Após votação, candidatos evitam discutir cenário para segundo turno

Jornal GGN – O candidato do PV à Presidência Eduardo Jorge votou na manhã deste domingo (5) em São Paulo, acompanhado do neto e do candidato ao governo estadual, Gilberto Natalini (PV). Com até 1% das intenções de voto nas pesquisas, Jorge disse à imprensa que espera que o PV não cometa este ano o mesmo “erro” que cometeu em 2010: não dar apoio a nenhum candidato no segundo turno.

“Temos três candidaturas poderosas. Todos nesse G3 são da família da esquerda: social democrata, um socialismo tropical e um socialismo de origem marxista.  Vamos ver qual das três está mais próxima de nós e qual vale a pena apoiar para nos aproximar de uma proposta mais adequada ao século 21″, disse. Segundo ele, isso será discutido com a cúpula do PV.

Em 2010, a então candidata do PV, Marina Silva – hoje presidenciável do PSB -, não quis declarar apoio à Dilma Rousseff (PT) ou a José Serra (PSDB). Em entrevista exclusiva ao GGN, Eduardo Jorge chamou de desastrosa a atitude de Marina, seguida pela saída da ex-ministra do PV. Na época, a direção do Partido Verde concordou em não apoiar nenhuma candidatura no segundo turno, mas na visão de Jorge, José Serra deveria ter sido indicado ao eleitor verde.

“Não vamos cometer de novo esse erro.  Temos que continuar jogando o jogo no segundo turno.  Isso significa escolher entre A e B o que está mais próximo de nós.  Quem vai definir A e B é o povo”, declarou. 

Leia mais: As escolhas desastrosas do PV e Marina na eleição de 2010

Já o candidato Levy Fidelix (PRTB) votou por volta das 9h da manhã de hoje e foi embora tangenciando a imprensa que o aguardava em São Paulo. Segundo informações da CBN, o candidato divulgou a agenda deste domingo com o horário errado, para que os jornalistas não o acompanhasse na votação. Levy ganhou os holofotes e as críticas da sociedade após fazer declarações homofóbicas e de incitação ao ódio contra homossexuais em um debate televisivo.

Veja aqui como foi a votação de Dilma Rousseff. 

O candidato Pastor Everaldo (PSC) votou no início da tarde, no Rio de Janeiro. A exemplo dos demais candidatos fora do chamado G-3 (Dilma, Marina e Aécio), Everaldo não quis antecipar quem receberá seu apoio no segundo turno. Ele chegou a aparecer nas pesquisas de intenção de voto com 4% do eleitorado.

A candidata Luciana Genro (PSOL) votou em Porto Alegre. Ela lembrou das reivindicações de junho de 2013 e agradeceu o apoio que teve nesta eleição. “Acredito que nós já somos vitoriosos porque tivemos a oportunidade de pautar temas que nenhum outro candidato pautou: a luta pela tributação dos bancos, para que os milionários paguem mais impostos, pelos direitos LGBT, pelos direitos da mulheres e de todos aqueles que são oprimidos por um sistema político que está sendo repudiado pela maioria”, frisou.

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4 comentários

  1. O discurso verde: estratagema eleitoreiro da direita?

    Com este comentário do atual candidato e presidente do partido verde,  observando-se que a vice-prefeita de Salvador do PV é aliada ao ACM Neto do DEM e recordando o exposto no livro a Máfia Verde- O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial, tem-se comprovado que,  desde 2010, o discurso dos verdes brasileiros tornaram-se um dissimulado estratagema da direita, a qual, demonstra que de nacionalista e de defensora da soberania do Brasil não possui nada. Assim, tanto Serra em 2010 como Aécio ou Marina agora em 2014, são instrumentos úteis a serviço dos mesmos interesses lesa-pátria. Ou não são lesas-patria os que defendem um discurso entreguista das riquezas nacionais?

  2. Eduardo Jorge tá de brincadeira…

    “Temos três candidaturas poderosas. Todos nesse G3 são da família da esquerda: social democrata, um socialismo tropical e um socialismo de origem marxista.”

     

    Quem profere uma frase dessas ou não entende absolutamente nada de política ou é um dissimulado. De qualquer modo, não pode ser levado a sério.

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