10 de junho de 2026

Como Abilio Diniz quebrou a BRF

Abilio Diniz cometeu inúmeras barbaridades em termos de gestão e governança. BRF perdeu quadros experientes para a Seara
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De quem acompanhou de perto a gestão de Abilio Diniz na BRF:

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“Quando Abílio foi eleito presidente do Conselho de Administração da BRF, ele se associou a um fundo de investimento (Tarpon) comandado por uma molecada que tinha feito um sucesso recente com algumas aquisições, no estilo 3G. Eles ferraram com a BRF. O que era para ser um empresa moderna de alimentação, liderando em inovação e saudabilidade, acabou sendo entregue ao controle da Marfrig, que era e é considerada uma empresa bem tradicional do setor e na época era desdenhada como coisa velha.

Abilio Diniz cometeu inúmeras barbaridades em termos de gestão e governança. Gostava de dizer que todo mundo tinha que ser feliz, para em seguida despejar aqueles programas de metas e demissões até em véspera de natal.

A BRF perdeu centenas de quadros experientes, sobretudo para a Seara. Enfim, na minha opinião, um empresário sem as excepcionais qualidades de gestor e visão de mundo que tanto falam. Mas dinheiro e imagem bem gerenciada transformam esses seres em gênios.”

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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12 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    19 de fevereiro de 2024 12:50 pm

    Mas dinheiro e imagem bem gerenciada transformam esses seres medíocres em gênio$. Agora me lembrei do Karl Marx:

    “O que existe para mim por intermédio do dinheiro, aquilo por que eu posso pagar (i. é, que o dinheiro pode comprar), tudo isso sou eu, o possuidor de meu dinheiro. Meu próprio poder é tão grande quanto o dele. As propriedades do dinheiro são as minhas próprias (do possuidor) propriedades e faculdades. O que eu sou e posso fazer, portanto, não depende absolutamente de minha individualidade. Sou feio, mas posso comprar a mais bela mulher para mim. Consequentemente, não sou feio, pois o efeito da feiúra, seu poder de repulsa, é anulado pelo dinheiro. Como indivíduo sou coxo, mas o dinheiro proporciona-me vinte e quatro pernas (seis cavalos); logo, não sou coxo. Sou um homem detestável, sem princípios, sem escrúpulos e estúpido, mas o dinheiro é acatado e assim também o seu possuidor. O dinheiro é o bem supremo, e por isso seu possuidor é bom. Além do mais, o dinheiro poupa-me do trabalho de ser desonesto; por conseguinte, sou presumivelmente honesto. Sou estúpido, mas como o dinheiro é o verdadeiro cérebro de tudo, como poderá seu possuidor ser estúpido? Outrossim, ele pode comprar pessoas talentosas para seu serviço e não é mais talentoso que os talentosos aquele que pode mandar neles? Eu, que posso ter, mediante o poder do dinheiro, tudo que o coração humano deseja, não possuo então todas as habilidades humanas? Não transforma meu dinheiro, então, todas as minhas incapacidades em seus contrários?”

    https://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/cap06.htm

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de fevereiro de 2024 12:50 pm

    Quando foi resgatado do sequestro, Abilio Diniz vestiu a camiseta do PT para ser fotografado pela imprensa a fim de prejudicar a esquerda. E morreu porque pegou pneumonia fazendo vídeos durante uma nevasca nos EUA. Saiu da vida para entrar na história da paradoxal extinção do mais apto.

    1. jura

      5 de dezembro de 2024 10:18 pm

      Se ele quebrou o Pão de Açúcar com a ajuda de Bresser-Pereira, por que não poderia quebrar a BrF????

      Durante a ditadura, quando Abílio fazia parte do Conselho Monetário Nacional e o PA detinha praticamente o monopólio do mercado, fechou todas as mercearias dos outros portugueses de São Paulo abrindo mais supermercados do que Oxxos hoje em dia, o departamento de comprar do supermercado era uma portinha da antiga doceria Pão de Açúcar do pai dele na rua Batatais, que não tinha nem cadeira pra sentar e a fila de espera dos vendedores era na calçada!

      As lojas eram sujas e os funcionários mal vestidos. Quando o Casino comprou deu um banho de loja em tudo, recuperou a empresa, trouxe pãozinho francês do Olivier Anquier e ele ainda tentou exigir que o BNDES desse dinheiro para ele reverter o controle da rede de supermercados…

    2. jura

      5 de dezembro de 2024 10:21 pm

      E depois queria que o PT apoiasse um empréstimo do BNDES pra ele recuperar o controle do Pão de Açúcar que foi salvo da falência pela venda para o Casino francês, concorrente do Carrefour, que ele não queria entregar…

  3. José Carvalho

    19 de fevereiro de 2024 1:56 pm

    Com todo o respeito à pessoa que possui na sua trajetória de vida os relacionamentos pessoais que construiu e os afetos que conquistou, Abílio Diniz de certa forma é a representação de muitos dos administradores brasileiros. Bem sucedidos por aquilo que construíram ou ajudaram a construir, mas que um dia deitaram na fama e perderam, por assim dizer o tino. Contaminados por uma visão de que o Brasil vivia dentro de uma bolha e que “em terra de cego quem tem um olho é rei”, não refletiram que assim como o País também precisavam constante evolução. Todos poderiam ser muito mais se fizessem o Brasil ser muito mais. Essas ações de atingir metas fragilizando os negócios ao invés de torná-los melhores e mais fortes, com demissões e reduções é um caminho comum. Não se pode negar a grandeza do Grupo Pão de Açúcar e o sucesso da família Diniz. A falta de ambição em relação ao País, um maior senso de pertencimento em face do todo. Isso fez falta ao empresário Abílio Diniz, sem apagar os méritos do que fez

  4. Raul Mass

    19 de fevereiro de 2024 3:18 pm

    E ele vendeu a Vigor, que era da BRF, por 1,8 bilhão de dolares, para a francesa Lactalis e, simultaneamente, comprou 1,8 bilhão de dólares em ações di Carrefour

  5. Evandro condé

    19 de fevereiro de 2024 7:12 pm

    Dinheiro e imagem compram até amor verdadeiro.

  6. Maurício Jair

    19 de fevereiro de 2024 7:16 pm

    Quebrou a BRF e vendeu a parte de lácteos por preço de banana… pior gestão 😮‍💨

  7. VASCO BRUNO DE LEMOS

    20 de fevereiro de 2024 8:23 am

    Realmente $$ faz tudo.
    Cria uma imagem e coloca esta imagem na midia e chegamos entao a um lider empresarial de sucesso, sem nunca te-lo sido.

    Abilio Diniz, foi um exemplo disto.
    Quando da quebra do Pao de Acucar ha uns 40 anos atras, aproximadamente, fechou varias Lojas e demitiu milhares de Trabalhadores. Recordam-se?
    Ate hoje , 2024, ainda ha destes trabalhadores demitidos, centenas que nao receberam seus Direitos Trabalhistas.
    E um Emnpresario de Sucesso.?

    So no Brasil.

    Minha solidariedade a todo este pessoal.

  8. VASCO B DE LEMos

    20 de fevereiro de 2024 3:27 pm

    Mandei meu comentario a respeito do Abilio Diniz, ha aproximadamente 6 horas , mas nao vejo o
    mesmo anunciado.

    Censura, ou so elogios sao permitidos.

  9. Jair Costa

    25 de fevereiro de 2024 12:54 pm

    Falar nisso, como andas a recuperação judicial das lojas Americanas?
    É um bom exemplo para sabermos como andam a admistração de empresas.
    Tem salvação? Ou é apenas enrolação.

  10. jura

    5 de dezembro de 2024 10:17 pm

    Se ele quebrou o Pão de Açúcar com a ajuda de Bresser-Pereira, por que não poderia quebrar a BrF????

    Durante a ditadura, quando Abílio fazia parte do Conselho Monetário Nacional e o PA detinha praticamente o monopólio do mercado, fechou todas as mercearias dos outros portugueses de São Paulo abrindo mais supermercados do que Oxxos hoje em dia, o departamento de comprar do supermercado era uma portinha da antiga doceria Pão de Açúcar do pai dele na rua Batatais, que não tinha nem cadeira pra sentar e a fila de espera dos vendedores era na calçada!

    As lojas eram sujas e os funcionários mal vestidos. Quando o Casino comprou deu um banho de loja em tudo, recuperou a empresa, trouxe pãozinho francês do Olivier Anquier e ele ainda tentou exigir que o BNDES desse dinheiro para ele reverter o controle da rede de supermercados…

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