uno francese o inglese e contare le pagine dedicate alla politica interna per rendersene conto. Al contempo, però, nella Penisola il tasso di fiducia nelle istituzioni pubbliche è sempre stato molto basso. Questi due parametri – la politica per un verso sta «in alto», per un altro è fragile – contribuiscono a spiegare perché, quando fra la fine degli anni Ottanta e i primi anni Novanta sono cambiati il mondo e l’Europa, i meccanismi e soggetti della nostra vita pubblica sono crollati in maniera così fragorosa. 

       

      La crisi di Tangentopoli, non c’è dubbio, aveva radici più che reali nel finanziamento illegale dei partiti e nella corruzione. In quella vicenda, tuttavia, ha agito anche, e in misura non piccola, l’ansia degli italiani di esorcizzare le proprie paure di fronte alla fine di una stagione storica, e di negare qualsiasi responsabilità per la grande festa dei diritti acquisiti, dei privilegi diffusi e della spesa pubblica scriteriata che aveva preso avvio negli anni Sessanta – e per la quale era giunto il momento pagare il conto.  

       

      Con Tangentopoli la politica è diventata insomma un capro espiatorio. E ci si è illusi che, sacrificato il capro, ogni debito sarebbe stato rimesso. In quegli anni, così, si sono cristallizzate due convinzioni. La prima, che la politica fosse all’origine di ogni male, e che bastasse modificarne i meccanismi per rimettere d’incanto e di colpo in piedi l’Italia. La seconda, che cambiare la politica implicasse negarne l’autonomia, le logiche e regole specifiche, sottraendola ai politici di professione e affidandola a qualcun altro – agli imprenditori, ad esempio, o ai magistrati.  

       

      Il berlusconismo, com’è evidente, è nato da queste convinzioni: la guida del Paese andava affidata a chi veniva dalla «trincea del lavoro»; la politica doveva essere meno intrusiva e ideologica; doveva costare molto di meno, e soprattutto gestire una quota di gran lunga inferiore dei soldi degli italiani. Seguendo questa ricetta, sarebbe fiorito senz’altro il «nuovo miracolo italiano». Ma anche nella sinistra antiberlusconiana, che pure è stata meno strutturalmente antipolitica del berlusconismo, quelle convinzioni hanno avuto un peso. Basti pensare all’uso politico della morale e della legalità.  

       

      A partire dal 1994, insomma, sia la destra sia la sinistra hanno messo le vele al vento dell’antipolitica. Speravano in quel modo di navigare verso un nuovo assetto politico stabile e virtuoso. Ma la speranza si è rivelata vana – non da ultimo perché le due barche sfruttavano correnti distinte di quel vento, e volevano approdare in porti assai diversi. E gli ultimi vent’anni hanno confermato gli italiani nella convinzione che la politica è non soltanto inutile, ma dannosa; hanno alimentato illusioni promettendo soluzioni miracolistiche, rapide e indolori; e hanno generato immense frustrazioni e delusioni quando i miracoli poi – e come avrebbero mai potuto? – non si sono concretizzati.  

       

      È così sorprendente, date queste premesse, che alle scorse elezioni politiche i grillini abbiano preso un quarto dei voti? Il Movimento, in fondo, non ha fatto altro che portare la logica dell’antipolitica alle sue estreme conseguenze, inseguendo l’utopia della completa eliminazione dell’intermediazione e degli intermediari.  

      Ma da questa storia scaturisce pure Renzi. Con una strategia non così diversa da quelle della destra e della sinistra degli anni 1994-2011: sfruttare i temi e le retoriche dell’antipolitica per ricostruire la politica. La grande differenza fra Renzi e i suoi predecessori è che quelli erano due gruppi in feroce concorrenza l’uno con l’altro, e si sono paralizzati a vicenda – lui invece è solo. C’è soltanto da sperare che, grazie alla sua solitudine, abbia maggior successo di loro. E che, una volta ricostruita un po’ di politica, gli nasca contro un’opposizione decente.

    • O traficante exerce uma

      O traficante exerce uma atividade completamente ilegal, o empreiteiro ou construtor exerce uma atividade perfeitamente legal, portanto a comparação é desde o principio totalmente inconsistente., fechar uma empresa de obras publicas não tem o mesmo significado de prender um traficante.

  17. O inquérito escondido….

    “Escondido” por Barbosa, inquérito da PF sobre valerioduto é liberado

    Em 2011, CartaCapital teve acesso ao documento e ajudou a esclarecer por que a investigação foi mantida em segredo por tanto tempo. Acesse a íntegrapor Redação — publicado 24/01/2014 12p8, última modificação 24/01/2014 17p6Valter Campanato/Agência Brasil

    O presidente do STF mantinha sob segredo de Justiça o inquérito sobre valerioduto

     

    Após quase sete anos de segredo, o Supremo Tribunal Federal liberou para consulta o Inquérito 2474, da Polícia Federal. Trata-se de uma investigação complementar, feita a pedido do Ministério Público, para mapear as fontes de financiamento do “valerioduto” na época das denúncias sobre o chamado “mensalão”. O relatório, assinado pelo delegado Luís Flávio Zampronha, foi encaminhado à Justiça em meados de 2007 e usado em reportagens há cerca de quatro anos como suposta prova do esquema de compra de apoio parlamentar por parte do governo Lula. O inquérito estava sob segredo de Justiça desde então por determinação do hoje presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

    CartaCapital teve acesso ao inquérito em 2011 e disponibilizou o documento em sua página na internet a partir de uma reportagem, assinada pelo repórter Leandro Fortes, sobre o real conteúdo do inquérito (leia a íntegra do documento clicando aqui). A análise mostrava como a mídia escondeu, à época, o trabalho do delegado para relatar que o esquema a envolver financiamento ilegal de campanha e lobbies privados começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, e terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson, do PTB.No inquérito o delegado indicava que nunca houve ‘mensalão’ (o pagamento mensal a parlamentares), mas uma estratégia mafiosa de formação de caixa 2 e que avançaria sobre o dinheiro público de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo.

    O inquérito apontava ainda a participação do banqueiro Daniel Dantas no esquema. “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.

    As apurações deste inquérito, como se sabe, foram também ignoradas durante o julgamento do “mensalão”.

    Releia o editorial e a reportagem publicada à época por CartaCapital sobre a precipitação da mídia em anunciar o inquérito como prova do “mensalão”.

     

     

    Editorial: Um desafio aos “imparciais”

    Desde a renúncia de Fernando Collor para escapar do impeachment em 1992, quase todo repórter brasileiro se apresenta como um Bob Woodward ou um Carl Bernstein, a célebre dupla de jornalistas do Washington Post que desvendou o escândalo da invasão do comitê nacional do Partido Democrata no prédio Watergate. Em geral falta cultura, talento e coragem aos pares nacionais para tanto, assim como escasseiam inúmeros dos princípios basilares da atividade aos empreendimentos jornalísticos que os empregam. Apego à verdade factual, por exemplo. Neste momento, destacaríamos dois: a completa ausência de honestidade intelectual e de rigor na apuração.

    Há quem entenda a emblemática apuração do caso Watergate como um conto de fadas. Num belo dia de verão, Woodward e Bernstein encontraram em um estacionamento uma fada madrinha chamada Garganta Profunda, ganharam um presente mágico, publicaram um texto e derrubaram o presidente republicano Richard Nixon. A vida real foi bem diferente. A dupla de repórteres publicou centenas de reportagens, checadas exaustivamente a partir de indicações nem sempre claras da fonte. Seu grande mérito foi seguir à risca uma recomendação: sigam o dinheiro.

    Evocamos o caso Watergate por conta do reaparecimento na mídia do chamado mensalão. No sábado 2, a revista Época publicou o que dizia ser o relatório final da PF sobre o escândalo que abalou o governo Lula. A reportagem da semanal da Editora Globo estimulou uma série de editoriais e inspirou colunistas a afirmarem que o relatório seria a prova da existência do mensalão, o pagamento mensal a parlamentares em troca de apoio ao governo.

    Na quarta 6, CartaCapital teve acesso ao trabalho do delegado Luís Flávio Zampronha, base da “denúncia” de Época. Nas próximas páginas, Leandro Fortes conta o que realmente escreveu o delegado. A começar pelo simples de fato de que não se trata de um relatório final, como afirma a semanal da Globo, mas de uma investigação complementar feita a pedido do Ministério Público cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do valerioduto. Nas mais de 300 páginas, não há nenhuma linha que permita à Época ou a qualquer outro meio de comunicação afirmar que o mensalão tenha sido provado. Ao contrário. À página 5, e em diversos outros trechos, Zampronha foi categórico: “Esta sobreposição diz respeito apenas a questões pontuais sobre a metodologia de captação e distribuição dos valores manipulados por Marcos Valério e seus sócios, não podendo a presente investigação, de forma alguma, apresentar inferências quanto ao esquema de compra de apoio político de parlamentares da base de sustentação do governo federal”.

    Não se trata de uma mera questão semântica nem, da nossa parte, um esforço para minimizar qualquer crime cometido pelo PT e por integrantes do governo Lula. CartaCapital, aliás, nunca defendeu a tese de que o caixa 2, associado a um intenso lobby e também alimentado com dinheiro público, seja menos grave que a compra de apoio parlamentar. A história do mensalão serve, na verdade, ao outro lado, àquele que nos acusa de parcialidade. Primeiro, por ter o condão de circunscrever o escândalo apenas ao PT e, desta forma, usá-lo como instrumento da disputa de poder. Depois, por esconder a participação do banqueiro Daniel Dantas, cujos tentáculos na mídia CartaCapital denuncia há anos, e a do PSDB, legenda preferida dos patrões e seus prepostos nas redações. Em nome desta aliança, distorce-se e mente-se quando necessário. E às favas o jornalismo.

    Em 2005, quando a mídia desviou-se do núcleo do escândalo, desprezando a lição de Watergate, em busca de denúncias capazes de levar ao impeachment de Lula (quem não se lembra da lendária “reportagem” sobre os dólares de Cuba?), CartaCapital manteve-se firme no propósito de seguir o dinheiro. Temos orgulho de nosso trabalho. Fomos os primeiros a esmiuçar a participação de Dantas no financiamento do valerioduto. Demonstramos com detalhes incontestáveis a origem e as ramificações das falcatruas de Marcos Valério, sem poupar ninguém.

    Em agosto daquele ano, quando veio à tona a viagem de Marcos Valério a Portugal, a mídia em coro afirmou que o publicitário viajara a Lisboa com o objetivo de vender o estatal Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) ao banco Espírito Santo. Nossa reportagem do mesmo período comprovava outro enredo: Valério tinha a missão de negociar a Telemig Celular, controlada pelo Opportunity e os fundos de pensão, à Portugal Telecom. E explicava como o então ministro José Dirceu. Associado a outros petistas, participara da tramóia a favor do banqueiro orelhudo. A venda da Telemig, da forma imaginada, levaria os fundos a perdas irreversíveis, renderia bilhões a Dantas e alguns milhões aos cofres petistas. Bastaria ao governo retirar Sergio Rosa do comando da Previ, a fundação dos funcionários do Banco do Brasil que resistiam bravamente às manobras dantescas. Em depoimentos que constam do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal, as fontes portuguesas que se encontraram com Valério em Lisboa confirmaram a história contada por CartaCapital.

    Sempre enxergamos no lamentável escândalo do valerioduto uma oportunidade de o Brasil compreender a fundo o esquema de captura de partidos e governos por meio do financiamento ilegal de campanhas. O mensalão, em grande medida, se conecta a outros tantos casos recentes da história nada republicana do poder. O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, tem a oportunidade de pôr a limpo estes esquemas e de revelar por completo a influência de Dantas nos governos FHC e Lula, na mídia e no Judiciário. Acima dos interesses partidários, a bem do País.

    O relatório de Zampronha é mais uma prova de que estávamos certos. Por isso, decidimos lançar um desafio. A partir da noite da quinta-feira 7 publicaremos em nosso site a íntegra do relatório da PF. Os interessados poderão assim conferir, livres de qualquer mediação, quem é fiel à verdade factual e quem não é. Quem pratica jornalismo e quem defende interesses inconfessáveis. Quem é independente.

     

    Releia a reportagem “A verdade sobre o relatório da PF”, de Leandro Fortes

    O escândalo do mensalão voltou à cena. Em páginas recheadas de gráficos, infográficos, tabelas e quadros de todos os tipos e tamanhos, a revista Época anunciou, na edição que chegou às bancas no sábado 2, ter encontrado a pedra fundamental da mais grave crise política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2006. Com base em um relatório sigiloso da Polícia Federal, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a  semanal da Editora Globo concluiu sem mais delongas: a PF havia provado a existência do mensalão e o uso de dinheiro público no esquema administrado pelo publicitário Marcos Valério de Souza. Outro aspecto da reportagem chamada atenção: o esforço comovente em esconder o papel do banqueiro Daniel Dantas no financiamento do valerioduto. Alguns trechos pareciam escritos para beatificar o dono do Opportunity, apresentado como um empresário achacado pela sanha petista por dinheiro.

    As provas do descalabro estariam nas 332 páginas do inquérito 2.474, tocado pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF e encaminhado ao ministro Joaquim Barbosa, relator no STF do processo do  “mensalão”. Inspirados no relato de Época,  editorialistas, colunistas e demais istas não tiveram dúvidas: o mensalão estava provado. Estranhamente, a mesma turma praticamente silenciou a respeito dos trechos que tratavam de Dantas.

    Infelizmente, os leitores de Época não foram informados corretamente a respeito do conteúdo do relatório escrito, com bastante rigor e minúcias, pelo delegado Zampronha. Em certa medida, sobretudo na informação básica mais propalada, a de que o “mensalão” havia sido confirmado, esses mesmos leitores foram enganados. Não há uma única linha no texto que confirme a existência do tal esquema de pagamentos mensais a parlamentares da base governista em troca de apoio a projetos do governo no Congresso Nacional.

    Ao contrário. Em mais de uma passagem, o policial faz questão de frisar que o inquérito, longe de ser o “relatório final do mensalão”, é uma investigação suplementar do chamado “valerioduto”, solicitada pela Procuradoria Geral da República, para dar suporte à denúncia inicial, esta sim baseada na tese dos pagamentos mensais. Trata, portanto, da complexa rede de arrecadação, distribuição e lavagem de dinheiro sujo montada por Marcos Valério. Zampronha teve, inclusive, o trabalho de relatar como esse esquema a envolver financiamento ilegal de campanha e lobbies privados começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, e terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson, do PTB. Ao longo do texto, fica clara a percepção do delegado de que nunca houve “mensalão” (o pagamento mensal a parlamentares), mas uma estratégia mafiosa de formação de caixa 2 e que avançaria sobre o dinheiro público de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo.

    Na quarta-feira 6, CartaCapital teve acesso ao relatório. Para não tornar seus leitores escravos da interpretação exclusiva da reportagem que se segue, decidiu publicar na internet (www.cartacapital.com.br) a íntegra do documento. Assim, os interessados poderão tirar suas próprias conclusões. Poderão verificar, por exemplo, que o delegado ateve-se a identificar as fontes de financiamento do valerioduto. E mais: notar que Dantas é o principal alvo do inquérito.

    Ao contrário do que deu a entender a revista Época, não se trata do “relatório final” sobre o mensalão. Muito menos foi encomendado pelo ministro Barbosa para esclarecer “o maior escândalo de corrupção da República”, como adjetiva a semanal. Logo na abertura do relatório, Zampronha faz questão de explicar – e o fará em diversos trechos: a investigação serviu para consolidar as informações relativas às operações financeiras e de empréstimos fajutos do “núcleo Marcos Valério”. Em seguida, trata, em 36 páginas (mais de 10% de todo o texto), das relações de Marcos Valério com Dantas e com os petistas. À página 222, anota, por exemplo: “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.

    O foco sobre Dantas não fez parte de uma estratégia pessoal do delegado. No fim do ano passado, a Procuradoria Geral da República determinou à PF a realização de diligências focadas no relacionamento do valerioduto com as empresas Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular.  As três operadoras de telefonia, controladas à época pelo Opportunity, mantinham vultosos contratos com as agências DNA e SMP&B de Marcos Valério. Zampronha solicitou todos os documentos referentes a esses pagamentos, tais como contratos, recibos, notas fiscais e comprovantes de serviços prestados. A conclusão foi de que a dupla Dantas-Valério foi incapaz de comprovar os serviços contratados.

    As análises financeiras dos laudos periciais encomendados ao Instituto Nacional de Criminalística da PF revelaram que, entre 1999 e 2002, no segundo governo FHC, apenas a Telemig Celular e a Amazônia Celular pagaram às empresas de Marcos Valério, via 1.169 depósitos em dinheiro, um total de 77,3 milhões de reais. Entre 2003 e 2005, no governo Lula, esses créditos, consumados por 585 depósitos das empresas de Dantas, chegaram a 87,4 milhões de reais. Ou seja, entre 1999 e 2005, o banqueiro irrigou o esquema de corrupção montado por Marcos Valério com nada menos que 164 milhões de reais. O cálculo pode estar muito abaixo do que realmente pode ter sido transferido, pois se baseia no que os federais conseguiram rastrear.

    Segundo o relatório, existem triangulações financeiras típicas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro. Em uma delas, realizada em 30 de julho de 2004, a Telemig Celular pagou 870 mil reais à SMP&B, depósito que se somou a outro, de 2,5 milhões de reais, feito pela Brasil Telecom. O total de 3,4 milhões de reais serviu de suporte para transferências feitas em favor da empresa Athenas Trading, no valor de 1,9 milhão de reais, e para a By Brasil Trading, de 976,8 mil reais, ambas utilizadas pelo esquema de Marcos Valério para mandar dinheiro ao exterior por meio de operações de câmbio irregulares, de modo a inviabilizar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. Em consequência, Zampronha repassou ao Ministério Público Federal a função de investigar se houve efetiva prestação de serviços por parte das agências de Marcos Valério às empresas controladas pelo Opportunity.

    A principal pista da participação de Dantas na irrigação do valerioduto surgiu, porém, a partir de uma auditoria interna da Brasil Telecom, realizada em 2006. Ali demonstrou-se que, às vésperas da instalação da CPMI dos Correios, em 2005, na esteira do escândalo do “mensalão” e no momento em que a permanência do Opportunity no comando da telefônica estava sob ameaça, a DNA e a SMP&B celebraram com a BrT contratos de 50 milhões de reais. Dessa forma, as duas empresas de Marcos Valério puderam, sozinhas, abocanhar 40% da verba publicitária da Brasil Telecom. Isso sem que a área de marketing da operadora tivesse sido  consultada.

    Ao delegado, Dantas afirmou que, a partir de 2000, ainda no governo FHC, passou a “sofrer pressões” da italiana Telecom Italia, sócia da BrT. Em 2003, já no governo Lula, o banqueiro afirma ter sido procurado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, o ex-deputado José Dirceu, com quem teria se reunido em Brasília.

    Na conversa com Dirceu, afirma Dantas, o ministro teria se mostrado interessado em resolver os problemas societários da BrT e encerrar o litígio do Opportunity com os fundos de pensão de empresas estatais. O Palácio do Planalto teria escalado o então presidente do Banco do Brasil, Cassio Casseb, para cuidar do assunto. Casseb viria a ser um dos alvos da arapongagem da Kroll a pedido do Opportunity. O caso, que envolveu a espionagem de integrantes do governo FHC e da administração Lula, baseou a Operação Chacal da PF em 2004.

    Dantas afirmou ter se recusado a “negociar” com o PT. Após a recusam acrescenta, as pressões aumentaram e ele teria começado a ser perseguido pelo governo. Mas o banqueiro não foi capaz de provar nenhuma das acusações, embora seja claro que petistas se aproveitaram da guerra comercial na telefonia para extrair dinheiro do orelhudo. Só não sabiam com quem se metiam. Ou sabiam?

    O fundador do Opportunity também repetiu a versão de que um de seus sócios, Carlos Rodemburg, havia sido procurado pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acompanhado de Marcos Valério, para ser informado de um déficit de 50 milhões de reais nas contas do partido. Teria sido uma forma velada de pedido de propina, segundo Dantas, nunca consolidado. O próprio banqueiro, contudo, admitiu que Delúbio não insinuou dar nada em troca da eventual contribuição solicitada. Negou, também, que tenha mantido qualquer relação pessoal ou comercial com Marcos Valério, o que, à luz das provas recolhidas por Zampronha, soam como deboche. “O depoimento de Daniel Dantas está repleto de respostas evasivas e esquecimentos de datas e detalhes dos fatos”, informou no despacho ao ministro Barbosa.

    Chamou a atenção do delegado o fato de os contratos da BrT com as agências de Marcos Valério terem somado os exatos 50 milhões de reais que teriam sido citados por Delúbio no encontro com Rodemburg. Para Zampronha, a soma dos contratos, assim como outras diligências realizadas pelo novo inquérito, “indicam claramente” que, por algum motivo, o Grupo Opportunity decidiu efetuar os repasses supostamente solicitados por Delúbio, com a intermediação das agências de Marcos Valério, como forma de dissimular os pagamentos.

    Os contratos da DNA e da SMP&B com a Brasil Telecom, segundo Zampronha, obedecem a uma sofisticada técnica de lavagem de dinheiro, usada em todo o esquema de Marcos Valério, conhecida como commingling (mescla, em inglês). Consiste em misturar operações ilícitas com atividades comerciais legais, de modo a permitir que outras empresas privadas possam se valer dos mesmos mecanismos de simulação e superfaturamento de contratos de publicidade para encobrir dinheiro sujo. No caso da BrT, cada um dos contratos, no valor de 25 milhões de reais, exigia contratação de terceiros para serem executados. Além disso, havia a previsão de pagamento fixo de 187,5 mil reais mensais às duas agências do Valerioduto, referente à prestação de serviços de “mídia e produção”.

    Surpreendentemente, e contra todas as evidências, Dantas disse nunca ter participado da administração da BrT. Por essa razão, não teria condições de prestar qualquer informação sobre os contratos firmados pela então presidente da empresa, Carla Cicco, indicada por ele, com as agências de Marcos Valério. De volta a Itália desde 2005, Carla Cicco informou à PF não ter tido qualquer participação ou influência na contratação das agências, apesar de admitir ter assinado os contratos. Disse ter se encontrado com Marcos Valério uma única vez, numa reunião de trabalho com representantes da DNA.

    O protagonismo de Dantas no valerioduto e o desmembramento da rede de negócios montada por Marcos Valério, desde 1999, nos governos do PSDB e do PT são elementos que, no relatório da PF, desmontam, por si só, a tese do pagamento de propinas mensais a parlamentares. Ou seja, a tese do “mensalão”, na qual se baseou a denúncia da PGR encaminhada ao Supremo, não encontra respaldo na investigação de Zampronha, a ponto de sequer ser considerada como ponto de análise.

    O foco do delegado é outro crime, gravíssimo e comum ao sistema político brasileiro, de financiamento partidário baseado em arrecadação ilícita, montagem de caixa 2 e, passadas as eleições, divisão ilegal de restos de campanha a aliados e correligionários. Por essa razão, ele encomendou os novos laudos detalhados ao INC.

    Uma das primeiras conclusões dos laudos de exame contábil foi que Marcos Valério usava a DNA Propaganda para desviar recursos do Fundo de Incentivo Visanet, empresa com participação acionária do Banco do Brasil, e distribui-los aos participantes do esquema do PT e de partidos aliados. O fundo foi criado em 2001 com o objetivo de financiar ações de marketing para incentivar o uso de cartões da bandeira Visa. O Visanet foi, inicialmente, constituído com recursos da Companhia Brasileira de Meios e Pagamentos (CBMP), nome oficial da empresa privada Visanet, e distribuído em cotas proporcionais de um total de 492 milhões de reais a 26 acionistas. Além do BB participam o Bradesco, Itaú, HSBC, Santander, Rural, e até mesmo o Panamericano, vendido recentemente por Silvio Santos ao banqueiro André Esteves. “Para operar tais desvios, Marcos Valério aproveita-se da confusão existente entre a verba oriunda do Fundo de Incentivo Visanet e aquela relacionada ao orçamento de publicidade próprio do Banco do Brasil”, anotou o policial.

    O BB repassava mais de 30% do volume distribuído pelo fundo, cerca de 147,6 milhões de reais, valor correspondente à participação da instituição no capital da Visanet. Desse total, apenas a DNA Propaganda recebeu 60,5% do dinheiro, cerca de 90 milhões de reais, entre 2001 e 2005, divididos por dois anos no governo FHC, e por dois anos e meio, no governo Lula. Daí a constatação de que, de fato, por meio da Visanet, o valerioduto foi irrigado com dinheiro público. O que nunca se falou, contudo, é que essa sangria não se deu somente durante o governo petista, embora tenha sido nele o período de maior fartura da atividade criminosa. Quando eram os tucanos a coordenar o fundo, Marcos Valério meteu a mão em ao menos 17,2 milhões de reais.

    De acordo com o relatório da PF, Marcos Valério tinha consciência de que agências de publicidade e propaganda representavam um mecanismo eficaz para desviar dinheiro público, por conta do caráter subjetivo dos serviços demandados. Mas havia um detalhe mais importante, como percebeu Zampronha. Com as agências, Valério passou a lidar com a compra de espaços publicitários em diversos veículos de comunicação. “Esta relação econômica estreitava o vínculo do empresário com tais veículos e poderia facilitar o direcionamento de coberturas jornalísticas”.

    As Organizações Globo, proprietária da revista Época, sonegou a seus leitores, por exemplo, ter sido a maior beneficiária de uma das principais empresas do valerioduto. À página 68 do relatório, e em outras tantas, a TV Globo é citada explicitamente. Escreve o delegado: “A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, “publicidade futura”, isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviço, como também não há elementos que vincule os valores adiantados ao fundo de incentivo Visanet”. Zampronha se referia a contratos firmados em 2003 no valor de 720 mil reais e 2,88 milhões de reais. Entre 2004 e 2005, a TV Globo receberia outros pagamentos da DNA, no valor total de 1,2 milhão de reais, lançados na planilha de controle do Fundo Visanet.

    Mesmo tratado com simpatia na reportagem da Época, o Opportunity não perdoou. No item 17 de uma longa nota oficial em resposta, o banco atira: “Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados às Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.”

    Segundo Zampronha, o objetivo do valerioduto era criar empresas de fachada para auxiliar na movimentação de dinheiro sujo e manter os interessados longe dos órgãos oficiais de fiscalização e controle. O leque de agremiações políticas para as quais Marcos Valério “prestava serviços” era tão grande que não restou dúvida ao delegado: “Estamos diante de um profissional sem qualquer viés partidário”. Isso não minimiza o fato de o PT, além de qualquer outra legenda, ter se lambuzado no esquema. Não fosse a denúncia de Jefferson, o valerioduto teria se inscrutado de forma absoluta no Estado brasileiro e se transformado em uma torneira permanemente aberta por onde jorraria dinheiro público para os cofres petistas.

    CartaCapital não espera, como de costume, que esta reportagem tenha repercussões na mídia nativa. À exceção da desbotada tese do mensalão, que serve à disputa político-partidária na qual os meios de comunicação atuam como protagonistas, não há nenhum interesse em elucidar os fatos. O que, se assim for, provará que a sociedade afluente navega tranquilamente sobre o velho mar de lama.

     

    • A Carta Capital no intuito de

      A Carta Capital no intuito de revelar a profundidade e detalhes do inquérito 2474, e mais, mostrar-se imparcial em relação a legenda do PT, revela particularidades para justificar esse emaranhado de informações, muitas delas fazendo sentido. Acompanhei Paulo Moreira Leite e a revista Retrato do Brasil que relatam uma história semelhante, mas sem o envolvimento do José Dirceu. Não duvido, o Zé Dirceu, no seu pragmatismo em financiar as campanhas eleitorais do PT. Mas acusá-lo por supostamente ter encontrado com Daniel Dantas, acho que teria que se provar. Uma falha que identifiquei nessa matéria é considerar o Fundo Visanet como sendo parte de dinheiro público não me convence. Tive o trabalho de ler as 120 páginas do pedido de revisão de Ramon Hollerbach no STF. Ele tenta provar que os serviços foram quase que integralmente prestados.

  18. País de técnicos de futebol.

    País de técnicos de futebol. Sempre fomos palpiteiros. Agora com a democratização da mídia, nem se fala 0- ou muito se fala.

    Definitivamente os empresários não são santos. Alguém se lembra da Delta? E da Gautama? Empresas mudam de nome, transferem ativos e ficam idôneas. elas, se quiserem, dão um jeito contábil nisso. Sem problema.

    Aliás, na obra de Angra 3, ficou clara a relação entre das grandes empreiteiras e Governos em geral. Dois consórcios firmados para a contrução da obra, e o Governo jogando duro com o preço do edital.

    A mesma lógica de cartel prevaleceu nos leilões de rodovias, na implantação do modelo da tarifa mais módica, traçado pelo Governo Federal. No primeiro leilão – trecho da BR-050 – o Consórcio vencedor não tinha 

  19. Falta de autoridade

    Defendo com unhas e dentes o mandato da presidenta…

    mas não dá para aguentar mais a opacidade dessa senhora, a falta de autoridade e de mando.

    Um coisa é não ter ‘controle’ sobre a base parlamentar, outra bem distinta é deixar desemcapados os fios do órgãos ligados diretamente ao Executivo…

    Tá difícil.

  20. Tem uma elite corrupta e

    Temos uma elite ignara, pernóstica, songegadora, nababesca,  corrupta e golpista, bem pior do que a do Haiti, essa aliança entre mídia e setores do governo (ora os militares ora o Judiciário) está na nossa história, o povo tem que saber o que está acontecendo, quer dizer, acontecendo de novo e de forma bem piorada e perigosa, ontem num taxi ouvi la a CBN anunciando com toda a pompa mais um processo contra Lula, o da compra dos caças suecos, coisa de louco essa imprensa bandida

    A República do Paraná é a do Galeão. Piorada

    http://www.josecarloslima.blogspot.com.br/2016/01/a-republica-do-parana-e-do-galeao.html

    • Sim, temos

      Temos uma elite ignara, pernóstica, songegadora, nababesca,  corrupta e golpista

      Uma parte dela é a elite política, que está no governo, e outra a elite econômica, que ganha zilhões de dinheiros negociando com o governo. Seja lhe emprestando dinheiro a juros pornográficos ou seja tomando o mesmo dinheiro emprestado a juros subsidiados.

      • A elite verdadeiramente

        A elite verdadeiramente corrupta, a parte mais corrupta e poderasa não vem à tona, nem me refiro ao 1% da população que obacanha toda a riqueza e tem em mãos o poder econômico e domina o Judiciário e a mídia, me refiro a um grupo que somente no ano passado roubou mais de 500 bi do fisco e que não dá no JN, pq a própria Globo tá no rolo

        http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2015/03/panico-entre-banqueiros-empresarios.html

        • Uia

          Como rouba o fisco sem a colaboração do fisco que é controlado pelo governo ???

          Ora, amigo, dá na mesma. E são os mesmos que eu citei lá em cima, ou não ???

          Você só adicionou mais uma engrenagem ao meu maléfico círculo vicioso.

          Então, com a sua ajuda, agora fica assim :

          Quem é a elite no Brasil :

          Quem empresta dinheiro a juros pornográficos ao governo, depois toma esse mesmo dinheiro empresatado do governo e ainda por cima não paga nem os impostos.

          Ou a Globo não pegou dinheiro do BNDES ???

          E a Brasil Foods ? E a Ford ? E a Mitsubishi ?

          Ou o Bradesco e os outros bancos não captam dinheiro e emprestam ao governo ???

          Tem jeito não, querido. Não existe essa zelite intangível que o Lula chama de eles  e que colocou no imaginário lulopetista como fossem  moinhos de vento ou terríveis dragões a serem combatidos.

          • Como rouba o fisco sem a

            Como rouba o fisco sem a colaboração do fisco que é controlado pelo governo ???

            Exatamente isso, essa elite sonegadora, que rouba na casa do bilhão de reais, nunca responde por seus atos, manda na mídia e no Judiciário, tem poder absoluto sobre o Estado que vc = Aliança Liberal tanto abominam, aliás, nem paga impostos, pois FHC criou uma lei desobrigando-os disso, não creio que esse quadro mude num sistema em que o povo  é levado a eleger um parlamento cuja maioria é ocupada por figuras como Eduardo Cunha e outros peças com as quais o Executivo tem que atuar(e aturar) em coalizão. Sugiro a vc a leitura deste destes textos.

            É hora de retirar isenções que FHC deu aos ricos

            http://limpinhoecheiroso.com/2015/09/18/e-hora-de-retirar-as-isencoes-que-fhc-deu-aos-ricos/

            Uma fortuna de 200 bi protegida do IR da pessoa física

            http://www.cartacapital.com.br/economia/uma-fortuna-de-200-bi-protegida-do-ir-da-pessoa-fisica-3229.html

          •  não creio que esse quadro mude num sistema em que o povo  é levado a eleger um parlamento cuja maioria é ocupada por figuras como Eduardo Cunha e outros peças com as quais o Executivo tem que atuar

            Mas se o executivo dá Ministérios inteiros, com os maiores orçamentos, de porteira-fechada, para esse pessoal se reeleger, quer governar com quem ???

            Quanto ao texto que você postou, poderia replicar com um em que mostra que Dilma está patrocinando a repatriação de todo o dinheiro retirado do brasil via contas CC5 e beneficiando esse mesmo pessoal que você fala, e com razão, que o FHC ajudou.

            E esse senadorzinho aí, do PT, votou por esse grande presente aos sonegadores. Logo no momento em que os paraísos fiscais se tornaram muito perigosos para este capital sem nome.

            Sabia que todo aquele pessoal da listinha do HSBC vai repatriar seu dinheiro ???

            Vão pagar 15% na entrada e receber 14,25% ( ou mais ) de juros em apenas um ano.

            Entenda, não sou eu quem diz que FHC foi melhor que Lula e Dilma ou vice-versa.

            Eu, realmente, não consigo ver nenhuma diferença no tratamento daquilo que você chama de zelite.

          • Tática manjada jogar esses dois partidos na mesma vala

            ” Que Moral tem um eleitor do PSDB que fez em 8 anos 48 operações pra chamar de Corrupto o PT que fez em 13 anos 2.345?
            Que moral tem um eleitor do PSDB que não prendeu nenhum corrupto pra chamar o PT de Corrupto que prendeu mais de 16 mil bandidos?
            Que moral tem um eleitor do PSDB pra falar da Educação se em 8 anos FHC não fez nenhuma universidade se o PT em 12 anos fez 18?
            que moral tem Um eleitor do PSDB pra chamar Lula e Dilma de Corruptos se Votam na Maior quadrilha do País formado por Aécio, Geraldo, Serra e alckmin e FHC!
            O Governo não é Corrupto!
            a Nossa Justiça, STF, a Câmara, o Senado e 50% do povo brasileiro sim!
            são os hipócritas corruptos apontando o dedo e acusando os dois brasileiros que estão colocando todos os corruptos na cadeia!
            infelizmente a nossa justiça não tem um Lula e uma Dilma.
            Nossa justiça tem Sérgio Moro, e ele é mais um Corrupto!”

          • Como disse o filósofo

            A humanidade pode certamente ser divida entre polutos e impolutos, honestos e desonestos.

            A única certeza é que a divisão sempre será feita pelos impolutos e honestos.

  21. Qualquer governo que se

    Qualquer governo que se atrever a implementar politicas de inclusão social sofrerá esse tipo de campanha por parte da burguesa de Pindorama, como se incluir 40 milhões de pessoas no mercado de consumo não fosse bom para eles tmbm

  22. “A política, sem polemica, é a arma das elites”
    A cadeia de Lula, por Jari da Rocha – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”                                                                          A entrevista de Lula aos blogueiros (esses blogueiros… sempre contrariando a imprensa bacana) ainda vai dar muito o que falar. Lula decepcionou mais uma… 

     

  23. Franciely M. Souza
    As pessoas

    Franciely M. Souza

    As pessoas gostam do ideal de liberdade de expressão até o momento em que começam a ouvir aquilo que elas não gostariam que dissessem a respeito delas. Em nosso país, temos essas três indescritíveis coisas preciosas: a liberdade de expressão, a liberdade de consciência e prudência de nunca praticar nenhuma delas. Porque muitos confundem tudo.

     

     

  24. Prezados, discordo da frase..

    discordo da frase: “Não adianta pretender mais. Esse tipo de pensamento monofásico é próprio de estruturas burocráticas.” O que enxergo nas falas destes falastrões é uma vontade de assumir seus 15 min de fama em esgotos como globo, veja, estadão..etc.

    Minha proposta: Façam logo uma coletiva com este bando de palpiteiros. Que seja 1 dia inteiro, quem quiser que ouça, mas acabem com este varejo de opiniões lesa-patria de mpfs, pfs, pgrs, pETC..

    O povo não está mais aguentando estes baderneiros.

     

  25. vou no popular, visão do povo…

    …como já sentenciaram um partido a pagar por um crime que não cometeu, acreditam que podem punir empresas, escolas, hospitais, fundos de pensão, inss e o próprio país…

    é assim que se quebra um país

    sentenciando todo o país a pagar pelo crime de pessoas

    470, um partido

    lava jato, um país, Brasil

    • de onde vocês acreditam que vem todo ódio ao PT?

      só pode ser do que coloquei

      pelo popular, visão do povo, independente de imbecilizado ou não, o partido saiu como o agrande criminoso

      e quem acompanhou as visões iniciais, pós lava jato, pôde ver com clareza

      que PT tinha sido substituído por Petrobras

      e chegará a vez de outros grandes centros de produção e geração de novas tecnologias nacionais

  26. punição x culpa

    Talvez um  dia cgegue alguém cuja voz se escuta que peça calmamente para que esse povo da Lava Jato, os ungidos de insanidade, mostrem seus sigilos tlefonicos, fiscais e etc….

  27. Procurador que fala pelo MPF

    Data vênia, os ilustres representantes do “parquet”, em sua grande maioria, em especial da “forca” tarefa vinculados a um único processo que tramita na vara federal de guantánamo, do alto da sua vaidade, iludem a si próprio e os incautos, com aparente conhecimento que vai desde a frabricação de agulha até turbina de avião supersônico. Afinal, se tudo dê errado,  como defedem abertamente, a culpa é da Dilma, do Lula e do PT .

     

     

  28. A RECESSÃO E O DESEMPREGO É
    A RECESSÃO E O DESEMPREGO É CULPA SIM,
    DE ALGUNS DO JUDICIÁRIO IRRESPONSÁVEIS Q
    SUFOCAM AS EMPREITEIRAS EMPREGADORAS E A
    MÍDIA NEGATIVA E GOLPISTA,ENTÃO TÁ AÍ O
    RESULTADO DESTES FASCISTAS NO BRASIL !!!!!!!!!

  29. Vender ou quebrar

         Que ninguem em seu juizo perfeito assumirá algum acordo por intemédio desta MP, fadada ao fracasso, qualquer rabulinha sabe, é até sintomatico que de varios acordos de leniência já trabalhados, anteriores a esta MP, nenhum ainda foi celebrado, pois não possuem o básico : segurança juridica.

          O “timing” dos “juristas”, procuradores persecutórios, governo lerdo, emparedado e inerme, é completamente diferente do do mercado ( bancos, fundos de infraestrutura, fundos de hedge, credores ), do universo empresarial ( empreiteiras, fornecedores delas, locadores de equipamentos e de mão de obra ), dividas estão sendo cobradas e “penduradas”, financiamentos bloqueados, participações desparametrizadas, salarios, impostos e encargos tambem – todas estas obrigações não foram sustadas pelos doutos promotores – as empresas, não apenas as “majors”, e todas as envolvidas na Lava-Jato, mesmo empresas não arroladas, médias e pequenas ( conheço varias, uma inclusive é de meu irmão ), tambem não recebem o que deveriam pois forneceram para “terceirzadas” / “quarterizadas” que forneciam para as envolvidas.

           O “mercado” não é burro, sabe a cada dia, que estas empresas grandes perdem valor, e tb. reconhecem a oportunidade apresentada, as perpectivas de lucro a médio – longo prazo em infraestrutura são grandes, ainda mais com um governo pressionado e desemprego em alta ( mais barato contratar e mudar a legislação trabalhista *, tanto para empregar como para demitir ), sabe tb. que as empresas começarão a vender suas atividades periféricas, a preços reduzidos ( a própria Petrobrás terá que fazer isto ), visando manter atividade principal, mas mesmo esta, com o aprofundamento tanto das investigações como da atual crise, faz tende-las a vender, em futuro próximo, estas unidades referenciais.

            Mas para outras empresas, menos horizontalizadas e menos capitalizadas, planejar uma “quebra” estruturada, pode ser uma solução, inclusive auxiliando em sua capacidade de ser negociada ( redução de folha e encargos, acordos sobre impostos, renegociação de dividas ) com algum comprador futuro.

            * legislação trabalhista : Fundos internacionais de infraestrutura e empreiteiras externas, principalmente asiáticas (chinesas ), utilizam-se bastante, para reduzir o preço de nossas empresas, até mesmo negando-se a adquiri-las ou a vir operar no País, com a atual legislação trabalhista, portanto podem esperar, virá pressão neste semestre, no congresso e até do próprio “governinho”, visando altera-la em varios aspectos.

  30. no vigiar e punir, de

    no vigiar e punir, de foucault (google)

    ,  fala-se do tempo em que os presos

    eram carregados em carroças e expostos ao público,.

    a ostentação da punição e da prisão.

    agora, desde o mentirão, virou moda a grande mídia golpísta

    escrachar os punidos nas manchetes e tudo fica por isso mesmo, num desrespeito absurdo.

    agora, no lugar de vigiar e punir,

    é prender e punir….

    vai direto,,nem investiga, arranjam-se delatores porque quem

    deveria investigar corretamente não tem competencia para tanto…

    oara esses agentes, sherlock homes ou algo semelhante – uma polícia mais técnica –

     seria logo descartado porque eles já sabem de antemão o que vão fazer….

    prender os membros do governo popular, usando a famigerada lei do inimigo,

    sem garantia nenhum de defesa…

    o correto para eles é só o  que atende a essa colusão de interesses

    grande mídia golpísta et caterva….

     

    • E você sabia ?

      Que este seu meme não fica devendo nada aqueles veículados por aí sobre a fazenda do Lulinha ???

      Como vemos, a imbecilidade atinge a todos os fanáticos, sem distinção partidária.

      •  1-O PAI DE MORO FOI FUNDADOR

         1-O PAI DE MORO FOI FUNDADOR DO PSDB E A ESPOSA DELE EH ADVOGADA DO PSDB – Verdade.

        2-FAZENDAS DE LULINHA = Falso.

        Nao fale a palavra “imbecilidade”, Ofelia.  E se voce tropecar na lingua e cair de bunda no chao?

        Todo mundo vai querer saber onde essa lingua estava pra voce cair pra traz e nao pra frente!  Ja pensou?

    • mas… não me consta que

      mas… não me consta que tenha sido governo do PSDB que superrequipou e contratou milhares dos melhores agentes, além de aumentar escandalosamente os salários da turma da  PF, portanto , deixando essa turma super disposta a correr atrás de corrupto

  31. O procurador apenas cumpre

    O procurador apenas cumpre seu papel no roteiro de um filme sobre o qual ele não tem domínio algum. Por isso mesmo, nem sabe defender com propriedade o que faz. Aí está o calcanhar de Aqules do grande projeto de acabar com o Brasil. Não pode haver uma capacitação 100% eficaz com os atores.

  32. Diante dessa análise, que

    Diante dessa análise, que reputo como perfeita, não há como não pensar em Beto Richa. Enquando o governador (tucano) do Paraná resolveu chicotear os professores, os procuradores que falam pelo MPF decidiram sucatear algumas das partes mais importantes da economia do país, nossas empresas públicas. Tal orientação está em consonância com o histórico do PSDB, o que me leva a admitir – relutantemente – que boa parte deles também é tucana. O indivíduo passa cinco anos na faculdade de direito para depois se esquecer do seguinte:

    “Uma das ideias mais caras aos juristas antigos era a do absolutismo dos direitos subjetivos. O poder por estes conferidos era para eles de natureza ilimitada, era um poder soberano, que não encontrava restrições senão na vontade do próprio titular. Era o que significavam os conhecidos princípios – feci sed jure e neminem laedit qui jure suo utitur. Mas já no direito romano a influência das ideias jusnaturalistas se fazia sentir no abrandamento e humanização do direito estrito. Ensinavam os moralistas que o os direitos deviam ser exercidos com moderação, civiliter e que levá-los às últimas consequências era transformá-los em injustiça – summum jus summa injuria. 

    Essas ideias adquiriram um relevo e expansão extraordinários na doutrina francesa do presente século (XX) e são hoje uma aquisição definitiva da ciência juridica, estando consagrada na maioria das legislações. O princípio fundamental é que não há direitos absolutos, o direito não dá todo direito e o seu não uso confere irresponsabilidade. O seu exercício deve fazer-se de modo regular, sem exceder o legítimo interesse do titular e sem prejuízo de terceiros, além dos exigidos por aquele interesse.

    O exercício do direito em desacordo com esses princípios constitui um ato abusivo e engaja a responsabilidade do agente. Assim, o titular de um direito, que o exerce por espírito de emulação, ou com intuito de prejudicar a terceiros, abusa do seu direito e fica responsável pelo dano causado. Da mesma forma, aquele que, mesmo sem intuito de ofensa, ou de emulação, causa prejuízo a outrem, exercendo seu direito sem justa medida e além do justo interesse, incorre também em responsabilidade.”

     

     

  33.   A CIÊNCIA E OS VALORES X A

      A CIÊNCIA E OS VALORES X A FALSIFICAÇÃO DE PERSPECTIVAS DA CIÊNCIA DA ECONOMIA

    As empresas estão em crise de VALORES – com a preferência pelo sistema capitalista que faz a doutrina para nossa conversão equivocada –  em que o investimento externo cobra a 100% à existência das necessidades do homem (no Estado), e; juntamente com o progresso técnico dos bancos, através da moeda digital, escravizam o ideal científico dos resultados naturais (a esterilidade dos valores do espírito): com a falsificação do crédito para o governo e a sociedade:

    Afinal, qual perspectiva pode oferecer o crédito com a validade irrefutável da nossa maneira de ver, ou render-nos a outrem sem uma posição metodológica extremamente importante, quer no plano puramente teórico, que no plano dos resultados concretos? E isto implica, igualmente, a confiança no poder que tem a razão de compreender, ao menos, certos aspectos do real e apresentarmos o próprio real como um complexo de estruturas inteligíveis, e das quais antes de tudo, tomar nota.  

    Livro:  A CIÊNCIA E OS VALORES –  página 16 a 19 -: A mentalidade científica, neste sentido, tem ainda uma atuação profundamente ética: representa a atitude moral mais verdadeira que é a humildade, disponibilidade e abertura em face do valor a cujo serviço é colocada a atividade pessoal.

    É este valor alta e puramente especulativo, intimamente desinteressado, que torna a Ciência, num certo sentido, símbolo de uma autenticidade moral que a transforma, simultaneamente, num impulso espiritual poderoso ao desenvolvimento de uma certa civilização e em seu imã fascinante de conquistas técnicas sobre o plano mais externo das realizações concretas.

    Antes da determinação dos limites de um certo horizonte de saber, exatamente porque representa uma fase essencial da fixação de suas características exatas, acaba sendo uma passagem essencial os objetivos da mais plena e autêntica valorização daquilo que ele pode oferecer.

    Todavia, antes de falar dos limites que a Ciência comporta, ainda quando tomada na plenitude de suas dimensões, acenamos para alguns equívocos que podem derivar de um modo inadequado de compreender a própria Ciência.

    * A identificação destes equívocos já está, de certo modo, implícita enquanto já disse até aqui. E o primeiro equívoco pode nascer exatamente do fato de ignorar o equilíbrio das duas componentes que fazem porte da constituição deste saber científico. A este propósito já falamos de uma tendência muito comum: a de só ver os “frutos do progresso científico, em uma consideração que não só é estimulada por um motivo utilitarista, mas se faz absolutamente inadequada para atingir a essência da verdadeira Ciência”.

    Sem gastar mais palavras na descrição dessa falsificação de perspectiva, limitar-nos-emos a observar como isto provoca. à maneira de consequência fácil, a esterilidade dos valores do espírito.

    Uma visão puramente instrumentalista da ciência acaba por tornar pouco menos interessantes e, a seguir, quase completamente incompreensíveis todos aqueles conhecimentos humanos que não cheguem a fornecer um bem concreto ou, ao menos, um “serviço”.

    É a este modo de considerar a ciência que devemos, sem dúvida, a crise em que se encontram, sob o aspecto da estima do homem contemporâneo, as assim chamadas ciências “morais”, os estudos humanísticos, o culto da pura especulação.

    Trata-se, como tantas vezes se ouve repetir, de “coisas que não servem para nada”. De fato, todos podem estar de acordo em reconhecer que tais matérias não “servem”. Mas ficaria por examinar se não é por acaso, precisamente este caráter de gratuidade que constitui seu título de excelência.

    De fato o ideal do espírito humano não deveria ser o de “servir” às coisas, compreendendo entre as “coisas” também as necessidades materiais do homem, mas, de preferência, o de libertar-se da servidão das coisas (e em favor deste resultado, naturalmente, o progresso técnico pode dar uma contribuição decisiva) para poder com maior liberdade dedicar-se à atividades gratuitas, criativas e contemporâneas, que são próprias dele.

    De resto, a reflexão sobre o juízo que fazem de nossa civilização tecnológica os melhores expoentes de outras civilizações, que tantas vezes nos limitamos a definir como “subdesenvolvidas”, pode ajudar-nos a nos convencer de que esta idolatria da eficiência científica repousa, em grande parte, sobre uma deformação de perspectiva. É um juízo substancialmente negativo. Veem  eles em nós seres apagados e entorpecidos por um bem estar fácil, imersos em uma atmosfera de mecanização desumanizante, que nos faz pagar o preço de uma diminuição de humanidade como contrapartida dos serviços que nos presta. Por isso é que eles consideram, de modo especial, a preocupação de conseguir tomar-nos de empréstimo certas técnicas, sem dever assumir, porém, nossa inautêntica mentalidade tecnicista.

    É sabido. De resto, que não faltam também entre os ocidentais alguns espíritos atentos que manifestam preocupações inteiramente análogas.

     Deixando de parte este modo não autêntico de compreender a Ciência e que deriva fundamentalmente do maximizar a valorização de um aspecto parcial, embora autêntico, de cientificidade, com esvaziamento de outros aspectos, ainda é possível colocar mal o problema da ciência, embora se tenha uma noção exata de sua estrutura noética.”

    Informo, entretanto, que, a ciência dos valores considera os limites nos quais passam a ser as perspectivas para valores, mas quais são as componentes simultâneas e as estruturas da natureza a serviço dos valores? um significado particular  espiritual e metafísico ao qual me dedico. 

    Miguel

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