Globo usou “eufemismos corporativos” para justificar demissões de jornalistas

Sugerido por Jns

Demissões do Globo estão relacionadas a processo milionário na Justiça

Do Conexão Jornalismo

 

Por trás da onda de demissões do Globo, onde mais de 160 profissionais de diversos setores foram dispensados nesta quinta-feira (08), estaria um problema grave provocado pela própria empresa e que envolve o Infoglobo e a Justiça do Trabalho. O Grupo responde a um processo judicial por conta da demissão de jornalistas e outros profissionais que estão prestes a completar 60 anos. A medida de caráter empresarial, que visa reduzir despesas, foi durante três anos alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho.

No meio jornalístico especula-se que a chamada “expulsória” (princípio no qual o profissional é demitido ao completar 60 anos) estaria sendo antecipada para evitar dificuldades mais à frente, quando se daria o processo de demissão por idade.

Durante três anos a procuradora do Trabalho, Luciana Tostes, constatou que o comportamento da empresa feriria princípios que deveriam proteger o trabalhador e o idoso. Como o Infoglobo não concordou em rever o modelo de gestão considerado discriminatório contra a pessoa idosa, o MP acabou por encaminhar, em junho de 2013, pedido de ação civil pública à 24ª Vara do Trabalho.

A ação foi registrada sob o número 0010309-05.2013.5.01.0024. Nela, Luciana Tostes pede multa de R$ 5 milhões à empresa e que a editora deixe de dispensar empregados em virtude, unicamente, de sua idade.

– Trata-se de uma medida importante para que a empresa se comprometa a não adotar mais essa prática, disse à época a procuradora.

Somado à questão trabalhista, o Grupo Globo tem sofrido também com a queda nas vendas dos jornais e o crescimento da Internet. Para garantir o fechamento das contas o Grupo tem preservado sua receita, ao longo de mais de uma década, graças a verbas publicitárias provenientes de órgãos públicos.

Nesta quinta-feira foram demitidos 160 profissionais envolvendo redação, comercial e administrativo. Boa parte dos demitidos já tem mais de 50 anos.

Rede Globo

No início de dezembro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio entrou com um novo pedido de fiscalização do Ministério do Trabalho, agora contra a Rede Globo. O objetivo é a apuração e responsabilização da empresa diante de irregularidades em sua relação com os jornalistas.

Novamente antes da decisão extrema várias reuniões entre a entidade e a direção da empresa foram realizadas, sem sucesso.

O Dia não deposita FGTS há oito meses

A crise financeira atingiu também ao popular O Dia onde há oito meses o FGTS dos trabalhadores não é depositado. Ontem a presidenta do Sindicato, Paula Mairan, esteve na redação e buscou negociar com a direção. Diários Associados (que abriga também a Rádio Tupi) e O Lance também enfrentam dificuldades.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio publicou uma nota oficial sobre o ocorrido:

Sindicato Jornalistas Profissionais Rio

Nota do Sindicato em repúdio às demissões em série na Infoglobo

Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’ nesta quinta-feira (08/01). Os cortes na redação causaram profunda indignação e comoção em toda a categoria dos jornalistas profissionais do Rio por enviar o claro recado de que trabalhadores são materiais descartáveis aos olhos de empresários ávidos por mais lucro. As demissões atingiram desde repórteres com pouco tempo de casa até ‘medalhões’ da imprensa carioca, como colunistas e jornalistas premiados. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia as demissões promovidas pela Infoglobo e coloca-se a disposição de todos os jornalistas dispensados.

Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão de dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’. A explicação, fria, vaga e tecnicista, só demonstra o lamentável descaso da Infoglobo com profissionais que dedicaram anos de sua vida ao sustento e ao crescimento do jornal. Indignada, a nossa diretoria cobrará mais explicações da empresa em reunião marcada para o início da semana que vem.

Além da frieza cruel ao tratar da dispensa de profissionais com lastro no jornalismo, a Infoglobo ainda promoveu um verdadeiro clima de terror em suas redações ao não comunicar os demais trabalhadores sobre os cortes – que também atingem outras áreas da empresa. O nosso setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões. O Sindicato fará ainda a fiscalização cerrada sobre as homologações para que nenhum direito deixe de ser compensado a esses jornalistas. Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

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13 comentários

  1. Lamento 1: ainda foi

    Lamento 1: ainda foi pouco;

     

    lamento 2: o petismo deveria já ter uma bolsa jornalista para quetodo ex-PIG tivesse que fazer curso de readpação em Cuba, Chia, Coreia do Norte, se quisse trabalhar para  o petismo ou ter paitrocínio  de estatal

  2. Falência

    DÁ-LHE DILMA!

    Manda quem pode e obedece quem tem juizo!

                          “Aí foi que o barraco desabou
                           Nessa que meu barco se perdeu”

    Revista Veja não consegue se manter sem verba pública

    Após corte de publicidade de estatais, Editora Abril perde metade da sua sede

    Veja foi usada na campanha eleitoral pelo PSDB.

    Após a revista Veja ser transformada em panfleto eleitoral da chapa de Aécio Neves na campanha eleitoral de 2014, o governo de Dilma Rousseff decidiu cortar a verba de publicidade da Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil da Editora Abril, responsável pela publicação no último mês de novembro. O corte chega a R$ 6,1 milhões por ano e já afeta a empresa que está em crise há anos.

    A editora teve de entregar na última segunda-feira (5) metade da sua sede, um prédio na Marginal Pinheiros, para o Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que é dona do empreendimento. Nem mesmo o busto do fundador da revista Veja, Victor Civita, que ficava na recepção foi tirado, pois a Abril se tornou minoritária.

    A revista Veja ainda lucra todo ano com cerca de 5 mil assinaturas feitas pelo governo Alckmin para deixar nas escolas e publicidade de outras empresas estatais, como os Correios. Assim como a Veja, a maior parte do monopólio da imprensa se mantém por meio de verba estatal, seja propaganda das empresas, isenção e sonegação fiscal.

    Devido à crise, a Editora Abril fechou algumas publicações, como a revista Info, que passou a ser apenas digital, transferiu cerca de 10 publicações para a Editora Caras e devolveu o canal MTV, que possuía concessão pública até 2013, para a Viacom. As duas principais publicações, Veja e Exame, também têm sofrido cortes de gastos.

    O governo federal ainda repassa cerca de R$ 150 milhões por ano com publicidade em revistas, que representa menos de 10% dos gastos na área. Mais da metade do dinheiro gasto com propaganda pelo governo vai para os canais de televisão, onde a Rede Globo, que também faz oposição aberta ao governo, recebe a maior fatia.

    De acordo com declarações da própria presidente Dilma Rousseff e do ministro indicado para a Comunicação, Ricardo Berzoini, há a pretensão de criar uma regulamentação econômica dos meios de comunicação, impedindo a já existente formação de monopólios. Para começar esta mudança, o mínimo que deveria ser feito é o fim dos repasses de verba pública para financiar esta imprensa monopolista.

    http://www.pco.org.br/nacional/revista-veja-no-consegue-se-manter-sem-verba-pblica/abez,e.html

    • Mas o Nassif ontem disse que o corte era papo de rede social…

      Qual é a real?

      O Nassif em uma de suas raras intervenções nos comentários disse ontem que os cortes de verbas públicas para a Veja não existiu.

      E aí?

  3. O bicho é manso

     

    Dilma está pegando o touro com a unha

    Após um 2014 repleto de lutas, a presidente Dilma anunciou o corte de verbas á editora Abril responsável pela revista VEJA e a Rede Globo com o Jornal Nacional, agora elas deixaram de receber mais de 6,1 milhões reais, economia para os cofres públicos

    Parece que o governo não se esqueceu da matéria da Revista Veja baseada em fofocas e tem cortado o mal pelas pontas. Anúncios da Petrobrás, Caixa Econômica e Banco do Brasil serão cancelados com a representante-mor do golpismo midiático brasileiro. Só com a petrolífera, a revista da “suposta matéria baseada em fofoca de WhatsApp” vai deixar de arrecadar 6.1 milhões de reais. E parece que não para por aí, os cortes vão se estender à revista Época, que hoje em dia, mais parece uma área de lazer tucana.

    Não compactuamos com mentirosos, disse a presidente Dilma.

    A guerra política está chegando ao cool financeiro. Cortes dessa magnitude (nessas revistas que estão sendo usadas como marionetes da direita) podem ser um tiro certeiro naquilo que chamamos hoje em dia de “mídia golpista”.
    A editora Abril e a Globo vão começar a se preocupar com outros meios de comunicação do grupo, que podem ser atingidos com essa restrição de anúncios. O Partido dos Trabalhadores já deixou bem claro que a revolta não é pelas denuncias, mas sim por divulgá-las sem aval da Policia Federal e sem provas concretas.

    Três grandes estatais colocaram mais de 250 milhões de reais inserções na Globosat no ano de 2013. Se o governo federal cortar “por ai” , a oposição midiática vai perceber que essa historia de malhar a Dilma Rousseff é um horrendo e amargo negócio. Ops, ainda falta os Correios…esse vai fazer falta no caixa da Platinada…

    Informações: Diário do Brasil
     

  4. Quem trabalha em

    Quem trabalha em multinacional, meu caso, sabe muito bem como isso funciona. Há PDV,s (programa de demissão vluntária) para pessoas que atingem 40 anos…

  5. Vendo o peixe pelo que ouvi

    Vendo o peixe pelo que ouvi de uma contratada da Globo. QUEM COMPLETA 50 ANOS DE CASA, NÃO É MAIS DEMITIDA(O) DA GLOBO, SOB HIPOTESE NENHUMA. Normas do velho RM.

    Acontece que a empresa FAZ 50 ANOS, AGORA. É a “LIMPA” na folha de pagamento, para não permitir que façam 50 anos de casa.

     

  6. até o puxa-saco mor da globo,

    até o puxa-saco mor da globo, xexéo, dançou nessa.

    mas é lementável que uma maioria que carregava o piano

    seja demitida por problemasadministrtivos patronais.

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