ando por mãos em que desoxido, por romério rômulo

ando por mãos em que desoxido

1.
meu coração é um texto do passado.

já construí o ácido da fala
e amarguei o ácido da rua
e desta morte que engole a carne
o arrastado ato do meu corpo.

2.
do tempo plástico em que desoxido
me ficam mãos e olhos de silêncio.

romério rômulo

 

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