Paulo Paim, do PT, o maior adversário da educação inclusiva

Quando o MEC (Ministério da Educação) lançou o programa de educação inclusiva em 2007, previu novo papel para as APAEs (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais). Em lugar de segregar os alunos em escolas especiais, auxiliá-los a se integrar na rede pública. Com isso, alinhavava-se com todas as linhas pedagógicas modernas, que constataram o enorme avanço das crianças com deficiência, quando colocadas desde cedo em condições de conviver com colegas sem deficiência.
 
Imediatamente, a APAE São Paulo aderiu ao novo projeto. Desativou sua escola especial e passou a apoiar os alunos na rede escolar. O número de atendidos saltou de oitenta e poucos para mais de 400. 
 
Financeiramente, não houve perdas. Sem o custo de manter estrutura própria, todos os recursos puderam ser direcionados para o objetivo final, o atendimentos dos alunos, atuando no chamado contraturno.  Perdeu-se o poder sobre  verbas que ficavam apenas na atividade-meio. É evidente que a capacidade de definir despesas é o que garante o poder de qualquer instituição. Para APAEs sérias, como a de São Paulo, não foi problema.
 
De início, havia preocupação em não desempregar as professoras. O receio acabou quando conferiram a situação funcional delas: todas eram professoras concursadas cedidas pelo município à APAE. Como ocorre na maior parte das APAEs.
 
Mesmo sendo uma instituição exemplar, a APAE-SP só aceitava em sua escola especial alunos “moderados” e “treináveis”, conforme acaba de me relatar a educadora contratada para coordenar a transição. Recusava considerados de deficiência “severa”. Essa política é legitima, mas desmente o bordão da Federação das APAEs, de que só elas teriam condições de atender a alunos com deficiencia mais avançada.
 
A saga das APAEs e de outras filantrópicas – como a Teleton, que monopoliza toda a entrega de órteses e próteses do SUS em São Paulo – surgiu em um período de ausência de políticas públicas. Quando finalmente o Estado se compenetrou de suas obrigações e entendeu que caberia a ele preparar a rede pública para receber os alunos com deficiência, houve enorme avanço social. Mas enorme resistência de parte da Federação das APAEs, para não perder protagonismo, relevância política. 
 
Agora há pouco conversava com o MInistro da Educação Aluizio Mercadante no evento do Dia da Consciência Negra. Ele mostrava o enorme salto de inclusão de pessoas com deficiência tanto na rede básica quanto no ensino superior, depois que o MEC, a partir de 2007, deu início à sua política de educação inclusiva.
 
De certo modo, a diferença do velho para o novo modelo é similar ao das políticas sociais pontuais de dona Ruth – Bolsa Escola – para as políticas universalizantes e sistêmicas do Bolsa Família.
 
Hoje em dia, no entanto, a maior ameaça à política de educação inclusiva do MEC é o senador petista Paulo Paim (RS).
 
Ele é o autor do Estatuto da Pessoa Com Deficiência, em tramitação no Senado, que atropela todos os princípios da educação inclusiva, ao abolir a obrigatoriedade do ensino na rede regular. Na discussão da Meta 4 do PNE (Plano Nacional de Educação), é autor de emenda para que se abra mão da obrigatoriedade da educação inclusive no ensino público.
 
Se não houver uma ação firme por parte do governo Dilma, os interesses paroquiais de Paim, da Ministra-Chefe da Casa Civil Gleise Hoffmann e da Ministra-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário comprometerão um dos grandes feitos civilizatórios do proprio governo petista.

90 comentários

  1. Eu acho que Paulo Paim tem
    Eu acho que Paulo Paim tem história e merece o respeito de ter a oportunidade de expor seus motivos. Os leitores também merecem isto, senão cai-se no mesmo ardil da grande mídia, onde um ponto de vista unilateral vira verdade absoluta. No artigo acima Paulo Paim é julgado, condenado e ofendido com algumas observações, sem ter o direito de resposta. Este é o estilo da grande mídia

  2. A utopia de aglutinar forças

    A utopia de aglutinar forças dispares; cada uma defendendo extremos de por exemplo: Estado ou Mercado e não Estado e  Mercado; poderia ser realizada aqui na defesa de uma eduçação inclusiva.

    Se aqueles que criticam tudo se vindo do PT e o Paim, a Gleise e Rosario são petistas seria possivel realizar a utopoia-hegemonia da educação inclusiva.

  3. ao amigo, com carinho

    “De certo modo, a diferença do velho para o novo modelo é similar ao das políticas sociais pontuais de dona Ruth – Bolsa Escola – para as políticas universalizantes e sistêmicas do Bolsa Família.”

    Prezado Nassif, Dra. Ruth Cardoso não teve nenhuma influência no debate do programa de transferência de renda. Dra. Ruth tinha uma percepção independente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ela constituiu a Secretaria Executiva do Comunidade Solidária, modelo derivado da concepção do CONSEA (Conselho Nacional de Segurança Alimentar). Ao deixar o governo instiuiu uma fundação com as características das OSCIPs. Quem instituiu o debate e a formulação do projeto foi Vilmar Farias, já falecido, e a redação coube a Ana Lobato do IPEA.

    Área de concentração: Economia Social e do Trabalho

    Titulação: Mestre em Desenvolvimento Economico
    Banca:

    Wilnes Henrique [Orientador]
    Eduardo Fagnani
    Sonia Miriam Draibe

    Resumo:

    Resumo: Trata-se da reconstituição da trajetória do Programa Comunidade Solidária de combate à pobreza extrema. Este programa teve, basicamente, duas grandes linhas de ação: uma, a busca pelo melhor gestão, coordenação e integração de um conjunto de programas considerados prioritários para o enfrentamento de situações críticas de pobreza; outra, o desenvolvimento de novas formas de parceria entre o Estado e a sociedade. No período 1995-1998, tratou-se do principal referencial para a ação do governo federal no combate à pobreza extrema. A partir de meados de 1998, ano de grave crise econômica, e, especialmente, no período 1999-2002, o Programa Comunidade Solidária deixa de ser esse principal referencial: ele foi em parte reformulado e surgem o Programa Comunidade Ativa (1999); o Projeto Alvorada (2000), além da criação da chamada Rede de Proteção Social

     

    • Salva-nos, ó luz do luciano…

      Sei, sei, sei…e no seu modelo de “democracia” devemos pegar os eleitores-fieis do malafaia e executá-los, ou mandar cavar Belo Monte à mão para fazer a hidroelétrica?

      Não, melhor…colocamos eles em algum campo de concentração, e usamos suas fezes parea gerar energia a base de metano…

      Felizmente os eleitores do PT parecem um pouquinho mais inteligentes dos que propõem questões cretinas como esta…

       

       

      • Onde está a cretinice?

        Do meu ponto de vista o assunto nada tem  em relação a religião, mas a politicagem.

        Questões cretinas são aquelas abordadas por cretinos que se aproveitam de determinadas situaçoes para adjetivar pessoas

        • Ah, entendi…

          E então, devemos todos nos ajoelhar e esperar você definir, do alto de sua enorme capacidade de análise, sua vivência partidária, expertise acadêmica, seus milhões de votos para senador e seu mandato (ou tudo isto junto), o que é ou não “politicagem”????

          ‘Tá bom, titia não fala mais nisto…

          Religião, ainda que sob outras formas, não se discute…

    • Religiosidade e política.

      Caro Luciano, a crença de um parlamentar, tem que necessariamente, ser a de católico, apostólico, romano(e e eu s0o assim), e só por não ser católico fervoroso o nosso Senador, seria um hereje, e mereceria a condenação ?

    • Putz! Esta imagem vale por

      Putz! Esta imagem vale por mil palavras. E a coerência? A ética? Os princípios? mas…o Brizola também defendeu o Collor a certa altura do campeonato, no melhor estilo maquiavélico. Sei lá! Tudo parece mais imbricado do que deveria. Enfim, as semelhanças do PT com o status quo me parecem muito mais proeminentes do que o inverso.

  4. O que foi que ele fez

     

    Paulo Paim destaca educação inclusiva

     

     

    Da Redação

    Em discurso no Plenário nesta terça-feira (4), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a educação inclusiva, definida por ele como aquela que contempla com esse direito básico todas as pessoas, sem qualquer distinção.

    – Estamos trabalhando para que isso seja uma realidade no Brasil. Mas os dados ainda são preocupantes – lamentou o senador.

    Paim disse que os últimos dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 95% das crianças deficientes entre 6 e 14 anos estão na escola. Por outro lado, mais de 60% dos brasileiros de 15 anos ou mais não têm instrução ou têm apenas o fundamental incompleto. Entre a população sem deficiência, esse número é de 38%.

    Segundo o senador, o ideal é que no futuro não haja escola inclusiva, já que todas as escolas serão capazes de receber todos os alunos, sem exclusão.

    Na visão do senador, a deficiência precisa deixar de ser vista como uma tragédia pessoal. Uma nova forma de ver a questão, segundo Paim, é entender os limites do corpo, mas também perceber os limites que a pessoa enfrenta fora do corpo. Para ele, a deficiência precisa ser encarada como algo natural na vida cotidiana das pessoas.

    Paulo Paim pediu mais preparo dos professores, mais recursos estruturais e mais tolerância dos alunos sem deficiência, para que todos se sintam parte do processo de aprendizado. O convívio entre alunos com e sem deficiência ajuda na integração e no preparo das crianças para o mundo, ressaltou.

    – Em pleno século 21, não podemos permitir um comportamento atrasado de exclusão – declarou Paim, aproveitando para elogiar o desempenho dos atletas brasileiros na Paraolimpíada de Londres.

    Precatórios

    No discurso, o senador também tratou dos precatórios, pedindo mais atenção do governo com a situação de muitos trabalhadores que não conseguem receber os valores a que têm direito. O parlamentar defendeu a possibilidade de pagamento de financiamentos habitacionais com os valores a receber na forma de precatórios.

    – Precisamos buscar uma fórmula eficaz e justa para os problemas dos precatórios – afirmou.

    Paulo Paim ainda destacou a realização de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), pela manhã, em que debatedores manifestaram preocupação com a proposta de desoneração da folha salarial e a situação contábil da Previdência Social.

    Agência Senado

    (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

     Nota do comentarista Para os colegas do LNO que ainda não sabem o que é educação inclusiva [video:http://www.youtube.com/watch?v=AUL62tZIFYY%5D    

     

  5. Porquê Nacif

    Caro Nassif!

    É muito difícil entender por que você faz uma campanha tão grande contra as Apaes e a favor da educação inclusiva, nos moldes que ela é apresentada.

     Você mostra total ignorância sobre a qualidade do ensino público e, no caso da inclusão, do privado.

    Vou lhe dar um exemplo.

    Um aluno cego no ensino Superior da Faculdade Arnaldo de BH (cito porque posso provar) usa o note book para acompanhar as aulas. é muito bom no Excel uma professora de fianças não aceita que ele use o Excel; o obriga a usar uma HP para acompanhar as aulas. A faculdade é conceituada e particular.

    Este é um caso, imagine quantos têm por aí, que não estão preparadas do pontos de vista didático/pedagógico.

    Sem contar as escolas as públicas que não têm ambiente adequado, carteiras, bibliotecas, com braile, por exemplo, libras, acessibilidade, e, principalmente, preparação de professores.

    O problema não é só os estabelecimentos. Vou citar outro exemplo.

    Trabalho com cegos há 15 anos. É um trabalho normal como outro qualquer com uma banda, Quando entramos num restaurante (de uma ou cinco estrelas) para almoçar os demais nos olham admirados. Cegos vão almoçar? Como conseguem? Brincamos com a situação. Se tivesse entrado com um rinoceronte chamaria menos atenção.

    Esta é uma situação real de quem trabalha a 15 anos com cegos. Tem muito mais, mas o espaço aqui é pequeno.

    Faço uma proposta para você. Vamos debater o tema inclusão olho no olho?  Promova um encontro entre nós com plateia de prós e contras.

    Garanto para você que não sou contra a inclusão, mas tenho muito pra contribuir.

    Espero que este comentário seja publicado, pois muitos que eu posto não o são. o moderador se esconde atrás da poder de sewr anônimo e não publica.

    Estou até pensando em criar um blog para postá-los.

     

    • Que a luta é por escola

      Que a luta é por escola básica única para todos, a qual é a verdadeira  proposta petista. Essa agora é apenas o começo. Pois é um absurdo milhões em estudando em espelunca chamada escola pública enquando uma meia dúzia da elite  dispõe de excelente escolas privadas  

    • Inclusão

      Na minha opinião Nasssif não demonstrou ser contra Apaes e você Urias demonstrou conhecedora do assunto e favorável a inclusão. Somam. Fico graticante com as duas opiniões.E sou também favorável a inclusão. 

  6. QUALIDADE

    Escolas inclusivas sem um ISO específico , padrão FIFA ou o que isto represente não há chance de dá certo , como muitas coisas que acontecem no Brasil. Nosso país , com raras excessões ainda está muito longe de ser justo , eficiente e produtivo no atendimento social.Por falar em excessão, só os profissionais da medicina é que deviam dar a palavra final sobre em que condições um deficiente tem condições de se integrar naturalmente à sociedade.Fica a dúvida: todos os alunos da APAE são passíveis de conviver com seus coleguinhas sem maiores traumas de parte a parte?

  7. Prezados,
     
      Como pai de uma

    Prezados,

     

      Como pai de uma criança com Síndrome de Down desejo expressar minha opinião, especialmente sobre alguns pontos:

    1. “Mesmo sendo uma instituição exemplar, a APAE-SP só aceitava em sua escola especial alunos “moderados” e “treináveis”, conforme acaba de me relatar a educadora contratada para coordenar a transição. Recusava considerados de deficiência “severa”.”

    Se isso se aplicava à APAE – SP, não posso dizer, mas isso não quer dizer que isso se aplique à todas as APAEs.
    Primeiro que ninguém mais usa esses parâmetros de “moderados” e “treináveis” . Na verdade isso era usado lá no começo, nos anos 50. Hoje em dia a visão é de ensinar as crianças, jovens e adultos dentro das capacidades e do tempo de cada um.
    Além disso, nas APAEs não existe esse dissociação por estágios, todos, quando há vagas, são atendidos.

     

    2. “Agora há pouco conversava com o MInistro da Educação Aluizio Mercadante no evento do Dia da Consciência Negra. Ele mostrava o enorme salto de inclusão de pessoas com deficiência tanto na rede básica quanto no ensino superior, depois que o MEC, a partir de 2007, deu início à sua política de educação inclusiva.”

    E como isso ocorre? Será que essas crianças estão aprendendo mesmo ou só passando as séries? Se nem o ensino regular é garantido que as crianças estejam aprendendo. Além disso, a inclusão só é válida se todos estiverem sendo beneficiados. Há algum estudo ou dado sobre como essas crianças são acolhidas e orientadas? Há algum dado comparatório do antes e depois de 2007? Será que isso não é fruto de um processo contínuo, que começou bem antes e que se desenvolve, ou desenvolveria, independentemente à atuação do MEC?
    Essa informação, somente na forma como está nesse texto, diz muito pouco, quase nada (sendo sincero, não diz nada!), sobre inclusão verdadeiramente.

     

    3. “Quando finalmente o Estado se compenetrou de suas obrigações e entendeu que caberia a ele preparar a rede pública para receber os alunos com deficiência, houve enorme avanço social. Mas enorme resistência de parte da Federação das APAEs, para não perder protagonismo, relevância política.”

    Houve enorme avanço social? Sério? Como assim? Cade dados e estudos que comprovem isso. E é exatamente por não ter nenhum parâmetro que corrobore isso que eu acho que essa frase “Mas enorme resistência de parte da Federação das APAEs, para não perder protagonismo” quase que vilanesca. É desrespeitar, denegrir e desmerecer pais e educadores que estão mais envolvidos no bem estar e na real inclusão dos seus filhos e alunos do que alguém que, sem apresentar informações consistentes, só me parecem querer estar certas.

    Além disso, gostaria de dizer que não acho errado procurarmos um modelo de educação que seja realmente inclusivo e que seja praticado por instituições governamentais. Mais é profundamente inverossímel achar que isso vai ser feito simplesmente colocando todo mundo junto e desprezando todos os avanços que nesses quase 60 anos, queiram ou não, só foi alcançado por instituições e pessoas desvinculadas das instituições da rede pública de ensino. É como se da noite para o dia aqueles que semprem lutaram pela inclusão social das pessoas com necessidades especiais estivessem erradas e lutando apenas para manter seu “protagonismo” e “relevância política”. Óbvio que pode ter pessoas que estão buscando somente isso, assim como é óbvio que é isso que estão fazendo as suas fontes de informações, meu caro Nassif.
     

    Saudações,

    Marcus Vinicius Lemos dos Santos.

  8. Educação inclusiva: Uma sentença condenatória?

    Como interditar um debate? Pega-se um tema consensual (a educação inclusiva) e coloca-se como seus adversários todos que tenham uma visão distinta do articulista e seus aliados…

    Estratagema parecido fez o partido do MP na derrubada da PEC 37, chamando-a de PEC da Impunidade…Alguns tantos tolos morderam a isca, o resultado vem por aí…aliás, já está vindo há anos, e não enxergam…

    É o caso aqui…

    Olhem esta pérola:

    “(…)De certo modo, a diferença do velho para o novo modelo é similar ao das políticas sociais pontuais de dona Ruth – Bolsa Escola – para as políticas universalizantes e sistêmicas do Bolsa Família.(…)” Titia não pode acreditar no que lê…Então, o que é um direito, no tema em debate a inclusão na educação regular, vai ser imposta como obrigação, e isto deve ser comemorado, e elevado a categoria da criação da Bolsa Família? Então a Bolsa Família também é obrigatória? É pobre, tem que entrar? A questão não respondida aqui é: Possuem os pais (das crianças de TODO tipo)direito de escolher onde os filhos estudarão, e o governo, via orçamentos públicos, devem ajudar (financiar) esta escolha? Sim ou não? 1- Não…Então devemos acabar com as deduções do IRPF para escolas privadas dos filhos “normais” de pais “normais”, e por fim, acabarmos com toda escola privada no país…E não só acabarmos com a faculdade de escolher dos pais dos filhos chamados portadores de necessidades especiais… 2- Sim…Bom, se TODOS os pais têm este direito de escolha, TODOS os pais têm o direito de lutar pelo financiamento de suas escolhas, e por aquilo que acham melhor para seus filhos… Ou é para todos ou não é para ninguém… O que titia não consegue entender é que a Escola Pública brasileira não conseguiu dar conta das suas distorções que exclui largos contingentes de pobres e pretos (“normais ou não”), e que para tanto o Estado, paradoxalmente, concede ao setor privado uma série de benesses para prover o ensino das classes médias e elites (solapando ainda mais o setor público), e querem destroçar uma das poucas coisas que têm funcionado, mesmo que com erros também… É preciso, pois, antes de discutirmos as APAEs e seus modelos financiadores, discutirmos uma escola pública digna deste nome, para aí sim, tratarmos dos casos mais especiais… Como em quase tudo, não dá para tratar dos casos específicos sem dar conta de mudar todo o modelo mais amplo… Engraçado é ler: “(…)A saga das APAEs e de outras filantrópicas – como a Teleton, que monopoliza toda a entrega de órteses e próteses do SUS em São Paulo – surgiu em um período de ausência de políticas públicas. Quando finalmente o Estado se compenetrou de suas obrigações e entendeu que caberia a ele preparar a rede pública para receber os alunos com deficiência, houve enorme avanço social.(…)” Uauuuu, titia como miilitante governista sabe dos enormes avanços deste governo, mas não poderia supor que 10 ou 12 anos dessem conta de suprir toda uma história de preconceitos, desigualdade, omissão, etc, sobre as pessoas portadoras de necessidades especiais…Então foi tudo resolvido com a “compenetração” do Estado…Sei, sei, sei…Vamos a um dado simples, bem ao gosto do seo Nassif, já que os números só mentem quando ajudamos: Quando dos orçamentos públicos (União, Estados e Municipios) somados, dedicam-se as escolas chamadas especiais e aos programas de inclusão da rede regular? Corresponde, ainda que de longe, a demanda necessária????? pois é….pimenta no c*** dos outros é sempre refresco…

    • Morgana Profana, a

      Morgana Profana, a auto-intitulada “titia”, distorceu em vários pontos o texto do Nassif, principalmente na parte final, quando leu “avanços sociais” a partir da inclusão das crianças deficientes na rede pública de ensino como “resolução” de todos os problemas. Distorção, que fez ainda pior: não desmentiu o que verdadeiramente foi afirmado pelo jornalista Luis Nassif a respeito do avanço social obtido a partir da inclusão.

      E, mais na frente, fez pergunta que não ajuda em nada ao seu propósito, que é permitir que as crianças deficientes continuem estudando em escolas especiais.

      Ao perguntar quanto dos orçamentos da União, dos Estados e dos Municípios são destinados às escolas especiais e aos programas de inclusão da rede pública de ensino, pretendendo dizer com isso que seria abaixo do que a demanda exigiria, tal pergunta não possui qualquer força para rebater a obrigatoriedade da inclusão, ponto da discussão (crianças deficientes devem estudar com as demais crianças e não em entidades especiais).

      A um, porque se os recursos são insuficientes, isso não irá se resolver pela destinação de recursos a entidades privadas especiais, ainda mais quando a destinação pode ser feita à rede pública de ensino, garantindo e ampliando a inclusão e seus avanços sociais, como bem notou o jornalista Luis Nassif.

      A dois, porque para enfrentar a insuficiência de recursos com vistas a promover a inclusão, e não se faz a inclusão pretendida investindo em escolas privadas especiais, óbvio, não tem qualquer pertinência defender a existência de escolas privadas dedicadas aos estudantes deficientes, muito menos que os recursos sejam fracionados entre estas e as instituições de ensino que compõem a rede pública.

      Passaria a ser uma questão orçamentária dependente de decisão política que aumentasse os recursos destinados a promover a inclusão social dos estudantes deficientes, destinação que deve ser feita preferencialmente à rede pública e não a uma rede privada que somente atenda a um público de estudantes deficientes.

      PS: A expressão correta, adotada internacionalmente, é pessoa deficiente e não pessoa com deficiência ou portadora de necessidades especiais. Isso porque a deficência está na pessoa e não com a pessoa, sendo errado falar em “porte” de deficiência.

      • Eu passo…

        Menino argolo, titia não tem condições de discutir em nível tão elevado…é portadora de deficiência intelectual e de incorreção política de grau 5…

        Portanto, guarde suas teses para quem, realmente, se importa a debatê-las ou tem condições de fazê-lo…

        Titia passa…

         

        • Claro que passa. Não saberia

          Claro que passa. Não saberia debater sem distorcer, sua especialidade, como eu demonstrei. Leu “avanços sociais” e entendeu “resolução”. É caso de analfabetismo funcional ou má-fé. Nenhuma das duas opções é boa.

          • And the winner is…

            …menino argolo, pelo melhor argumento original e roteiro do filme-documentário-autobiográfico: “Aprenda a debater sem distorcer o que o outro diz…”

            Sim, você tem razão, titia não sabe debater sem distorcer…

            Aleluia, argolo, aleluia, sua sabedoria me salvou…!!!

            És poço de virtudes de boa-fé e alfabetização funcional…

            Aleluia…

            Continuamos a passar…

    • Prezada Morganacompreendo

      Prezada Morgana 

      compreendo sua irritação. Mas, em geral, não respondo seus comentários por desatenção ou desprezo. Mas por absoluta falta de tempo de discutir por discutir.

      Vamos ao que você escreve:

      “(…)De certo modo, a diferença do velho para o novo modelo é similar ao das políticas sociais pontuais de dona Ruth – Bolsa Escola – para as políticas universalizantes e sistêmicas do Bolsa Família.(…)” Titia não pode acreditar no que lê…Então, o que é um direito, no tema em debate a inclusão na educação regular, vai ser imposta como obrigação, e isto deve ser comemorado, e elevado a categoria da criação da Bolsa Família?

      Como profunda conhecedora de direitos sociais, você sabe que direitos das crianças são indisponíveis. Isto é, não podem ser decididos sequer pelos pais. Por serem indisponíveis, pais não podem educar crianças em casa; se alguma criança ganha algum bem, pais não podem vendê-lo. Como pessoa culta, sei que você sabe disso. Deve ter esquecido na pressa de discutir o tema.

      Então a Bolsa Família também é obrigatória? É pobre, tem que entrar? A questão não respondida aqui é: Possuem os pais (das crianças de TODO tipo)direito de escolher onde os filhos estudarão, e o governo, via orçamentos públicos, devem ajudar (financiar) esta escolha? Sim ou não?

      Como explicado lá em cima, os pais não podem abrir mão de direitos dos filhos. É um princípio de direito. Nem o mais radical dos neoliberais esposaria sua tese.

      1- Não…Então devemos acabar com as deduções do IRPF para escolas privadas dos filhos “normais” de pais “normais”, e por fim, acabarmos com toda escola privada no país…E não só acabarmos com a faculdade de escolher dos pais dos filhos chamados portadores de necessidades especiais… 2- Sim…Bom, se TODOS os pais têm este direito de escolha, TODOS os pais têm o direito de lutar pelo financiamento de suas escolhas, e por aquilo que acham melhor para seus filhos… Ou é para todos ou não é para ninguém…

      Confesso que seu brilho ofuscou meu raciocínio. Há um consenso mundial – expresso na Convenção da ONU – que a educação inclusiva é o melhor para as crianças. Você quer que os pais atropelem esses princípios e eles decidam o que é melhor. Seu nível de argumento justificaria também os pais que proibem vacinação para crianças. Ou não?

      O que titia não consegue entender é que a Escola Pública brasileira não conseguiu dar conta das suas distorções que exclui largos contingentes de pobres e pretos (“normais ou não”), e que para tanto o Estado, paradoxalmente, concede ao setor privado uma série de benesses para prover o ensino das classes médias e elites (solapando ainda mais o setor público), e querem destroçar uma das poucas coisas que têm funcionado, mesmo que com erros também… É preciso, pois, antes de discutirmos as APAEs e seus modelos financiadores, discutirmos uma escola pública digna deste nome, para aí sim, tratarmos dos casos mais especiais…

      Sugiro entrar no site do MEC e aprender tudo o que está sendo feito em termos de política inclusiva. Sugiro ler alguns posts que coloquei esse trabalho. Você afirma que nada está sendo feito pela rede pública passando por cima de todos os daods disponíveis, e já mencionados por mim em outros posts. 

      Como em quase tudo, não dá para tratar dos casos específicos sem dar conta de mudar todo o modelo mais amplo… Engraçado é ler: “(…)A saga das APAEs e de outras filantrópicas – como a Teleton, que monopoliza toda a entrega de órteses e próteses do SUS em São Paulo – surgiu em um período de ausência de políticas públicas. Quando finalmente o Estado se compenetrou de suas obrigações e entendeu que caberia a ele preparar a rede pública para receber os alunos com deficiência, houve enorme avanço social.(…)” Uauuuu, titia como miilitante governista sabe dos enormes avanços deste governo, mas não poderia supor que 10 ou 12 anos dessem conta de suprir toda uma história de preconceitos, desigualdade, omissão, etc, sobre as pessoas portadoras de necessidades especiais…

      Pois devia supor, se não por ser governista, ao menos para se mostrar melhor informada. E deveria saber que a intençao da PNE não é acabar com as APAEs mas adaptá-las aos novos tempos. E aprender com pedagogos que a maneira de crianças enfrentarem o preconceito não é ficando confinadas, protegidas do mundo por uma falsa redoma. É como internautas que só conseguem ficar à vontade atrás de nicks. Porque na hora de sair da redoma não saberao como se comportar.

      Então foi tudo resolvido com a “compenetração” do Estado…Sei, sei, sei…Vamos a um dado simples, bem ao gosto do seo Nassif, já que os números só mentem quando ajudamos: Quando dos orçamentos públicos (União, Estados e Municipios) somados, dedicam-se as escolas chamadas especiais e aos programas de inclusão da rede regular? Corresponde, ainda que de longe, a demanda necessária????? pois é….pimenta no c*** dos outros é sempre refresco…

      Todo o recurso para as APAEs vem do orçamento público. Acabei de publicar um post mostrando que a APAE São Paulo, com a mera mudança do trabalho – saindo da escola separatista para o contraturno, aumentou de 80 para 400 o número de alunos assistidos. Tudo isso com os mesmos recursos. É argumento suficiente? Você não apresenta um número sequer e diz que os números podem ser manipulados e são insuficientes.

      Viu porque é uma enorme perda de tempo entrar em suas provocações?

      • Desapega, seo Nassif, desapega…

        Seo Nassif, ainda que titia ache o colóquio com Vossa Excelência um “must”, eu tenho sérias restrições a quem se acha o centro do mundo (SEMPRE, porque um pouquinho, de vez em quando, é até salutar)…

        Ora, com todo o respeito, pouco me importa se você tem tempo, desprezo, ou preguiça de responder a titia, pode parecer o contrário, mas tem gente que vem aqui não por sua causa, ou ao menos, não exlusivamente dela…agora vamos a parte que interessa, e que você insiste em desqualificar como “provocação por provocação”, como se houvesse uma hierarquia de provocações…

         

        Prezada Morgana 

        compreendo sua irritação. Mas, em geral, não respondo seus comentários por desatenção ou desprezo. Mas por absoluta falta de tempo de discutir por discutir.

        Vamos ao que você escreve:

         

        Como profunda conhecedora de direitos sociais, você sabe que direitos das crianças são indisponíveis. Isto é, não podem ser decididos sequer pelos pais. Por serem indisponíveis, pais não podem educar crianças em casa; se alguma criança ganha algum bem, pais não podem vendê-lo. Como pessoa culta, sei que você sabe disso. Deve ter esquecido na pressa de discutir o tema.

        Resposta: Seo Nassif, há direitos disponíveis, e indisponíveis. Como leiga que é, titia sabe que há, no exercício deste direito indisponível das crianças, um correspondente dever de educá-los pelos pais…Ponto…aí acaba a parte indisponível, pois a escolha onde exercer este dever-direito, é dos pais, logo, crianças não podem escolher onde estudar, e nem o Estado pode fazê-lo pelos pais, a não ser que estejam em situação onde os pais perderam o poder familiar…

        A questão em debate não é a inclusão, como espertamente você contrabandeia, mas a obrigação que os defensores da tese inclusivista querem impor.

        Este tipo de manipulação do debate não lhe cai bem, fofo…

         

        Como explicado lá em cima, os pais não podem abrir mão de direitos dos filhos. É um princípio de direito. Nem o mais radical dos neoliberais esposaria sua tese.

        Resposta: Já explicamos a diferença entre direito-dever, e a parte discricionária dos pais no exercício deste dever-direito…acho que ficou claro, não

         

        Confesso que seu brilho ofuscou meu raciocínio. Há um consenso mundial – expresso na Convenção da ONU – que a educação inclusiva é o melhor para as crianças. Você quer que os pais atropelem esses princípios e eles decidam o que é melhor. Seu nível de argumento justificaria também os pais que proibem vacinação para crianças. Ou não?

        Resposta: Mais e mais manipulação…Claro que o dever de vacinar é obrigação, mas onde está eescrito que os pais devem vacinar em postos públicos, e não nos estabelecimentos de suas confiança, ainda que privados ou filantrópicos? 

         

        Sugiro entrar no site do MEC e aprender tudo o que está sendo feito em termos de política inclusiva. Sugiro ler alguns posts que coloquei esse trabalho. Você afirma que nada está sendo feito pela rede pública passando por cima de todos os daods disponíveis, e já mencionados por mim em outros posts. 

        Resposta: Titia tem como referência a realidade, e não a propaganda do governo, que  por incrível que pareça, é o governo que titia apoia. Nas escolas que conheço, bem de perto, não há senão o depósito de crianças abandonadas a própria sorte, frente a professores e professoras sem a menor condição de lidar com a “novidade”. Sugiro o seo Nassif sair dos sites e dar um passeio pela realidade, às vezes é bom, principalmente nas periferias.

        Em tempo: não afirmei que NADA está sendo feito (e desafio mostrar onde disse isto), disse apenas que 10 ou 12 anos de trabalho não poderiam ser tomados como referência para propor a imposição da educação inclusiva, aliás, se é inclusiva, nunca poderia ser obrigatória, este é um paradoxo semântico que reflete gravemente a contradição da proposta que você defende.

         

        Pois devia supor, se não por ser governista, ao menos para se mostrar melhor informada. E deveria saber que a intençao da PNE não é acabar com as APAEs mas adaptá-las aos novos tempos. E aprender com pedagogos que a maneira de crianças enfrentarem o preconceito não é ficando confinadas, protegidas do mundo por uma falsa redoma. É como internautas que só conseguem ficar à vontade atrás de nicks. Porque na hora de sair da redoma não saberao como se comportar.

        Resposta: Se os nicks e a postura destes internautas realmente te incomodasse (e não fosse só uma provocação inútil e infantil de sua parte), creio que proibiria a permanência deles aqui…receio que sem estes internautas, seu debate ficaria confinado a um domesticado consenso…mas isto é uma questão pessoal irrelevante para titia (e se for o caso, se quiser conhecer titia, mande um e-mail para jcmorganajc@227gmail.com e marcamos um encontro, quando e onde quiseres)…Eu não imagino que as crianças das APAE tenham sofrido confinamento, ou que o atendimento especial pode ser SEMPRE confundido com preconceito…Até porque, pelo que sei, há exemplos e exemplos de alunos das APAE que entraram em faculdades (como os portadores de DOWN), tornaram-se trabalhadores, artistas e mais, cidadãos autônomos, sem nenhuma aversão a sociabilidade…

        Você está meio contaminado pelos jargões, mais ou menos quando titia ouviu falar em construtivismo, pedagogia do oprimido ou avaliação continuada…Boas propostas, mas que embotadas e ideologizadas, tornaram-se arremedos e piadas mau contadas que desperdiçaram gerações…Embora tenham dado resultados esporádicos que mereçam certa atenção, para não sermos tão exigentes…

        Guarde suas opiniões sobre convivência e “redomas” para as experiências que você vivenciou, porque eu vivenciei outras, por exemplo, e nem por isto estou aqui a generalizar.

         

        Todo o recurso para as APAEs vem do orçamento público. Acabei de publicar um post mostrando que a APAE São Paulo, com a mera mudança do trabalho – saindo da escola separatista para o contraturno, aumentou de 80 para 400 o número de alunos assistidos. Tudo isso com os mesmos recursos. É argumento suficiente? Você não apresenta um número sequer e diz que os números podem ser manipulados e são insuficientes.

        Viu porque é uma enorme perda de tempo entrar em suas provocações?

        Resposta: Seo Nassif já tem tempo suficiente de janela para supor que o primeiro passo para acabar com algo é dizer que nada mudará…Titia deve supor que sair de 80 alunos para 400 com mesmos recursos é algo a ser “comemorado”?

        Tem razão, é perda de tempo discutir…

        Mas fica a pergunta não respondida: Se Educação é um direito da criança, um dever do Estado e dos pais, e temos que incluir a todos, porque não abolir a permissão das escolas privadas e as deduções fiscais? 

        Deveríamos obrigar a TODOS os pais a colocarem seus filhos nas esoclas oficiais…Ou não?

        Ah, deve ser que segregação só serve para ricos, classe média “normais”…Entendi…

  9. Correto

    No capítulo do Estatuto que trata da educação das crianças portadoras de deficiência, no artigo 37, lê-se :

    Parágrafo único. Fica assegurado à família ou ao representante legal do aluno com deficiência o direito de opção pela freqüência às classes comuns da rede comum de ensino, assim como ao atendimento educacional especializado. Mas, é estatuto para assegurar os direitos do deficiente ou da família do deficiente ???  Bem ao contrário do Estatuto do Idoso, que OBRIGA a família a cuidar do seu idoso, incapaz tanto quanto um deficiente, este estatuto fajuto assegura a família ou responsável o direito de decidir sobre o destino do defciente. Este Estatuto tem que OBRIGAR a família, e na impossibilidade desta, a sociedade, a fazer o deficiente em condições, transpor todas as barreiras e frequentar a escola. Ponto final. Antes de tudo, vamos parar de pintar aqui um quadro onde todas famílias brasileiras, e do resto do mundo, são famílias perfeitas, preocupadas em assegurar o melhor para os seus.  

      • Sejamos coerentes, pelo menos

        Até aceito sua opinião, desde que a estenda também aos idosos incapazes, sobre os quais quem deveria decidir também seriam suas famílias, se os asilam ou os recolhem ao convívio familiar.

        Para ser coerente ao extremo, estenda-a também a também a crianças sem deficiência, já que, ao que parece, só temos famílias perfeitas no Brasil.

        Então, que se modifique os estatutos do idoso e o ECA para que cada família, e não a sociedade, decida quais são os direitos desses incapazes.

        Haja.

        Em tempo: papiteiros, parece que somo ambos, uma vez que quer tornar opinião em papite.

        • Isso é de um simplismo de dar dó, raciocínio enviesado e binário

          Para começar, idosos sao adultos, por definiçao. Se nao tiverem demência, claro que sao eles, e nao as famílias, quem deve decidir por eles. A família no máximo pode recusar algumas dessas opçoes, que as envolvam. Elas sao obrigadas a dar amparo aos idosos, nao necessariamente a tê-los em casa. Aí será preciso acordo entre uns e outros, soluçoes que variam a cada caso. 

          E sao as famílias que decidem pelas crianças sem deficiência tb, ou você quer que sejam as próprias crianças? Ou o Estado em geral, lá de Brasília, deve tomar todas as decisoes? Parece que bebe! 

          Agora, claro, para quem nao pensa binariamente, há limites para tudo, nao se pode reduzir as opçoes ao preto ou ao branco. Se as famílias quiserem proibir vacinas, ou transfusao de sangue, nao podem. Nao é o mesmo caso da escolha da escola para as crianças! Que é sim prerrogativa das famílias. E o que as famílias estao recusando é uma falsa educaçao inclusiva, jogar as crianças em escolas que nao estao preparadas para atendê-las em suas necessidades específicas. Que nao sao as mesmas para todos os tipos de deficiências. 

          Quanto aos “palpiteiros”, você até pode dizer que também sou. Só que sou professora desde os 18 anos (e tenho 65…), tenho trabalhos sobre alfabetizaçao, há muito tempo acompanho em especial as questoes linguísticas envolvidas na educaçao de surdos, dou aulas para futuros professores, sei como anda o nível escolar dos candidatos ao magistério, nao estou palpitando no ar, falando bobagens sobre o que nao conhecesse, como você está. 

          • Ah tá

            Agora tudo está mais claro. Fez da educação especial seu ganha-pão, então não há como não defender o isolamento destes agora, até por uma questão filosófica. Difícil admitir que viveu pela exclusão e que toda sua obra, agora não faz mais sentido.

            Quanto ao mesmo tempo dar aulas e saber qual o nível dos candidatos a magistérios, trata-se de outro atestado de adesão ao atual sistema, o qual não pretendo discutir.

            Pelo visto, a sua carteirada curricular, a levar-se em conta o nível da educação brasileira, não lhe anue qualquer autoridade.

          • Haja precipitaçao e superficiali//, aliás já mostradas antes

            Aqui ficou bem claro o tipo de “fundamentaçao” dos seus comentários. Nao sabe nada de nada, mas chuta com a maior arrogância. E projeta sobre os outros sua própria pequenez de espírito. Nao, caro palpiteiro, nao vivo da educaçao especial, sou professora universitária, meu sustento está assegurado independentemente de qualquer destino das escolas especiais. Passe bem, tá? Vá trollar outra pessoa, que nao tenho paciência para esse tipo de bobeira. 

          • Grato

            Assim sendo, por favor, doravante, não comente minhas opiniões de maneira pouco cortêz, dando início a novas chicanas como esta.

            Também não estou a fim de discutir com idéias velhas e ultrapassadas.

          • Coitadinho! Fui descortês com ele.

            Imaginem, eu disse que ele era autoritário, que absurdo! Arre! A web nao é colégio de moças, se você nao aguenta críticas, nao participe. Sempre que alguém defender algo do gênero que você defendeu eu responderei sim, nao por você, mas pela discussao. 

          • Uia

            Decida-se, quer discutir ou não quer ???

            Eu hein ???

            Apenas agradeci sua desistência após me contestar tão firmemente de forma descortêz.

            Heheheheheh

            Tá sem paciência ? Deve ser a idade.

          • Ainda por cima preconceituoso…

            A idade nao deixa alguém necessariamente sem paciência. O que faz perder a paciência é bobeira, trollagem, superficialidade. Passe bem.  

          • Preconceito trocado ?

            Você me pareceu também bastante preconceituosa ao arrolar sua idade como mérito de distinção contra a juventude troladora.

            Quanto ao passe bem, agradeço, novamente. Espero que desta vez, realmente me deixe fazê-lo.

      • Quem sabe são educadores de

        Quem sabe são educadores de todo mundo que convalidaram a Conferência da ONU para pessoas com deficiência, e não pais de alunos sem acesso a informações adequadas.

        • Ninguém está contra a educaçao inclusiva em geral.

          Nao estou argumentando contra a educaçao inclusiva, mas apenas contra o caráter obrigatório dela na situaçao atual, onde as condiçoes nao estao dadas. E também argumentando contra a forma como o MEC está propondo a questao, numa superficialidade incrível, sem entrar nas especificidades de cada tipo de deficiência. 

          E esses especialistas podem saber mais sobre a a questao em abstrato, mas sabem a situaçao das escolas no Brasil como os pais que as conhecem? A educaçao inclusiva é melhor para todos os casos, independentemente de “bobagens” como número de alunos por turma, e condiçoes gerais de ensino? Sabem que nao há professores que ensinem em LIBRAS em número suficiente, e que querem colocar as crianças apenas com “intérpretes”? (E já nao os há em todas as escolas). Ora, ora, Nassif. 

          • Você sabe? A CONAE juntou 700

            Você sabe? A CONAE juntou 700 mil pessoas. E o documento final defende a inclusão obrigatória. Esses 700 mil não caberiam em um gabinete fechado. Será que não é a você que falta conhecimento do que acontece na ponta, nas diversas escolas que estão aderindo?

          • Aqui mesmo (neste tópico e em anteriores) há vários depoimentos

            Os mais impressionantes nem sao os que falam dos problemas de como a educaçao inclusiva está sendo feita nas escolas, mas foram 2 que a “defenderam”. Uma falava que tudo estava muito bem, as crianças que podiam assistiam aulas, as que nao podiam ficavam “onde se sentissem felizes”. Ou seja, ensino que é bom, nada. A outra chegou a defender explicitamente que conteúdos escolares nao eram importantes, que afinal alunos sem deficiência tb nao aprendem… Nao é ótimo? 

            Eu mesma acompanhei indiretamente o caso de um menino surdo, de que já falei aqui, que acabou ficando sem língua nenhuma, como um animal. Foi posto numa “escola inclusiva”, cuja política de inclusao era muito “interessante”: punha todas as crianças com deficiência, de todos os tipos, numa mesma sala, e os outros em outra. E isso no Rio de Janeiro, na Tijuca, nem foi na periferia. É absolutamente revoltante. 

            No discurso tudo funciona bem. Na realidade, o buraco é MUITO mais embaixo. 

            E há o problema das crianças que nao têm como ser postas nas escolas regulares, que nao falam, têm idade mental de poucos anos, etc. Essas aí vao ser jogadas na escola de qualquer maneira, porque é obrigatório? 

          • Anarquista
            a APAE São Paulo,

            Anarquista

            a APAE São Paulo, a mais importante do país, no tempo em que tinha escola inclusiva não aceitava crianças em situação grave. Estou falando da melhor APAE do país, não de uma escola pública qualquer, que você utiliza para generalizar seu exemplo. Ai se trata de saúde pública. As APAEs recebem do SUS para esse acolhimento e não é para ensinar, pois não são “ensináveis” – para usar a terminologia de vocês.

          • Mas p/ posiç q vc defende, teriam q estar matriculadas de qq mod

            É por isso que a redaçao deve dizer “preferencialmente”, e nao obrigatoriamente. A “obrigaçao” poderia ser para as escolas (mas reais condiçoes de atendimento seriam impossíveis para todas as escolas, teriam que ser formados alguns centros; públicos, porém especializados), mas nao para a matrícula das crianças. 

  10. Paim Adversário?

    Parabéns Paulo Paim.

    E olhe que fala aqui alguém que não morre de amores pelo PT, mas que sabe ser isento.

    Como Professor sei que a chamada educação “inclusiva” é MAIS um processso no Brasil de cavalos a frente da carroça, não adianta nada. Ninguém é contra a inclusão, mas como ela é irresponsavelmente feita, onde alunos com deficiências são despejados nas escolas sem nehuma assistência e são na verdade EXCLUÍDOS e não incluídos, PRINCIPALMENTE alunos com deficiência auditiva donde na maioria esmagadora das escolas do Brasil NÃO têm INTÉRPRETES.

    Assim, além da opção do pai colocar seu filho na escola especializada ou regular DEVIA SER CRIME colocar na regular enquanto o COMBALIDO sistema púbico não está em condições de receber o aluno com NE.

    Este artigo não sabe o que diz. 

    • Crime maior é um professor

      Crime maior é um professor sem vontade de mudar a escola, sabndo que existem inúmeros recursos para preapara-las para a educação inclusiva.

      • Isso nao é verdade para todos os casos, Nassif

        “Recursos” nao se limitam a dinheiro. O caso especial dos surdos, que o comentarista citou, é emblemático. Ele falou na ausência de intérpretes. Mas, mesmo se houvesse intérpretes, já seria um absurdo, porque INTÉRPRETE NAO É PROFESSOR. Nem adultos teriam facilidade em aprender conteúdos em língua estrangeira QUE ELES NAO SABEM, só com “intérpretes”.

        É preciso concentrar os poucos professores que sabem LIBRAS em poucas escolas, já que nao os há para todas as escolas. Nao é preciso que sejam APAES ou outras ONGS, podem ser escolas públicas, e tb nao é preciso que sejam escolas exclusivamente para surdos. Mas é preciso concentrar os professores adequados e os alunos surdos, que aliás precisam do convívio entre si para se desenvolverem em LIBRAS. 

        Tb nao creio que haja muitos professores especializados em alfabetizar em Braille. Eles também teriam que se concentrar em poucas escolas, nesse caso só nos 2 primeiros anos escolares. 

        Professores formados em “educaçao inclusiva”, em geral, É UMA PIADA. Sinal da superficialidade com que a questao da educaçao inclusiva  está sendo tratada. 

         

        • Segundo o Censo Escolar,

          Segundo o Censo Escolar, foram formados 80 mil professores de LIBRAS. Quantos alunos surdos você julga que existe em uma cidade do interior? O suficiente para encher uma sala? É de mínimo bom senso saber que a política universalizante mais racional é aquela que destina uma verba para que um professor de LIBRAS acompanhe o aluno em um curso regular. Há resultados concretos do MEC em cima dessa política. As Salas Multimidia do MEC, acessíveis a qualquer escola que as solicite, permite atendimento de toda sorte de deficiências. É essa concentração que dá eficiência e permite a inclusão na rede regular.

          • “Acompanhe o aluno”? Nao é isso q é preciso…

            Os alunos precisam de TER AULAS na língua deles, ELES NAO SABEM PORTUGUÊS! e intérprete nao é professor, nem adultos conseguiriam aprender conteúdos escolares numa língua desconhecida, só com ajuda de intérpretes, quanto mais crianças. Se há poucos surdos nos município do interior, mais um motivo para concentrar os poucos professores QUE SABEM LIBRAS O SUFICIENTE PARA ENSINAR EM LIBRAS numa única escola em que tb estejam todos os surdos (mas nao necessariamente só eles). “Salas multimídia” nao têm nada a ver com isso… Surdos precisam tanto de salas multimídia quanto qualquer aluno, mas nao é isso que fará nenhuma diferença essencial. 

            E é preciso questionar essa história de 80.000 professores de LIBRAS. Na universidade em que trabalho estao querendo incluir LIBRAS no currículo das licenciaturas. Sabe quantas disciplinas? Duas, de 2 tempos por semana. O que corresponde a um semestre de curso de lúnguas nao intensivo. Você já viu alguém aprender razoavelmente que seja uma língua nesse tempo? Dá para perguntar se quer ir ao banheiro, coisas desse tipo, mas vá dar uma aula com esse nível de língua… E a lei que exige isso — que já deveria estar acontecendo há muito tempo — só fala da obrigatoriedade de inclusao no currículo, nao de quantas disciplinas e quantas horas; as universidades nao têm professores de LIBRAS em número suficiente, os currículos das licenciaturas estao cheios, entao, “faz-se de conta” que se inclui LIBRAS nas licenciatura. . 

            O discurso é muito bonito, mas completamente fora da realidade. 

          • Estou em Brasília e com muita

            Estou em Brasília e com muita dificuldade em contratar interpretes de libras.

            Algumas características da área: o interprete tem que dominar todos os conteúdos ministrados em sala de aula, de filosofia a resistência dos materiais ou mecânica dos solos; se seguirmos a legislação, será um professor por turma atuando e outro reserva, pois é prevista a mudança de interprete a cada 20 minutos, ou seja, são dois interpretes por sala, o que eleva bastante o número de profissionais; assim, podemos ter a seguinte situação: este semestre tenho 4 estudantes em 4 salas distintas, necessitando, então de 8 servidores. No semestre seguinte 2 destes estudantes deixam a escola: o que faço com 4 servidores? Se os dispenso, no semestre seguinte posso ter outros novos necessitando do atendimento.

            Né mole não!

          • Pois é. Mas isso é mera realidade, né? Sonhos sao tao + bonitos

            No papel e nos gabinetes de Brasília, esses “pequenos detalhes” nao existem. E olhe que intérpretes nao bastam, seriam necessários PROFESSORES QUE SAIBAM LIBRAS… 

            Nos Eua há uma universidade em que todos os cursos sao dados em ASL, a lingua de sinais americana (Gallaudet University). . 

    • Como Professor sei que a

      Como Professor sei que a chamada educação “inclusiva” é MAIS um processso no Brasil de cavalos a frente da carroça, não adianta nada.

      Talves fosse o caso de se colocar “certos burros” à frente da carroça, ai sim poderia-se desenvolver espaços adequados à inclusão nas escolas públicas.

  11. Educação Inclusiva

    O ensino da rede pública é deficiente e precisa de especialização para atender melhor os atuais usuários. Acho pouco provável que se consiga , através da rede pública, um bom atendimento aos alunos portadores de NE. Precisamos dar voz aos principais envolvidos : os Pais dos portadores de NE e os próprios portadores de NE. Neste sentido, os oitenta e poucos alunos alunos e seus pais, que eram atendidos pela desativada escola especial da Apae SP,  podem fornecer um importante subsídio para a questão.

  12. Esse paulo paim não tem

    Esse paulo paim não tem história e nem merece respeito. Ele é macada de auditório do álvaro dias. O PT para ele é apenas um meio mais fácil de se ganhar eleição. É simplesmente um frouxo.

  13. Nassif p/ variar demonizando quem pensa diferente dele

    Pior ainda. Tentando atingir políticos com isso. Paim NAO É CONTRA A EDUCAÇAO INCLUSIVA, apenas contra a obrigatoriedade dela desde já. O próprio Nassif, em outro tópico, falou que era óbvio que os casos em que a inclusao era impossível deveria ficar a cargo das APAES. Mas como, se será obrigatório ser na escola regular? 

    Do jeito que a política de educaçao inclusiva está sendo proposta pelo MEC, na maioria dos casos ela só vai representar a exclusao, nao a inclusao. As crianças estarao nas mesmas escolas, mas nao serao atendidas em suas necessidades, que as escolas nao estao preparadas para atender (e É IMPOSSÍVEL QUE TODAS AS ESCOLAS ESTEJAM PREPARADAS PARA TODAS AS DEFICIÊNCIAS; nao há pessoal treinado suficiente para tal). Em nome do discurso bonito, é toda uma geraçao de crianças jogadas no lixo. 

      • Os defensores da obrigatorie// querem obrigar q elas estejam

        Na marra. Sem considerar nao só a situaçao atual, como os motivos de real impossibilidade de que todas as escolas possam estar preparadas, mesmo com um bom tempo (nao que nao possam existir algumas preparadas; mas todas é impossível). Aí, em nome de “forçar essa obrigatoriedade”, jogam as crianças que têm deficiências agora em escolas nao preparadas. É perverso o raciocínio. E de um autoritarismo ímpar, querendo passar com um tanque sobre as objeçoes das famílias. 

        • Na marra é todo o macro-pensamento que gere a escola

          pública tradicional, no mundo todo, mas sobretudo em países como o Brasil, onde o capitalismo liberalismo moderno dita as regras e tem o monopólio da mídia que é de fato quem “dá aula” e orienta. É perverso isso que você diz, mas é perversa a condição de sala de aula nesta mesma sociedade liberal livre em que numa mesma sala ou espaço limitadíssimo para atuarem tantos têm um (um simples um basta) perverso que muito facilmente imprime a sua lógica pessoal: o mundo deve adequar-se à mim e nunca o contrário. E tem aquela ideia da zona de conhecimento proximal e é em cima disso que funciona a concepção nassifiana e de todos os cabeças de planilha. Em uma sociedade que não consegue estabelecer regras claras e condições para que elas funcionem (é um caos como todos sabem ou deveriam saber) para que se possa tratar o diferente diferentemente é ridículo socializar com o mesmo peso e possibilidades um perverso e um portador de necessidade especial. A corda penderá sempre para o perverso. E isso é perversão. 

          Se a perversão é a solução, aí é outra conversa. 

          • Prezado
            essa concepção é das
            Prezadoessa concepção é das seguintes instituiçoes:Do Conae, o encontrao de todas as conferências municipais e estaduais de educação, que envolveu 700 mil pessoas.A posição de todos os especialistas do MEC.Resolução da própria Conferência dos Direitos dos Deficientes, da ONU.Cabeça de planilha é quem entra em uma discussão ignorando pontos centrais.

          • cabeça de planilha sim

            você, Nassif, só rebateu a crítica que fiz à sua análise baseada em relatórios de gente que não vive a realidade da escola.

            não tocou na questão que eu discutia com a Analu: a forma.

            os chamados especialistas do MEC, como os da globo, da veja e da fsp, gente muito séria, sabem tudo de educação.

            acho que sou obtuso pq vc não mudou minha visão. não me convenceu. fico com minha experiência de vida. é meu ponto central.

             

             

             

        • Segundo o Mercadante, com
          Segundo o Mercadante, com quem conversei hoje, foi a obrigatoriedade que permitiu que o atendimento de alunos deficientes saltasse de 80 mil para 800 mil na rede escolar.Me chama a atenção que você, como educadora, não consiga separar direitos de crianças dos direitos dos pais. Se um pai não coloca o filho normal em uma escola, é sujeito a processo. Se um pai decide colocar o filho para estudar em casa, é sujeito a um processo. Øu seja, toda criança “normal” tem o direito de estudar na rede regular de ensino. É direito dela, não da família. Porque você quer tirar esse direito das crianças com deficiência?

          • P/ variar nao leva em conta o q os outros dizem, e apela p/ emoç

            Nao quero tirar direito de ninguém frequentar a escola regular, quero que as crianças que nao têm condiçoes de ser bem atendidos na escola regular possam ter outras opçoes. Nao por defender “direitos dos pais” em abstrato, mas porque sei que em muitos casos a rede regular nao tem como atender as crianças de forma adequada, e nao é justo colocar as crianças de qualquer jeito lá para obrigar que as escolas um dia estejam adequadas. E que se danem as crianças enquanto isso… 

            E quero que as crianças TENHAM ENSINO, e nao apenas interaçao com outras crianças, escola nao é clube. Em outro tópico duas defensoras da política atual do MEC quanto a isso, ao elogiá-la, mostraram claramente o absurdo dela. Uma das duas disse que as crianças estavam ótimas na escola dela. As que podiam, assistiam aulas, as que nao podiam, ficavam “onde se sentiam felizes”. Ensino? Par quê, né? A outra disse claramente que o importante nao eram os conteúdos escolares, e afinal, até alunos sem deficiência nao aprendiam… Ah bom, entao os com deficiência também nao precisam. Dá vontade de chorar ler coisas parecidas de pessoas que estao trabalhando nas ditas escolas inclusivas. 

            E diga-se de passagem, nao estou contra o ensino nas escolas regulares, só acho que têm que ser escolas especialmente preparadas para problemas específicos de ensino, e nao apenas com uma “sala multimídia” e professores formados em “educaçao inclusiva”, em geral, como se as questoes que se colocam para o ensino de crianças com diferentes deficiências fossem as mesmas. 

          • Anarquista, com seu grau de

            Anarquista, com seu grau de sociabilidade, seria muito esperar que entendesse as escolas como um ambiente de sociabilização.

          • Q ótimo! Agora apela p/ a desqualificaç pessoal dos opositores

            Beleza de nível de discussao, Nassif, nao responde a argumento nenhum, mas apela para a desqualificaçao pessoal de quem defende posiçao diferente da sua. Vale qualquer coisa para provar sua tese? Maravilha, nao esperava esse tipo de jogo de você, francamente, isso é típico de trolls. 

    • É isso mesmo Anarquista… A

      É isso mesmo Anarquista… A diferença entre “obrigatoriedade” e “obrigatoriedade exclusiva” é muito grande. Assim como a “obrigatoriedade de ofertar” (pela rede pública), é diferente do pai ser “obrigado a matricular o filho” na rede pública. Daí a confusão em torno do termo “preferencialmente”.

      Tem algum boi neste trilho, algum caroço nesse angú… e pro Nassif comer uma barriga desta o boi é dos grandão…

       

      abs,

      • Quando Nassif transforma algo em causa pessoal… Sai de baixo!

        Ele perde completamente o senso de objetividade. Foi assim no caso do menino Sean, nas adoçoes de Monte Santo, no caso das “feminazzi”, no do pesquisador cujo nome ele jogou na boca do sapo… 

  14. NEM TUDO SÃO FLORES!

    Nassif, tenho acompanhado seus comentários sobre a educação inclusiva e posso testemunhar o valor do tratamento igualitário. Não sou especialista no assundo, mas a escola na qual minha filha estuda faz isso com resultados natadamente espetaculares. Mas, Nassif, é privada e cara. Preocupa nossa falta de estrutura nas escolas públicas. Parece que o abismo só aumenta. Como ficarão estas crianças?

  15. A Convenção da ONU é clara
    2. Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência; A Declaração dos Direitos dos Deficientes é clara, ninguém, nem a família, pode alegar deficiência para excluir o deficiente da inclusão e facilitar sua ( da família ) vida. Repito, os direitos SÃO DO DEFICIENTES E NÃO DE SUAS FAMÍLIAS. A estas e a sociedade  cabe o dever de incluir essas pessoas. Como esta declaração da ONU tem status, de emenda constitucional, uma vez que foi aprovada nas duas casas do Congresso e transforma em lei, esse Estatuto fajuto é, antes de tudo, inconstitucional, assim como qualquer outra tentativa de privar os deficientes da inclusão escolar. 

    • SIM, EXATO! ESTÁ TUDO ESCRITO

      SIM, EXATO! ESTÁ TUDO ESCRITO AQUI EM CIMA! SERÁ QUE AS PESSOAS NÃO SABEM LER? É LEI, GENTE! APROVADÍSSSIMA!

  16. Nassif, lamento

    Nassif, lamento contradizê-lo, porem você interpretou o projeto do Senador, de forma errada, pois a intenção do parlamentar gaucho, não foi essa, embora possa parecer, na primeira vista.

    • A intenção é essa mesma, Raí.

      A intenção é essa mesma, Raí. Conversei longamente hoje com o pessoal da educação inclusiva do MEC, com educadores, procuradoras e todos formularam a mesma crítica contra Paim.

  17. Se o Paim dedicar a mesma
    Se o Paim dedicar a mesma energia que ele dedicou no projeto de redução de jornada de trabalho as criancas não precisam se preocupar, talvez pelos seus netos.

      • Foi proposta do Paim?

        Essa história já começa estranha, porque as cargas horárias de professores de federais sao as mesmas em todas elas. Mas, mesmo se essa história for verdadeira, o que o Paim tem a ver com isso? UFopa é universidade do oeste do Pará, Paim é do Rio Grande do Sul. É só para aproveitar para pichar? Esse é um tema sério, nao é para fazer politicagem… 

        • Confundem algumas situações

          Confundem algumas situações em que a legislação prevê 30 hs (assistente social, bibliotecário, p.ex) no caso dos TAE’s, com a generalidade dos servidores. 

  18. Nunca se vium um ai em defesa

    Nunca se vium um ai em defesa da educação pubçica nesse país. Todos sabe que escola pública é a fossa onde joga pobre e negro. E bastou alguns desses aparecem em novelas, filmes, etc ameaçando os lugares que sempre foram da cada grande, querem jogar dentro disto esses coitados

  19. Direitos e deveres, e direitos-deveres, uma sutil diferença…

    Bom, titia não leu no Estatuto do Idoso (10741/2003), ou o ECA (8069/90), ou qualquer outro estamento normativo que trate de direitos-deveres, um capítulo, ou um simples artigo onde a norma diga:

    Tem que cuidar, e tem que cuidar onde o Estado disser que tem que cuidar…ou do jeito que o Estado disser…

    O que há são regras gerais positivas de sentido negativo,ou seja, coibindo condutas típicas (criminais) contra estas pessoas que ncessitam do cuidado alheio, seja por laço de parentesco, por obrigação legal, ou seja por sentença judicial, ou por todos estes…

    Vamos lá, considerando as pessoas hipossuficientes chamadas “normais”:

    01- têm direito de estudar, direito da criança (e do cidadão), dever do Estado e da família…Ok, mas onde está na CRFB a regra que diz: tem que ser na escola pública, ou melhor, não pode ser em escolas que funcionem em associações filantrópicas e até o absurdo das escolas religiosas? Pois é, não tem…

    O que têm é uma norma geral que define o que é o mínimo necessário para ser uma escola, sob fiscalização e licença dos órgãos gestores…

    02- Quanto ao idoso, há várias normas que diplomam a necessidade de sua proteção, garantia da saúde, bem estar, locomoção, preservação de sua autonomia financeira (desde que não haja ordem judicial em contrário), bla, bla, bla…Mas onde está escrito como e onde estas famílias deverão exercer este dever (direito dos idosos)???

    03- Têm o direito a vida, ao lazer, a cultura, a diversidade, bla, bla, bla…Mas onde está escrito onde e como estas garantias devem ser exercidas?

    Em um Estado que sequer consegue, por completo, satisfazer as demandas sociais por estes direitos, e permite a comercialização destes dieritos como “serviços”????

    Bom, o que parece que os “jênios” não entendem que não se está a debater o conceito de inclusão (e sua necessidade), ao contrário, precisamos de um longo e planejado período que traga a escola regular para um patamar que receba estes jovens, já que há um quase consenso que as escolas não conseguem nem dar conta de sua tarefa para as crianças chamadas “normais”, sejam elas privadas ou públicas, aceitando-se o fato de que nas públicas a situação, pelos motivos de sempre, é muito pior…

    A obrigatoriedade pretendida pelos inclusivistas é uma aberração que fere o próprio conceito de inclusão, que deve ser o mais voluntária e consensual possível, sob pena de não ser nada mais que exclusão qualificada, ou inclusão injusta…

    O que eles querem é jogar tudo fora: a água do banho e a criança, e se duvidar, até a bacia…

    Mas fica o desafio: Seria bom os “jênios” revelarem na lei, infra, complementar ou constitucional um só artigo que diga aos pais e responsáveis como ele devem satisfazer o direito dos filhos que a lei os obriga…

    Ah, não vale o exemplo chulo da vacinação que o seo Nassif deu lá embaixo…este foi de doer…

    Mais uma vez titia afirma: Se é o caso de questionar a forma e o conteúdo da pedagogia e do financiamento das APAE, passemos a questionar e obrigar todos os pais das crianças “normais” a matricularem seus filhos nas escolas públicas, extinguindo a possibilidade de um ensino especial “privado”, que dê tratamento diferente as crianças, ratificando cortes de classes indesejáveis e que devem ser combatidos…acabando de vez com o financiamento público a estas escolas privadas, fábricas de elitistas… Pau que dá em chiquinho, deve dar em francisquinhos…  Em tempo: Fica aí o desafio, se o caso é incluir, por que não dotar as APAE da possibilidade de receber matrícula dos alunos ditos “normais”???? Titia dá um doce para aquele que retirar seu rebento do Anglo ou do Santo Agostinho para matriculá-lo em uma APAE…. Mas afinal, não devemos incluir e abolir preconceitos? Tenho certeza que para os filhos dos pobres não haverá o menor problema, mas para os filhos da maioria aqui, xiiii

  20. Mais uma vez:
    Obrigatoriedade

    Mais uma vez:

    Obrigatoriedade de ensino na rede regular para muitos e muitos deficientes é sinônimo de EXCLUSÃO! Se para alguns tipos de deficiência é o melhor, que ótimo, que as políticas públicas trabalhem para que isto seja possível, que os professores tenham treinamento e as escolas equipadas com estrutura e demais profissionais necessários. Mas defender que pessoas com todos tipos de deficiência sejam obrigatoriamente matriculados no ensino formal é delírio ou no mínimo desconhecimento de causa. Não vamos viver o mundo de Alice no País das Maravilhas, né? Por favor, vamos ser sérios e responsáveis com essas crianças e com suas famílias. Quando não entendermos muito bem um assunto, melhor não falar nada…

    Só um exemplo pra ilustrar (já que não quiseram dar um passeio pelas apaes pra ver com os proprios olhos a infinidade de tipos de deficiencias): Minha irmã tem 35 anos, com idade mental de 2 anos. Ela teve acesso a todo tipo de profissional e estímulos possíveis desde a infância, graças a Deus. Então, não é por falta de estímulo que ela não sabe ler, não toma banho e nem se limpa sozinha, mas por causa de sua deficiência mental mesmo, infelizmente. Ela é super agitada, mas não tem muita firmeza nas pernas, sendo que quer ficar andando de um lado pro outro o tempo todo, mas sem uma pessoa do lado ela pode cair e se machucar toda, batendo cabeça no chão, quebrando dentes, queixo etc. Ela é muito alegre, carinhosa, mas às vezes fica agressiva. Pergunta: em que sala do ensino formal ela ficaria? Alfabetização não é, atrapalharia todo mundo e não conseguiria acompanhar nada e a professora ficaria maluca por ter que correr toda vez que ela levantasse da cadeira. Maternal também não, pois um safanão de uma mulher forte de 35 anos em qquer criancinha machucaria pra valer… digo isso por experiência própria!

    No caso dela, e de muitas outras “crianças especiais” é preciso um ensino diferenciado mesmo. Não dá pra ficar sonhando com outra ideia, por mais bonita que possa parecer.

    Aliás, antes da lei de “inclusão” ela estudava numa sala especial dentro de uma escola de ensino formal. Então, no recreio os alunos de ensino regular e especial interagiam. Quando veio a lei de “inclusão”, alguns colegas dela foram incluídos no ensino formal, mas outros (inclusive minha irmã) tiveram que sair da escola!!! Foi mandada embora porque não tinha condição de ficar em nenhuma sala! Foi uma bomba aqui em casa. Ela amava a escola e seus colegas de turma. O unico recurso foi ir para uma escola particular, que por sorte meus pais tem condições de pagar (e quem não tem?). Em pouco tempo essa escola particular fechou e ela foi para uma escola publica da prefeitura que começou a receber os exepcionais “expulsos” da outra escola. E ela começou a aparecer com hematomas no corpo todo e ficava super irritada para ir para aula (e coisa que ela sompre adorou foi ir pra escolinha). Não precisa dizer nada, né? Nossa sorte foi que em nossa cidade uma apae estava se reergendo e ela pode ser matriculada lá. O desenvolvimento dela está sendo ótimo na apae. E eu nem sei o que seria se não existisse a apae em minha cidade…. provavelmente ela ficaria em casa, sem ter acesso à gama de profissionais a apae oferece (professor, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, etc).

    Olha, quando se pensa em APAE não imaginem só existe deficiência leve. Lembre que existem muitos tipos diferentes de síndrome, com muitas características diferentes e com tantas necessidades diferentes.

    Espero que meu relato ajude a ilustrar a discussão e a posição que eu, Anasquista e outros leitores estamos defendendo…. NÃO OBRIGATORIEDADE !!!  

    • Tem que mudar tudo!

       

      Sei lá,

      Mas lendo este depoimento da leitora Tatiana, percebe-se que o negócio não é tão simples assim.

      Hoje, conversando com um amigo, ele me disse que tem um cunhado que é deficiente mental. O garato tem 14 anos, é alto e forte. Mora com ele.

      Faz uns 3 meses que o moço desistiu de ir para a escola de ensino regular. Tentaram de todas as formas convence-lo, mas não houve jeito.

      Principal motivo? O rapaz chegava nervoso, agitado e estressado em casa, tão somente porque os demais alunos não tinham paciência com ele, zombavam dele, provocavam ele.

      Falaram com o diretor, com os professores, supervisores…não teve jeito desta situação mudar. Os alunos não estavam nem preparados para serem alunos e respeitarem seus professores…quanto mais um colega deficiente. Nâo havia misericórdia.

      Perguntei se não queriam matriculá-lo na APAE da cidade. Falaram que estavam tão decepcionados, que resolveram deixá-lo em casa. Eventualmente ele acompanha o pai (sogro de meu colega) em alguma atividade.

      Meu irmão trabalha na rede municipal de ensino como auxiliar de um dos diretores pedagógicos municipais.

      Me falou que este negócio de educação inclusiva para deficientes, principalmente mentais, não dá certo.

      Falou que precisaria mudar a estrutura inteira das escolas: O prédio, os diretores, os professores, os coordenadores, os supervisores, os auxiliares…e os alunos “normais” também.

      Ele está bem pessimista. Disse que as esperiências até aqui foram todas desastrosas. 

      Fica aí o recado.

       

       

       

       

       

       

  21. “(…)os interesses

    “(…)os interesses paroquiais de Paim, da Ministra-Chefe da Casa Civil Gleise Hoffmann, (…)”

    Você tome cuidado com as louras bonitas e inteligentes, Nassif! Você já viu a saia justa em que entrou por conta disso! Quem avisa, amigo é! kkkkkkkkkkkkkkk

  22. microconto para twitter e orquestra de 140 toques…

    microconto para twitter e orquestra de 140 toques

    da vida que nos toca:

     

    57.

     

    Menino cadeirante empina pipa com seis amigos na rua sem-calçadas da periferia. Afixado atrás no encosto o cartaz: vote Haddad/vote Reis 13.

     

    jc.pompeu, nov. 2012

     

    (já vi o mesmo guri cadeirante e sua trupe de amigos jogando futebol de sábado na quadra da escola estadual aberta para comunidade; ele na sua cadeira rota detonada joga de goleiro).

     

     

  23. veja também!

    Sobre esse assunto, inclusão, vale a pena ver o que pensa José Pacheco. A escola não deve ser especial para alguns tem de ser especial para todos e assim não seria preciso reservar incluídos. Isso nã oé utopia. Cem escolas no Brasil e uma revolução silenciosa em São José dos Campos. Sobre educação, José Pacheco.

     

  24. A convenção da ONU é clara! (2)

    Repetindo o comentário do Carlos Chiapas:

     

    “2. Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência; A Declaração dos Direitos dos Deficientes é clara, ninguém, nem a família, pode alegar deficiência para excluir o deficiente da inclusão e facilitar sua (da família ) vida. Repito, os direitos SÃO DO DEFICIENTES E NÃO DE SUAS FAMÍLIAS. A estas e a sociedade  cabe o dever de incluir essas pessoas. Como esta declaração da ONU tem status, de emenda constitucional, uma vez que foi aprovada nas duas casas do Congresso e transforma em lei, esse Estatuto fajuto é, antes de tudo, inconstitucional, assim como qualquer outra tentativa de privar os deficientes da inclusão escolar.” 

  25. “Casos para inclusão”

    Não existe “casos para inclusão” (crianças com deficiências consideradas moderadas) e “casos para exclusão/segregação” (crianças com deficiências consideradas graves). TODOS devem conviver cm TODOS. a escola é UMA só. e o aprendizado é geral! faz bem para todas as crianças, com e sem deficiência. vejam aqui cinco vídeos com exemplos de inclusão de crianças com deficiências consideradas graves (em inglês):

    http://www.thinkinclusive.us/5-videos-that-will-change-your-mind-about-inclusive-education/

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