Lava Jato entregou dados do Brasil aos EUA sem receber nada em troca

Jornal GGN – Os procuradores da Lava Jato enviaram para os EUA dados das apurações feitas no Brasil sem receber quase nada em troca, segundo a colunista de Os Divergentes, Helena Chagas. Em texto divulgado nesta quarta (18), ela aponta que a cooperação internacional com o Departamento de Justiça dos EUA se deu com enorme volume de informações saindo do País, enquanto as autoridades estrangeiras quase nada forneceram.

A jornalista diz ainda que o fim do sigilo das delações da Odebrecht vai deixar claro que a maior parte do relatório do DOJ foi feita com base no trabalho dos procuradores da Lava Jato.

Por Helena Chagas

Dados de relatório do DoJ americano são brasileiros

Em Os Divergentes

Membros do Ministério Público tupiniquim não cabem em si de tanto orgulho. Afinal, estão trabalhando lado a lado, em intensa colaboração na Lava Jato, com os bambas mundialmente famosos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o famoso DoJ. Cada vírgula de cada relatório do DoJ, o órgão que trata dos acordos de leniência nos EUA, tem repercussão internacional. Hoje, por exemplo, corre o mundo a peça que trata das acusações de pagamento de propina que atingem a Rolls Royce, inclusive no Brasil.

Talvez o orgulho, ou quem sabe o deslumbramento de trabalhar junto a esses americanos da pesada, possa explicar o esquecimento, ou a falta de memória, dos nossos procuradores. Até hoje não contaram que praticamente tudo o que consta do relatório do DoJ sobre a atuação da Odebrecht em 11 países – e que provocou uma série de investigações e punições em cadeia no Peru, Panamá, Colômbia e outros – é fruto… dos acordos de delação dos 77 executivos da própria Odebrecht, em fase de homologação pelo STF. E de investigações feitas no Brasil.

Brasileiros e americanos trocaram informações, mas o que foi daqui para lá é muito mais do que o que veio de lá para cá, até porque sabe-se que foram os executivos que atuaram nesses países que revelaram os pagamentos que fizeram em suas obras lá.  Tanto que acordos e providências divulgados nos últimos dias em nossos  vizinhos latinoamericanos já estavam engatilhados. A novidade é que os casos vieram a público a bordo do relatório do DoJ, ou seja, ficamos sabendo pelos americanos o que os brasileiros contaram.

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É possível que, depois da homologação dos acordos pelo ministro Teori Zavascki, que deve suspender o sigilo dos depoimentos, isso fique claro.

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20 comentários

  1. Tudo deveria passar pelo

    Tudo deveria passar pelo Ministério da Justiça, estou aguardando informações do ex ministro Cardoso.

      • Não sei exatamente onde quer
        Não sei exatamente onde quer chegar.Agora tirar o corpo fora da Presidenta Dilma disso aí,é uma tarefa impossível,meu caro.Pergunte a Joaquim Levy qual a opinião dele sobre os fatos recorrentes.

  2. É o viralatismo em seu estado puro

    Prerzados,

    Quando eu escrevo de forma rasgada, contundente e direta que a chamada “Lava a Jato” é, na verdade, uma Fraude a Jato, uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA INSTITUCIONAL, composta por policiais federais, procuradores do MP e  juízes, não há qualquer excesso, paixão ou militância política, muito menos desrespeito ou desacato a qualquer autoridade. Servidores públicos que trabalham contra os interesses nacionais e contra a soberania brasileira são CRIMINOSOS; é dessa forma que devemos tratar TODOS os integrantes da Fraude a Jato.

    A cada dia mais mais evidências surgem, PROVANDO CABALMENTE que a burocracia estal brasileira (PF, MP e PJ) foi cooptada e está a serviço do alto comando internacional do golpe, que fica nos EUA. Se alguns achavam que era teoria conspiratória, agora são públicas as  provas de VERDADEIRA CONSPIRAÇÃO, TRAIÇÃO À PÁTRIA, LESA-PÁTRIA, LESA SOBERANIA. E como suspeitei há algum tempo, as FFAA foram e estão sendo coniventes com todos esses crimes. A presidenta Dilma Rousseff não tinha muito o que fazer, pois não tinha o comando, não contava com o apoio e a lealdade das FFAA, também envolvidas na trama golpista, como agora ficou evidente.

  3. Enquanto isto em uma república bananeira…

    Enquanto isto os dois pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, responsáveis e condenados pela justiça brasileira a ridículos três anos e um mês de prisão, talvez por serem americanos, por matarem 154 brasileiros, continuam curtindo a vida numa boa, deram uma banana para os brasileiros, talvez por sermos uma república bananeira.

  4. Pois vai continuar aguardando
    Pois vai continuar aguardando meu caro amigo.Por certo está se referindo aquele que,com sua atuação frouxa e de uma pusilanimidade grotesca,prontamente atendida por uma Presidenta de respeitabilidade inquestionável,mas sem saber bulufas do que fazia lá,nos despedaçou.Nós brasileiros temos memória curta,muito curta,curtíssima.Acham que não aconteceu nada e já estão preparando Fernando Haddad para entrar em nossas casas sem sequer pedir licença.Não vai ser assim,não será assim.Os votos estao aqui,nao aí,assim sendo,dei-nos uma veizinha,uma pelo menos nessa vida miserável.As feridas ainda sangram.Pelo menos para alguns e,tenha certeza,eu sou um deles.

    • Essa resposta está endereçada
      Essa resposta está endereçada ao comentário do companheiro Dudu Cartucho,17/01/2017,as 15:34.Não sei quê diabo veio fazer aqui.

  5. Se isso não é traição à pátria, o que será?

    CRIME  DE  TRAIÇÃO  À  PÁTRIA:

    “Art. 13 da Lei 7.170/83 – Comunicar, entregar ou permitir a comunicação ou a entrega, a governo ou grupo estrangeiro, ou a organização ou grupo de existência ilegal, de dados, documentos ou cópias de documentos, planos, códigos, cifras ou assuntos que, no interesse do Estado brasileiro, são classificados como sigilosos.

    Pena: reclusão, de 3 a 15 anos.”

    https://dinamicaglobal.wordpress.com/2017/01/01/corrupcao-ou-traicao-o-brasil-e-o-pais-derrotado-na-guerra-que-nao-guerreou/

     

    PS – Pelo que li a AGU deveria ter conhecimento do que estava sendo revelado aos estadunidenses, mas foi impedida pela PGR. Segundo o Procurador Eugênio Aragão, em palestra no RS, o chefe da AGU à época do início da entrega das informações, Luís Adams, fez de tudo para tomar conhecimento do que estava sendo levado às autoridades dos EUA mas Janot o proibiu de participar das reuniões secretas no Deptº de Estado. Tanto Adams insistiu que o chefe da PGR disse a ele que se fosse não seria admitido no recinto da reunião nos EUA.

    É público e notório que a prática de suborno a agentes governamentais por parte de empreiteiras no mundo inteiro é considerado normal nos EUA (consideram apenas lobby) e não criminalizam este tipo de prática. Os países mais avançados do mundo sempre defenderam com unhas e dentes os interesses de suas grandes empresas públicas e privadas e praticam aberta e ferrenhamente o protecionismo no comércio internacional. É corrupção nos outros países mas nos países centrais não.

    Mas o nosso viralatismo não entende isso e nunca entenderá (ou finge que não entende quando interessa aos poderes dominantes).

     

  6. Os bobos da corte

    Os deslumbrados procuradores da Lava Jato e seu procurador-mor precisam explicar muito bem essa “cooperação” com os americanos, que so fez prejudicar as empresas brasileiras. Os retardados não se dão conta de que estão sendo usados?! Devem ser motivos de muitas risadas pelos procuradores americanos.

  7. Temer e As Forças armadas

    Temer de uma só tacada desmoralizou as polícias que tem o dever constitucional de resguardarem a segurança dos presídios e por outro lado para salvar a pele das constantes papagaiadas colocou as Forças Armadas em saia justa obrigando que eles façam o papel da PM nos presídios. Durma-se com mais UMA TEMERIDADE dessas. Podemos nos orgulhar de ter o mais esculhambado presidente de todos os tempos.

  8. Sem receber nada em troca?
    Sem receber nada em troca? Logo esses mercenários, que queriam ate uma parcela do recuperado na operação pra eles próprios? Inocência tem limites, que tal investigar as constantes visitas aos EUA, fazer pente fino nas contas desse pessoal. Ate golpe no minha casa minha vida esse rapaz chamado Dallagnol aprontou.

  9. Colaboracionistas

    co·la·bo·ra·ci·o·nis·ta
    (colaboração + -ista)

    adjetivo de dois gêneros

    1. Relativo a colaboracionismo.

    adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros

    2. Que ou quem colabora com o inimigo ocupante de um território.

  10. procuradores

    Acho que foram muito bem pagos para trair a pátria. Os depósitos devem estar em sigilo em Nova York.

  11. O retorno de um governo que lambe botas dos americanos

    COMO DETECTAR UM TRAIDOR DO BRASIL , UM IDIOTA NO PODER OU UM LAMBE BOTAS DE GRINGO? (OU TODAS AS ALTERNATIVAS)

  12. + comentários

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