Temer assina extradição de Cesare Battisti

Foto Abril

Jornal GGN – Michel Temer, presidente, assinou a extradição de Cesare Battisti. O feito se deu um dia após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, que autorizou prisão do italiano. Segundo a Polícia Federal, Battisti está foragido.

A decisão de Fux foi criticada, pois que passou por cima de decisão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E esta decisão foi confirmada pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, que avalizou. É prerrogativa do presidente decidir sobre extradição. O caso deveria ser um ponto encerrado.

Mas não. Fux se explicou dizendo que a decisão foi ’eminentemente técnica’. “Critério técnico. Primeiro, um presidente, que é o representante do Brasil nas suas relações internacionais, não fique impedido de extraditar um estrangeiro pelo fato de o presidente anterior não ter o mesmo ponto de vista”, disse Fux.

“Esta decisão minha decorre de um ato que ocorreu em 2017, quando o governo Temer fez um movimento para expulsar o Cesare Battisti. Naquele momento, havia uma dúvida se era uma expulsão ou um ato do presidente novo, que tinha um entendimento diverso do presidente Lula. Mas para evitar o açodamento, nós recebemos o pedido dele como um habeas corpus e demos uma liminar para ele não ser mandado embora imediatamente e instruímos o processo. Aí, nós verificamos que o presidente Temer demonstrou o desejo de extraditá-lo. O STF já tinha autorizado a extradição, só que a entrega fica sujeita ao presidente. Por esta razão, eu julguei improcedente o pedido dele de não ser extraditado”, explicou o ministro.

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Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por crimes de terrorismo. Ele nega que tenha cometido tais crimes.

 

 

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14 comentários

  1. Mercado de ratos

    Moeda de troca para uma embaixada na Itália para os maffia men da gangue do Vampirão.

    As jogadas são tão descaradas que criticar parece fazer papel de idiota. 

    O que será que Fucks ganhou na negociata? Manutenção do auxílio- moradia? 

    Parabéns para o/as yellow cafajestes que destroem um país para salvar a própria hipocrisia. 

    Para que tenhamos democracia de verdade não poderá haver anistia. Nem amnésia. Nem conciliação. Ou forca. Apenas a coragem da justiça. Estaremos à altura de fazê-la? 

     

    Sampa/SP, 14/12/2018 – 18:21  (em luto). 

    • Problema de fuso?

      Sobre a referência a/os yellow cafajestes não há nenhuma insinuação de que a/os nossa/os amarelinha/os sejam a versão nacional dos yellow vests ou gilets jaunes franceses. Ao contrário, enquanto a França vê indícios de revolta contra a desigualdade social e econômica lá, o amarelo de nossa bandeira veste aqui exatamente a defesa orgulhosa da desigualdade e do retrocesso. 

      Em suma, já que voltamos a ser quintal dos USA e nossa auto-estima foi para o ralo junto com a democracia, comentários auto-derrisórios são não apenas adequados para combinar com o retrocesso geral, como justificados por um mínimo de “autocrítica” sem nenhum traço de sabujismo de tudo que é estrangeiro ou de viralatismo histórico: enquanto a França tem os yellow vests, o Brasil é desgovernado por yellow cafajestes (assim chamarei os coxinhas que foram às ruas fantasiados de corrupção by CBF para protestar contra a “corrupção” histórica de ousar dar passos em direção a um país mais justo). Não sei se é a posição geográfica, mas tudo que é revolucionário no hemisfério norte chega aqui embaixo com cheiro de atraso ou de falsificação – um rico ir às ruas em pleno domingo com a babá uniformizada para “protestar” contra a inclusão social em qualquer país civilizado da Europa seria um escândalo; aqui, foi um dos raros momentos  de sinceridade da elite podre que suga este país há mais de cinco séculos. Terá nos faltado uma Bastilha? Sempre é tempo de mais revolução porque mesmo onde ela já aconteceu não foi suficiente para derrotar  a ganância das elites. O que será? Só descobriremos quando, como dizia Rosa Luxemburgo, nos movimentarmos para conhecer o peso das correntes. O mundo inteiro está se movimentando. E o Brasil, quem e em qual direção? Mídia alternativa, menos famiglia Trampa (os Bolsossauros) e mais holofote no que pode de fato transformar este país para melhor – como dizem manuais ruins de autoajuda, olhar mais para as qualidades e menos para os defeitos é bom para o moral, rs. 

       

      Sampa/SP, 14/12/2018 – 19:14  (em luto). 

  2. Sexta feira
    Sexta feira gorda…..

    Extradição, mais um.processo na cacunda de Lula…….

    Um dimdim maldito nos bolsos…..

    O cramunhão vai aparecer com todos os chifres enquanto os malucos rodopiam……………..

    A noite vai ser pequena……….

  3. Quem será o próximo embaixador do Brasil na Itália?

    Quem? Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?Quem?

    Mistério……………

    Alguém que esteja bem legitimado lá. Humm… Seria o Gian Francesco Guarnieri?

  4. Já não era sem tempo

    Quem sabe assim daqui alguns anos os filmes param de ter aquela cena clássica dos bandidos conversando quando algum solta a frase “Vamos para o Brasil!”

    O Brasil já deu abrigo para muito bandido: Mengele, Ronald Biggs e Battisti são as estrelas do time. Ainda bem que agora chega.

    Para terminar de moralizar precisa agora acabar com a progressão de pena, saidinhas de feriado e indulto.

  5. Este cara é …

    Este cara é um problema dos italianos.

    Itália tem um sistema jurídico respeitável não podemos tratá-los como uma ditadura.

    Não fico nem feliz nem triste com este fato.

    E desconfio que o ato de Lula acabou lhe custando caro , apenas desconfio.

  6. Extradição, uma questão de desejo
    Então o Temer manifestou o desejo de extraditar o Cesare Battisti?
    Quer dizer que uma questão jurídico-processual se resume a uma questão de desejo?

  7. + comentários

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