WhatsApp não dá respostas nem soluções para fake news nas eleições brasileiras

 
 
Jornal GGN – Convocado pelo Tribunal Superior Eleitoral para debater a disseminação em massa de fake news no decorrer das eleições brasileiras, o WhatsApp, de seu escritório na Califórnia, não respondeu às questões apresentadas por jornalistas de agências de checagem e tampouco projetou qualquer tipo de solução para combater as fakes news.
 
Em artigo para a Época, a jornalista da Agência Lupa, Cristina Tardáquila, registrou que Twitter, Google e Facebook enviaram ao TSE representantes para discutir o uso das plataformas durante a eleição. Já o WhatsApp participou por meio de videoconferência e se desconectou antes que as agências checadoras pudessem concluir a apresentação de propostas para a plataforma.
 
O WhatsApp afirmou apenas que trabalha em 3 vertentes: na educação de usuários, na prevenção de abusos e em sintonia com autoridades investigativas. A empresa teria afirmado ainda que fechou parcerias com plataformas de checagem no Brasil para combater fake news. Mas a diretora de Aos Fatos, Tai Nalon, disse que a “informação é falsa”. “Nós montamos nosso trabalho no WhatsApp sem nenhum apoio do aplicativo.”
 
O WhatsApp também não soube dizer de pronto se há mensagens em massa vindas de outros países para o Brasil durante e eleição, e tampouco informou se há uma equipe, e qual o tamanho dela, para atender aos brasileiros e à imprensa nesta semana que antecede o segundo turno da eleição.
 
A rede social também não informou se analisou propostas apresentadas pela Safernet há uma semana, sugerindo mudanças no aplicativo como foram feitas em outros países, a exemplo da Índia em decorrência de episódios de linchamentos movidos por notícias falsas.
 
Segundo a representante da Lupa, o que teve de produtivo na reunião convocada pelo Conselho Consultivo de Internet do TSE foi o recebimento de propostas elencadas pelas agências de checagem ao TSE.
 
“Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, e-Farsas, Estadão Verifica e Truco/Agência Pública criaram um grupo único de WhatsApp nos últimos dias e propõem ao TSE que o utilize como principal canal de elucidação de dúvidas e comunicação de checagens. O grupo pede que o órgão forneça a essa equipe de profissionais acesso rápido aos TREs, que realizarão a votação de segundo turno, bem como a especialistas em direito eleitoral e em urnas eletrônicas. Por fim, pede que o órgão defenda publicamente a atuação dos jornalistas – que vêm sendo agredidos fisicamente e virtualmente (já foram mais de 130 casos de violência nas eleições deste ano, segundo a Abraji) e que passe a apostar em alfabetização midiática.”
 
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