O jurista bom de briga que derrotou Sérgio Moro, por Sergio da Motta e Albuquerque

Colagem feita com caricatura do Conjur

O jurista bom de briga que derrotou Sérgio Moro

por Sergio da Motta e Albuquerque

Uma perda dolorosa em família levou embora minha frágil retórica: sou homem de dados e gráficos. Texto é algo difícil, e sai de mim sofrido como o tempo que vivo. Agora, neste momento, as palavras me fogem. Não trazem brilho ou lume. Cansei da política e seus impasses aflitos que atormentam a população. Mas descobri Lenio Streck, o pós-doutor em Direito pela Universidade de Lisboa que  aceitou um debate com Moro no IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) em 2015 (31/8) e foi traído pelos organizadores do encontro: Moro falou por último, antes de Lenio, para escapar de sua retórica demolidora. Ele conhece o homem e tem medo dele. Não teve coragem, nem argumentos, para debater com o mestre pouco conhecido do direito brasileiro. Fugiu da crítica dura e justa.

Streck é um intelectual que, em seu último artigo (30/3),  trouxe Frederico, O Grande, soberano da Prússia no século 18, para denunciar o autoritarismo de Moro. Ele revira o baú da História e denuncia a injustiça dos poderosos através do tempo. E as respostas sábias que o povo dá a eles. Streck deveria estar no Supremo. Ou não? Aquilo lá virou um covil de perdição. Vale a pena ler o artigo onde Moro foge da rinha contra Streck, apavorado e sem poder debater com o mestre da interpretação da Lei. Ou hermenêutica, como dizem os juristas.

Lenio escreve toda a semana. Nunca deixou sem resposta o autoritarismo de Moro. Abaixo eu postei o último artigo dele. Que escreve de graça. Em nome da justiça para todos os homens. Sem distinção. A lei também vale para o magistrado de Curitiba. Ou não? “Gente” ( como diz o Silvio Tendler), chegou a hora de conhecer e ler o Lenio Streck. Que não é o Shreck, mas, como ele, tem um grande coração. E uma argumentação poderosa que poucos conhecem, e ninguém contesta. Nem o astucioso Sérgio Moro.

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Lenio luta. Não desiste. Ele é uma das grandes esperanças em nosso país, neste momento. Para ele e seus textos semanais, eu faço curadoria de leitura. Sou seu humilde arauto a ecoar o seu chamado a luta. Lenio não é Lenin, mas pode ajudar a trazer  outra revolução  –  como aquela, que vem do futuro ao presente , e foi anunciada por Felix Guatarri em seu livro “A revolução Molecular”(pág 61, Ed. Brasilense, 1981). Lenio é um gaúcho estudioso, e muito respeitado no meio jurídico. Ele é uma força poderosa na direção da mudança que  o Brasil tanto precisa – unido e solidário a todos aqueles que sofrem perseguição em nome da justiça.

Ainda há tempo. Não é hora para desespero ou desânimo. Lenio é bom de briga e seu chamado precisa ser ouvido e amplificado. A nossa imprensa, viciada, servil e tendenciosa, nunca lembra dele. A mudança pode começar com uma simples leitura, que agora eu apresento a todos os espezinhados pelo poder do abuso consentido pelos falsos democratas brasileiros. Que calam e consentem a injustiça imposta em nome da lei.

Chega de má escrita. Vamos ler o  Lenio? É só clicar no link abaixo. Agora. Meu texto foi apenas o prefácio para algo muito mais importante que o mestre gaúcho escreveu. O Brasil precisa conhecer Lenio Luiz Streck Rocha e seus textos desafiadores. Enquanto há tempo.

Leia o artigo: Moro dá às palavras o sentido que quer! O Direito através do espelho!”, por Lenio Luiz Streck

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11 comentários

  1. Barbaridade!

    Não perco um artigo dele aqui no Nassif.

    Alguem sabe se tem face, blogue ou outro espaço próprio na rede?

     

  2. Carta aberta ao jurista Lenio

    Carta aberta ao jurista Lenio Streck

     

    Quando vivíamos sob a normalidade constitucional, os parlamentares faziam as Leis e os juízes se limitavam a julgar processos. Agora que vivemos num regime de exceção, tem um juiz federal de Curitiba que tem sido visto mais na Câmara dos Deputados do que na sala de audiência dele.

    Eu, que sou apenas um velho advogado ignorante, realmente não consigo entender mais nada. De fato, estou com uma dúvida cruel. Todavia, a questão que me incomoda nem é teórica, pois não sou suficientemente culto para discutir questões muito complicadas abusando de bibliografia que ignoro.

    O que eu gostaria de saber é bem rasteiro. Tenho certeza de que você não levará mais que 3 minutos e um parágrafo curto para solucionar o mistério que me incomoda. E do qual não consigo me livrar.

    Afinal de contas, quem paga o jeton do Sérgio Moro quando ele dá expediente no Parlamento? A Justiça Federal (onde ele deixou de cumprir suas obrigações para assumir outras em local diferente) ou a Câmara dos Deputados (para a qual ele não foi eleito)?

     

    • e ainda:

      …ou seria algum preposto do gov. dos EUA pra onde o serginho está “levando” testemunhas e delatores com a meta de destruir tudo q for possivel em território nacional ou gerador de desenvolvimento em nosso território?

      será q o pGR ou mPF ajuda a responder a questão sob a luz da hermeneutica?

  3. Homens

    Querido Nassiff, não dá mais pra falar “a todos os homens”. Vc é ótimo, e pode usar palavras menos sexistas. “A todas as pessoas” tá ótimo!

  4. “pós doutorado” não é título acadêmico

    não sou advogado mas já me tornei fã do Lenio Streck.

     

    Só tenho um reparo ao texto do SMdA: pós doutorado não é um título acadêmico; doutorado sim.

     

    Pós -doutorado é só um estágio que o já doutor faz em alguma universidade de renome.  Só um estágio, nada mais.  Antigamente era o tal do “ano sabático”.

     

    Na Holanda e Espanha, os pós-doutores são a mão de obra escrava que controla a produção acadêmica dos Professores.  São apenas e tão somente Doutores que ainda não conseguiram emprego como Professores.  Ganham uma bolsa e trabalham feito camelos.

  5. + comentários

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