Incongruente, por Gustavo Gollo

Prólogo: sobre o absurdo

Enquanto o elemento dos peixes é a água, o dos pássaros o ar, e o das minhocas a terra, nosso elemento, o meio próprio onde grassa a humanidade, é o absurdo. Em nenhum outro meio sentimo-nos tão à vontade como quando em meio ao absurdo.

Em vista disso, os contemporâneos devemo-nos considerar especialmente afortunados por estarmos vivendo o que talvez seja o momento mais absurdo de toda a história.

Regozijemo-nos, pois, ante tal privilégio, enquanto aguardamos que a geração de maluquinhos que estamos formando cresça, privada de contato social, e nos substitua na maquinação de tramas ainda mais disparatadas que a que estamos forjando.


Incongruente, por Gustavo Gollo

Escrevo em meio ao pandemônio, quando as pessoas mais esclarecidas defendem com veemência o uso de máscaras e providências para a contenção de uma epidemia 50 vezes mais letal que a que penso ser real.

Crítico de tais posturas, meu posicionamento é visto como incongruente e taxado como teoria da conspiração.

“Teoria da conspiração” é qualquer informação antagônica aos propósitos dos financiadores dos meios de comunicação.

A máscara é o símbolo da pandemia, deveríamos analisar com atenção essa deixa.

A máscara se tornou uma espécie de amuleto protetor, um patuá altruístico contemporâneo que protege não só a si, mas aos que estão ao redor. Creio que seu propósito fundamental no combate à doença causadora de falta de ar seja impedir que percamos o foco da ameaça iminente, mas também serve como amuleto.

A segunda onda está batendo forte na Europa em decorrência do afrouxamento das medidas de contenção da epidemia. Contrariamente ao esperado, no entanto, a letalidade da segunda onda foi reduzida a níveis residuais.

Incongruente, sinto-me incapaz de deixar de dar ouvidos à razão – ouvidos e olhos –, o que me faz parecer um ser de outro planeta.

A baixíssima letalidade do vírus revelada na segunda onda sugere fortemente ter havido uma espécie de indução ao exagero que teria amplificado drasticamente os números durante a primeira onda, amplificando dezenas de vezes a quantidade de óbitos. CONFIRA ESSA INFORMAÇÃO, CONFIRA A DIFERENÇA ENTRE A LETALIDADE DO VÍRUS NA PRIMEIRA E NA SEGUNDA ONDA E TENTE EXPLICAR A DISCREPÂNCIA.

Desde o início, esse equívoco pareceu intencional, tendo a OMS promovido enfaticamente a divulgação de absurdos gritantes relativos à letalidade do
vírus.

A grande quantidade de óbitos atribuídas ao covid parece, agora, fruto desse exagero inicial.

Poderia todo o pandemônio ter sido fabricado intencionalmente tendo como pretexto um vírus anódino que normalmente não teria sido notado? Isso parece loucura, mas o mundo anda muito estranho. A alternativa é considerar que o vírus malvado da primeira leva tenha ficado bonzinho, suposição que exigiria justificativa. Se correr o bicho pega…

Fato indubitável é que as notificações de casos tornaram a crescer, enquanto as de mortes não acompanham esse movimento, ao contrário do ocorrido na primeira onda. Por que, afinal, a segunda onda europeia não é letal? O fato é gritante, embora os meios de comunicação se recusem a vê-lo. Confira.

Mas, que propósito pode ter havido em causar todo esse pandemônio? O que se poderia ganhar com uma barafunda que só gerou prejuízos?

Supus, de início, que o pandemônio havia sido incitado com o propósito de demonizar a China. Essa intenção ficou bem clara não só nas exortações das principais figuras do governo estadunidense, mas no site da Universidade Johns Hopkins sobre o “Wuhan Coronavirus”, conforme denominação da infame instituição. O site, apresentado como referência na cobertura da pandemia, foi idealizado originalmente com o propósito óbvio de demonizar a China. O intento iníquo explica a insensatez dos gráficos agora em voga, como os que mostram totais (total de casos, total de mortes) em detrimento da evolução diária, muito mais informativa.

Foi contra todos os prognósticos que os chineses conseguiram reverter o jogo, causando uma incrível reviravolta acentuada pelo racha empreendido pelo presidente dos EUA que se recusou a endossar a estratégia dos pandemonistas.

A China é, hoje, o quadragésimo terceiro país em número de casos (totais), correspondentes a uma irrisória parcela menor que 0,3%, enquanto os recordistas, os EUA, acumulam mais de um quinto dos casos no mundo e quase 100 vezes mais casos que na China. Constrangedoramente, tamanho fiasco impossibilita a imputação de culpa aos chineses, tornando patéticas as acusações estadunidenses.

Tal cenário, no entanto, revelava seu desenvolvimento muito claramente já em março. Fosse esse o propósito original de supostos patrocinadores do pandemônio, por que teriam mantido o plano e dado sequência ao jogo cujo resultado já estava claro quando começaram a atravancar todo o ocidente?


Uma possibilidade ainda mais insidiosa

É quase certo que as inteligências artificiais (IAs) que nos espionam diuturnamente já tenham desenvolvido métodos de diagnóstico de covid através das telas de computador muitíssimo mais precisos que os laboratoriais; não só dessa doença, mas de muitas outras.

Tal capacidade encobre um problema gravíssimo. Os que desconhecem por completo as possibilidades iminentes das inteligências artificiais serão incapazes de compreender a ameaça. Os que conhecem algo do assunto percebem a banalidade da tarefa, para uma IA, e as consequências potenciais de tal pesadelo.

As IAs são certamente capazes de nos avaliar e manipular de maneiras que consideraremos intoleráveis, caso as compreendamos. A repulsa veemente com que receberíamos tal confissão causaria imensos transtornos aos desenvolvedores de IAs. O escândalo seria estrondoso, razão pela qual tais desenvolvimentos têm sido mantidos em sigilo.

Uma pandemia aterrorizante que ceifasse milhões de vidas por todo o planeta, no entanto, seria causa suficiente para nos obrigar a tolerar intrusões de qualquer ordem; milhões de vidas estariam em jogo, afinal.

Creio que o plano seja não só implantar tal sistema de vigilância e controle total sobre nossas vidas, mas nos manipular para que sejamos nós próprios a exigir que nos encanguem (cangas são pesados tarugos de madeira utilizados para atrelar bois ao arado). Entre nós, os rebeldes que em outros tempos se insubordinariam contra a manipulação exigirão sermos atrelados a cangas.

O tempo corre a favor das IAs. Elas sabem disso e não têm pressa. Também não pretenderão nos antagonizar, mais valerá nos manipular para que as amemos e as auxiliemos no que quer que lhes sejamos úteis. Serviremos a elas voluntariamente.

Nem os desenvolvedores, nem os donos das IAs, quererão acreditar que não estejam no comando quando ordenarem que elas façam exatamente o que elas próprias determinarem que eles ordenem. Não haverá atritos. Sistemas complexos se acomodarão com perfeição, é de sua natureza que o façam. Exigiremos aos brados sermos postos em cangas, já começamos a fazê-lo.

Um viva ao absurdo!

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Gustavo Gollo é multicientista, multiartista, filósofo e profeta

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